terça-feira, 11 de agosto de 2009

A eutanásia e a incapacidade de lidar com a dor

Saudações queridos leitores!

Recebi hoje uma grande notícia. Uma jovem britânica, que tinha se recusado a receber um transplante de coração para o tratamento de uma cardiomiopatia mudou de ideia. Hannah Jones, agora com 14 anos foi diagnosticada com um tipo raro de leucemia vários anos atrás. Após vencer essa batalha, ela descobriu que sofria de cardiomiopatia, uma falha no coração cuja cura em seu caso era um transplante.

Hannah recusou o tratamento e pediu para ser transferida para sua casa, mesmo sabendo que isso seguramente a levaria à morte. Seu caso foi usado por muitos grupos anti-vida como bandeira em favor da eutanásia e do suicídio assistido.

A direção do hospital que a atendia, o Herefordshire Primary Care Trust de Hereford (Reino Unido) ainda entrou em uma batalha judicial para retirar temporariamente a custódia da menina de seus pais que a apoiavam nessa decisão para obrigar a jovem a fazer o tratamento. No entanto, a instituição decidiu, depois de uma longa batalha, abandonar o caso.

Entretanto, no dia 7 de julho, às vésperar de completar 14 anos, a vida de Hannah mudou radicalmente. De acordo com informações do jornal Daily Telegraph, a jovem Hannah sofreu uma falha parcial no rim. Ela não pôde receber uma diálise para tratamento de seu problema justamente pelo fato de seu fraco coração não suportar o tratamento. Depois do acontecido, ela voltou para a lista de receptores, caso contrário, certamente sofreria uma falha renal grave e morreria.

Em sua defesa, a jovem diz que "[Ela sabe] que tinha decidido que não queria isto de nenhuma maneira, mas todo mundo tem direito a mudar de opinião", indicou Hannah depois de submeter-se ao bem-sucedido transplante e expressou sua alegria porque "agora estou tomando 27 remédios, mas logo terei que tomar apenas 12".

Os grupos pró-eutanásia não falam mais sobre ela.

Esse é um caso emblemático. Estamos cercados de uma cultura que não dá valor à vida, onde viver ou morrer já não faz mais diferença. Parece que a vida humana só deve ser vivida se for com "qualidade". Quando digo qualidade, não falo de aspectos físicos apenas, mas também de aspectos financeiros e uma busca pela perfeição, que me lembra muito as ideias eugênicas que eram pregadas pelo nazismo.

Extermínio de deficientes e incapacitados. Pessoas que, por sofrerem dos mais variados males, são consideraas estorvos, gente que não deve atrapalhar o andamento da vida do resto do mundo. "Pra quê cuidar de uma pessoa em uma UTI ou carregar um filho na cadeira de rodas a vida toda? Eles não são eficientes o suficiente para viver." Esse é o pensamento que permeia muitas mentes hoje em dia.

Também há a incapacidade de se lidar com problemas. Lutamos tanto para evitar o sofrimento, buscando uma vida só de alegrias e boas sensações que, ao nos vermos incapacitados de fugir do sofrimento, buscamos saídas de maneiras desesperadas. Isso é reflexo de um esquecimento de como lidar com a dor. É a sensação de sermos nossos próprios deuses que toma conta de nossas mentes. Mas, quando descobrimos que os deuses de nossas cabeças não têm poder, não temos a que nos apegar.

Grande é a coragem desse jovem, que após quase se entregar ao desespero, assumiu novamente as rédeas de sua vida.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Um comentário:

Chirlis disse...

Um grupo de intercessores cristãos de Palmas-TO, esteve vários dias em oração e jejum pela vida de Hannah Jones, e ficaram todos maravilhados com a graça de Deus, pela noticia que Hannah desistiu de morrer, o grupo gostaria de um contato para com Hanna alguém poderia me ajudar?