sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sobre a reação aos ataques ao Cristianismo. Ou: E eu reclamando dos bispos brasileiros...

Saudações queridos leitores!

Depois de muito tempo, é hora de voltar ao trabalho. Leio em ZENIT hoje uma reportagem sobre uma declaração dos Bispos Franceses sobre os recentes ataques ao cristianismo e sobre as reações de alguns grupos. Deixo claro que apesar de concordar que a violência não é a resposta que devemos dar aos blasfemadores, discordo em muita coisa do ponto de vista da Conferência Episcopal Francesa. Vamos ao artigo de ZENIT, em vermelho e eu, em preto.

Os cristãos não devem usar a violência para defender seus valores
Disseram os bispos franceses durante a sua última Assembléia Plenária


ROMA, quinta-feira, 10 de novembro, 2011 (ZENIT.org) - "Os cristãos não devem usar a violência para defender seus valores", assim disse a Rádio Vaticano, mas estão desorientados, e até mesmo irritados por causa dos ataques que sofrem.

Alto lá! Os Católicos têm protestado sempre de maneira pacífica, sem agredir ninguém. O máximo que fazem é provocar distúrbio ante blasfêmias evidentes. Nisso eles estão com todo o direito. Nem mesmo a invasão do teatro pode ser considerada violenta, já que eles não atacaram ninguém. Tudo isso está registrado em vídeo.

A emissora Vaticana tem chamado a atenção sobre o argumento, discutido pelos bispos da França durante a sua última sessão plenária, realizada em Lourdes dos dias 4 a 9 novembro, e também pelo Cardeal Arcebispo de Paris, Andre Vingt-Trois, presidente da Conferência Episcopal francêsa (CEF), no seu discurso de encerramento. A CEF, além do mais, criou um novo grupo de trabalho sobre esse assunto.

Já não era sem tempo! A CEF e os bispos franceses em geral estão mudos. E não é de hoje, pois os ataques contra a Igreja e seus símbolos já ocorrem a algum tempo. Os grupos que se revoltam agora só o fazem porque seus pastores nada fazem contra os lobos que os cercam.

Banalização dos ataques

Em Lourdes, os bispos da França têm-se centrado sobre as reacções surgidas por uma peça de teatro do diretor e cinematógrafo italiano Romeo Castellucci e sobre o recente ataque contra a sede parisina do famoso semanário satírico Charlie Hebdo.

"Sem aceitar a banalização dos ataques contra a figura de Cristo," os bispos "têm advertido contra a "resposta agressiva "por parte de alguns cristãos, que se sentiram denegridos", disse a Rádio Vaticana.


O oquê o ataque ao Charlie Hebdo está fazendo na pauta dos bispos franceses? O incêndio ao prédio, as ameaças de morte aos funcionários e os ataques ao site foram obra de muçulmanos, já que o jornal publicou charges com o rosto de Maomé, o que é proibido de acordo com a crença deles. Se os bispos franceses se preocupassem mais com os ataque que os católicos sofrem, estaríamos melhor. E se tem cristão que não se sente denegrido com uma peça teatral em que crianças jogam um composto similar a fezes em um grande ícone de Nosso Senhor Jesus Cristo, bom cristão não é.

Na verdade, os bispos da França, tomam "muito seriamente" os ataques contra o cristianismo. Deploram portanto "comportamentos excessivos de grupos fanáticos" durante as manifestações contra a peça intitulada Sobre o Conceito do rosto do Filho de Deus. E rejeitam decididamente os excessos que ameaçam a criação de amálgamas na opinião pública por causa de outras respostas violentas em nome da religião.

Os bispos mencionaram em particular o ataque ao satírico semanal Charlie Hebdo. Por mútuo acordo e de acordo com seu presidente, os bispos condenaram o uso da violência para defender os valores cristãos.

Os bispos franceses deploram tão seriamente os ataques que não fizeram rigorosamente nada, até que um grupo de jovens, longe de poderem ser taxados de fanáticos, resolve protestar de maneira legítima e pacífica contra atitudes que desrespeitam, vilipendiam e denigrem suas crenças. Vale lembrar que esses manifestantes, ao final do protesto, não ofereceram resistência à ação da polícia francesa, que prendeu todos eles.

Mais uma vez, o ataque ao Charlie Hebdo não foi obra de cristãos. Ou será que agora atacar Maomé é atacar o cristianismo?

Silêncio ou resposta?

"Na presença de numerosos ataques, os bispos reconhecem que muitas vezes não agüentam mais. Aos ataques anti-clericais respondem com atitudes de defesa ou, pelo contrário, de silêncio, muitas vezes reprovadas aos líderes da Igreja ", continua a mesma fonte.


Claro que não aguentam mais. Os ataque tornaram-se constantes e cada vez mais agressivos. Simples pronunciamentos de reprovação não estão fazendo efeito, pois os mesmos são ridicularizados, quando não são solenemente ignorados. Passeatas, manifestações em praça pública e denúncias são atitudes perfeitamente aceitáveis na democracia francesa e na história cristã. Não podem ser condenados. Quando houverem atos violentos, esses sim devem ser condenados, mas rezar o terço em desagravo às blasfêmias está longe de se considerado agressivo.

Para o arcebispo de Dijon, monsenhor Roland Minnerath, é da responsabilidade do bispo, como pastor, assumir a responsabilidade pela perturbação do povo católico, "chocado pela violência de alguns ataques contra símbolos do cristianismo." Segundo Minnerath, artistas criativos deveriam estar cientes da própria responsabilidade social.

O que o Monsenhor Roland Minnerath não leva em consideração é que os que ele chama de "artistas criativos" não têm responsabilidade social em relação ao cristianismo. Eles desejam deliberadamente atacar e, se possível, acabar com o cristianismo. Como não podem fazer através da força, tentam fazer através da ridicularização, da vergonha. Os cristãos estão sujeitos a um novo tipo de martírio: o da ridicularização, que é imposto pelos inimigos da Igreja. E qualquer tentativa de reação a isso é barrada com a força da Lei, usada de maneira parcial e distorcida contra todos os fiéis.

O arcebispo de Dijon admitiu que ele recebeu muitas mensagens de pessoas que criticam o "silêncio ensurdecedor" da Igreja. Atenção - reiterou – com o banalizar críticas contra a figura de Cristo”. Se eles se irritam com a Igreja, não há problemas, é o risco de toda instituição. Mas aqui se trata de Cristo ", continuou Minnerath. Para não falar de um outro risco subjacente, aquele do monopólio da defesa da honra de Cristo para os cristãos extremistas.

O Arcebispo está completamente errado. O fato de que a indignação chegou a seus ouvidos prova que os cristãos tentaram recorrer a seus pastores perante ofensas são escandalosas. Vendo que os mesmos permaneceram inertes apesar dos pedidos de suas ovelhas, resolveram eles mesmos agir, expondo de maneira crua sua indignação com os ataques.

Se toda instituição está sujeita a ataques, toda instituição tem o direito de se defender. Quando os generais ficam inertes frente ao ataque do inimigo, é compreensível que os soldados lutem por suas vidas. Ou será que o Arcebispo acha que seria mais coerente que os cristãos ficassem em silêncio enquanto são vilipendiados? E se há extremistas que defendem a fé e são acusados de monopólio, eles fazem melhor que os católicos mornos que permitem que o que lhes é sagrado seja vilipendiado. Deus vomitará os mornos.

A constatação dos bispos é a mesma: o círculo dos católicos exasperados excede o dos minúsculos grupos ativistas. Para monsenhor Eric de Moulins de Beaufort, bispo auxiliar de Paris, muitas vezes se trata de "católicos muito simples, perdidos, porque se divertem à custa do que eles acreditam firmemente."

Monsenhor Eric de Moulins disse tudo. Os atos em defesa da fé não são fruto de um grupo de extremistas que se julgam paladinos da Igreja ou mais católicos que o restante da França, mas são a reação de pessoas normais, como você ou eu, que estão fartas de tantas ofensas ao que lhes é sagrado. Parece que só os bispos franceses conseguem não se ofender com tudo que acontece.

Para preocupar também o arcebispo de Bordeaux, o cardeal Jean-Pierre Ricard, há uma novidade: "Houve sempre uma política de direita católica estrema. Mas hoje, as suas ações são legitimadas e justificadas por católicos perplexos pela secularização e que têm a sensação de ser ridicularizados."

Porca miséria! Esqueçam esse treco de católicos de direita! Parece que quem se ofende legitimamente deve ser taxado de reacionário (já que é com essa conotação que ele usa o termo direita estrema [sic]). Os bons católicos estão perplexos e cansados de tantas ofensas pelas forças seculares. Se tem católico que não se ofende com isso, digo de novo, bom católico não é.

Nada de "estratégia da minoria"

Por sua parte, o Cardeal Vingt-Trois, alertou contra uma "estratégia da minoria": a evolução do catolicismo no modelo das minorias religiosas, que iria responder apenas para defender-se, seria contrário à tradição do cristianismo, que reivindica um papel mais amplo no debate social e político.


O cristianismo realmente é algo amplo, porém, devido ao silêncio dos bispos e ao trabalho dos inimigos da Igreja, estamos acuados e devemos responder da maneira mais enérgica que a civilidade nos permitir. Basta de ficamos quietos frente a tantos ataques perpetrados pelos inimigos da Igreja que encontram-se dentro e fora da mesma. É mais do que hora de uma reação.

Aj Majorem Dei Gloriam!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Ajude a defender a Igreja! - http://www.defesacatolica.com.br/

Foto do dia

Saudações queridos leitores!

Enquanto preparo um texto sobre os últimos ataques ao cristianismo, em especial sobre os episódios na França, deixo uma foto sensacional, que vi no blog católico La Cingueña de La Torre.


Uma imagem fala mais que mil palavras.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sacudindo a poeira

Saudações queridos leitores!

Faz muito tempo que não apareço por aqui. Quebrei minha promessa mais uma vez. Mas, bola pra frente. Vamos sacudir a poeira do blog? O mundo está interessante demais para deixar passar batido.

Me aguardem.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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