quarta-feira, 12 de agosto de 2009

São Paulo tem a primeira Igreja 24 horas inaugurada!

Saudações queridos leitores!

Os insones paulistanos têm uma grande notícia! Dom Odilo Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo, abençoou a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, na rua Tabatinguera, que será a primeira Igreja aberta 24 horas no Brasil. A abertura do templo, que estará dirigido pela Comunidade Aliança da Misericórdia, levou-se a cabo com o rito da dedicação, "obrigatória para todas as igrejas católicas que iniciam suas atividades pela primeira vez".

Abaixo, reproduzo a mensagem de Dom Odilo acerca do fato:

Boa Morte: igreja aberta 24h por dia - Cardeal Dom Odilo P. Scherer

18/07/2009

A igreja de Nossa Senhora da boa Morte completará 200 anos em 2010; construída pela Irmandade da Boa Morte, quando São Paulo ainda era pouco mais que uma vila, o templo testemunhou dois séculos da história da cidade: história religiosa, social, cultural, econômica e política. Seus sinos repicaram alegres à chegada de Dom Pedro I, após a proclamação da independência, e seus bancos abrigaram, lado a lado, brancos e negros, bem antes da abolição da escravatura. Passando pela sua porta, muitos condenados à pena capital, enquanto eram levados ao patíbulo na Liberdade, puderam parar ali para fazer uma última súplica ao Bom Jesus, ou à Virgem Dolorosa, ou ainda a Nossa Senhora da Boa Morte, ali venerada.

Desgastada pelo tempo e pelo uso, devorada pelos cupins e consumida pelo mofo, ela precisava muito de socorro, para não acabar em total ruína. Foi preciso fechá-la, por oferecer riscos à segurança. Dom Cláudio incentivou muito o restauro, iniciado em 2006. Foram 3 anos de trabalhos meticulosos e competentes dos técnicos em recuperação do patrimônio histórico, artístico e cultural. Um significativo aporte financeiro foi necessário para bancar as obras; além de contar com os recursos captados mediante a lei de incentivos à cultura (Lei Rouanet), a realização do trabalho precisou contar com vários apoiadores privados. Tudo para que a Arquidiocese pudesse devolver à cidade de São Paulo um pedaço de sua história e de sua memória. Afinal, a Igreja católica é parte da história desta cidade, desde os seus primórdios.

O templo foi restituído ao seu estilo original, o barroco colonial paulista; também imagens, peças de arte e móveis foram recuperados e, surpresa, no teto, sobre o altar, foi achada uma belíssima pintura sobre a madeira, que estava coberta por uma camada de látex, totalmente esquecida; trata-se de uma esplên- dida cena da Virgem Maria elevada ao céu e coroada pela Santíssima Trindade. Os estudiosos têm algo a esclarecer sobre isso. Quem for visitar a igreja, vai gostar, certamente. Fica na Rua do Carmo, s/n; o acesso mais fácil é pela rua Tabatinguera, atrás da Praça da Sé.

Concluídos os trabalhos e reaberta ao público no dia 11 de julho, a igreja foi devolvida às suas funções religiosas, culturais e sociais logo em seguida, às 8h00 da manhã do domingo, dia 12 de julho; durante a primeira Missa na igreja renovada, foi feita a solene dedicação do templo à glória de Deus e ao louvor da Virgem Maria. Na mesma ocasião, ela foi erigida canonicamente em Oratório público, com o nome ampliado, para melhor explicitar sua identidade: Igreja de N.Sra da Boa Morte (ou da Dormição da Bemaventurada Virgem Maria). Sim, porque a “boa morte”, no caso, é a de Maria, Mãe de Jesus, lembrada outrora na Liturgia como a “Dormição” da B.Virgem Maria. Em Jerusalém existe a igreja da “Dormitio”, ou da Dormição, que recorda a morte de Maria. O título litúrgico, lembrado no dia 14 de agosto, está relacionado intimamente com a festa da Assunção de Maria ao céu, oleni- zada no dia 15 de agosto e da coroação, como Rainha do céu e da terra, no dia 22 de agosto. Aliás, na própria igreja, as imagens de Nossa Senhora “adormecida”, elevada ao céu e coroada na glória da Trindade aparecem numa seqüência plástica perfeita.

O cuidado pastoral do Oratório público de Nossa Senhora da Boa Morte (ou da Dormição da Bemaventurada Virgem Maria) foi confiado ao padre Antonio Cadeddu, como reitor, e ao padre João Henrique, como vice reitor. Ela deverá ficar aberta dia e noite, ininterruptamente; ali deverão ser promovidas as celebrações litúrgicas da Igreja, o sacramento da penitência, a pregação da palavra de Deus, a adoração à Eucaristia, as devoções populares, o conforto aos doentes e aflitos, a acolhida e o cuidado dos pobres e dos necessitados de atenção fraterna e samaritana. A Comunidade Aliança de Misericórdia coordenará, junto com os padres responsáveis, todo tipo de atendimento necessário. Muitas iniciativas poderão ser agregadas ali e muitos grupos e pessoas voluntárias poderão contribuir para dar vida nova à igreja, situada numa área da cidade onde se faz muito necessário testemunhar que “Deus habita esta cidade”.

A novidade é que teremos no centro histórico de São Paulo uma igreja católica aberta 24 horas por dia. Poderá ser a primeira de mais outras iniciativas semelhantes, necessárias numa cidade que não dorme e onde o “povo da noite” procura, muitas vezes, uma porta aberta e a luz da esperança. Evidentemente, não bastam portas abertas, é necessário que haja alguém para acolher e escutar. E poderão ser muitos a fazê-lo. Faz parte de nossa missão de discípulos e missionários de Jesus Cristo nesta cidade imensa!

Card. D.Odilo P. Scherer Arcebispo de São Paulo

Fonte: Publicado do Jornal O São Paulo do dia 14 de julho de 2009

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A eutanásia e a incapacidade de lidar com a dor

Saudações queridos leitores!

Recebi hoje uma grande notícia. Uma jovem britânica, que tinha se recusado a receber um transplante de coração para o tratamento de uma cardiomiopatia mudou de ideia. Hannah Jones, agora com 14 anos foi diagnosticada com um tipo raro de leucemia vários anos atrás. Após vencer essa batalha, ela descobriu que sofria de cardiomiopatia, uma falha no coração cuja cura em seu caso era um transplante.

Hannah recusou o tratamento e pediu para ser transferida para sua casa, mesmo sabendo que isso seguramente a levaria à morte. Seu caso foi usado por muitos grupos anti-vida como bandeira em favor da eutanásia e do suicídio assistido.

A direção do hospital que a atendia, o Herefordshire Primary Care Trust de Hereford (Reino Unido) ainda entrou em uma batalha judicial para retirar temporariamente a custódia da menina de seus pais que a apoiavam nessa decisão para obrigar a jovem a fazer o tratamento. No entanto, a instituição decidiu, depois de uma longa batalha, abandonar o caso.

Entretanto, no dia 7 de julho, às vésperar de completar 14 anos, a vida de Hannah mudou radicalmente. De acordo com informações do jornal Daily Telegraph, a jovem Hannah sofreu uma falha parcial no rim. Ela não pôde receber uma diálise para tratamento de seu problema justamente pelo fato de seu fraco coração não suportar o tratamento. Depois do acontecido, ela voltou para a lista de receptores, caso contrário, certamente sofreria uma falha renal grave e morreria.

Em sua defesa, a jovem diz que "[Ela sabe] que tinha decidido que não queria isto de nenhuma maneira, mas todo mundo tem direito a mudar de opinião", indicou Hannah depois de submeter-se ao bem-sucedido transplante e expressou sua alegria porque "agora estou tomando 27 remédios, mas logo terei que tomar apenas 12".

Os grupos pró-eutanásia não falam mais sobre ela.

Esse é um caso emblemático. Estamos cercados de uma cultura que não dá valor à vida, onde viver ou morrer já não faz mais diferença. Parece que a vida humana só deve ser vivida se for com "qualidade". Quando digo qualidade, não falo de aspectos físicos apenas, mas também de aspectos financeiros e uma busca pela perfeição, que me lembra muito as ideias eugênicas que eram pregadas pelo nazismo.

Extermínio de deficientes e incapacitados. Pessoas que, por sofrerem dos mais variados males, são consideraas estorvos, gente que não deve atrapalhar o andamento da vida do resto do mundo. "Pra quê cuidar de uma pessoa em uma UTI ou carregar um filho na cadeira de rodas a vida toda? Eles não são eficientes o suficiente para viver." Esse é o pensamento que permeia muitas mentes hoje em dia.

Também há a incapacidade de se lidar com problemas. Lutamos tanto para evitar o sofrimento, buscando uma vida só de alegrias e boas sensações que, ao nos vermos incapacitados de fugir do sofrimento, buscamos saídas de maneiras desesperadas. Isso é reflexo de um esquecimento de como lidar com a dor. É a sensação de sermos nossos próprios deuses que toma conta de nossas mentes. Mas, quando descobrimos que os deuses de nossas cabeças não têm poder, não temos a que nos apegar.

Grande é a coragem desse jovem, que após quase se entregar ao desespero, assumiu novamente as rédeas de sua vida.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Nem as consciências cristãs estão a salvo

Saudações queridos leitores!

A perseguição aos cristãos não acontece só no Brasil. Também não se restringe à caça dos símbolos religiosos. Nos Estados Unidos, até mesmo a consciência cristã é perseguida.

Uma enfermeira católica, funcionária do Mount sinai Hospital foi forçada, isso mesmo, forçada, a auxiliar em um procedimento de aborto, contra sua vontade, sendo ameaçada com medidas disciplinares, legais e até mesmo denúncia ao conselho regulador da categoria, caso se recusasse a agir de modo contrário a sua consciência e convicções morais.

A enfermeira Catherina Cenzon-DeCarlo recebeu a ordem de ajudar no aborto de uma mulher com 22 semanas de gestação. O hospital sabia que a enfermeira não participava de aborto por objeção de consciência desde que a contratou no ano 2004. Ela recordou a seus superiores que não podia participar do procedimento, mas eles a ameaçaram com a acusação de "insubordinação e abandono do paciente", que poderia lhe render um processo disciplinar que culminaria em perda da licença de exercício da profissão.

Após as ameaças e da alegação do hospital de que esse era um procedimento urgente, a enfermeira auxiliou no mesmo, contra sua consciência. Ela recorda que entrou em desespero após o ocorrido, tendo pesadelos durante a noite e constantes crises de choro, além de outros problemas que a fizeram ser afastada do trabalho por alguns dias.

Devido ao ocorrido, a organização Alliance Defense Fund (ADF) está processando o Mount Sinai Hospital por violação de objeção de consciência da enfermeira.

Peço clemência a Deus pelo inocente assassinado e pela enfermeira, ludibriada, ameaçada e obrigada a tomar parte de tal ato asqueroso.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus,
Fernando.

domingo, 9 de agosto de 2009

Evangelho de Domingo - 19º Domingo do Tempo Comum

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de S;ao Cirilo de Alexandria.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.

Evangelho (Jo 6, 41-51 (19º Domingo do Tempo Comum))

41Puseram-se então os Judeus a murmurar a Seu respeito, por ter dito: «Eu sou o pão que desceu do Céu», 42e diziam: Não é Ele Jesus, o filho de José, de quem conhecemos o pai e a mãe? Como é que diz agora:« Eu desci do Céu?». 43Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, o não atrair; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: Serão todos instruídos por Deus. Todo aquele que ouviu e aprendeu do Pai vem a Mim. 46Não é que alguém tenha visto o Pai, senão Aquele que vem de Deus; Esse é que viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que acredita possui a vida eterna! 48Eu sou o Pão da Vida. 49Vossos pais, no deserto, comeram o maná, e morreram. 50Tal é o pão que desce do Céu: quem dele comer não morrerá. 5lEu sou o pão vivo que desceu do Céu. Se alguém comer este pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a Minha carne pela vida do mundo.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por São Cirilo de Alexandria (380-444), Bispo e Doutor da Igreja.

Comentário ao evangelho de São Lucas, 22

«E o pão que Eu hei-de dar é a Minha carne, pela vida do mundo»

Como podia o homem, inexoravelmente preso à terra e submetido à morte, ter de novo acesso à imortalidade ? Era preciso que a sua carne se tornasse participante da força vivificadora que é Deus. Ora, a força vivificadora de Deus nosso Pai é a Sua Palavra, é o Filho Único; foi Ele que Deus nos enviou como Salvador e Redentor. [...]

Se deitares um pedacinho de pão em azeite, água ou vinho, impregnar-se-á das propriedades destes. Se o ferro estiver em contacto com o fogo, será tomado pela energia deste e, ainda que de facto o ferro seja por natureza ferro somente, tornar-se-á semelhante ao fogo. Do mesmo modo, portanto, o Verbo vivificador de Deus, ao unir-Se à carne de que Se apropriou, tornou-a vivificadora.

Disse, com efeito: «Aquele que crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida». E ainda: «Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar, é a Minha carne. Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o Seu sangue, não tereis a vida em vós». Do mesmo modo, portanto, ao comermos a carne de Cristo, Salvador de todos nós, e ao bebermos o Seu sangue, temos em nós a vida, tornamo-nos um com Ele, e Ele permanece em nós.

Ele tinha de vir até nós da maneira que convém a Deus, pelo Espírito Santo, e de integrar-Se de alguma forma nos nossos corpos, pela Sua santa carne e pelo Seu precioso sangue que, em benção vivificadora, recebemos no pão e no vinho. De facto [...], Deus usou de condescendência para com a nossa fragilidade e pôs toda a força da Sua vida nos elementos do pão e do vinho, que estão, assim, dotados da energia da Sua própria vida. Não hesiteis pois em crer, pois o próprio Senhor claramente o disse: «Isto é o Meu corpo» e «Isto é o Meu sangue».

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.