sábado, 11 de outubro de 2008

Hipocrisia: seu nome é PT!

Saudações queridos leitores!

Quem não se lembra de quando o Lula, nosso apedeuta-mor disse que devemos deixar de hipocrisia e defender a sodomia? Pois não é que agora ele resolveu jogar fora o resto de vergonha que tinha e não foi pedir o apoio dos protestantes?

Pois bem. Lula disse que "ninguém tem mais horas nas costas de preconceito do que eu. Agora quem está sofrendo preconceito é a Marta, é uma campanha de preconceito. E justamente pelo que ela fez de bom pela cidade." A reportagem completa está no UOL.

Lula e Marta participaram de um evento com vários pastores protestantes e pediu aos presentes que não retribuam o preconceito que receberam. É incrível, o PT, partido que mais discrimina o cristianismo, seja a Igreja Católica ou sejam as comunidades protestantes, o partido que defende tudo o que vai contra o Evangelho, o partido que mais ataca os outros, independente da ideologia, para conseguir o que quer, o partido que está instaurando o ódio racial no Brasil vem pedir para não ser tratado com preconceito?

Asqueroso! Repugnante! Petismo em estado puro!

Essa gente não tem limites! Para ganhar a eleição, primeiro eles abriram mão da educação, depois abriram mão da ética e agora abrem mão da vergonha na cara!

Sinto por essa gente a vergonha que eles não conseguem sentir por eles mesmos...

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Aborto é morte, não adianta fechar os olhos.

Saudações queridos leitores!

Eu não gosto de escrever sobre o que abortistas fazem. Não gosto dessa gente. Seus métodos me dão enjôo. Mas infelizmente eles são um perigo para nossa sociedade e eu não posso me omitir em relação ao que eles fazem em nosso mundo para tentar instalar a cultura da morte.

Nos Estados Unidos o aborto é permitido desde 1973 por causa de uma decisão da Suprema Corte daquele país. É o famoso caso Roe x Wade. Ainda assim, vários estados fazem tentativas para tentar conter a onda de abortos que assola o país. O estado de Oklahoma, seguindo exemplo de Alabama, Louisiana e Mississipi, aprovou uma lei que obriga as mulheres que desejam assassinar os filhos que carregam em seus ventres a passar por um exame de ultrassom ao qual elas assistem e que o médico descreve o que aparece na tela do aparelho. Essa iniciativa tem como objetivo sensibilizar as mulheres, ao mostrar que o que elas carregam em seu ventre é uma vida nova.

Pois bem, um grupo que diz ser defensor dos direitos das mulheres, mas que na prática apenas defende a morte já começou a protestar e levou o caso à Justiça americana, alegando, acreditem: invasão de privacidade, risco de saúde e ameaça à dignidade da mulher.

Argumentação asquerosa. Ao alegar que o exame viola a privacidade, de quem elas estão falando? A privacidade da mãe não é violada, visto que o exame é feito para que se veja o feto em seu ventre, que é um ser totalmente distinto, apesar de estar no ventre da gestante. Se tal exame fosse uma invasão de privacidade, teríamos uma onda de invasões de privacidade em massa acontecendo mundo afora.

Quanto ao risco à saúde, só tenho a lamentar que alguém use um argumento tão vil para tentar matar outro. Que risco um exame de ultrassom traz à saúde? Se o exame tivesse algum risco a ser considerado, não seria aplicado em praticamente todas as gestantes do mundo e não seria procedimento obrigatório em qualquer acompanhamento pré-natal mundo afora. O maior risco que esse exame pode causar é a sensibilização da mulher e a preservação da vida do bebê. Realmente, para essas abortistas infernais a vida é uma coisa muito ruim.

A dignidade da mulher é evocada toda vez que se quer justificar violência contra nascituros indefesos. Mas até hoje jamais me explicaram como a dignidade da mulher é afetada quando ela segue a sua própria natureza e perpetua a espécie humana. Também não me explicam como raios o assassinato de um inocente ajuda a preservar a dignidade da mulher. É vergonhoso ver que ainda há pessoas que deturpem de tal forma o sentido da dignidade em nome do egoísmo e da imposição de sua vontade sobre valores que são muito superiores.

Os abortistas, ao querer evitar a aprovação de tal lei buscam livrar as suas consciências do peso de matar uma vida. Eles acham que, se ninguém olhar para o nascituro que está prestes a ser assassinado por não ter feito nada, aquela vida jamais existiu. Eles não conseguem enganar suas consciências e por isso ficam tentando se isolar. A tentativa de barrar a lei nada mais é que uma tentativa de não encarar a realidade.

E a realidade é: aborto é pior que assassinato. Apesar de que há morte em ambos os acontecimentos, os motivos do aborto são os mais torpes que existem.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus,
Fernando.

Luterano discursa lamentavelmente sobre a liberdade no Sínodo dos Bispos

Saudações queridos leitores!

O Sínodo dos Bispos que está ocorrendo no Vaticano está tratando com especial atenção sobre a Palavra de Deus. Mas de vez em quando eu acho que o evento está um tanto ecumênico demais. Após um rabino judeu discursar no sínodo e deflagrando aquele lamentável episódio, foi a vez de um bispo emérito luterano discursar aos participantes do Sínodo.

Pelo menos o bispo luterano, Gunna Stalsett não se aproveitou do convite para atacar a Igreja. Seu discurso, razoavelmente sensato teve aspectos positivos e aspectos não tão positivos assim.

Uma das boas lembranças do religioso luterano é que o terrorismo em nome de Deus é uma ofensa a todos os credos. Isso engloba as três "religiões do livro", o cristianismo, o judaísmo e o islamismo. Segundo Gunna Stalsett, o antídoto para esse fundamentalismo que desvirtua a Escritura é uma interpretação autêntica da Palavra de Deus. Nesse caso ele está totalmente certo. Tanto é que a autêntica interpretação já existe e é propagada pela Igreja Católica.

Mas ao falar sobre a liberdade de expressão e a liberdade religiosa, que segundo o luterano são direitos humanos fundamentais, ele comete um erro colossal. Gunna Stalsett disse que temos que conviver com interpretações fundamentalistas das Escrituras em nome dessa liberdade. Totalmente errado.

A liberdade não consiste na permissão para que qualquer pessoa faça o que bem entender. A verdadeira liberdade não pode dar espaço a ideologias que queiram abusar da mesma para implantar o terror. Permitir que organismos usem da liberdade para atacar a própria liberdade é falta de responsabilidade, é libertinagem!

A liberdade é feita com regras, não sem regras.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Carta do Prelado (outubro de 2008)

Saudações queridos leitores!

Todos os meses publico a carta enviada pelo Prelado do Opus Dei, Dom Javier Echevarría. É uma grande fonte de meditação e conhecimento, além de mostrar ao mundo muito do carisma da Obra.

Carta do Prelado (outubro de 2008)

A humildade é uma virtude imprescindível para quem deseja a santidade. Na sua carta de outubro, o Prelado do Opus Dei afirma que só com a ajuda de Deus podemos ser bons instrumentos em suas mãos.

10 de outubro de 2008

Caríssimos: que Jesus guarde as minhas filhas e os meus filhos!

Os oitenta anos de fundação do Opus Dei, que se completam amanhã, festa dos Santos Anjos da Guarda, convidam-nos a elevar ao Céu uma ação de graças vibrante e inflamada. Viemos preparando esta data relacionando-nos mais intensamente com a Virgem Santíssima. Agora, agradecemos-lhe especialmente a sua presença maternal em cada um dos passos desta família de filhos seus. Bem unidos a São Josemaria e a todos os fiéis da Obra que já percorreram este caminho – com uma recordação especialíssima para Dom Álvaro –, a gratidão de cada uma e de cada um de nós dirige-se à nossa Mãe, pela sua ajuda constante e por sempre nos ter acompanhado ao longo do nosso caminhar. Pedimos-lhe também que nos obtenha do Céu o dom de percorrer até o fim este caminho que Deus fez ver ao nosso queridíssimo Padre em 2 de outubro de 1928.

Durante mais de dez anos, São Josemaria implorou luz para conhecer o que o Senhor lhe pedia. Serviu-se de uma jaculatória tomada do Evangelho: Domine, ut videam! [1]; Senhor, que eu veja. Essa contínua oração – também dirigida à Virgem – foi preparando-o para o momento decisivo, como expressamente manifestava o Cardeal Ratzinger numa homilia que pronunciou por ocasião da beatificação do nosso Padre.

“Josemaria Escrivá – dizia – deu-se conta muito cedo de que Deus tinha um plano para ele, de que queria alguma coisa dele. Mas não sabia o que era. Como poderia encontrar a resposta, onde devia buscá-la? Pôs-se a buscar, sobretudo, escutando a palavra de Deus, a Sagrada Escritura. Lia a Bíblia, não como um livro do passado, nem como um livro de problemas sobre os quais discutimos, mas como uma palavra do presente, que nos fala hoje: uma palavra em que cada um de nós é protagonista e na qual devemos buscar o nosso lugar, a fim de encontrarmos o nosso caminho” [2].

Quando São Josemaria recebeu a iluminação decisiva sobre o que Deus esperava da sua vida, dispôs-se imediatamente a realizá-lo. Bem podia afirmar: Para mim – em menor escala –, como para Paulo em Damasco, foi em Madri que caíram as escamas dos meus olhos, e em Madri recebi a minha missão [3]. Esse encargo divino consistia em difundir a chamada universal à santidade e, ao mesmo tempo, em abrir no seio da Igreja um caminho concreto – o Opus Dei – para ajudar muitas almas a corresponder a essa vocação para a santidade e o apostolado, por ocasião e por meio do trabalho profissional e das demais circunstâncias da vida corrente.

O nosso Padre era muito consciente da sua nulidade perante Deus. Dizia e escrevia com verdadeira convicção que tinha sido um instrumento inepto e surdo [4], a quem o Senhor tinha confiado essa missão – tão absolutamente acima da sua capacidade – para que se tocasse a mãos cheias que “aquilo” era de Deus, não invenção de uma criatura. Tinha eu vinte e seis anos […], a graça de Deus e bom humor: nada mais. Mas, assim como nós, os homens, escrevemos com a caneta, o Senhor escreve com a perna da mesa, para que se veja que é Ele quem escreve: isso é o incrível, isso é o maravilhoso [5]. Essa foi a sua mais profunda convicção até o final da sua passagem pela terra: Uma vez mais – exclamava poucas semanas antes do seu trânsito para o Céu – cumpriu-se o que diz a Escritura: o que é néscio, o que não vale nada, o que – por assim dizer – quase nem sequer existe…, tudo isso o Senhor o toma e coloca ao seu serviço. Foi assim que tomou aquela criatura, como seu instrumento [6].

Compreendemos que esta data nos oferece um ensinamento fundamental: a necessidade de sermos humildes, para que Deus se sirva de nós como instrumentos do seu desígnio salvífico. A soberba, o estar pendente do próprio eu, ergue-se como o grande inimigo da santidade e da eficácia apostólica. Pelo contrário, quando a criatura se considera sinceramente como um zero à esquerda, quando reconhece que todas as suas possíveis qualidades provêm de Deus e não de si mesma, então encontra-se em condições de converter-se em instrumento eficaz nas mãos de Deus.

Chegados a este ponto, podemos formular algumas perguntas muito pessoais. Como me vejo na presença de Deus? Penso que tenho alguma coisa, que valho alguma coisa por mim mesmo, ou reconheço que tudo é dom do Senhor? Peço-lhe sinceramente que eu chegue a conhecer-me tal como sou diante dEle? Ao mesmo tempo, o reconhecimento da nossa nulidade não deve desembocar em pessimismo ou em frustração, mas numa maior confiança e no abandono no Senhor. Meditemos aquela consideração de São Josemaria: Lança para longe de ti essa desesperança que te produz o conhecimento da tua miséria. – É verdade: por teu prestígio econômico, és um zero…, por teu prestígio social, outro zero…, e outro por tuas virtudes, e outro por teu talento… − Mas, à esquerda dessas negações está Cristo… E que cifra incomensurável não resulta! [7]

Ao tocarmos a nossa miséria, agarremo-nos com mais força à mão de Deus, na certeza de que, se Ele nos buscou, concede-nos todos os seus auxílios para transpormos os obstáculos. Fincados nesta profunda humildade, estaremos em condições de enfrentar os desafios apostólicos a que nos chama a própria vocação cristã, que é – pela sua própria natureza – vocação para o apostolado. Afirma-o claramente o Evangelho, quando relata que o Senhor convocou os primeiros Doze para que estivessem com Ele e para enviá-los a pregar [8]. Na pessoa daqueles primeiros, todos nós fomos convocados por Jesus Cristo para levar o seu nome a todos aqueles com quem nos encontremos. “Em última análise, é o Senhor quem constitui alguém em apóstolo, não a presunção. O apóstolo – insiste o Papa – não se faz a si mesmo; é o Senhor quem o faz; portanto, precisa referir-se constantemente ao Senhor” [9].

O apóstolo não fala em nome próprio, mas comunica o que recebeu. Assim se comportaram os primeiros, e assim temos de agir nós, os cristãos, nos dias de hoje. Comentando a vocação de São Paulo, Bento XVI dizia recentemente: “Uma vez mais se destaca imediatamente a idéia de uma iniciativa alheia, a de Deus, em Jesus Cristo, à qual se está plenamente obrigado; mas, sobretudo, sublinha-se o fato de que se recebeu uma missão a ser cumprida em seu nome, pondo absolutamente em segundo plano qualquer interesse pessoal” [10].

Não esqueçamos nunca que o próprio Deus – sem nos tirar a liberdade – quer a nossa mais completa fidelidade, a todas as horas, em qualquer circunstância. Por isso, temos de ser bem conscientes de que em nenhum momento estamos sós: Ele acompanha-nos, escuta-nos e – sem ter necessidade de nada nem de ninguém – deseja precisar de nós continuamente. Perante esta realidade cotidiana, o nosso Padre convidava-nos a pensar mais no Ecce ego, quia vocasti me [11], “aqui me tens, porque me chamaste”. Sim, o Senhor mantém conosco um diálogo perseverante, e espera que correspondamos com mais profundidade à sua predileção por nós.

Bento XVI enumera outro requisito que configura o discípulo do Mestre, além de ter sido chamado e enviado: empreender efetivamente a missão apostólica mediante o exemplo e a doutrina, o testemunho das obras e as palavras. Ressaltava-o detendo-se no exemplo de São Paulo, quando afirmava que “o título de «apóstolo» não é e não pode ser honorífico; compromete, concretiza dramaticamente toda a existência da pessoa que o tem” [12].

Caritas Christi urget nos [13], a caridade insta conosco, escrevia São Paulo aos Coríntios. Urgia-o o zelo pela salvação das almas, a exemplo de Nosso Senhor, que morreu por todos, a fim de que os que vivem já não vivam para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Daí tirava a seguinte conclusão: Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo! [14].

É preciso que esta novidade de vida, própria do Evangelho, seja contagiada a outros corações, até que todos ardam no mesmo fogo de caridade. Fazer todo o possível para que os outros conheçam Jesus Cristo, o sigam e amem, é a conseqüência necessária de termos sido alcançados pelo amor de Deus. Neste mundo, pequeno e revolto – pregava São Josemaria –, com a confusão de idéias que há, como é que as pobres almas podem pedir o Batismo se ninguém lhes explica a doutrina cristã? Fides ex auditu, diz São Paulo. E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem lhes pregue? (Rom 10, 14). Jesus Cristo não fez assim; o Senhor deu-nos exemplo, mas também ensinou: Cœpit facere et docere (At 1, 1) [15]. E, ante as desculpas com que às vezes se disfarça o comodismo ou o aburguesamento, explicava: Eu, por que vou meter-me na vida dos outros? Porque tenho obrigação, porque sou cristão! Porque Cristo se meteu na vossa vida e na minha, tal como se adentrou pela de Pedro e de Paulo, pela de João e de André… E os Apóstolos aprenderam a fazer o mesmo. Senão, depois de terem recebido aquela indicação expressa do Mestre: Ide e pregai…, não se teriam mexido, e os Doze teriam ficado sós: não haveria Igreja [16].

Dentro de alguns dias, inaugurar-se-á uma Assembléia ordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada à reflexão sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. Já sabeis que participarei como membro por designação pontifícia. Secundando as diretrizes do Papa, rogo-vos que rezeis e façais rezar pelos frutos desta reunião com o Sucessor de São Pedro.

Esforcemo-nos por conhecer cada dia melhor a Palavra de Deus, aproximando-nos com amor e reverência da Sagrada Escritura – sob a luz da Tradição da Igreja e a guia do Magistério –, e, especialmente, dos Santos Evangelhos, para aprendermos do Senhor e pormos em prática os seus ensinamentos. Difundamos a sua doutrina opportune et importune [17], tendo ocasião ou sem tê-la, tal como fez São Paulo. Assim, depois de nos termos esforçado por propagar o Evangelho, poderemos exclamar com o Apóstolo, no final da nossa vida: Combati o bom combate, alcancei a meta, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua vinda [18].

Também neste mês há outras festas de Nossa Senhora. Recorramos mais à intercessão da nossa Mãe, com ânsias de ser muito marianos. Ponhamos mais piedade na recitação do Santo Rosário, arma poderosa [19] para a grande batalha da santidade. No sábado, 20 de setembro, estive em Saragoça, onde tinha um compromisso, e rezei diante da Virgem do Pilar, unindo-me às orações de São Josemaria naquele templo mariano. Também fui a Torreciudad, onde pus aos pés de Nossa Senhora tantas necessidades, muito unido à oração do nosso Padre. Regressei a Roma no dia seguinte, domingo, com a pena de não ter podido ajoelhar-me diante de Nossa Senhora das Mercês, na sua basílica de Barcelona.

Rezo todos os dias para que a canonização de São Josemaria – no dia 6 será o sexto aniversário – constitua para cada uma e cada um de nós uma forte sacudida, já que, se de verdade desejamos considerar-nos muito filhos do nosso Padre, temos de cultivar na alma verdadeiras ânsias cotidianas de conversão, de santidade, vivendo com alegria o nunc cœpi [20]. Sem o esforço por uma conversão pessoal em cada dia, o nosso apostolado não será eficaz. Repeti esta idéia desde 26 de fevereiro de 2002, ao saber da data da canonização, enquanto nos preparávamos para essa proclamação. É uma sugestão que não perdeu força e que agora São Josemaria nos dirige diariamente do Céu, como já fazia antes na terra.

Com todo o afeto, abençoa-vos

o vosso Padre


† Javier
Roma, 1º de outubro de 2008.


[1] Lc 18, 41.

[2] Cardeal J. Ratzinger, Homilia na Missa de ação de graças pela beatificação do Fundador do Opus Dei, 19-05-1992.

[3] São Josemaria Escrivá, Carta, 02-10-1965.

[4] São Josemaria Escrivá, Instrução, 19-03-1934, n. 7.

[5] São Josemaria Escrivá, Apontamentos tomados de uma meditação, 02-10-1962.

[6] São Josemaria Escrivá, Apontamentos tomados de uma meditação, 19-03-1975.

[7] São Josemaria Escrivá, Caminho, n. 473.

[8] Cfr. Mc 3, 13-14.

[9] Bento XVI, Discurso na audiência geral, 10-09-2008.

[10] Ibid.

[11] 1 Sam 3, 6.

[12] Bento XVI, Discurso na audiência geral, 10-09-2008.

[13] 2 Cor 5, 14.

[14] 2 Cor 5, 15.17.

[15] São Josemaria Escrivá, Apontamentos tomados numa tertúlia, 05-01-1968.

[16] São Josemaria Escrivá, Apontamentos tomados numa tertúlia, 14-02-1960.

[17] Cfr. 2 Tim 4, 2.

[18] 2 Tim 4, 7-8.

[19] São Josemaria, Santo Rosário, Prólogo.

[20] Sal 76, 11 (Vg).

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Maníaco da cruz, caso extremo de uma sociedade sem valores

Saudações queridos leitores!

Leiam abaixo sobre o maníaco da cruz, um assassino em série que foi preso hoje no Mato Grosso do Sul. Comento logo abaixo.

Um assassino em série estava deixando a população de Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul em pânico. Ele matava as vítimas e as deixava com os braços e pernas imobilizados em forma de cruz. Ele ficou conhecido como o maníaco da cruz. A polícia anunciou que o assassino foi preso nessa sexta-feira, dia 10. O perfil do suspeito é surpreendente.

Trata-se de um adolescente de 16 anos que, de acordo com a polícia, escolhia suas vítimas de acordo com critérios de "pureza" e "impureza" definidos pelo próprio assassino. "O rapaz alegava que suas vítimas estavam no descaminho, confrontando as teorias de um suposto deus, na verdade satânico, que ele idolatrava". De acordo com a delegada Maria de Lourdes Souza Cano, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e ao Adolescente (Deaij), "Matando essas pessoas, ele pensava estar fazendo um favor a elas", complementou.

A meta do jovem assassino era superar o número de mortes de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, que estuprou, torturou e matou seis mulheres em São Paulo na década de 90. Para alcançar tal meta, ele pretendia executar as pessoas que ele considerasse impura sempre nos invernos.

Entre o material encontrado na casa do assassino está um papel, onde ao lado do nome de cada pessoa estão as palavras "salva" ou "morta", conforme o suposto julgamento realizado. Também foram encontradas revistas pornográficas, além de objetos das vítimas, como um celular, uma blusa e uma pulseira. O jovem guardava os jornais com as notícias das mortes. "Ele confessou sentir-se importante, como se visse a própria imagem nos telejornais, e tinha um comportamento diferenciado, apesar de se relacionar bem com a família", afirmou a delegada.

Mais informações no Terra.

Voltei. O perfil do infrator deixa claro que ele é um doente mental. Mas vale a pena observarmos alguns aspectos de sua doença que não podem ser descartados. Pornografia e satanismo.

Publiquei em julho um artigo em que comento que o satanismo é um fenômeno que mostra a precariedade da sociedade. Esse caso é emblemático. O que começa como uma suposta revolta frente à sociedade (cristã) acaba tomando proporções descontroladas e levando seus seguidores a atos bárbaros, fazendo-se deuses de sua própria vontade através de uma ótica relativista onde os conceitos de bem e mal são desvirtuados ao bel prazer da consciência. Esses casos, além de uma doença, são manifestações extremas desse relativismo.

Outro aspecto freqüentemente presente no comportamento satanista é a pornografia. A pornografia deteriora a dignidade humana, transformando homens e mulheres em meros instrumentos de prazer. Com a instrumentalização do ser humano e a degradação de sua dignidade, comportamentos erráticos acabam sendo tolerados, pois a dignidade que inspirava respeito à pessoa humana já não existe mais, tornando o descarte de uma pessoa, nesse caso um assassinato, um mero delito comparável ao descarte de um objeto qualquer.

Jamais devemos generalizar e conceber que tais casos extremos sejam fruto apenas de mentalidade satânica, sem descartar eventuais patologias que acometam os infratores. Mas quantos outros casos, que não têm um desfecho trágico também não são ocasionados por esses dois fatores que degradam a nossa sociedade?

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Bento XVI defende a canonização de Pio XII

Saudações queridos leitores!

Bento XVI mostra mais uma vez que é um Papa de uma valentia ímpar. Após o discurso que o pérfido Rabino de Haifa fez no Vaticano, uma atitude considerada traiçoeira por muitos, Bento XVI defendeu a beatificação e a canonização de Pio XII, mostrando mais uma vez que apesar de todos os protestos, ele defende o reconhecimento das virtudes heróicas de seu antecessor.

Em homilia alusiva ao 50º aniversário da morte de Pio XII, Bento XVI disse também que aquele papa trabalhou "secreta e silenciosamente" durante a Segunda Guerra Mundial para "evitar o pior e salvar o maior número de judeus possível". O pontífice lembrou que Pio XII agiu nos bastidores para salvar quantos judeus fosse possível e que sua prudência para não agir de forma mais contundente buscou não chamar a atenção para não piorar ainda mais a situação.

Alguns grupos judaicos pressionam o Vaticano a suspender o processo de beatificação. Não entendo os motivos para isso, visto que é um assunto interno da Igreja. Se eles queriam protestar contra homenagens ao Pontífice, por que não o fizeram quando os próprios judeus condecoraram Pio XII com o título de "Justo entre as Nações", a maior honra que um não-judeu recebe da comunidade judaica?

Por que eles não protestaram quando uma das fundadoras do Estado de Israel, Golda Meir foi agradecer à Igreja e a Pio XII por ter sua vida salva?

É muito estranho e oportuno que certos grupos judaicos se manifestem contra Pio XII justamente na lembrança de sua morte...

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Lei sobre saúde sexual coloca em risco o povo panamenho

Saudações queridos leitores!

O Arcebispo panamenho Dom Dimas Cedeño enviou uma carta à Assembléia Nacional do Panamá em que lamenta a continuidade da tramitação de um Projeto de Lei que trata de matéria sexual e saúde reprodutiva que trará vários problemas de ordem moral e familiar ao país.

Segundo o Arcebispo, o texto, em seu artigo 6, reconhece a todos, inclusive aos menores, o direito de tomar decisões autônomas, livres e responsáveis sobre sua sexualidade e reprodução, ainda que muitas conseqüências deste exercício tenham impacto sobre a família. Esta autonomia dos menores está fortalecida pelo artigo 28, que prevê, sem exceções, o direito à confidencialidade aos usuários dos serviços de saúde. Tais disposições, que não limitam uma idade mínima, permitem a menores que recorram a procedimentos ligados à sexualidade que podem trazer graves conseqüências físicas e psíquicas, como esterelização e aborto. O texto também traz em seu artigo 16 a afirmação de que qualquer pessoa, independente da idade, pode escolher ter ou não descendência, sem maiores explicações.

O texto também introduz no país a nefasta ideologia de gênero. Essa ideologia, que contradiz os fatores biológicos humanos diz que ser homem ou mulher não é uma questão fundamentada na natureza, mas sim uma escolha de qualquer pessoa. Tal pensamento permitiria transitar entre os gêneros conforme fosse conveniente a cada um.

Enquanto isso, o projeto deixa de fora temas relevantes da sociedade, como pornografia e prostituição, que influenciam e desorientam negativamente as mentes ainda em formação dos mais jovens e incautos.

O prelado lamenta que o projeto continue em tramitação e pede que seus pontos sejam discutidos de forma mais aberta pela sociedade.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sínodo busca ser resposta às seitas

Saudações queridos leitores!

Um dos assuntos que estão sendo abordados com maior atenção pelo Sínodo dos Bispos no Vaticano é a proliferação das seitas. Os trabalhos no Sínodo devem converter-se em resposta aos Católicos que apostatam para juntar-se às seitas que fazem uma interpretação fundamentalista e oportunista da Bíblia. Como bem lembrou o Arcebispo de Kinshasa, no Conco, Dom Laurent Monsengwo Pasinya, o fenômeno das seitas não é novo. “Em sua primeira carta (escrita no ano 95 d.C.), João já mencionava alguns dissidentes que deixaram de crer em ‘Jesus Cristo vindo em carne mortal’ (1 Jo 4, 2-3), que saíram da comunidade e ficaram excluídos da fé apostólica (1 Jo 2, 19-24).”

É certo que vários textos bíblicos alertam para que não caiamos na tentação de interpretarmos as Sagradas Escrituras por nós mesmos. Pedro e os apóstolos são garantidores da verdadeira interpretação das Escrituras (cf. 2 Pe 1,16-19). O próprio Pedro afirma que ‘nenhuma profecia da Escritura pode ser interpretada por conta própria’, porque ‘os homens, movidos pelo Espírito Santo, falaram da parte de Deus (2 Pe 1, 20-21). Pedro condena os falsos doutores e suas heresias perniciosas. Muitas das seitas atuais respondem ao perfil descrito aqui pelo Príncipe dos Apóstolos: libertinagem, difamação contra a verdade, cobiça, palavras artificiosas, tráfico de influências (2 Pe 2, 2-3), do que se deduz que o melhor caminho de diálogo com as seitas é uma saudável interpretação das Sagradas Escrituras.

Dom John Olorunfemi Onaiyekan, arcebispo de Abuja (Nigéria) nos alerta que a África vive uma proliferação de grupos que além de fundamentalistas, são anticatólicos declarados. “Muitos membros nossos se sentem freqüentemente em dificuldade pelos ataques e pelos abusos destes grupos, sobretudo quando não estão adequadamente preparados para defender a própria posição católica”, confessou o prelado. Ele também constata que “por isso, muitos fiéis nossos viram a necessidade de aprofundar nas Escrituras, justamente para poder combater os ataques dirigidos a eles mesmos e à Igreja. Em geral, igualmente, acho que o contato com nossos irmãos protestantes vai se desenvolvendo gradativamente na direção apropriada”.

Uma das maiores necessidades da Igreja em nosso tempo é aplicar táticas mais eficientes na luta contra a proliferação das seitas, que se aproveitam da necessidade do povo para angariar nossos fiéis. Pior ainda é a manipulação, deturpação e corrupção da Palavra de Deus promovida pelos seus líderes para o alcance de seus objetivos, que não poucas vezes são os mais escusos e anti-evangélicos.

Para sanar esse problema é necessário revermos toda nossa abordagem frente às seitas e principalmente promover uma nova orientação referente a pregações e homilias, que, quando deixam os fiéis insatisfeitos, abrem uma lacuna enorme para toda a retórica oportunista usada pelas seitas.

Mais informações em ZENIT.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Reações à perfídia do Rabino Shear Yeshuv Cohen

Saudações queridos leitores!

As reações à manifestação lamentável do Rabino Shear Yeshuv Cohen, que em seu discurso (que deveria ser sobre as Sagradas Escrituras) no Sínodo dos Bispos que ocorre no Vaticano atacou de forma traiçoeira, vil e pérfida o Papa Pio XII, surpreendendo a todos e traindo a confiança de Bento XVI.

As respostas ao Rabino não demoraram a sair. L’Osservatore Romano publicou hoje um editorial chamado “Respeito e amor pelo povo judeu” (fonte aqui em italiano) em que o vice-diretor do jornal, Carlo Di Cicco relembra o apreço e o respeito que os cristãos, em especial o Cardeal Albert Vanhoye e o Papa Bento XVI têm pelo judaísmo.

O Cardeal Tarcisio Bertone também não deixou passar em branco. Em uma notícia da AFP que cita o Osservatore Romano como fonte, o Cardeal disse que se o papa Pacelli "tivesse intervindo publicamente teria colocado em perigo a vida de milhares de judeus que, a seu pedido, foram escondidos em 155 conventos e monastérios da cidade de Roma".

Em sua resposta, o Cardeal ainda lembrou que "é profundamente injusto estender um véu de opróbrio sobre a obra de Pio XII durante a guerra, esquecendo não só o contexto histórico como também sua imensa obra caritativa" para com os judeus.

O propósito do Rabino para levantar tal polêmica é até agora desconhecido, pois já que ele afirmou em seu discurso que não se pode esquecer e nem perdoar a conduta de Pio XII, fica a nítida impressão de que sua manifestação não passou de destilação de rancor.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Picuinha ameaça destruir Basílica do Santo Sepulcro

Saudações queridos leitores!

Uma picuinha que já dura alguns séculos está colocando em risco um dos lugares mais sagrados do cristianismo. A Basílica do Santo Sepulcro, local onde conforme a Sagrada Tradição afirma que Nosso Senhor Jesus Cristo foi sepultado e ressucitou está correndo sério risco de ser perdida para sempre.

O mosteiro Dir al Sultan, instalado sobre o teto da Basílica do Santo Sepulcro, corre um risco enorme de desabar e causar danos irreparáveis à Basílica. Segundo o governo isralilense, o local ainda não foi reformado porque uma disputa entre as igrejas etíope-ortodoxa e a copta-ortodoxa pelo controle do local impede a execução dos reparos. De acordo com o relatório do engenheiro israelense Igal Bergman, contratado pelo igreja etíope-ortodoxa, o mosteiro Dir al Sultan "representa um risco para a vida dos monges e dos visitantes, trata-se de uma emergência, e reparos no local devem ser feitos com urgência".

O problema que impede o reparo do prédio é que a propriedade sobre o mosteiro é disputada há 200 anos pelas igrejas etíope e copta. O Arcebispo Mateus, chefe da igreja etíope-ortodoxa enviou uma carta urgente ao Ministério do Interior de Israel exigindo a execução dos reparos, mas tais reparos não foram possíveis porque eles não reconhecem direito algum dos coptas no local.

Ainda há o aspecto de que se o governo israilense intervir na situação sem o acordo das partes, acabará criando um problema diplomático entre Israel, Etiópia e Egito. O o Ministério do Interior de Israel afirma que sabe da necessidade de reparos no mosteiro desde 2004 e está disposto a arcar com as despesas da obra. Mas infelizmente nada pode ser feito sem um acordo entre as partes. O prefeito de Jerusalém, Uri Lupoliansky, afirmou que vai tentar intermediar a crise entre as duas igrejas para que seja possível realizar as reformas.

Isso mostra o perigo da falta de unidade.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Vaticano planeja acabar com as Orações Eucarísticas para crianças

Saudações queridos leitores!

As coisas estão entrando nos eixos. De acordo com uma reportagem do site Catholic Culture (fonte aqui, em Inglês), o Vaticano tem planos para remover as Orações Eucarísticas para as crianças das Orações Eucarísticas autorizadas no Missal Romano. Quem revelou a novidade foi Dom Arthur Serratelli de Paterson, Bispo de New Jersey e presidente do comitê de liturgia dos Bispos dos Estados Unidos.

As Orações Eucarísticas para as crianças, são criticadas por serem elaboradas de uma forma que falha ao transmitir o senso de sacralidade devido. A Igreja tem trabalhado duro nos últimos anos para coibir os abusos e as interpretações errôneas que são causas desses e de tantos outros erros.

Mas uma coisa que me chamou a atenção foi o que Dom Seratelli disse em uma carta a respeito do assunto no dia 29 de setembro. “Isso não muda nossa presente prática”, disse Dom Serratelli. Segundo o Bispo, a mudança terá efeito numa data futura não especificada. Tal declaração me faz pensar se essa mudança chegará tão logo quanto necessário ou se a adequação litúrgica enfrentará as resistências que já conhecemos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Construir sua vida sobre o dinheiro é construir sobre a areia

Saudações queridos leitores!

As bolsas estão em parafuso, os bancos estão quebrando e o pânico se instala no mundo. Hora de se desesperar? Não! É hora de refletir. O dinheiro tornou-se um dos muitos ídolos adorados em nosso mundo e agora, com a quebra geral, vemos que quem apostou em dedicar sua vida ao dinheiro contruiu sua casa sobre a areia.

Todo o dinheiro pelo qual as pessoas se dedicavam tanto desapareceu, tornou-se nada. Nossos esforços não devem se concentrar na busca de bens materiais, pois tudo o que existe e que vemos em nosso mundo passa, acaba. Somente Deus fica. A Palavra de Deus é o que fica, apesar de todos os problemas, todas as tribulações, a verdadeira realidade está em Deus, o fundamento de tudo, a rocha mais sólida para que construamos nossas edificações.

Comparadas com Deus, todas as outras coisas mostram que não passam de realidades limitadas, menores que o homem e que podem nos deixar sem fundação ao desmoronar. O homem que busca a verdadeira segurança, deve edificar sua casa sobre a rocha que não desmorona jamais, que é Deus.

Para acompanhar uma reflexão mais profunda sobre o tema, acesse ZENIT.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Rabino apunhala a Igreja pelas costas

Saudações queridos leitores!

Um fato lamentável ocorreu durante o primeiro pronunciamento de um judeu durante um Sínodo no Vaticano. De acordo com a reportagem do Terra, o rabino Shear-Yashuv Cohen, Rabino-chefe de Haifa, em Israel disse em seu discurso no Vaticano que os judeus "não podem perdoar e esquecer" a omissão de alguns líderes religiosos durante o Holocausto. Essa foi uma referência clara a Pio XII, Papa que lutou e se arriscou nos bastidores para salvar quantos judeus foi possível.

Cohen ainda disse de maneira improvisada, já no fim do discurso que "Não podemos [os judeus] esquecer o fato triste e doloroso de que muitos, inclusive grandes líderes religiosos, não levantaram suas vozes no esforço para salvar nossos irmãos, preferindo em vez disso manter o silêncio e ajudar secretamente. Não podemos perdoar e esquecer isso, e esperamos que vocês [Católicos] entendam".

O ato do rabino Cohen é uma traição, um exemplo da perfídia à qual Nosso Senhor foi submetido, pois como Messias, também foi traído e mandado à Cruz. Se ele deixa claro que não pode perdoar e esquecer o que ele diz ser uma traição de Pio XII, o que ele quer com essas declarações. Tal fechamento torna seu pronunciamento inócuo, já que ele não quer perdão. Fica a sensação de que ele simplesmente quis atacar o Papa.

O pronunciamento causou mal-estar geral entre os participantes, inclusive porque muitos representantes da comunidade judaica reconhecem Pio XII como um dos grandes guerreiros pela salvação dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial, o que permitiu que Pio XII recebesse o título de Justo entre as Nações, a maior honra concedida a um não-judeu.

Em sua entrevista após a declaração, Rabino disse que se soubesse que o sínodo coincidiria com a lembrança dos 50 anos do falecimento de Pio XII, teria evitado ir ao evento. Até parece que ele não tem como saber disso, né? Será que ele não se informou nem um pouquinho antes de participar do evento?

Só posso classificar tais atos como lamentáveis.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Padre polonês pretende criar operadora católica de telefonia celular

Saudações queridos leitores!

Novas iniciativas promovidas pela Igreja são sempre bem vindas. De acordo com uma notícia da EFE publicada pela Folha, um Padre polonês, Tadeusz Rydzyk (levei uns 3 minutos pra escrever o nome dele) lidera uma iniciativa para a criação de uma operadora de telefonia celular "católica". Não, a operadora não seria da Igreja, mas ofereceria a seus usuários além de tarifas econômicas, orações por SMS e conteúdo multimídia (como ringtones e papeis de parede) com motivos Católicos.

O Padre Rydzyk é da ordem redentorista e fundador da rádio Maryja, que possui uma audiência em torno 1 a 4 milhões de ouvintes. A iniciativa tem o apoio de um conhecido homem de negócios polonês, o empresário Roman Karkosik, proprietário do grupo Midas. O projeto também conta com o apoio de muitos de seus ouvintes da rádio Maryja e do jornal Nasz Dziennik, que são dois importantes veículos de comunicação com grande orientação católica.

De acordo com a reportagem, o Padre Rydzyk é visto como um religioso polêmico, de posições "ultracatólicas". Eu não conheço o reverendíssimo sacerdote e prometo que buscarei informações sobre ele, mas tal classificação vindo da EFE é motivo de alegria! A reportagem também diz que o Vaticano vê a rádio Maryja e o jornal Nasz Dziennik com certo receio por supostas posições radicais. Vou investigar e trago mais informações logo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 5 de outubro de 2008

Evangelho de Domingo - 27° Domingo do Tempo Comum

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de São Basílio.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Evangelho (Mt 21, 33-43 (27º Domingo do Tempo Comum))

33Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, e rodeou-a com uma cerca, e cavou nela um lagar, e levantou uma torre; depois arrendou-a a uns lavradores e partiu para longe. 34Quando se aproximou a época das colheitas, mandou os seus servos aos lavradores para receber os frutos. 35Os lavradores, porém, pegaram nos servos e espancaram a um, mataram a outro e a outro apedrejaram. 36Tornou ele a mandar outros servos em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo. 37Por fim mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: "Hão-de respeitar o meu filho". 38Mas os lavradores, ao verem o filho, disseram entre si: "Este é o herdeiro, vamos matá-lo e ficaremos com a sua herança!" 39E sem mais, pegaram nele, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. 40Ora, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles lavradores?

41Responderam-Lhe: Fará morrer de má morte os malvados e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe paguem os frutos a seu tempo. 42Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras:
"A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser pedra angular?
Isto é obra do Senhor e é maravilha a nossos olhos?"

43Por isso vos digo que vos será tirado o Reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por São Basílio (c. 330-379), monge e bispo de Cesaréia, na Capadócia, doutor da Igreja.

Homilia 5 sobre o Hexâmeron, 6
Dar fruto

O Senhor está permanentemente a comparar a alma humana com uma vinha: «O meu amigo possuía uma vinha numa colina fértil» (Is 5, 1), «Plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe» (Mt, 21, 33). É, evidentemente, à alma humana que Jesus chama a Sua vinha, foi a ela que cercou, como se fosse uma sebe, com a segurança que proporcionam os Seus mandamentos e a protecção dos Seus anjos, porque «o anjo do Senhor assenta os seus arraiais em redor dos que O temem» (Sl 33, 8). Em seguida, ergueu em nosso redor uma paliçada, estabelecendo na Igreja «primeiro, apóstolos, segundo, profetas, terceiro, doutores» (1 Cor 12, 28). Por outro lado, através dos exemplos dos homens santos de outrora, eleva-nos os pensamentos, não os deixando cair por terra, aonde mereciam ser pisados. Deseja que os abraços da caridade, quais sarmentos de uma vinha, nos liguem ao nosso próximo e nos levem a repousar Nele. Assim, mantendo permanentemente o impulso em direcção aos céus, elevar-nos-emos como vinhas trepadeiras, até aos mais altos cumes.

O Senhor pede-nos também que consintamos em ser podados. Ora, uma alma é podada quando afasta para longe de si os cuidados do mundo, que são um fardo para o nosso coração. Assim, aquele que afasta de si mesmo o amor carnal e a ligação às riquezas, ou que tem por detestável e desprezível a paixão pela miserável vanglória, foi, por assim dizer, podado, e voltou a respirar, liberto do fardo inútil das preocupações deste mundo.

Mas – e mantendo ainda a linha da parábola – não podemos produzir apenas lenha, ou seja, viver com ostentação, ou procurar os louvores dos de fora. Temos de dar fruto, reservando as nossas obras para as mostrarmos ao verdadeiro agricultor (Jo 15, 1).

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.