segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Traidores da Igreja defendem a camisinha

Saudações queridos leitores!

Cuidado com os deformadores da moral. Eles estão espalhados por todo lado e podem estar mais próximos do que você imagina. Eles estão inclusive em algumas pastorais na Igreja.

A situação é ainda mais escandalosa quando começamos a olhar os detalhes do trabalho. O material para a divulgação da "ética da borracha", já que o preservativo é tratado como mais que um meio de prevenção, mas como uma verdadeira nova moral é simplesmente grotesco. Um exemplo de frase usada na divulgação das campanhas é: "Use camisinha em toda relação sexual, seja ela vaginal, anal, ou oral. Reduza o número de parceiros (as) sexuais".

Nauseante!

Uma dessas malditas ONGs infiltradas na Igreja é a Aids: Apoio, Vida, Esperança (Aave), de Goiânia, dirigida pela freira Margaret Hosty, coordenadora da Pastoral da Aids no Centro-Oeste. Onde estão os superiores dessa religiosa, se ela ainda o for, para lhe impor a obediência que ela jurou à Igreja ao fazer seus votos?

Mais doloroso ainda é saber que essa pastoral é ligada à CNBB e já está distorcendo a moral em 118 dioceses no Brasil. Uma reportagem do jornal O Globo (não coloco o link porque a matéria é só para assinantes) atesta que essa verdadeira sucursal do inferno já formou mais de 13 mil agentes pelo país.

o Padre Valeriano Paitoni, do Instituto dos Missionários da Consolata, de São Paulo, coordena três casas de apoio e cuida de infectados que são filhos de mães HIV positivo. Sua fala para a mesma reportagem d'O Globo é uma dolorosa punhalada nas costas da Igreja. Segundo ele, a postura de uma igreja ou religião, qualquer que seja, não pode prevalecer sobre o bom senso. Dante Alighieri, em sua célebre obra, reservou o círculo mais central do inferno para os traidores, lugar que esse sacerdote já está reservando para si ao levar o rebanho de Cristo em direção à perdição. O "bom senso de borracha" do sacerdote nada mais é que uma ética vazia e claramente ineficaz, que insiste em permanecer em voga em nossos tempos.

A reação da CNBB não foi menos molenga. Dom Dimas Lara Barbosa, Secretário-geral da entidade afirmou que "Possivelmente esses padres querem dar sua contribuição. É um sinal de que o católico não está alheio a esse problema. Mas a solução é mais abrangente do que a distribuição de camisinha."

Não, Dom Dimas, a solução passa longe da camisinha! Ela passa pelo correto exercício da sexualidade humana, tão banalizada em nossos dias. Ela passa por um efetivo combate à erotização de nossas crianças com músicas que simulam o coito muitas vezes mais explicitamente que o próprio ato. A solução passa muito longe dessa idéia estúpida de que tudo é permitido desde que se use a maldita camisinha.

Enquanto a ética da borracha vigorar e essa total permissividade assolar a todos, estaremos caminhando a passos largos para a perdição.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Bento XVI pede solução "rápida e justa" para questão palestina

Saudações queridos leitores!

O presidente do Líbano, Miche Sleiman esteve reunido com Bento XVI no último dia 31 de outubro. Entre os assuntos tratados, não poderiam ficar de fora a questão palestina e o cristianismo no oriente médio.

Sleiman, um maronita de 59 anos, foi recebido em audiência por Bento XVI a portas fechadas por aproximadamente 25 minutos. De acordo com um comunicado emitido pela Sala de Imprensa da Santa Sé, Bento XVI "reafirmou-se o interesse da Santa Sé pelo Líbano e seu empenho contínuo para que sua peculiar identidade seja salvaguardada".

Sobre a questão palestina, foi falado entre as partes sobre a necessidade de uma rápida e justa soução para tal questão e foram assinalados as condições e os problemas vivenciados pelas comunidades cristãs no Oriente Médio.

Ao final da reunião o Presidente Libanês presenteou o Santo Padre com um livro em Árabe com os textos de um sínodo da Igreja maronita de 1736. O Papa, por sua vez, ofereceu a Sleiman, uma medalha do pontificado.

O Líbano tem quase 4 milhões de habitantes, dos quais 5,9% são muçulmanos e 39% cristãos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 2 de novembro de 2008

Pregador do Papa: Todos os Santos e Fiéis Defuntos

Saudações queridos leitores!

Nesse dia de Finados, trago o comentário do Padre Raniero cantalamessa, OFM Cap., pregador da Casa Pontifícia. Retirado de ZENIT.

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Pregador do Papa: Todos os Santos e Fiéis Defuntos

XXXI Domingo

Sabedoria 3, 1-9; Apocalipse 21, 1-5.6-7; Mateus 5, 1-12

A festa de todos os santos e a comemoração dos fiéis defuntos têm algo em comum e por este motivo foram colocadas uma logo após a outra. Inclusive a passagem evangélica é a mesma, a página das bem-aventuranças. Ambas as celebrações nos falam do mais além. Se não crêssemos em uma vida depois da morte, não valeria a pena celebrar a festa dos santos e menos ainda visitar o cemitério. A quem visitaríamos ou por que acenderíamos uma vela ou levaríamos uma flor?

Portanto, tudo neste dia nos convida a uma sábia reflexão: "Ensina-nos a contar nossos dias – diz um salmo – e alcançaremos a sabedoria do coração". "Vivemos como as folhas da árvore no outono" (G. Ungaretti). A árvore na primavera volta a florescer, mas com outras folhas; o mundo continuará depois de nós, mas com outros habitantes. As folhas não têm uma segunda vida, apodrecem onde caem. O mesmo acontece a nós? Aqui termina a analogia. Jesus prometeu: "Eu sou a ressurreição e a vida, quem vive e crê em mim, ainda que morra viverá". É o grande desafio da fé, não só dos cristãos, mas também dos judeus e dos muçulmanos, de todos os que crêem em um Deus pessoal.

Quem viu o filme "Doutor Jivago" recordará a famosa canção de Lara, a trilha sonora. Na versão italiana diz: "Não sei qual é, mas há um lugar do qual nunca regressaremos...". A canção mostra o sentido da famosa novela de Psternac, na qual se baseia o filme: dois namorados que se encontram, se buscam, mas a quem o destino (encontramo-nos na tumultuosa época da revolução bolchevique) separa cruelmente, até a cena final, na qual seus caminhos voltam a cruzar-se, mas sem reconhecer-se.

Cada vez que escuto as notas dessa canção, minha fé me leva quase a gritar em meu interior: sim, há um lugar do qual nunca regressamos e do qual não queremos regressar. Jesus foi prepará-lo para nós, nos abriu a vida com sua ressurreição e nos indicou o caminho para segui-lo com a passagem das bem-aventuranças. Um lugar no qual o tempo se deterá para dar passagem à eternidade; onde o amor será pleno e total. Não só o amor de Deus e por Deus, mas também todo amor honesto e santo vivido na terra.

A fé não exime os crentes da angústia de ter de morrer, mas a alivia com a esperança. O prefácio da missa de amanhã diz: "aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola". Neste sentido, há um testemunho comovente que também se encontra na Rússia. Em 1972, em uma revista clandestina se publicou uma oração encontrada no bolso da jaqueta do soldado Aleksander Zacepa, composta pouco antes da batalha na qual perdeu a vida na 2ª Guerra Mundial. Diz assim:

Escuta, ó Deus! Em minha vida não falei nem uma só vez contigo, mas hoje tenho vontade de fazer festa. Desde pequeno me disseram sempre que Tu não existes... E eu, como um idiota, acreditei.

Nunca contemplei tuas obras, mas esta noite vi desde a cratera de uma granada o céu cheio de estrelas e fiquei fascinado por seu resplendor. Nesse instante compreendi que terrível é o engano... Não sei, ó Deus, se me darás tua mão, mas te digo que Tu me entendes...

Não é algo estranho que em meio a um espantoso inferno a luz tenha me aparecido e eu tenha descoberto a ti?

Não tenho nada mais para dizer. Sinto-me feliz, pois te conheci. À meia-noite temos de atacar, mas não tenho medo, Tu nos vês. Deram o sinal! Tenho que ir. Que bem estava contigo! Quero te dizer, e Tu o sabes, que a batalha será dura: talvez esta noite vá bater à tua porta. E se até agora não fui teu amigo, quando eu chegar, Tu me deixarás entrar?

Mas, o que acontece comigo? Estou chorando? Meu Deus, olha o que me aconteceu. Só agora comecei a ver com clareza... Meu Deus, vou-me... será difícil regressar. Que estranho, agora a morte não me dá medo.

[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri]

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Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Evangelho de Domingo - Comemoração dos Fiéis Falecidos

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários dos Padres de Navarra.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.

Evangelho (Jo 6, 37-40 (Comemoração dos fiéis falecidos))

37
Tudo o que o Pai Me dá há-de vir a Mim, e aquele que vem a Mim não o hei-de repelir, 38porque desci do Céu, não para fazer a Minha vontade, mas a vontade d'Aquele que Me enviou. 39Ora é esta a vontade d'Aquele que Me enviou: que daquilo que Me deu, Eu nada perca, mas o ressuscite no último dia. 40De facto, é esta a vontade de Meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita n'Ele tenha a vida eterna; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito pelos Padres de Navarra.

37-40. Jesus revela com clareza que Ele é o Enviado do Pai. Já antes o tinha anunciado São João Baptista (Ioh 3,33-36), e o próprio Jesus o afirmou no diálogo com Nicodemos (Ioh 3,17-21) e o proclamou diante dos Judeus em Jerusalém (Ioh 5,20-30). Visto que Jesus é o enviado do Pai, o pão da vida que desceu do Céu para dar a vida ao mundo, todo aquele que acreditar n'Ele tem a vida eterna, pois a Vontade de Deus é que todos se salvem por meio de Jesus Cristo. Nas palavras de Jesus estão contidos três mistérios: 1) o da fé em Jesus Cristo, que é ir a Jesus aceitando os Seus milagres (sinais) e as Suas palavras; 2) o da ressurreição dos crentes, que se inicia nesta vida pela fé e se cumprirá plenamente no Céu; 3) o da predestinação, que é o desígnio da Vontade de nosso Pai do Céu, de que todos os homens possam salvar-se. Estas palavras solenes do Senhor enchem de esperança o crente.

Santo Agostinho, comentando os vv. 37 e 38, exalta o valor da humildade de Jesus, modelo perfeito da humildade do cristão, ao não querer fazer a Sua vontade, mas a do Pai que O enviou: "Que mistério há aqui tão grande! (...). Eu vim humilde, Eu vim ensinar a humildade; Eu sou o mestre da humildade. Aquele que vem a Mim, incorpora-se a Mim; aquele que vem a Mim torna-se humilde, e aquele que adere a Mim será humilde, porque não faz a sua vontade, mas a de Deus" (In Ioann. Evang., 25,15 e 16).

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.