sábado, 8 de agosto de 2009

Ex-hétero existe. Ex-gay não pode existir. É o novo dogma do gayzismo.

Saudações queridos leitores!

Querido leitor, hoje eu me dirijo especialmente a você, que pratica o homossexualismo mas que deseja mudar seus hábitos. Me dirijo a você, que quer controlar seus impulsos homossexuais, que, apesar de viver sua homossexualidade, encontra-se infeliz dentro dela. Hoje, querido leitor homossexual, eu venho lhe dizer que você não pode desejar sair do homossexualismo.

Por mais que tal modo de vida o torne infeliz, por mais que você sinta-se compelido, seja por princípios morais ou religiosos ou pelo mero desejo de viver a heterossexualidade, você não pode ter tal desejo e muito menos buscar ajuda para controlar seus impulsos sexuais.

Pois a Associação Americana de Psicologia (APA), declarou que "profissionais de saúde mental não devem dizer a seus pacientes gays que eles podem se tornar heterossexuais por meio de terapia ou outra forma de tratamento". Para eles, os conflitos gerados pela orientação sexual e crençar devem ser encarados com escolhas múltiplas, desde a adoção do celibato até a troca de igreja. Agora, se uma pessoa quiser trocar a sexualidade, não pode. Mais informações aqui.

É a coisa mais torturante que já vi! Para eles, as pessoas podem passar da heterossexualidade para a homossexualidade tranquilamente, mas esse é um caminho sem volta. Pensam que enganos só podem ser cometidos de um lado. É leviano e estúpido, além de obviamente discriminatório pensar desse jeito. A mesma associação havia criticado as terapias de mudança de orientação no passado, mas um grupo de pesquisadores utilizou vários estudos, realizados desde os anos de 1960 para dar mais peso a essa posição.

O documento (disponível aqui em PDF em inglês, com 138 páginas), trata com detalhes de como terapeutas devem abordar os conflitos entre crenças religiosas que desaprovam o homossexualismo e o mesmo. Judith Glassgold, de New Jersey, diz que a esperança é de que o documento ajude a desarmar o debate polarizado entre religiosos conservadores que creem na possibilidade de mudar a orientação sexual e os muitos profissionais da área de saúde mental que rejeitam essa opção. "Os dois lados precisam se educar melhor”, disse a especialista. “Os psicoterapeutas religiosos precisam abrir seus olhos para os potenciais aspectos positivos de ser gay ou lésbica. Terapeutas não religiosos precisam reconhecer que algumas pessoas podem dar preferência a sua religião, em detrimento de sua sexualidade".

No Brasil, um caso emblemático de perseguição a terapeutas que visam ajudar homossexuais a viver sua sexualidade de maneira diferente é a perseguição da qual a Psicóloga Rosângela Alves Justino tem sofrido. Ela sofreu uma censura pública por oferecer tratamento para que gays e lésbicas deixassem de ser homossexuais voluntariamente. Em entrevista ao portal G1, ela declarou que se sente "amordaçada e impedida de ajudar as pessoas que, voluntariamente, desejam largar a atração por pessoas do mesmo sexo".

Em resumo, a vivência da sexualidade, que deveria ser algo livre para os homossexuais é uma imposição. Um hétero pode ser um gay enrustido (como eles falam), mas um gay, nunca pode ser um hétero enrustido. A falibilidade da heterossexualidade e a infalibilidade da homossexualidade são os novos dogmas dos gays.

Suponho que os gays achem que todo mundo é gay enrustido, sendo assim, logo eles exigirão a "conversão" ao gayzismo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Carta do Prelado (agosto de 2009)

Saudações queridos leitores!

Todos os meses publico a carta enviada pelo Prelado do Opus Dei, Dom Javier Echevarría. É uma grande fonte de meditação e conhecimento, além de mostrar ao mundo muito do carisma da Obra.

Carta do Prelado (agosto de 2009)

Carta mensal do Prelado, desta vez enviada do México. D. Javier Echevarría aproveita as festas marianas do mês de agosto para lembrar-nos da proximidade de Cristo e de sua Mãe, convidando-nos a imitar a sua vida cotidiana.

07 de agosto de 2009

Caríssimos: que Jesus guarde as minhas filhas e os meus filhos!

Assumpta est Maria in caelum, gaudet exercitus angelorum [1]; Maria foi levada ao céu, em corpo e alma, e os anjos participam desse júbilo. Também todos nós, cristãos, nos enchemos de alegria porque a Virgem vive eternamente na plenitude de Deus, contempla e ama a Santíssima Trindade na glória do Céu.

Ao aproximar-se a solenidade do dia 15 de agosto, Assunção de Nossa Senhora, desejo recordar-vos que esta grande festa nos impele a elevar o olhar ao céu. Não um céu feito de idéias abstratas, nem um céu imaginário criado pela arte, mas o céu da verdadeira realidade, que é o próprio Deus: Deus é o céu. E Ele é a nossa meta, a meta e a morada eterna, da qual provimos e para a qual tendemos [...]. É uma ocasião para ascendermos com Maria às alturas do espírito, onde se respira o ar puro da vida sobrenatural e se contempla a beleza mais autêntica, a da santidade [2]. Como e com que assiduidade recorremos à Santíssima Virgem para nos comportarmos sempre e em tudo com sentido sobrenatural? Pedimos à nossa Mãe que cresça nas nossas almas o espírito contemplativo?

As palavras de Bento XVI que acabo de citar são uma eficaz introdução ao mistério de fé que nos preparamos para saborear mais uma vez. Como escreveu São Josemaria, é este um mistério de amor. A razão humana não consegue compreendê-lo. Só a fé pode esclarecer como é que uma criatura foi elevada a uma dignidade tão grande, até se converter no centro amoroso para o qual convergem as complacências da Trindade. Sabemos que é um segredo divino. Mas, tratando-se da nossa Mãe, sentimo-nos capazes de entendê-lo mais do que outras verdades de fé, se é possível falar assim [3]. Dirijamo-nos ao nosso Padre – que contempla face a face o Senhor, a Santíssima Humanidade de Cristo, a Virgem, os anjos e os demais santos – com o pedido expresso de que nos obtenha luz de Deus para aprofundarmos nesta verdade de fé e deste modo amarmos mais e admirarmos mais Santa Maria.

Sugiro-vos em primeiro lugar que pensemos a fundo na resposta quotidiana da Virgem, que nos detenhamos – na meditação pessoal – nas passagens da Sagrada Escritura que nos falam dEla: embora sejam poucas, contêm já todas a magnalia, as grandezas daquilo que o Espírito Santo quis revelar-nos acerca da Mãe de Deus e Mãe nossa: uma riqueza imensa, que cabe a cada um de nós descobrir, guiados sempre pelo Magistério da Igreja. Aconselho-vos a repassar também algum tratado de mariologia e a esforçar-vos por aprofundar – mediante uma leitura meditada e profunda – nas coisas inefáveis que o Todo-poderoso, cujo nome é Santo [4], realizou na Virgem. O cântico do Magnificat, que brotou dos lábios e do coração de Maria inspirada pelo Espírito Santo, mostra-se como a melhor escola para conhecermos, tratarmos com intimidade e imitarmos a nossa Mãe: é um retrato, um verdadeiro ícone de Maria, no qual podemos vê-la tal como é [5].

Reparemos de modo especial na sua vida de oração. Assim a descobrimos ao contemplarmos o primeiro mistério gozoso do Rosário. A Senhora do doce nome, Maria, está recolhida em oração. Tu és, naquela casa, o que quiseres ser: um amigo, um criado, um curioso, um vizinho... [6]. Metamo-nos perseverantemente nesta cena para acolhermos com seriedade o convite do nosso Padre. Empenhemo-nos em encontrar – cada um, cada uma – o nosso lugar, ao repassarmos diariamente esse acontecimento-chave da história da nossa salvação, e também na recitação do Ângelus e do Rosário. Podemos pensar em que a Virgem se mantém constantemente em conversa com Deus, e assim se acha quando o Arcanjo lhe transmite a embaixada divina. O mesmo acontece no segundo mistério luminoso, em que, com o seu comentário nas bodas de Caná, a Virgem expõe a Jesus a sua súplica confiante e obtém dEle que realize o seu primeiro milagre, antecipando de certo modo a sua hora, e que os primeiros seguidores do seu Filho recebam o dom da fé, como anota o Evangelho em poucas palavras: Os seus discípulos creram nele [7].

É precisamente São João, o discípulo amado, quem nos transmite este dado. Revela-nos que a Santíssima Virgem, que até esse momento cuidara do seu Filho durante os anos de vida oculta em Nazaré, foi chamada a continuar a colaborar diretamente com o mistério da Redenção. É este desígnio divino que se insinua na resposta de Cristo à súplica da sua Mãe: Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo? Ainda não chegou a minha hora [8]. O Senhor refere-se ao sacrifício da Cruz. Quando chegar esse momento, quererá – com lógica sobrenatural e humana – que a sua Mãe se encontre junto dEle, como nova Eva, para cooperar na restauração da vida sobrenatural das almas. Assim o relata também São João: Estavam junto da cruz de Jesus a sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo Jesus a sua mãe e perto dela o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: “Mulher, aí tens o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Aí tens a tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a acolheu em sua casa [9].

Recordava acima, com palavras do Papa, que a festa da Assunção nos convida a erguer os olhos para o céu, a morada definitiva para a qual nos dirigimos, mas sem esquecer – outro ensinamento de Maria – que, antes de ser levada em corpo e alma para o céu, a Virgem acompanhou de perto Jesus Cristo na sua Paixão e Morte redentoras. A nova Eva seguiu o novo Adão no sofrimento, na paixão, assim como na alegria definitiva. Em Cristo residem as primícias, mas a sua carne ressuscitada é inseparável da de sua Mãe terrena. Maria, e nEla toda a humanidade, está envolvida na Assunção para Deus, e com Ela toda a criação [...]. Nascem assim os novos céus e a nova terra, na qual já não haverá pranto nem lamento, porque já não existirá a morte (cfr. Apoc 21, 1-4) [10].

A colaboração da Virgem com o sacrifício da Cruz foi única; por isso a Igreja a honra “com os títulos de Advogada, Auxílio, Socorro, Medianeira”, sem que isto “tire nem acrescente nada à dignidade e eficácia de Cristo, único Mediador” [11]. É nesta cooperação estreitíssima com a obra da Redenção que assenta também o título de Mulher eucarística com que João Paulo II a chamou na sua última encíclica. A Sagrada Eucaristia é a atualização sacramental do sacrifício da Cruz, porque na Santa Missa se faz presente o que se realizou no Calvário. E não se pode passar por alto que, no Gólgota, o Senhor manifestou à Virgem a sua nova maternidade. “As palavras de Jesus – sublinha João Paulo II – assumem o seu significado mais autêntico no quadro da missão salvífica. A circunstância de terem sido pronunciadas no momento do sacrifício redentor confere-lhes o seu valor mais alto. Com efeito, o evangelista, depois das palavras de Jesus à sua Mãe, acrescenta um inciso significativo: «Sabendo Jesus que tudo estava consumado» (Jo 19, 28), como se quisesse sublinhar que o seu sacrifício tinha culminado ao confiar a sua Mãe a João e, nele, a todos os homens, dos quais Ela se converte em Mãe na obra salvadora da salvação” [12].

Em cada Missa, a Virgem acha-se misteriosamente presente junto do altar onde se atualiza de modo incruento o Sacrifício da Cruz. Nesse insondável mistério – escreveu o nosso Padre – percebe-se, como que por entre véus, o rosto puríssimo de Maria: Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo [13]. Esta é a firme convicção da Igreja, manifestada numa das orações que a liturgia recomenda aos sacerdotes para se prepararem melhor para a celebração do Santo Sacrifício: À vossa piedade recorro, ó Mãe de piedade e misericórdia, Santíssima Virgem Maria [...], para que, assim como estivestes junto do vosso dulcíssimo Filho pregado na Cruz, também estejais junto de mim, miserável pecador, e junto de todos os fiéis que aqui e em toda a Santa Igreja vamos participar daquele divino sacrifício [14]. Recorres filialmente a Ela, todos os dias, antes de celebrares ou participares da Santa Missa?

De Belém até o Gólgota, a Santíssima Virgem soube mostrar Cristo, conduzir para Cristo os discípulos do seu Filho, homens e mulheres: se João, Maria Madalena, Salomé e as demais mulheres – como nos pormenoriza o Evangelho – perseveraram firmes junto da Cruz de Jesus e depois foram testemunhas da sua ressurreição, isso se deveu a que não se afastaram de Maria naquelas horas; a que a acolheram em sua casa – em todo o espaço da sua caminhada espiritual – desde o momento inefável em que Cristo os confiou à sua Mãe no Calvário.

Minhas filhas e filhos: Aquela que é toda de Deus, Mulher eucarística e Mestra de oração, quer que intensifiquemos o trato com Ela, que lhe peçamos que nos ensine a enamorar-nos de Jesus Cristo com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, para sermos inteiramente fiéis nos diversos momentos e circunstâncias. A festa da Assunção da Virgem propõe-nos um grande mistério de amor: Cristo venceu a morte com a onipotência do seu amor. Só o amor é onipotente. Esse amor impeliu Cristo a morrer por nós e assim vencer a morte. Sim, só o amor faz entrar no reino da vida! E Maria entrou atrás do seu Filho, associada à sua glória, depois de ter sido associada à sua paixão. Entrou ali com ímpeto irreprimível, mantendo aberto atrás de si o caminho a todos nós. Por isso a invocamos hoje como “Porta do Céu”, “Rainha dos Anjos”e Refúgio dos pecadores” [15].

Desfiemos piedosamente a ladainha e as demais orações marianas – a Ave-Maria, a Salve, o Rosário e as jaculatórias que o carinho filial nos sugira – com esmerada devoção e piedade de filhos, porque Maria, Virgem sem mancha, reparou a queda de Eva; e esmagou com seu pé imaculado a cabeça do dragão infernal [16]. Unidos a esse grande enamorado da Virgem que foi e é o nosso Padre, admiremos mais como o Pai, o Filho e o Espírito Santo a coroam como Imperatriz que é do Universo.

E rendem-lhe preito de vassalagem os Anjos..., e os patriarcas e os profetas e os Apóstolos..., e os mártires e os confessores e as virgens e todos os santos..., e todos os pecadores, e tu e eu [17].

Nas cartas e documentos de família, São Josemaria costumava assinar com o nome Mariano. Entremos, pois, na escola de Mariano, imitando o nosso Padre na sua terna devoção pela Santíssima Virgem, como filhos pequenos que em todo o momento se sabem necessitados dos cuidados da sua Mãe.

Santa Maria, além disso, mostrou-se sempre Mãe do Opus Dei, desde o seu nascimento, e a Obra desenvolveu-se ao amparo do seu manto: precedeu-nos, acompanhou-nos e seguiu-nos em todos os passos da nossa história familiar e do nosso peregrinar pessoal. No mês de agosto, recordamos alguns desses momentos: a Consagração da Obra ao Coração dulcíssimo da Virgem, em Loreto, a 15 de agosto de 1951, que renovamos anualmente; o convite para recorrermos à misericórdia divina por meio do Trono da glória, que é Maria, a 23 de agosto de 1971... E tantas outras intervenções da Rainha dos céus e da terra que agora é impossível enumerar.

Nestes dias, encontro-me no México, aonde vim para participar da dedicação da igreja construída em honra de São Josemaria, no Distrito federal. Com cada uma e cada um de vós, dou também graças a Deus, porque esta circunstância me permitiu rezar diante da Virgem de Guadalupe na Villa, evocando os passos do nosso Padre em 1970. Algumas das intenções que então absorviam o coração do nosso Fundador mantêm-se plenamente atuais; outras já se cumpriram, graças à intercessão da nossa Mãe. Vim, insisto, em nome de todas e de todos – os que agora estamos na Obra e os que chegarão no decorrer dos séculos –, para pedir pela Igreja, pelo Papa e seus colaboradores, pelos Bispos e sacerdotes do mundo inteiro – especialmente neste Ano sacerdotal –, pelo Opus Dei e por todo o povo cristão; pelo nosso enamorar-nos quotidianamente de Jesus Cristo. Conservo muito presente na memória aquela locução que tanto sacudiu o nosso Padre, e que nos relatou imediatamente com uma comoção visível em agosto de 1970; vimo-lo muito instado a comportar-se como perseverante rezador. O Senhor imprimiu na sua alma aquelas palavras – Clama, nem cesses! [18] – que desejo que incorporemos à nossa piedade e aos nossos afazeres.

Acompanhai-me nas minhas petições, especialmente no dia 15 de agosto, quando renovarmos a consagração ao Coração dulcíssimo de Nossa Senhora. E meditemos com profundidade nesta recomendação de São Josemaria:

Adeamus cum fiducia ad thronum gloriae, ut misericordiam consequamur (cfr. Hebr 4, 16). Tende-o muito presente nestes momentos e também depois. Eu diria que é um querer de Deus: que metamos a nossa vida interior pessoal dentro dessas palavras que vos acabo de dizer. Escutá-las-eis às vezes sem ruído nenhum, na intimidade da vossa alma, quando menos o esperardes.

Adeamus cum fiducia: ide – repito – com confiança ao Coração Dulcíssimo de Maria, que é nossa Mãe e Mãe de Jesus. E com Ela, que é Medianeira de todas as graças, ao Coração Sacratíssimo e Misericordioso de Jesus Cristo. Com confiança também, e oferecendo-lhe reparação por tantas ofensas. Que nunca vos falte uma palavra de carinho: quando trabalhais, quando rezais, quando descansais, e também nas atividades que parecem menos importantes: quando vos divertis, quando contais uma anedota, quando fazeis um pouco de esporte...: com toda a vossa vida, numa palavra. Ponde em tudo um fundamento sobrenatural e um trato de intimidade com Deus [19].

Com todo o afeto, abençoa-vos

o vosso Padre

† Javier

México, 1º de agosto de 2009.


[1] Missal Romano, Assunção de Nossa Senhora, Aclamação antes do Evangelho.

[2] Bento XVI, Homilia na solenidade da Assunção, 15.08.08.

[3] São Josemaria, É Cristo que passa, n. 171.

[4] Lc 1, 49.

[5] Bento XVI, Homilia na solenidade da Assunção, 15.08.08.

[6] São Josemaria, Santo Rosário, primeiro mistério gozoso.

[7] Jo 2, 11.

[8] Ibid., 4.

[9] Jo 19, 25-27.

[10] Bento XVI, Homilia na solenidade da Assunção, 15.08.08.

[11] Concílio Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, n. 62.

[12] João Paulo II, Discurso na audiência geral, 29.04.97.

[13] São Josemaria, La Virgen del Pilar, artigo publicado no “Libro de Aragón”, Saragoça 1976.

[14] Missal Romano, Orações preparatórias para a Santa Missa.

[15] Bento XVI, Homilia na solenidade da Assunção, 15.08.08.

[16] São Josemaria, Santo Rosário, quinto mistério glorioso.

[17] Ibid.

[18] Is 58, 1.

[19] São Josemaria, Notas tomadas numa tertúlia, 09.09.71.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Dica de Leitura Dupla!

Saudações queridos leitores!

Literatura de qualidade é algo cada vez mais raro em nossos dias. Quando aparece algo que sabemos ser bom, é melhor anunciar mesmo. E hoje recebi uma dica dupla!

Rafael Vitola Brodbeck, do Apostolado Veritatis Splendos acaba de lançar dois livros que recomendo vivamente a leitura: E oVerbo se fez carne - Vol. I e Meditações sobre a Saudação à Santíssima Virgem. Vejam abaixo mais informações sobre os livros:

E oVerbo se fez carne - Vol. I

Meditações e reflexões bíblicas, litúrgicas e doutrinárias, baseadas no Evangelho dos Domingos e Solenidades, conforme o calendário litúrgico romano da Igreja Católica. Não se trata de um livro de meditações que servem apenas para os dias assinalados. Na realidade, as datas nas quais elas foram compostas, aliás, já passaram! A mensagem, todavia, permanece... Nosso presente escrito é um livro de doutrina e de espiritualidade. Como ensinava Evágrio, o Pôntico, “se tu rezas, verdadeiramente és teólogo; se és teólogo, deves rezar em verdade.” A doutrina e a oração devem estar unidas para uma sadia exposição catequética, e para uma vida espiritual que frutifique. Esse é o conselho e a experiência dos Santos Padres.

Autor: Rafael Vitola Brodbeck
Número de páginas: 431
Edição: 1 (2009)
Preço: R$ 60,57. Clique aqui para adquirir.

Meditações sobre a Saudação à Santíssima Virgem

Tradicionalíssima oração é a Saudação à Santíssima Virgem, que, na maior parte do ano litúrgico, traduz-se pela recitação de frases relacionadas com o evento da Encarnação do Filho de Deus, no que chamamos ordinariamente o Angelus. Do latim, significando “anjo”, esse termo designa São Gabriel, o ser espiritual mandado por Deus à residência de Nossa Senhora para anunciar-lhe a maravilhosa notícia de que seria Mãe do Redentor. Composto de três diálogos - estes, por sua vez, com um versículo e seu responso, conforme iremos logo observar -, retirados todos das páginas da Sagrada Escritura, e seguidos cada um da reza da Ave Maria, uma invocação à Santíssima Virgem, rogando-lhe sua proteção e intercessão, uma oração final, e o Glória repetido três vezes, o Angelus foi, outrora, um costume bastante arraigado entre os simples fiéis, que o utilizavam como prece habitual, incorporada a seu método de espiritualidade diário.

Autor: Rafael Vitola Brodbeck
Edição: 1ª (2009)
Número de páginas: 41
Preço: R$ 26,75. Clique aqui para adquirir.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Pergunte ao Fernando: O Levítico e o aborto

Saudações queridos leitores!

Recebi hoje pela manhã pelo e-mail pergunte@blogdofernando.com.br uma dúvida do leitor e amigo Teodorico. Como é algo que tem relação com um tema da maior importância para todo mundo, reproduzo sua dúvida e a minha resposta.

Olá, Fernando

(...)

Minha dúvida (da vez, rs), é a seguinte (não lembro se já fiz essa pergunta, em caso positivo, peço desculpas, mas não lembro da resposta):

Ao assistir um filme é citado (para defender o aborto) que a alma não surge no momento da concepção (óvulo + espermatozóide) e sim após 18 dias que é quando o feto possui sangue, e foi citado Levítico 17,1: "Pois a alma da carne está no sangue e dei-vos esse sangue para o altar, a fim de que ele sirva de expiação por vossas almas, porque é pela alma que o sangue expia" Como fundamentar este argumento que deve ter alguma falha que não consigo encontrar devido ao fato de não ter conhecimentos teológicos suficientes?

(...)

Abração Cristão.

Francisco Teodorico Pires de Souza
http://reflexoeseutopias.wordpress.com/

Olá Francisco!

Para respondermos a tal afirmativa, devemos ter em mente que as Sagradas Escrituras não foram escritas com a intenção de ser um livro científico, mas que elas foram escritas para que possamos alcançar a Salvação.

Diversas passagens bíblicas fazem descrições imprecisas e até incorretas em relação a fatos científicos, mas isso não tem importância prática, pois, além de ser o conhecimento da época, não são elementos necessários à Salvação. Um exemplo que posso dar é quando se fala nos Evangelhos que o grão de mostarda é a menor semente existente. Apesar do grão de mostarda ser uma semente bem pequena, hoje em dia sabemos que existem sementes menores na natureza. Isso invalida a parábola que foi ilustrada pelo exemplo? Definitivamente não.

Da mesma forma, a afirmação de que a alma reside no sangue da pessoa não tem valor salvífico, pois a ideia que é passada, que é a de que a alma está em nós desde o princípio, dado que para os judeus onde não há sangue não há vida, é um conceito que não podemos levar ao pé da letra. Mas a ideia foi perfeitamente passada: já que para os judeus o sangue é sinônimo de vida (lembre-se de que eles não comem carne com sangue), ao afirmar que a alma reside no sangue, devemos entender que a alma reside onde existe a vida. Portanto, desde que esteja vivo, já tem alma. Hoje sabemos que a partir da concepção é um ser inteiramente novo, porém totalmente dependente, que existe.

Pense também nas transfusões de sangue. Será que ao recebermos sangue via transfusão recebemos também um "pedacinho" da alma do doador? E será que perdemos parte de nossa alma toda vez que sangramos?

Mande você também suas dúvidas para pergunte@blogdofernando.com.br.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pergunte ao Fernando: Moral de cuecas!

Saudações queridos leitores!

Recebo diversos comentários pedindo em que leitores querem que eu comente posições adotadas por eles. Como estive parado nos últimos tempos e retomei o blog recetemente, admito que isso é algo que eu desejo realmente fazer. Espero dar conta desse serviço também.

Hoje, respondo ao leitor Saulo, que me deixou o seguinte comentário no post Traidores da Igreja Defendem a Camisinha.

Olha a moral de cuecas de novo! Uma instituição que mal consegue controlar a libido dos seus sacerdotes (pedófilos ou não)ditando regras sobre sexo.
Por sorte, nem mesmo os católicos vão atrás dessa besteira.
Pergunto: Fernando, você é casado? Se sim, você não usa algum método contraceptivo? Usa a "tabelinha"?
E no mais, a "tabelinha" (que a Igreja permite, por ser natural), não é de alguma forma um método que visa permitir o prazer do sexo sem procriação? Faça essas perguntas a qualquer católico casado...
Ah! mais uma coisa, nós do contra, que fazemos perguntas de forma educada a você, gostaríamos de vê-las respondidas. Não adianta postar os nossos comentários e não dar qualquer resposta. Você, que é o "cara das respostas", responda as perguntas que fiz acima.
Certo de sua nobre atenção, e no aguardo de respostas inteligentes, agradecemos.

Saulo

Olha Saulo, a libido dos sacerdotes é totalmente irrelevante na questão das normas morais da Igreja. Usando seu raciocínio, o Legislativo deve parar de elaborar leis, pois tem gente que descumpre as mesmas. Levando seu raciocínio ainda mais adiante, vamos todos partir para a anarquia, pois as leis são inúteis, já que o povo não as cumpre.

Também me admiro por conhecer tanta gente, já que afirma com tanta categoria que os católicos não seguem os princípios morais da Igreja. Existem aproximadamente 2 bilhões de católicos no mundo, portanto, com que base você afirma que eles não seguem a doutrina?

Em relação ao minha vida particular, a mesma é particular e reservo-me o direito de deixar isso de lado, pois é irrelevante ao debate. Quanto a sua noção do que seja a doutrina católica acerca da sexualidade, é uma noção totalmente distorcida.

A Igreja não diz que devemos fazer sexo apenas para ter filhos. Essa noção deturpada é usada por muitos críticos da postura da Igreja para atacar. É brigar por algo que a Igreja não falou. O sexo possui dois propósito, o procriativo, que é a geração dos filhos e o unitivo, que é o bem e o conforto que a relação traz ao casal. Esses aspectos simplesmente não podem ser dissociados.

Quanto à permissão para o uso da "tabelinha", a mesma não fere a dissociação dos aspectos, pois não existe nenhuma interferência anti-natural nos processos biológicos humanos, mas sim, um aproveitamento racional das características com as quais fomos feitos. Nesse caso, a gravidez não ocorre por causas naturais. Diferentemente de agentes físicos e químicos, que interferem diretamente no funcionamento do organismo e dissociam os aspectos supracitados.

Há muito mais coisas que podem ser abordadas em relação ao assunto, mas espero que esse pouco já lhe seja suficiente. Recomendo a você que busque um conteúdo um pouco mais profundo na doutrina da Igreja em relação a isso e se surgirem novas dúvidas, não hesite em entrar em contato comigo pelo e-mail pergunte@blogdofernando.com.br.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Ah esses episcopais...

Saudações queridos leitores!

Eu já levei muita paulada de leitores anglicanos e episcopais por minhas críticas às posturas desses dois grupos religiosos e por minha opinião de que o anglicanismo é um defunto que não sabe que já está morto.

Mas o que eu posso fazer quando os próprios grupos atestam a minha razão? Os anglicanos estão prestes a declarar cisma por causa das posturas anti bíblicas dos líderes dos líderes da Comunhão Anglicana. Enquanto isso, os Episcopais (os anglicanos dos Estados Unidos) caminham a passos largos para o buraco doutrinal. De acordo com notícia publicada no Estadão, dois "sacerdotes" episcopais envolvidos em relacionamentos com pessoas do mesmo sexo foram indicados para assumirem o cargo de bispo auxiliar de Los Angeles.

Entre os indicados para o cargo estão os dois candidatos homossexuais, o reverendo John L. Kirkley de San Francisco e a reverenda (!!!) Mary Douglas Glasspool. Comentários doutrinais a parte, a situação dos episcopais é muito mais preocupante do que eu imaginava, pois vejo que as lideranças da comunidade manifestaram satisfação com a "ampla diversidade" das indicações. Uma eleição (???) será realizada em outubro para decidir quem ocupará o cargo.

Esses episcopais trabalham rápido, pois apenas duas semanas atrás a Convenção Geral Episcopal decidiu abandonar o compromisso de ser "austera" (entendo isso como o abandono do compromisso de seguir as Escrituras, mas isso eles nunca fizeram mesmo) ao analisar cadidatos gays ao episcopado.

É, realmente o leque de denominações protestantes é mais estreito do que muitos imaginam, pois isso aí já deixou de ser considerado cristianismo há tempos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A caçada dos "tolerantes" começou... e as primeiras vítimas são os cristãos


Saudações queridos leitores!

Os anos avançam, mas as nossas conquistas retrocedem. Os "tolerantes", representados pelo Ministério Público, decidiram entrar com uma ação obrigando a União a retirar todos os símbolos religiosos das repartições públicas no Brasil inteiro. O argumento usado é o de que o Brasil, sendo um Estado Laico, não possui espaço para símbolos religiosos em suas repartições. O MP argumenta que "a ostentação de símbolos religiosos seria uma ofensa à liberdade de crença dos cidadãos".

O procurador geral dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, acredita que, ao manter símbolos religiosos de determinada religião em prédios públicos, todos aqueles que não são fieis de tal religião e até mesmo os que não são religiosos, são discriminados. Mais informações aqui.

Sinceramente, acho isso uma palhaçada, coisa de gente que quer aparecer. Ostentar um crucifixo em um local público, longe de ter a conotação religiosa que os detratores querem fazer crer existir, é um um traço cultural, resquício de nossas raízes, que um dia foram cristãs. Hoje, a despeito do que muitos falam acerca do Brasil ser o maior país Católico do mundo, creio que mal seja um país cristão, tamanha a devassidão que toma conta de nosso (des)governo e de nosso povo, salvo as exceções de praxe.

Exigir a remoção de um traço cultural e deixar passar outras coisas, como feriados religiosos e monumentos religiosos em lugares públicos é pura hipocrisia. Isso não é laicismo, é perseguição religiosa. O fato de um crucifixo ou uma Bíblia estarem em um ambiente público representa a crença da maioria, como deve ser em uma democracia. Há muito tempo que a Igreja não exerce mais influência sobre o poder secular no Brasil, pois se isso acontecesse, certamente a república dos bananas não estaria como está.

Que um fiel de alguma outra doutrina sinta-se desconfortável com símbolos religiosos, posso até entender, pois os protestantes, por exemplo, tratam as imagens sacras (incluindo crucifixos com a imagem de Nosso Senhor cruficicado) como ídolos, mas longe desse desconforto ser entendido como uma inergência da Igreja em assuntos estatais. Além do mais, a nossa Constituição menciona Deus em seu preâmbulo. Haverão os "defensores da liberdade" de exigir a expulsão de Deus também de nossa Carta Magna?

Mas o grupo que mais me intriga são os definidos como "quem não tem fé". Como podem eles se ofender com algo em que simpesmente não acreditam? Se eles pregam tanto que a religião não passa de superstição, de coisa sem razão, como podem ficar ofendidos com algo em que simplesmente não acreditam. Não faz sentido que eles combatam algo que acreditam não existir.

Portanto, a iniciativa, por mais pluralista e tolerante que pareça ser, é na verdade uma demonstração de intolerância, ignorância acerca do passado do próprio país e uma total prova de ingratidão para com a Igreja, que colaborou muito para o progresso do Brasil.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Comunhão na mão e a gripe

Saudações queridos leitores!

Nesse domingo recebi a Sagrada Comunhão na mão pela primeira vez em muito tempo. Confesso que fiquei muito apreensivo, além de um pouco triste com a situação que vivemos. Essa medida está sendo adotada em várias dioceses Brasil afora por causa da pandemia de gripe H1N1, conhecida como gripe suína, mas que não tem a ver com porcos.

Pois bem, não vou entrar no mérito técnico das medidas de prevenção, já que não tenho formação para tal. Mas uma coisa que me chama muito a atenção são os decretos que os bispos estão emitindo em relação a esse caso. Como exemplo, vejamos o decreto emitido por Dom Moacir Silva, Bispo de São José dos Campos.

Diante do crescimento dos casos de “gripe suína” em nosso País, particularmente em nosso Estado, e considerando que todos têm a responsabilidade de evitar situações e circunstâncias que facilitem a transmissão do vírus, determino, para a Diocese de São José dos Campos:

- que, nas celebrações, sejam omitidos o abraço de paz bem como o costume de rezar o Pai-Nosso de mãos dadas;

- que a Sagrada Comunhão seja distribuída aos fiéis somente sob a espécie de pão na mão.

São José dos Campos, 25 de julho de 2009.

Dom Moacir Silva

Bispo Diocesano.

Pois bem, a primeira parte do decreto é realmente louvável, pois vai acabar com a baderna que tornou-se o momento do abraço da paz, onde vemos gente correndo por toda a Igreja, gritando, dando abracinhos e pulinhos, enquanto Cristo imolado no altar fica a ver navios. Até mesmo muitos padres acabam por largar o presbitério e "ir pra galera". É um desrespeito que espero que acabe mesmo.

Quanto ao costume de se rezar o Pai-Nosso de mãos dadas, é bom que acabe também, pois isso é fruto de um sentimentalismo estranho à Igreja Católica. É algo desnecessário e por vezes constrangedor para muitas pessoas. A celebração da Santa Missa, se for feita como mandam as regras, é bem mais austera do que imaginamos.

Mas o que me preocupa é a segunda recomendação. De acordo com o decreto, a Sagrada Comunhão deve ser distribuída à assembleia apenas em forma de pão e na mão. Existe um problema gravíssimo em relação a isso, pois o fiel não pode ser impedido de receber a Sagrada Comunhão na boca e, quando um bispo toma tal medida, está indo contra a própria Igreja.

A Redemptionis Sacramentum é bem clara quanto a isso: "[92.] Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca[178] ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia.".

O ponto 178 a que faz referência a citação é a Instrução Geral do Missal Romano, que diz em seu ponto 161 que "se a Comunhão é dada sob a espécie do pão somente, o sacerdote mostra a cada um a hóstia um pouco elevada, dizendo: O Corpo de Cristo. Quem vai comungar responde: Amém, recebe o Sacramento, na boca ou, onde for concedido, na mão, à sua livre escolha. O comungante, assim que recebe a santa hóstia, consome-a inteiramente.".

Portanto, há um confronto claro entre os decretos que estão sendo emitidos pelo Brasil e as normas milenares da Igreja. Penso que é muito necessário um posicionamento da Santa Sé em relação a isso, pois corre-se o risco de sepultar uma norma da Igreja.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 2 de agosto de 2009

Evangelho de Domingo - 18° Domingo do Tempo Comum

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de Guiges, o Cartuxo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.

Evangelho (Jo 6, 24-35 (18º Domingo do Tempo Comum))

24Quando a multidão viu que Jesus não estava lá, nem os discípulos, subiram todos para as embarca­ções e vieram para Cafarnaum, em busca de Jesus. 25E quando O encontraram do outro lado do mar, disseram-Lhe: Rabi, quando chegaste aqui? 26Respondeu-lhes Jesus, dizendo: Em verdade, em verdade vos digo: Vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas por haverdes comido dos pães e vos terdes saciado. 27Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que se conserva até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará; pois a Este é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o Seu selo. 28Disseram-Lhe en­tão: Que havemos de fazer para trabalhar nas obras de Deus? 29Respondeu-lhes Jesus: É esta a obra de Deus: que acrediteis No que Ele enviou. 30Disseram-Lhe eles: Que milagre então fazes Tu, para nós vermos e acreditarmos em Ti? Que obra realizas? 31Os nossos pais, no deserto, comeram o maná, conforme está escrito: Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu. 32Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão que vem do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão que vem do Céu, 33pois o pão de Deus é o que desce do Céu e dá a vida ao mundo. 34Disseram-Lhe então: Senhor, dá-nos sempre desse pão! 35Disse-lhes Jesus: Eu sou o Pão da Vida: aquele que vem a Mim nunca terá fome, e aquele que acredita em Mim nunca terá sede.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por Guiges, o Cartuxo (?-1188), Prior da Grande Cartuxa .Meditação 10 (a partir da trad. SC 163, p. 181 rev.)

«Dá-nos sempre desse pão»

O pão da alma é Cristo, «o pão vivo que desceu do céu» (Jo 6, 51) e que alimenta os Seus, agora pela fé, no mundo futuro pela visão. Pois Cristo habita em ti pela fé e a fé em Cristo é Cristo no teu coração (Ef 3, 17). É na medida em que crês em Cristo que O possuis.

E Cristo é, na verdade, um só pão «pois há um único Senhor, uma única fé» (Ef 4, 5) para todos os crentes, se bem que uns recebam mais e outros menos do dom dessa mesma fé. [...] Como a verdade é única, uma única fé na verdade única guia e alimenta todos os crentes, e «um mesmo e único Espírito, que distribui a cada um os Seus dons conforme entende» (1Cor, 12, 11).

Vivemos todos do mesmo pão e cada um de nós recebe a sua porção; e no entanto Cristo é todo para nós, excepto para aqueles que destroem a unidade. [...] Neste dom que recebi, possuo totalmente Cristo e Cristo possui-me totalmente, tal como o membro que pertence a todo o corpo também o possui por inteiro. Assim, esta porção de fé que recebeste é como o pequeno pedaço que pão que está na tua boca. Mas, se não meditares frequente e piedosamente naquilo em que crês, se não o mastigares, por assim dizer, triturando-o e voltando-o com os dentes, isto é, com os sentidos do teu espírito, ele não te franqueará a garganta, ou seja, não chegará até à tua inteligência. Com efeito, como poderias compreender algo em que meditas raramente e com negligência, sobretudo quando se trata de uma coisa ténue e invisível? [...] Que, pela meditação, «a lei do Senhor esteja sempre na tua boca» (Ex 13, 9) para que nasça em ti a boa inteligência. Através da boa compreensão, o alimento passa para o teu coração, para que não negligencies aquilo que compreendeste, mas antes o recolhas com amor.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.