sábado, 6 de setembro de 2008

Dom José Cardoso Sobrinho é inocentado!

Saudações queridos leitores!

Após muito tempo de luta judicial, Dom José Cardoso Sobrinho foi inocentado das acusações feitas pela senhora Ivânia. Reproduzo abaixo a reportagem do Jornal do Commercio, que, segundo o Jorge Ferraz, só publicou a reportagem depois que foram pressionados por cartas, pois até então, o jornal, que a alguns meses atrás dedicou um caderno inteiro à apresentação da carta de renúncia do Arcebispo e que sempre teve uma trajetória repleta de choques com o mesmo, não tinham publicado nada.

Fiquem com a reportagem do Jornal do Commercio.

* * *

Arquivado processo contra o arcebispo

Publicado em 06.09.2008 Mulher pedia indenização por danos morais, alegando que dom José Cardoso teria declarado que ela mantinha relação amorosa com um padre

O juiz Alexandre Sena, da 23ª Vara Cível da Capital, julgou na última segunda-feira, improcedente o processo por danos morais impetrado pela fazendeira Ivânia Olímpio de Almeida Queiroga contra o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho. A fazendeira alegava em seu pedido de indenização que o religioso teria declarado publicamente que ela mantinha um relacionamento amoroso com o padre João Carlos Santana da Costa e que ambos estariam envolvidos em um homicídio no Estado da Paraíba. A denúncia foi arquivada.

“Em nenhum momento macularam a honra subjetiva ou objetiva da demandante e até comprometem a autora, na medida em que a principal testemunha – Padre João Carlos Santana da Costa – declarou ao Oficial de Justiça que era marido da mesma. Logo, não existe a mínima prova, nem mesmo indícios, de que os demandados contribuíram para a desonra da autora. Se alguém maculou a honra da autora foi o padre João Carlos, na medida em que indo à sua residência com freqüência, ainda declara a uma autoridade em serviço da Justiça que era o seu marido, numa conduta, no mínimo imprudente já que, como padre, não poderia jamais ter se portado com tamanha irresponsabilidade”, avaliou o juiz em sua sentença.

A defesa do arcebispo convenceu o juiz de que as informações contra a fazendeira e o padre João Carlos foram divulgadas pela imprensa e não pelo religioso. Além disso, o comportamento do padre, que teria declarado a um oficial de Justiça que fora notificar Ivânia em sua casa que era “marido” dela, pesou contra a requerente.

“Destaco, por último que a apuração em Juízo depõe contra a autora que fez inverter os fatos em seu desfavor, numa tentativa de induzir o Juízo a erro, fazendo crer que quem está caluniando, difamando e injuriando é a demandante e a testemunha padre João Carlos Santana da Costa, o que merece censura moral ante à autoridade dos réus, até porque atribuída a pecha de mentiroso ao Arcebispo de Olinda e Recife”, destacou Alexandre Sena.

RECURSO

O advogado Hebron Oliveira, que defende Ivânia Olímpio de Almeida Queiroga assegurou que vai recorrer da sentença junto ao Tribunal de Justiça de Pernambuco. “A sentença reproduz o entendimento do magistrado. Não concordamos com ele e daremos entrada no recurso dentro do prazo previsto em lei”, frisou o advogado Hebron Oliveira.

Além de julgar improcedente o pedido de indenização e extinguir o processo, o magistrado condenou Ivânia Olímpio de Almeida Queiroga ao pagamento dos honorários dos advogados de dom José Cardoso Sobrinho, fixados em R$ 10 mil.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Santa Sé estuda declarar "não católica" editora espanhola

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Parlamento Europeu "deplora" posição da Igreja sobre contracepção


A situação da Europa já está ficando crítica. Sempre falei aqui sobre como o Parlamento Europeu luta para que a cultura da morte se espalhe não só pelo Velho Continente, mas por todo o mundo. E esse projeto maligno já tem data: 2015.

Essa data foi fixada em uma resolução sobre o 5º objetivo do milênio proposto pelas Nações Unidas, que se refere à saúde materno-infantil. Mais informações em ZENIT.

De acordo com o L'Osservatore Romano, nesta resolução se propõe chegar em 2015 ao "acesso universal à saúde reprodutiva", que inclui explicitamente o recurso ao aborto, especialmente nos países em vias de desenvolvimento.

Em um dos anexos da Resolução, o Parlamento Europeu ataca justamente à Igreja, que permitiu que a Europa fosse o que é hoje. A resolução "deplora a proibição, sustentada pelas igrejas, de usar contraceptivos", já que, afirma, o uso do preservativo é "fundamental" para "prevenir doenças e gravidezes não-desejadas".

A referência ao aborto como um direito são um disparate. É a legitimação do crime, é a permissão para a execução dos mais inocentes entre nós. A ajuda aos países em desenvolvimento jamais será conseguida com a legitimação de práticas bárbaras que só contribuem para derrubar os limites éticos e morais da civilização, mas sim com um verdadeiro projeto de promoção da dignidade humana, que está muito acima dos "direitos individuais".

Tenho muita pena da Europa, que em sua crise pós-cristã, caminha em direção à barbárie.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.
Saudações queridos leitores!

A batalha pela vida - Os juízes da vida

Saudações queridos leitores!

Eu simplesmente não entendo porque alguns médicos questionam a anencefalia da Marcela só agora, que ela está servindo de exemplo para os grupos que lutam pela vida no caso do aborto de fetor anencéfalos. Dessa vez foi uma junta médica que questionou (muito oportunamente, diga-se) o real diagnóstico da pequenina.

"Marcela tinha merocrania", afirma Thomaz Gollop, especialista em medicina fetal e professor da Universidade de São Paulo (USP). "Acabei de fazer uma junta médica com um especialista em anatomia e neurologia pediátrica com os exames em mãos. Ela tinha um defeito menos grave na formação do crânio e o resquício de cérebro presente, ao contrário dos anencéfalos que não têm nada, é coberto com uma membrana chamada cerebrovasculosa".

Mas sabem, eu até acho bom isso. Prestem bastante atenção no tamanho do trabalho e em quantos especialistas estão envolvidos para discutir um caso de anencefalia. Será que o Ministro Temporão conseguirá garantir o mesmo tratamento para tantos fetos em gestação em uma velocidade que permita que se mate o inocente?

Fica a pergunta: será que vale a pena correr tamanho risco de se diagnosticar erroneamente um feto como anencéfalo e provocar um aborto (ainda mais) em vão?

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A batalha pela vida - O arauto da morte

Saudações queridos leitores!

O Militante, ops, Ministro da Saúde, José Gomes Temporão não consegue garantir leitos de hospital para quem precisa operar um apêndice ou tratar uma perna quebrada, mas ele diz que o SUS tem como garantir acesso a universal a exame para permitir o aborto de anencéfalos.

Segundo sua lógica, o aborto é uma situação totalmente disitinta, pois pressupõe vida. Para o ministro, "a mulher [grávida de fetos anencéfalos] vive uma situação brutal, cruel, sabendo que carrega no ventre uma vida que não terá continuidade". Ora essa, se não está vivo, a mulher não está grávida, oras. Então não tem o que se discutir!

O Ministro usou a mesma argumentação que as outras entidades que tentam conseguir a liberação do aborto de anencéfalos, indo também contra o argumento de que a anencefalia é uma deficiência como as outras, dada a baixa sobrevida dos fetos nascidos.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

E lá vêm as saraivadas...

Saudações queridos leitores!

O artigo do Osservatore Romano, já comentado aqui no blog está dando o que falar. A Ansa desenterrou o fato de que Bento XVI, enquanto ainda era cardeal, havia se inscrito na Associação Italiana para a Doação de Órgãos (Aido), declarando-se disponível. Isso foi declarado no site da própria associação.

Segundo o site, Bento XVI disse na época que "é permitido aderir, espontaneamente e em pleno conhecimento, à cultura dos transplantes e da doação de órgãos. Eu me inscrevi há anos na associação e levo sempre comigo este documento, onde está escrito que estou disponível para oferecer meus órgãos a quem necessitar deles. É um ato de amor".

Essa declaração do Papa não é problema algum. O negócio é que estão usando isso para apontar uma suposta contradição do Santo Padre, alegando que tal declaração vai de encontro com o que foi publicado no Osservatore Romano. Mas acontece que essa reportagem é apenas uma reportagem, e o próprio chefe de imprensa da Santa Sé disse que aquilo é uma matéria de jornal, publicada por uma jornalista e que não tem peso doutrinal algum.

Mas a reportagem da Ansa trata o negócio como se fosse um "editorial oficial do jornal" que tivesse peso de Encíclica. Pura balela. Distorção. Conversa fiada. Conversa pra boi dormir. Papo-furado...

Espero que agora tenha ficado claro.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Aprendam polonês

Saudações queridos leitores!

O texto que vai abaixo é um raciocínio de um grande amigo meu, que eu vi e senti a necessidade de passar a todos.

Essa gente que luta pela "laicidade" do Estado raciocina da seguinte maneira: eles mesmos decidiram que no século XXI a religião não tem mais vez. Logo, pode-se malhar a Igreja de qualquer forma, e os católicos, como seres antiquados, devem ficar quietos para não contaminar ninguém com a doutrina nefasta deles. De forma que o ensino religioso é questionável, o anti-religioso não. É uma piada de mal gosto.

A coisa no entanto fica pior quando quem combate a Igreja é a própria Igreja. Um dia desses estava sendo entrevistado na Rede Vida o bispo de Mogi das Cruzes. Eu até assustei vendo-o usar clergyman em um mesa em que uma freira estava vestida de diretora de escola. Logo me acalmei: lá pelas tantas, indagaram o prelado sobre em quem os católicos deveriam votar. Ele foi enfático: devemos votar em pessoas "honestas" e com bons programas de governo. Não devemos estabelecer uma "seita". Ou seja, esqueçam os princípios católicos, se o candidato é abortista, gayzista , e etc, e fala que vai ajudar os pobres e apóia o MST , já é um bom candidato para o purpurado. Nada de novo.

Quando se entra em uma guerra em que o inimigo usa a nossa farda e somos obrigados a bater continência para ele, significa que nós fomos derrotados antes de se disparar o primeiro tiro. Definitivamente, nós não estamos preparados para enfrentar a atual onda anti-religiosa no Brasil. A Igreja e os católicos não estão preparados para a guerra cultural, para a guerra de princípios que esta ocorrendo e que vai ocorrer a curto e médio prazo. Usando o jargão militar, o nosso problema não é nem de estratégia nem de tática, é de logística. Nós não vamos para a guerra porque não conseguimos nem movimentar as tropas. E o inimigo sabe disso.

Portanto, se querem continuar católicos, aprendam polonês.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Jovens abusam da pílula do dia seguinte

Saudações queridos leitores!

O resultado não poderia ser outro. A distribuição indiscriminada e o incentivo governamental criaram uma cultura de abuso do uso da pílula do dia seguinte. De acordo com uma pesquisa realizada com 6.308 alunos de escolas particulares, 1.383 deles perderam a virgindade na faixa etária dos 13 aos 16 anos. Desses 1.383, 22% deles usaram a pílula do dia seguinte para evitar a gravidez. Entre os jovens pesquisados, quase 20% deles já tiveram pelo menos cinco parceiros diferentes e 14% deles já tiveram relações sexuais com pessoas que conheceram pela internet.

A pesquisa foi realizada no primeiro semestre deste ano com alunos de 272 escolas particulares brasileiras que são conveniadas ao Portal Educacional, entidade responsável pela aplicação dos questionários. Do total de entrevistados, 34% são estudantes do Estado de São Paulo.

Apesar de 22% dos alunos entrevistados não ser maioria, mas um número expressivo, o comportamento sexual deles chama muito a atenção. O descontrole sobre quem recebe e usa a pílua é tamanho que até mesmo meninas que usaram preservativos apelaram para a pílula, como uma "garantia".

É por conta desse contexto alarmante apontado na pesquisa que os pais não podem fechar os olhos para as influências externas, principalmente viondas da TV e de supostos colegas, que estimulam um comportamento sexual desordenado nas crianças e adolescentes de hoje. Para o psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Thiago Fidalgo, os resultados desse trabalho nas escolas confirma dados de estudos anteriores, que mostram o início cada vez mais cedo da vida sexual e chama a atenção para a falta de planejamento dos jovens quando o assunto é vida sexual. Mais que isso, também revela de modo claro a ineficiência das políticas sexuais baseadas unicamente na prevenção, levando crianças cada vez mais jovens a iniciar a vida sexual, muitas vezes sem preparo, o que pode acarretar em conseqüências catastróficas.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Revista "Pergunte e Responderemos" deixará de ser publicada

Saudações queridos leitores!

É com muita tristeza que trago a notícia publicada no Pastoralis.

O Último Legado de Dom Estêvão: O Fim de Pergunte e Responderemos

"Revista de Dom Estêvão" terá seu último número em setembro, após publicação de artigos deixados pelo Grande Monge, Professor, Teólogo - e amigo - falecido em abril.

PASTORALIS
Thiago Amorim Carvalho

Uma das mais renomadas publicações religiosas do país, a revista Pergunte e Responderemos, criada e editada por Dom Estêvão Bettencourt, OSB - monge, teólogo, professor, referência, mestre, homem santo - encerrará em setembro uma longa caminhada, de praticamente meio século. O anúncio se encontra no editorial da última edição, que chega às mãos dos inúmeros leitores e admiradores com significativo atraso.

A publicação, criada como um anexo de outro periódico, a já extinta "Revista Gregoriana", em 1957 para oferecer respostas a questões que versavam sobre Filosofia e Teologia, em pouco tempo se tornou uma edição independente, com tiragem mensal, só interrompida durante os dois anos em que Dom Estêvão precisou convalescer-se de uma tuberculose e não houve edições, entre 1965 e 1966; e nos quatro anos em que a revista se tornou bimestral, entre 1981 e 1985. Diversas editoras fizeram parte de sua história até que as Edições Lumen Christi tomassem o encargo da publicação, desde 1981 até nossos dias.

A morte de Dom Estêvão, aos catorze dias do mês de abril, leva consigo "sua" revista, deixando na história os cinqüenta anos de conhecimento, em apologética, Filosofia, Teologia e cultura, que Pergunte e Responderemos proporcionou a toda uma geração de leigos, religiosos, e até mesmo sacerdotes e bispos.

Segundo o editorial da última edição, cogitou-se constituir uma equipe para dar continuidade à obra, em virtude dos inúmeros apelos que chegaram às mãos do Abade, Dom Roberto Lopes, mas se julgou que o vazio intelectual deixado por aquele que foi, durante metade de um século, seu único redator, editor e diretor, era muito difícil de ser superado. O próprio Dom Estêvão, pouco antes de seu falecimento, já havia pedido, em virtude de seu estado, o encerramento da publicação.

O número, a sepultura já tem: é 555, última edição de Pergunte e Responderemos, correspondente ao mês de setembro. Apesar de sua saúde, Dom Estêvão, de maneira espantosa, ainda encontrou forças para deixar textos suficientes - achados em sua mesa de trabalho - para preencher essas edições.

A Igreja Militante perde uma fonte de valor inestimável na defesa da Verdade.

Que Deus acolha Dom Estêvão com todas as honras que merece esse grande baluarte da Fé.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Vaticano prepara Compêndio da Doutrina Social da Igreja

Saudações queridos leitores!

Essa notícia é para os TLs, comunistinhas e guevarinhas de plantão que vivem a dizer que a Igreja não pensa nos pobres.

O Vaticano está preparando um compêndio da Doutrina Social da Igreja, que pretende mobilizar uma ação mais articulada da Igreja em relação à pobreza e globalização.

O Cardeal Renato Raffaele Martino, presidente do Pontifício Conselho da Justiça e a Paz, fez este anúncio durante uma conferência continental em Dar es Salam, na Tanzânia, para apresentar na África o Compêndio da Doutrina Social da Igreja. A pobreza e, sobretudo, a crescente desigualdade entre áreas, continentes e países, inclusive dentro dos mesmos, constituem "o problema mais dramático que o mundo enfrenta hoje", declarou o Cardeal.

Ainda de acordo com o purpurado, o documento pretende "indicar um enfoque evangélico para combater a pobreza" e identificar quem tem a responsabilidade de enfrentá-la, tanto em nível nacional como internacional. Além disso, tentará "sensibilizar a Igreja para que tenha uma atenção mais articulada e consciência" dos problemas da pobreza e dos pobres, sem esquecer que hoje este fenômeno tem, "antes de tudo, o rosto de mulheres e crianças, especialmente na África".

A Doutrina Social da Igreja é a referência para todos aqueles que querem auxiliar os pobrem em sintonia com o Evangelho, mas infelizmente é um documento não tão conhecido no Brasil, graças aos estragos provocados pela nefasta Teologia da Libertação. Espero em Deus que esse documento auxilie para uma reta compreensão do sentido da caridade.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Vaticano não disse nada sobre morte cerebral

Saudações queridos leitores!

Mas quanto barulho por uma reportagem do L'Osservatore Romano! O jornal do Vaticano apresentou um artigo em que se questiona a declaração da morte cerebral como parâmetro para definir o fim da vida e todo o povo já está tratando a coisa como se fosse Doutrina da Igreja!

O título da reportagem já é um tanto escandaloso. Na ANSA: "Para Vaticano, morte cerebral não caracteriza mais a morte". Quem lê um título desses já pensa em uma Encíclica ou no pronunciamento de um Cardeal. Mas quando se lê, percebe-se de o artigo diz que, segundo o Osservatore Romano, muitos médicos, juristas e filósofos norte-americanos estão de acordo que "a morte cerebral não é a morte do ser humano".

Quer dizer, a Igreja não questionou nem pensou em mudança nenhuma! Isso foi apenas um artigo publicado no jornal que, por ser impresso no Vaticano, gerou esse bafafá todo.

Agora vejamos o que disse o chefe da Sala de Imprensa da Santa Sé, que é quem tem que ser levado em conta esse episódio (fonte aqui):

(...) o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, disse que o texto publicado pelo jornal vaticano "é um interessante artigo assinado pela renomada senhora Lucetta Scaraffia, mas não pode ser considerado como uma posição do magistério da Igreja".

Pe. Lombardi recorda que se trata de "uma contribuição para a discussão e o aprofundamento", mas somente uma contribuição, ou seja, não é uma posição da Doutrina Católica ou de qualquer organismo vaticano.

O diretor da Sala de Imprensa explica ainda que se trata de um artigo, e não de um editorial do "L'Osservatore Romano", pois os editoriais podem ser atribuídos somente ao diretor do jornal, neste caso, a Gian Maria Vian.

Os destaques são meus.

Como vêem, tem muita gente procurando pêlo em casca de ovo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Igreja católica continua campanha contra aborto no México

Saudações queridos leitores!

Apesar do aborto ter sido liberado no México, a Igreja não vai jamais calar sua voz em prol dos inocentes. De acordo com uma reportagem da Ansa, a Igreja começou no méxico nesta segunda-feira, 1, uma campanha a favor da vida como forma de se mostrar contrária à decisão da Corte Suprema que constitucionalizou a lei do aborto.

Foram distribuídos nas portas de todas as Igrejas do país um panfleto com a inscrição "No México, nós escolhemos a vida", indicou Dom Mario Espinosa, bispo de Mazatlán.

Mas como não podia deixar de ser, a Ansa traduziu a reportagem muito mal. Em um certo ponto, lemos um comentário de Dom Mario: "A Igreja sempre seguirá pregando a defesa da vida desde sua concepção. Embora permita a convivência de pessoas do mesmo sexo, a Igreja continuará defendendo que o matrimônio seja entre um homem e uma mulher".

O trecho em destaque é o que chama a atenção. Vejam o original em espanhol (obrigado Padre Demétrio): "La Iglesia siempre seguirá pregonando la defensa de la vida desde su concepción. Igualmente, aunque se permita [ainda que se permita] la convivencia de gentes del mismo sexo, la Iglesia seguirá defendiendo que el matrimonio es entre hombre y mujer". Vemos que a tradução (intencionalmente ou não) está muito mal-feita.

Segundo o cardeal Norberto Rivera Carrera, Primaz do México, a constitucionalização da lei do aborto, que permite a interrupção da gravidez até a 12ª semana de gestação, "estabelece a lei da selva, onde não existe matrimônio e a procriação não é garantida".

Que Deus acolha esses pequenos inocentes com Sua infinita Misericórdia.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Papa discursará em monastério do século XIII na França

Saudações queridos leitores!

A visita do Santo Padre à França se aproxima e mais novidades são reveladas. No dia 12, Bento XVI discursará sobre a cultura e a ciência no próximo dia 12 de setembro, durante sua viagem à França, no monastério College des Bernardins, para 600 convidados, entre professores universitários e intelectuais.

O monastério que receberá o evento foi construído no século XIII e é o edifício gótico com mais prestígio em toda Paris depois da catedral de Notre Dame. No dia 5 de setembro, ele será aberto ao público por ocasião da visita do Pontífice, após seis anos de reconstrução, ao longo dos quais foram investidos cerca de 50 milhões de euros.

O College des Bernardins foi totalmente reformado e receberá exposições de arte contemporânea, terá sala de cinema, biblioteca e sala de concertos, onde receberá festivais de música clássica e contemporânea.

O prédio foi quase totalmente destruído durante a Revolução Francesa. A única parte que sobrou foi o antigo refeitório, que serviu de prisão, quartel de bombeiros e academia de polícia.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Um ensaio de uma cega

Saudações queridos leitores!

Raras vezes vi um texto com ataques tão francos e escancarados contra a Igreja e contra a população católica do Brasil. Não, não me incomodo tanto assim com textos que ataquem a Igreja, por menos que eu concorde. Mas eu me incomodo muito com textos que atacam a Igreja com base em mentiras, em manipulação de informações e em calúnias.

Pois o texto de Ruth de Aquino (essa mulher não honra o sobrenome que tem) está cheio de tais manifestações. E é para curar sua cegueira que eu comento seu texto logo abaixo, em vermelho, permeado com intervenções minhas. A fonte está no site da Revista Época.

Um ensaio sobre a nossa cegueira
Ruth de Aquino

é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.br

Num país em que o crucifixo decora os salões principais do Supremo Tribunal Federal e do Congresso, defender Estado laico soa heresia a uma imensa legião de brasileiros católicos. Não é difícil entender a fúria de religiosos quando se mexe com assuntos e símbolos sagrados e intocáveis. Aborto de fetos sem cérebro, uso de células-tronco, homossexualidade ou um terço na mão de uma mulher seminua, não importa. Tudo isso é, para os militantes da fé, um ultraje a Deus.

O Estado é laico. E eu agradeço a Deus por isso. Pois é graças a esse laicismo que a Igreja é reconhecida como uma organização que tem uma participação na vida das pessoas e é um integrante legítimo do Estado, que nada mais faz do que se manifestar de maneira democrática, apoiada pela Constituição. Se os brasileiros se ofendem com atitudes que vão contra as suas crenças, nada mais fazem do que exercer seu direito constitucional de se manifestar contra algo que lhes soou ofensivo. Querer vedar esse direito é ir contra a democracia e impor a sua própria ideologia contra aqueles que se acusa de fazer o mesmo.

O aborto de fetos anencéfalos é permitido em 41 países, entre eles o Irã. No Brasil, ainda não, por ser pecado. Está provado que a anencefalia é letal em 100% dos casos. Também está provado que Marcela de Jesus, que sobreviveu um ano e oito meses após o parto, tinha outro tipo de malformação do cérebro, não anencefalia. Mas os religiosos radicais não conseguem enxergar. Dizem que o anencéfalo é apenas deficiente. Eles querem obrigar uma mulher a ter um bebê que não sobreviverá. Porque, para eles, somos apenas instrumentos de Deus. O dogma rejeita argumentos científicos ou de liberdade individual.

Quer dizer então que por permitir o assassinato de anencéfalos somos menos liberais que o Irã? Quero ver o que essa moça faria se vivesse sob o regime dos aiatolás. Se ela acha que as coisas são rígidas demais por aqui, que vá para lá viver, ora bolas. Mas ela que tome cuidado, pois ela pode ser condenada à morte por apedrejamento se pisar na bola por lá. Afinal, os liberais são assim.

Ela também ataca o caso da pequena Marcela, alegando que não era anencefalia. Então eu pergunto: por que todo mundo começa a questionar a anencefalia da Marcela só agora na época do julgamento? Se ela nunca foi anencéfala, por que eles ficaram quietos por 20 meses? A cegueira dessa jornalista não é física, mas sim ideológica. Ela mente descaradamente ao afirmar que a partir de uma visão religosa somos apenas instrumentos de Deus. Nunca vi religião séria nenhuma afirmar isso. A filiação divina está presente em maior ou menor grau em todas as denominações cristãs. Pelo que vi nas audiências do STF, tanto no caso das CTEs quanto dos anencéfalos, não faltaram argumentos científicos para lutar pela preservação da vida dos anencéfalos.

Colocar todos os contrários ao aborto de anencéfalos na mesma sacola que os religiosos é desonestidade das mais grosseiras. Existem muitas outras pessoas das mais diversas religiões e muitos sem religião alguma que também defendem que ninguém é mais passível de ser assassinado do que o outro.

O tom dramático dos que chamam de “assassinato” o aborto de anencéfalos é semelhante à ira com o terço exibido pela atriz Carol Castro, em foto com corpete rendado na revista Playboy. Para os adultos que compram a revista, a nudez comercial e escancarada não é profana. A foto de Carol com o terço é a mais bem-comportada do ensaio. Mostra apenas os seios pequenos. Ela representa ali, com os olhos baixos, a viúva Dona Flor, personagem de Jorge Amado. O blog da atriz se entupiu de mensagens ofensivas. Ela correu para pedir desculpas uma, duas, dezenas de vezes. “Virou bola-de-neve. Imagina se eu vou querer problema com a Igreja”, disse Carol, xingada não por expor seus atributos morenos, mas pelo terço. Os fiéis ofendidos certamente nem viram a imagem. A blasfêmia foi parar no colo de um juiz da 29ª Vara Cível do Rio de Janeiro, que proibiu novas tiragens da revista com a foto. O caso remete mais à fantasia que à realidade.

Aborto é morte. É sempre morte. Ao final do processo, sempre acaba com algum morto. Simples assim. Agora quanto à blasfêmia com o terço, essa jornalista tem a pachorra de se indignar com a nossa indignação! Agora, nós, Católicos, temos que assistir calados a blasfêmias cometidas contra nossos símbolos e objetos de culto! Não podemos mais nos indignar! Isso é um delírio do mais puro autoritarismo, que visa calar qualquer voz discordante.

É repugnante ver o quão hipócrita essa mulher consegue ser, ao clamar pelo laicismo e pela liberdade de escolha das pessoas, ao mesmo tempo que quer tirar dos Católicos não o direito de reclamar, mas o direito de considerar a blasfêmia como algo ruim! Mais que mandatária leiga, ela quer agora legislar na Igreja, determinando o que pode e o que não pode ser considerado profano. É o cúmulo do autoritarismo. É nojento.

Nos anos 80, Madonna abusou de crucifixos, cantando “Like a Virgin”. Há quatro anos, o jogador inglês David Beckham apareceu na capa da Vanity Fair com o torso nu e um rosário.

E nem por isso deixaram de ser criticados em suas épocas. Blasfêmias anteriores não justificam a blasfêmia atual.

No Brasil, ninguém quer problema com a Igreja. Nem o presidente da República. É briga impopular. Lula chegou a defender timidamente a descriminalização do aborto, mas se calou diante da reação. É como se, ao discordar da Igreja, você fosse amaldiçoado, excomungado e jogado à fogueira. No século XXI. Nem a pedofilia de padres escandaliza tanto os religiosos quanto a discussão aberta, franca, científica e jurídica de temas contemporâneos. Porque o poder não se disputa por baixo das batinas, mas junto às togas na alta corte. Compreende-se o desespero de quem teme derrotas num Estado secular, democrático e moderno. O mundo muda, a Terra é redonda, a ciência progride, as mulheres lutam por seus direitos de escolha, e os bispos não sabem se manterão o poder intacto.

Dona Ruth é uma encrenqueira. Quer quer problemas na vida? Se você quer, vai achar alguém que também queira e deixe os outros em paz. Se as pessoas não querem problemas com a Igreja, bom pra eles, vão ter menos com o que se preocupar. Agora dizer que quem discorda é excomungado e jogado à fogueira é uma meia-verdade. Tudo bem que dependendo da discordância a pessoa realmente é excomugada latae sententiae, mas já faz alguns séculos que ninguém é lançado à fogueira por causa disso. Mais uma vez, vemos uma argumentação totalmente eivada pela ideologia apelando para os tempos da Santa Inquisição, como se tal prática tivesse sido a pior coisa do mundo e como se a Igreja não tivesse combatido os abusos do Estado e de seus próprios filhos. Argumentação primária, ou melhor, ginasial.

Alegar que a Igreja teme a perda do poder em um Estado democrático e juntar a tal raciocínio a alegação de que a Terra é redonda é algo simplesmente abjeto. é a evocação de todos os preconceitos anti-religiosos em um só texto. Algo difícil de se conseguir fazer. É difícil de acreditar que leio um texto tão intolerante.

A Igreja é contra a camisinha em tempos de aids. O casamento entre um homem e uma mulher não pode ser dissolvido. O ministro da Saúde de Lula, José Temporão, posou com um grupo de transexuais para anunciar cirurgia de sexo gratuita. Como andará a reputação de Temporão no reino dos céus?

E daí que a Igreja seja contrária ao uso de preservativos e apóie a indissolubilidade do casamento? É crime ter opinião contrária nesse país? Que eu saiba, ainda não vivemos na ditadura da hegemonia de opinião. E quanto ao Ministro da Doença,ops, Saúde, que não consegue fazer os hospitais funcionar mas acha dinheiro para criar máquinas de preservativos e cirurgias de mudança de sexo enquanto as pessoas morrem de dengue e perecem nos corredores dos hospitais, o a reputação dele no Reino dos Céus é irrelevante para nós (mas não para ele, hehe).

Quando a religião se impõe ao corpo de leis de um Estado laico, não ateu, fica complicado, para um pai ou uma mãe, recusar a doutrinação dos filhos no currículo de escolas públicas. Nossa reportagem de capa discute o que fazer diante da lei de 1997 que instituiu o ensino religioso obrigatório nas escolas. Como respeitar os pais ateus e agnósticos, e até mesmo as várias religiões, quando crianças são orientadas a rezar o Pai-Nosso antes da aula?

A educação religiosa é uma disciplina opcional em sala de aula. Quem não quer participar, tem toda a liberdade que a Constituição garante de se levantar e de sair da sala de aula. Não existe desrespeito algum em se oferecer uma opção, desrespeito haveria se as opções fossem ignoradas, sendo que fazem parte de nossa sociedade.

Em Ensaio sobre a Cegueira, romance do português José Saramago, adaptado agora para o cinema sob a direção de Fernando Meirelles, uma cegueira branca e leitosa começa a tomar todos os habitantes de uma cidade. Só uma mulher continua a enxergar e vê o que não quer. Cegos são sempre os outros. Os que olham mas vêem apenas seu reflexo.

E aqui termino as minhas considerações sobre esse ensaio que a autora quis que fosse sobre a nossa cegueira, mas acabou sendo um ensaio de uma cega. Cega pela ideologia e contaminada pelo ódio mais irracional contra as opiniões que discordam de suas convicções.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 31 de agosto de 2008

Evangelho de Domingo - 22° Domingo do Tempo Comum

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de Santo Agostinho.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Evangelho (Mt 16, 21-27 (22º Domingo do Tempo Comum))

21Desde então começou Jesus a declarar aos discípulos que tinha de ir a Jerusalém e padecer muito da parte dos Anciãos, dos Príncipes dos sacerdotes e dos Escribas, e ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar. 22Pelo que Pedro, chamando-O à parte, começou a estranhar-Lho, dizendo: Deus Te livre de tal, Senhor! Isso não Te acontecerá! 23Voltou-Se Ele e disse a Pedro: Tira-te da minha frente, satanás, tu és para Mim um escândalo, pois não aprecias as coisas de Deus, mas somente as dos homens.

24Jesus disse então aos discípulos: Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. 25Porque, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por minha causa, encontrá-la-á. 26Pois, de que servirá ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma? Ou que dará o homem em resgate da sua alma? 27Porque o Filho do homem há-de vir na glória de Seu Pai, com os Seus Anjos, e então remunerará a cada um segundo as suas obras.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África) e doutor da Igreja
Sermão 96 (§4-9)

«Renunciar a si mesmo, tomar a própria cruz e seguir a Cristo» Aquilo que o Senhor ordenou – «Se alguém quer vir Comigo, renuncie a si mesmo» – parece duro e penoso. Mas não é duro nem penoso, quando Aquele que ordena ajuda a realizar aquilo que ordena. Porque, se é verdadeira a palavra do salmo que diz: «por causa das palavras dos teus lábios, segui caminhos difíceis» (Sl 16, 4), também é verdadeira a palavra de Jesus, que disse: «o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve» (Mt 11, 30). É que o amor suaviza tudo aquilo que no mandamento é árduo. Sabemos bem de que prodígios é capaz o amor. Por vezes, o amor é mau aliado, e dissoluto; mas quantas dificuldades sofrem os homens, que tratamentos indignos e insuportáveis estão dispostos a aguentar para alcançarem aquilo que amam! [...] Como o grande negócio da vida há-de ser escolher adequadamente aquilo que se deve amar, será de admirar que aquele que ama a Jesus Cristo e quer segui-Lo renuncie a si mesmo para O amar? [...]

E o que significa o que vem a seguir: «Tomar a própria cruz»? Que ele suporte aquilo que é penoso e Me siga. Porque, quando um homem começa a seguir-Me, comportando-se segundo os Meus preceitos, há muito quem o contradiga, muito quem se oponha a ele, muito quem o desencoraje, também entre aqueles que afirmam ser companheiros de Cristo, que são os mesmos que impedem os cegos de gritar por Ele (Mt 20, 31). Sejam ameaças, lisonjas ou proibições, se queres seguir a Cristo, transforma tudo isso em cruz; aguenta, suporta, sem te deixares esmagar. [...]

Amais o mundo; mas convém amar mais Aquele que fez o mundo. [...] Estamos num mundo que é santo, que é bom, que foi reconciliado, que foi salvo, ou antes, que tem de ser salvo, mas que é salvo, desde já, na esperança. «Porque na esperança é que fomos salvos» (Rom 8, 24). Assim, pois, neste mundo, ou seja, na Igreja, que segue a Cristo, Ele diz-nos a todos: «Se alguém quer vir Comigo, renuncie a si mesmo.»

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.