terça-feira, 19 de abril de 2011

Comentário do Leitor - "Otário de Galocha"

Saudações queridos leitores!

Uma das razões pelas quais eu gosto tanto do meu blog é porque ele expressa muito mais verdades do que eu escrevo.

Um sujeito anônimo me mandou o seguinte comentário na postagem Holanda transforma crianças em transexuais. O texto é de 2008, mas o cara deve ter visto só agora porque voltei a escrever e ficou todo indignado. Leiam o comentário anônimo como sempre, já que esses tolerantes não têm coragem de mostrar o rosto na maioria das vezes:

Este Fernando é um otári o de galocha, seu argumento é totalmente irreal ao que diz a reportagem.
Extremismo é assim, não têem argumentos, só certezas e ai de quem não os siga. Vai procurar te informar seu cabeça de sacola.


Pois bem. Eu até queria que tivesse um pouco mais de conteúdo para comentar, mas com tanto ataque ad hominem, não sobra muito para argumentar. Segundo o sujeito, devido a eu ser contrário ao fato de se transformar crianças em travestis, eu sou um otário de galocha, que prega o extremismo. Por quê o anônimo não diz também que eu sou feio, bobo e malvado?

Eu não consigo ver razão alguma para a sexualização de crianças. Seja com os sutiãs com enchimento que a Disney licenciou para crianças a partir de 6 anos de idade, seja para tratar crianças que nem sabem como os bebês nascem como transexuais enrustidos. Isso não é tratamento, é deformação!

Depois reclamamos das inúmeras perversidades sexuais que vemos por aí. Ademais, faço uma pergunta ao senhor anônimo: quem garante que essas crianças são mesmo homossexuais? E se alguém que vive no homossexualismo achar-se errado e quiser adotar um estilo de vida heterossexual? Essa pessoa vai ter apoio dos politicamente corretos ou tal "conversão" viola o dogma gayzista e deve ser combatida com unhas e dentes, independente da vontade da pessoa?

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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19 de Abril - Dia de Santo Expedito

Saudações queridos leitores!

Peço desculpas por não trazer material original, mas é que minha prioridade agora é trabalhar no material da Semana Santa. Hoje republico um artigo em honra a Santo Expedito, de 2008.


Quem nunca apelou para Santo Expedito? Ele, o padroeiro das causas urgentes, um dos santos mais populares e um dos que deve ter mais trabalho no Céu. Fiquem com uma breve hagiografia retirada do site da ACI Digital.

Santo Expedito
(Patrono das Causas Urgentes)
Hoje nossa Igreja comemora o dia de Santo Expedito, Soldado Romano, traja uma capa vermelha e está com o pé em cima de um corvo, ave conhecida pelos atrasos intermináveis. O corvo grita sem fim Cras! Cras!, que significa amanhã e, Santo Expedito que apresenta em uma das mãos, a cruz com a inscrição Hodie, que significa hoje, consegue a pronta solução de algumas questões. Na outra ,mão Santo Expedito carrega uma palma, símbolo do martírio. É conhecido como padroeiro dos militares, dos estudantes, dos viajantes e patrono nas causas urgentes.

A utilização do nome Expedito e o seu significado não é tão certo como a época e local em que o santo morreu, tem várias explicações: A primeira delas é que existiam duas espécies de soldados: o "expeditus" e o "impeditus". O expeditus" recebida essa designação porque carregava um armamento leve e era desembaraçado do encargo ao qual o "impeditus" recebia.
A parte formada pelos "expeditus" podia seguir a frente do exército formando um corpo inteiro na defesa do território. Coincidentemente, Santo Expedito fazia parte desse grupo e o nome "Expeditus" teria se tornado nome próprio. Outra explicação vem da característica frequente dos romanos em apelidar as pessoas, assim, o nome Expedito foi dado devido a um traço de caráter desse santo, que é a presteza e a prontidão no cumprimento de seu dever. Ele era chefe da 12 Legião Romana, sediada em uma das províncias romanas da Armênia. O fato de ter ocupado cargo tão elevado pode ser explicado pela preferência pelos cristãos, dada pelo imperador Dioclesiano para os postos importantes na administração e no exército.

Por ordem de César Galero, o imperador Diocleciano tinha obrigado os oficiais cristãos de seu exército a renunciarem a religião. Muitos oficiais já haviam pago com a vida pela recusa.

Santo Expedito, a exemplo de São Sebastião, que também participou de cargos importantes em outras legiões e que se recusou a renunciar a religião, foi flagelado até derramar sangue e então teve a cabeça decepada.

Acredita-se que Santo Expedito tenha nascido na cidade de Malatia, situada entre Armênia e Capadócia. Segundo a história, a Armêniua foi considerada uma terra de predileção. A Sagrada Escritura conta que foi nas montanhas armênicas do Ararat que a Arca de Noé parou quando as águas do diluvio começaram a baixar. Também foi essa mesma região que recebeu as pregações dos Apóstolos Judas Tadeu, Simão e Batolomeu.

A devoção a memória de Santo Expedito começou em sua pátria, tomando proporção maior e atingindo o Oriente, depois o Ocidente, especialmente a Alemanha. Seu nome espalhou-se pela Itália, Espanha e França. Em 1894, teve um altar dedicado a ele na capela das Religiosas Mínimas com sua estátua.
Santo Expedito, rogai por nós!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 17 de abril de 2011

Evangelho de Domingo - Domingo de Ramos/Segundo Domingo da Paixão

Saudações queridos leitores!
 
Segue abaixo o Santo Evangelho desse Domingo de Ramos na Forma Extraordinária do Rito Romano (Missa Tridentina). Logo abaixo está o Evangelho na Forma Ordinária. 

EVANGELHO (Mateus 26, 36-75; 27, 1-60)

Passio Domini nostri Jesu Christi secúndum Matthaéum.

Naquele tempo, dirigiu-se Jesus com seus discípulos a uma granja, chamada Getsemani, e disse aos seus discípulos: ? Sentai-vos aqui, enquanto vou acolá fazer oração. E, tendo tomado consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes então: ? A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai comigo. C. E, adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto por terra, orando e dizendo: sim como tu queres. C. Depois foi ter com os discípulos, e encontrou-os a dormir, e disse a Pedro: ?Então não pudestes vigiar uma hora comigo? Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca. C. E retirou-se pela segunda vez, e orou, dizendo: ? Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. C. E foi novamente, e encontrou-os a dormir; porque os seus olhos estavam carregados (de sono). E, deixando-os, foi de novo, e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Então foi ter com os discípulos, e disse-lhes: ? Dormi agora e descansai; eis que está chegada a hora em que o Filho do homem será entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos; eis que se aproxima o que me vai entregar.

Prisão de Jesus

C. E estando ainda a falar, chega Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O que o entregou tinha-lhes dado este sinal: S. Aquele a quem eu der um ósculo, é esse; prendei-o. C. E, aproximando-se logo de Jesus, disse: S. Deus te salve, Mestre. C. E deu-lhe um ósculo. Disse-lhe Jesus: ? Amigo, a que vieste? C. Os outros avançaram logo e lançaram mãos de Jesus e prenderam-no. Um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, desembainhou a espada, e, ferindo um servo do Sumo Pontífice, cortou-lhe uma orelha. Disse-lhe então Jesus: ? Mete a espada no seu lugar, porque todos os que pegarem da espada, morrerão à espada. Julgas porventura que eu não posso rogar ao meu Pai, e Ele ao porá logo aqui à minha disposição mais de doze legiões de anjos? Como se hão de cumprir as escrituras que declaram que assim deve suceder? C. Naquela hora disse Jesus às turbas: ? Viestes armados de espadas e varapaus para me prender, como se faz a um ladrão; todos os dias estava eu sentado no meio de vós a ensinar no templo, e não me prendestes. C. Mas tudo isso aconteceu para se cumprirem as escrituras dos profetas. Naquela altura, todos os discípulos o abandonaram e fugiram.

Jesus conduzido à presença do Sumo Sacerdote

Os que prenderam a Jesus levaram-no a casa de Caifás, Príncipe dos Sacerdotes, onde se tinham reunido os escribas e anciãos. Pedro foi-os seguindo de longe, até o átrio do Príncipe dos Sacerdotes. E, tendo entrado, sentou-se com os criados, a ver o fim daquilo tudo. Entretanto, os Príncipes dos Sacerdotes e todo o conselho procuravam algum falso testemunho contra Jesus para o entregarem à morte; mas não o encontraram, posto que se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas. Por último, apresentaram-se duas testemunhas falsas, e disseram: S. Este disse: Posso destruir o templo de Deus, e reedificá-lo em três dias. C. Levantando-se então o Príncipe dos Sacerdotes, disse-lhe: S. ao respondes nada ao que estes depõem contra ti? C. Jesus, porém, mantinha-se calado. Disse-lhe o Príncipe dos Sacerdotes: S. Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. C. Jesus respondeu: ? Tu o disseste; mas também vos digo que haveis de ver o Filho do homem sentado à direita do poder de Deus, e vir sobre as nuvens do céu. C. Então o Príncipe dos Sacerdotes rasgou os vestidos, dizendo: S. Blasfemou; que mais necessidade temos de testemunhas? Acabais de ouvir a blasfêmia; que vos parece? C. E eles responderam: S. É réu de morte. C. Então cuspiram-lhe no rosto, e feriram-no às punhadas; e outros deram-lhe bofetadas no rosto, dizendo: S. Adivinha, Cristo, quem é que te feriu?

Negação de Pedro

C. Entretanto Pedro estava sentado fora no átrio. Aproximou-se dele uma criada, e disse-lhe: S. Tu também estavas com Jesus, o Galileu. C. Mas ele negou diante de todos, dizendo: S. Não sei o que dizes. C. E, saindo fora da porta, viu-o outra criada, e disse para os que ali se encontravam: S. Este também estava com Jesus Nazareno. C. E ele pela segunda vez negou, com juramento, dizendo: Não conheço este homem. Daí a pouco, aproximaram-se de Pedro os que ali estavam, e disseram: S. Tu certamente também és dos tais; porque até a tua linguagem te dá a conhecer. C. Então começou a fazer imprecações e a jurar que não conhecia tal homem. E imediatamente cantou o galo. Pedro lembrou-se da palavra que lhe tinha dito Jesus: Antes de o galo cantar, três vezes me negarás. E, tendo saído para fora, chorou amargamente.

Conselho do Sinédrio

Logo de manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram em conselho contra Jesus, para o entregarem à morte. E levaram-no preso e entregaram-no ao governador Pôncio Pilatos.

Desespero de Judas

Então Judas, que o tinha entregado, vendo que Jesus fora condenado, tocado de
arrependimento, tornou a levar as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: S. Pequei, entregando o sangue inocente. C. Responderam eles: S. Que temos nós com isso? Visses (antes o que fazias). C. E, atirando com as moedas de prata para o templo, retirou-se, e foi-se enforcar. Os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: S. Não é lícito deitá-las na arca das esmolas, visto serem preço de sangue. C. E, tendo consultado entre si, compraram com elas o campo dum oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por esta razão foi aquele campo chamado Hacéldama, isto é, campo de sangue, até ao dia de hoje. Assim se cumpriu o que foi predito por Jeremias profeta, que diz: E tomaram as trinta moedas de prata, custo daquele cujo preço foi avaliado pelos filhos de Israel, e deram-nas pelo campo do oleiro, como o Senhor me ordenou.

Jesus diante de Pilatos

Jesus foi apresentado diante do governador, e o governador interrogou-o, dizendo: S. Tu és o Rei dos Judeus? C. Disse-lhe Jesus: ? Tu o dizes. C. E, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e anciãos, não respondeu coisa alguma. Disse-lhe então Pilatos: S. Não ouves de quantas coisas te acusam? C. Mas ele nada respondeu, de modo que o governador ficou em extremo admirado. Ora o governador tinha por costume, no dia solene da Páscoa, soltar aquele preso que o povo quisesse. Naquela ocasião, tinha ele um preso afamado, chamado Barrabás. Estando, pois, eles reunidos, disse-lhes Pilatos: S. Qual quereis vós que vos solte: Barrabás, ou Jesus que se chama o Cristo? C. Pois sabia que o tinham entregado por inveja. Estando ele sentado no seu tribunal, a sua mulher mandou-lhe dizer: S. Não te metas com esse justo, pois fui hoje muito atormentada em sonhos por causa dele. C. Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus. E o governador, tomando a palavra, disse-lhes: S. Qual dos dois quereis que vos solte? C. E eles responderam: S. Barrabás. C. Disse-lhe Pilatos: S. E que hei de fazer de Jesus, que se chama o Cristo? C. Disseram todos: S. Seja crucificado. C. Disse-lhes o governador: S. Mas que mal fez ele? C. E eles gritavam com mais força, dizendo: S. Seja crucificado. C. Pilatos, vendo que nada conseguia e que o tumulto era cada vez maior, tomando água, lavou as mãos diante do povo, dizendo: S. Eu sou inocente do sangue deste justo; vós lá vereis. C. Responde o povo todo: S. O sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos. C. Soltou-lhes então Barrabás; e, depois de mandar flagelar a Jesus, entregou-o para ser crucificado. Jesus ultrajado e coroado de espinhos Então os soldados do governador, conduzindo Jesus ao pretório, juntaram à volta dele toda a corte; e, despindo-o, cobriram-no com um manto carmesim. E, tecendo uma coroa de espinhos puseram-lha na cabeça, e na mão direita uma cana. E, dobrando o joelho diante Dele, escarneciam dele, dizendo: S. Deus te salve, rei dos Judeus. C. E, cuspindo-lhe, pegavam na cana e batiam-lhe (com ela) na cabeça. E, depois de o escarnecerem, tiraram-lhe o manto, e vestiram-no com os seus vestidos e levaram-no para o crucificarem. A caminho do Calvário Ao sair (da cidade), encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e obrigaram-no a levar a cruz de Jesus. E chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar da Caveira. E deram-lhe a beber vinho misturado com fel. Tendo-o provado, não quis beber. Crucifixão E, depois de o crucificarem, repartiram os seus vestidos, deitando-os à sorte, cumprindo-se deste modo o que tinha sido anunciado pelo profeta, que diz: Repartiram entre si os meus vestidos, e sobre a minha túnica lançaram sortes. E, sentados, guardavam-no. E puseram-lhe por cima da cabeça uma inscrição, a indicar a causa da morte: Este é Jesus, o Rei dos Judeus. Ao mesmo tempo, foram crucificados com ele dois ladrões: um à direita e outro à esquerda. Jesus pregado na cruz E os que iam passando blasfemavam dele, movendo a cabeça, e dizendo: S. Olá, tu que destróis o templo de Deus e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo; se és o Filho de Deus, desce da cruz. C. Do mesmo modo o insultávamos príncipes dos sacerdotes com os escribas e anciãos, dizendo: S. Então salvou outros, e a si mesmo não se pode salvar. Se é o rei de Israel, desça agora da cruz, e acreditaremos nele. Confiou em Deus; que Deus o livre agora, se é que o ama; pois ele disse: Eu sou o Filho de Deus. C. Do mesmo modo o insultavam os ladrões que tinham sido crucificados com ele. Morte de Jesus Desde a hora sexta até à nona, houve trevas sobre toda a terra. E por volta da hora nona, exclamou Jesus em alta voz, dizendo: ? Eli, Eli, lamma sabacthani? C. Que quer dizer:? Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste? C. Alguns dos que ali estavam e ouviram isto, diziam: S. Está a chamar por Elias. C. E logo, correndo um deles, pegou numa esponja, ensopou-a em vinagre, pô-la na ponta duma cana, e dava-lhe de beber. Porém, os outros diziam: S. Deixa ver se vem Elias livrá-lo. C. E Jesus, soltando de novo um alto brado, rendeu o espírito.

(Aqui ajoelha-se e faz-se uma breve pausa.)

Depois da morte de Jesus

Naquele instante, o véu do templo rasgou-se em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as pedras, abriram-se as sepulturas e muitos corpos de santos, que tinham adormecido no Senhor, ressuscitaram. E, saindo das sepulturas depois da ressurreição de Jesus, foram à cidade santa e apareceram a muitos. O centurião e os que com ele estavam de guarda a Jesus, ao verem o terremoto e as coisas que aconteciam, tiveram grande medo, e diziam: S. Na verdade, este homem era o Filho de Deus. C. Achavam-se também ali, vindas de longe, muitas mulheres, que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia, subministrando-lhe o necessário. Entre elas, estava Maria Madalena, Maria mãe de Tiago, a mãe de José e a mãe dos filhos de Zebedeu. Sepultura de Jesus Ao fim da tarde, chegou um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também era discípulo de Jesus. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos mandou que lhe fosse entregue o corpo. E, tomando o corpo, envolveu-o num lençol branco, depositou-o no seu sepulcro novo, que tinha aberto numa rocha, e rolou uma grande pedra a tapar a entrada do sepulcro. E retirou-se.

R. Laus tibi, Christe.

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo Matheus (Mt 26,14-27,66)

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo Mateus: Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:

Ass.: “Tu és o rei dos judeus?”


Narrador 1:
Jesus declarou:

Pres.:
“É como dizes”.

Narrador 1:
12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:

Leitor 1:
“Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”

Narrador 1:
14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

Ass.: “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”


Narrador 2:
18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:

Mulher:
“Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.

Narrador 2:
20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:

Ass.: “Qual dos dois quereis que eu solte?”


Narrador 2:
Eles gritaram:

Ass.: “Barrabás”.


Narrador 2:
22Pilatos perguntou:

Leitor 2:
“Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?

Narrador 2:
Todos gritaram:

Ass.: “Seja crucificado!”


Narrador 2:
23Pilatos falou:

Leitor 1:
“Mas, que mal ele fez?”

Narrador 2:
Eles, porém, gritaram com mais força:

Ass.: “Seja crucificado!”


Narrador 1:
24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:

Leitor 2:
“Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!”

Narrador 1:
25O povo todo respondeu:

Ass.: “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”.


Narrador 1:
26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:

Ass.: “Salve, rei dos judeus!”


Narrador 2:
30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”.

Narrador 1:
34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação:

Ass.: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”.


Narrador 1:
38Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

Ass.:
40”Tu, que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”

Narrador 2:
41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:

Ass.:
42”A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.

Narrador 1:
44Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus o insultavam. 45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

Pres.:
“Eli, Eli, lamá sabactâni?”

Narrador 1:
Que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

Ass.: “Ele está chamando Elias!”

Narrador 1: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:

Ass.: “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”
 
Narrador 1: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.
(Todos se ajoelham e ficam em silêncio)

Narrador 2: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: 

Ass.: “Ele era mesmo Filho de Deus!”
 

Palavra da Salvação.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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