sábado, 14 de junho de 2008

CNBB prepara projeto para barrar candidatos condenados

Saudações queridos leitores!

Se os políticos brasileiros não fazem sua parte para tentar moralizar as eleições no Brasil, alguém tem que fazer. E a CNBB é um dos organismos que está trabalhando para isso. Eu penso que a própria CNBB precisa de correções, mas pelo menos a iniciativa deles é boa.

A CNBB começou a coletar assinaturas para um Projeto de Lei de iniciatia popular que proíba o registro de candidaturas de pessoas que tenham sido condenadas por crimes graves em primeira instância ou de parlamentares com foro privilegiado que tenham sido denunciados no STF. Tal proposta precisa das assinaturas de no mínimo 1% da população brasileira em pelo menos cinco estados para que seja apresentada no Congresso, onde pode virar Lei.

De acordo com Dom Geraldo Lyrio Rocha, a CNBB planeja estipular uam data simbólica para um trabalho massivo de coleta de assinaturas. Uma proposta de proibição do registro de candidatos com ficha suja foi rejeitada no TSE por três votos a quatro. A iniciativa do Projeto de Lei de iniciativa popular é uma "brecha" na Constituição. "Há uma lacuna na lei, por isso a nossa iniciativa de projeto de lei popular. Hoje o candidato a um concurso público precisa ter a ficha limpa, mas o candidato a uma eleição, não", disse o secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.

Fico feliz pelo fato de que as pessoas estão se mobilizando para impedir que a nossa política torne-se um espetáculo ainda mais grotesco, só lamento que essa iniciativa tenha que ser tomada pela CNBB que, enquanto se preocupa com o andamento dos assuntos políticos, deixa de lado as necessidades espirituais do rebanho do Brasil, tão carente de uma espiritualidade decente.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Musical sobre Nossa Senhora será encenado no Vaticano

Saudações queridos leitores!

Será encenado no Vaticano um espetáculo teatral sobre a vida de Nossa Senhora. De acordo com informações da BBC Brasil publicadas no UOL, o espetáculo, que se chamará "Maria de Nazaré, uma História que Continua", contará a história de Maria Santíssima desde a Anunciação até sua Dormição e Ascenção aos Céus (nesse trecho do texto, a BBC chama a Dormição de "morte", mas não existe um consenso se Maria morreu antes de ser assunta aos Céus). O espetáculo de aproximadamente duas horas de duração terá um formato musical que contará toda a história de Maria de acordo com sua própria visão dos fatos.

A peça será encenada na Sala Paulo VI, no Vaticano, local onde o Papa normalmente realiza audiências públicas. Apesar de contar com um grande apoio do Vaticano, a Igreja não financiou a realização da peça. Esse não é o primeiro espetáculo religioso com o qual a Santa Sé se envolve, mas existe todo um carinho especial com essa apresentação.

O papel de Maria será interpretado pela atriz e soprano italizna Alma Manera (eu não a conheço mas achei o nome dela o máximo!). A artista destacou a importância que tal papel tem para ela, que é uma grande devota mariana. "Essa será a primeira vez que a sala Paulo VI° se torna palco para um musical, com 40 pessoas entre atores, cantores e bailarinos, além de 60 músicos da orquestra", disse a soprano.

A apresentação oficial do musical sobre Maria foi feita pela sala de imprensa da Santa Sé na última terça-feira. "É Maria quem apresenta Cristo ao mundo de hoje, por isso gostei do título 'Uma História que Continua' e demos nosso patrocínio com prazer", disse Monsenhor Cláudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para a Comunicação, durante a apresentação do espetáculo aos jornalistas.

O texto tem base nos relatos bíblicos e da tradição da Igreja, mas também tem espaço para a criatividade da autora, a produtora teatral Maria Pia Liotta. Ela diz que "queria falar da importância que a mulher tem na sociedade e na família e então chegou a inspiração de Maria, que é a mulher mais importante e célebre da história da humanidade. Depois, tudo aconteceu". Encaro essa fala como algo muito mais importante que um aspecto do musical. Tal declaração, vinda da autora de um espetáculo apoiado pela Santa Sé ajuda a desmontar o mito feminista de que o Catolicismo é uma religião machista e que relega a mulher a posições secundárias. O exemplo da importância de Maria e até mesmo de todas as outras santas que foram exemplos de amor e vivência do Evangelho, nos serve para mostrar como cada um de nós tem o lugar certo na Igreja.

A revisão do texto foi feita por Monsenhor Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho da Cultura e pelo professor da Universidade Gregoriana Padre Stefano De Fiores, considerado um dos maiores especialistas em Mariologia. "Eles verificaram a fidelidade às Sagradas Escrituras, mas respeitaram a narrativa do musical e a forma do espetáculo, que usa palavras, melodia e dança.", disse Maria Pia Liotta.

Depois da apresentação no Vaticano, o espetáculo vai ser levado para outras cidades italianas e também será apresentado em outros países europeus e no Oriente Médio e América Latina.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Caminho Neocatecumenal receberá aprovação definitiva

Saudações queridos leitores!

Amanhã será um dia de festa para a Igreja, mas especialmente aos Católicos que exercem seu apostolado através do Caminho Neocatecumenal. O cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos entregará nesta sexta-feira aos Iniciadores do Caminho Neocatecumenal, Kiko Arguello e Carmen Hernández, o decreto de aprovação definitiva dos estatutos dessa realidade eclesial.

O Caminho Neocatecumenal é uma realidade eclesial desconhecida por muitos, mas já tem mais de quarenta anos de história. Iniciou-se em Madri, pelas mãos dos espanhóis Kiko Arguello e Carmen Hernández, inspirado na catequese batismal para adultos. Por falar nisso, o próprio Kiko Arguello é um convertido, vindo do existencialismo ateu. No começo, o Caminho Neocatecumenal esteve presente entre prostitutas, ciganos e ex-presidiários, servindo como um modo de evangelização a pessoas afastadas não só da fé, mas da sociedade.

O primeiro apoio oficial recebido pelo Caminho Neocatecumenal veio do Arcebispo de Madri logo após o Concílio Vaticano II. A sua mensagem se baseia principalmente no anúncio de Cristo morto e ressucitado, o que é conhecido como Kerigma.

Segundo explicam Kiko e Carmen, o Caminho responde a muitas das intuições pastorais do Concílio Vaticano II, como o redescobrimento da Vigília Pascal, a participação evangelizadora dos leigos ou a potenciação dos seminários diocesanos missionários, entre outras. Uma de suas iniciativas mais recentes é o envio de famílias em missão a pedido dos bispos locais, para promover, junto com um sacerdote, a "implantatio ecclesiae" em locais onde a Igreja Católica ainda não se faz presente.

O Caminho Neocatecumenal sempre encoutrou apoio dos Papas, desde o início de seus trabalhos. Mas João Paulo II tem um papel de destaque nesse apoio, pois foi em seu pontificado que os primeiros reconhecimentos oficiais começaram a surgir.

Desde junho de 2002 os estatutos do Caminho Neocatecumenal estavam em fase "ad experimentum" por um período de cinco anos, que ao vencer agora, em 29 de junho, receberão aprovação definitiva.

Meus parabéns aos participantes do Caminho Neocatecumenal, mais um "pedacinho da Igreja" que soma-se, agora de maneira definitiva, aos muitos carismas que permitem que tenhamos uma total unidade em meio a tanta diversidade.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Padre Antônio Carlos Rossi Keller é nomeado Bispo!

Saudações queridos leitores!

É com uma alegria transbordante que anuncio a todos que Padre Antônio Carlos Rossi Keller, conhecido no orkut, administrador do site Presbíteros e Pároco da Igreja de Santo Antônio, no Limão, foi nomeado Bispo da Santa Igreja Católica Apostólica Romana!

Monsenhor Antônio Carlos Rossi Keller governará a Diocese de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, com 11.473 quilômetros quadrados de superfíciee uma população de 405 mil pessoas das quais 314 mil são católicos.

Monsenhor Antônio é paulistano, nascido em 1953, foi ordenado sacerdote em 1977 e até agora era Pároco de Santo Antônio, na Arquidiocese de São Paulo. Terá sob seu governo pastoral a ajuda de 57 sacerdotes e 140 religiosos.

Que Deus abençõe abundantemente Monsenhor Antônio em suas novas funções. Assim que tiver detalhes sobre sua Sagração Episcopal, publico por aqui.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Casal que fez sexo em confessionário pede desculpas

Saudações queridos leitores!

Vocês se lembram que comentei sobre o casal pego fazendo sexo dentro do confessionário, né? Pois então, parece que eles perceberam que seu ato de depravação escandalizou demais a comunidade e resolveram exercer um pouco de convívio em sociedade.

Nessa terça-feira, ambos se encontraram com o Bispo da Diocese de Casena e pediram desculpas pelo incômodo causado. O advogado do casal, que não teve os nomes divulgados, disse que eles tinham bebidos demais.

Por causa do sacrilégio cometido pelos dois, que se declararam ateus, uma Missa de Reparação foi celebrada na Catedral da cidade.

Por mais que ambos tenham pedido perdão, acho incrível como atitudes tão graves quanto essa, quando cometidas contra a Igreja Católica, passam quase impunes. Existe um senso de tolerância entre os Católicos, que na verdade é pura frouxidão.

Se esse casal tivesse cometido o mesmo sacrilégio em uma Sinagoga ou em uma Mesquita (não incentivo e nem apóio quem faz isso), certamente que o mundo teria caído nas cabeças deles. Mas como o atentado foi contra a Igreja Católica, tanto as autoridades quanto os próprios Católicos deixarão passar.

Quem ama, cuida. Se os Católicos não reagem quando seu patrimônio é profanado, quando sua fé é atacada e quando seus valores são vilipendiados, forma-se chega o momento de refletir se esse amor para com a Santa Igreja realmente existe por parte desses fiéis.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

A união homossexual e o relativismo

Saudações queridos leitores!

Estão abertas as portas ao esculacho do matrimônio no Brasil. Em notícia da Veja Online, foi divulgado que a AGU (Advocacia Geral da União) deu parecer favorável ao reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como algo similar a um casamento. Através desse reconhecimento, parceiros de funcionários públicos do Rio de Janeiro (a decisão vale para lá) teriam os mesmos direitos a benefícios que os parceiros de heterossexuais.

O reconhecimento de direitos não é o problema. O problema está em tratar duas situações notadamente diferentes (união heterossexual e união homossexual) como coisas similares. Os direitos poderiam ser reconhecidos aos homossexuais sem que sua situação fosse equiparada com uma união heterossexual.

Uma união homossexual nunca será similar a uma união heterossexual. A união homossexual é contrária à natureza, visto que a conseqüência natural da união é a procriação. Dois homossexuais jamais conseguirão procriar por si mesmos. É contrária aos aspectos fisiológicos do ser humano, visto que os sistemas reprodutor, excretor e digestivo são usados e abusados de modo contrário a suas funções naturais.

A união entre homossexuais também é contrária à Lei de Deus, que, apesar de estar sendo discutida em ambiente laico, não pode ser descartada na formação das leis, visto que mais de 90% da população brasileira crê em Deus segundo a concepção ocidental. Ignorar esse aspecto é contrário à democracia que deu a forma a nosso país.

Com base no reconhecimento de minorias, qualquer pessoa poderia pedir reconhecimento de união com plantas, animais e até mesmo com múltiplas personalidades. Se alguém classificar qualquer uma dessas atitudes como doença, o discriminado pode entrar com um processo.

Essa equiparação de valores que são totalmente diferentes não é uma tendência só no caso das uniões entre homossexuais. É essa mesma linha de pensamento que leva as pessoas a questionar se vidas humanas são realmente vidas humanas, servindo de justificativa para as maiores atrocidades que o mundo já viu.

O nome do mal é relativismo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Temporão critica chefe da OMS sobre Aids e defende nova CPMF

Saudações queridos leitores!

A OMS mal divulgou a inexistência do risco da epidemia de AIDS entre heterossexuais e o Ministro da Doença, ops, da Saúde, José Gomes Temporão foi fazer o serviço para o lobby gay.

Temporão criticou a divulgação do estudo pela OMS (fonte aqui pela Folha) e já pediu mais dinheiro para a Saúde, como se apenas dinheiro fosse tirar o nosso sistema de saúde da falência.

Temporão acha que "é muito precoce você generalizar para o mundo inteiro uma percepção que pode ser a percepção de um ou outro país". Mas ele não vê que o estudo tem abrangência global, tanto é que a África subsaariana é uma exceção. Se o estudo fosse feito com base nesse ou naquele país, tudo bem, mas é uma constatação global.

Pra variar, ele defende a criação da CSS, que é a CPMF sob uma sigla diferente, mesmo com o Brasil batendo recordes de arrecadação de impostos. O problema da saúde no Brasil é falta de competência, falta de prioridades. Enquanto tem gente que não tem hospital pra cuidar de pneumonia, dengue e perna quebrada, Temporão direciona todos os seus esforços em programas antiaids claramente mal orientados, cirurgias de mudança de sexo - com dinheiro público - e tratamento de vítimas do próprio comportamento (vítimas da AIDS em grupos de risco).

Como disse, a AIDS é uma doença associada a um comportamento específico. Outros grupos estão praticamente imunes ao contágio, com exceção à transmissão por tranfusões de sangue. A pessoa que se comporta de maneira arriscada e acaba se contagiando, faz com que todos nós paguemos (financeiramente) pela falta de limite de um grupo.

O problema da saúde no Brasil vai se resolver quando muita gente criar vergonha na cara!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Risco de epidemia de AIDS entre heterossexuais acabou - mas na verdade nunca existiu

Saudações queridos leitores!

Cai mais um mito. Vinte e cinco anos depois de várias organizações (em sua maioria ONGs e militantes gays) alardearem o mundo dizendo que a AIDS é um risco que todas as pessoas correm, a OMS afirma que tal ameaça desapareceu. E ambos estão errados. A notícia original está no jornal britânico The Independent.

Estão erradas as ONGs e os grupos gays que afirmavam (será que continuarão batendo nessa tecla?) que todos estão expostos aos riscos da AIDS e erra a OMS ao afirmar que o risco desapareceu. O risco nunca existiu.

Qualquer ser humano é suscetível ao contágio do vírus da AIDS, pois não existe imunidade biológica. Mas a AIDS é uma doença que se dissemina em grupos de risco. Para as pessoas que estão fora desses grupos de risco, o risco de contração da doença é praticamente nulo, baixo demais para que qualquer um diga que existe um risco de epidemia. A AIDS é uma doença que se dissemina junto com um comportamento. E é entre os adeptos desse comportamento que a epidemia ocorre. Ela é uma epidemia entre os homossexuais masculinos, usuários de drogas e prostitutas e os clientes das mesmas.

Visto que a grande maioria das pessoas está fora desses grupos citados e que as campanhas de prevenção eram sempre direcionadas (erroneamente) a toda a população, a situação que vemos é conseqüência da orientação dos esforços com base em uma mentira. Se a ameaça da AIDS desapareceu desse grupo (heterossexuais), esse sucesso nem pode ser atribuído às campanhas.

Agora precisamos saber o que levou isso a acontecer. Essa indagação tem uma resposta assustadoramente simples. A pauta da OMS e de todos os organismos encarregados de combater a doença serviu ao lobby politicamente correto dos gays e de suas ONGs. Em alguns países, como é o caso do Brasil, grupos militantes respondem pelas políticas antiaids, a começar das campanhas publicitárias. Passou a ser proibido falar em grupos de risco. Agora a OMS admite que eles existem.

A AIDS contraída através do comportamento sexual era (e é) uma doença que indica promiscuidade, mas muitas pessoas quiseram proibir que se abordasse isso, em nome do politicamente correto, pois já se achava que dizer isso era preconceito, discriminação. Qualquer abordagem sobre a prevenção da doença que indicasse algum comportamento que não fosse libertário já era taxada de conservadorismo, reacionarismo, "catolicismo". Sim, queridos leitores, o lobby gay trata o adjetivo catolicismo como algo praticament pejorativo.

Uma prova cabal de que as campanhas atuais são um fiasco e que são dirigidas ao público errado é o caso de Uganda. A a campanha pública incentiva a castidade para os solteiros e fidelidade para os casados. Fala-se em camisinha, mas o foco principal da campanha é a responsabilidade individual. E por lá número de contaminados caiu de maneira vertiginosa. Nos países vizinhos a AIDS ainda é um flagelo. Assim, fica clara a conclusão a que chegou a OMS, embora ela evite chamar as coisas pelo nome: a AIDS é uma doença típica da promiscuidade sexual — e por razões que não vêm ao caso nesse momento, boa parte dos gays masculinos opta pelo comportamento de risco.

A OMS demorou 25 anos para admitir que a AIDS é uma doença de comportamento. E só o fez porque, no mundo inteiro — exceção feita à África —, o número de heterossexuais infectados é muito baixo. Já o número de contaminados entre os grupos de risco segue estável e alto.

Uma mentira a menos em nosso mundo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Carta do Prelado (junho de 2008)

Saudações queridos leitores!

Todos os meses publico a carta enviada pelo Prelado do Opus Dei, Dom Javier Echevarría. É uma grande fonte de meditação e conhecimento, além de mostrar ao mundo muito do carisma da Obra.

Carta do Prelado (junho de 2008)

“Conhecer, experimentar, viver, dar testemunho: nessas quatro palavras, pode-se condensar a correspondência dos cristãos ao Amor de Deus”. O relacionamento com Deus, um Deus com coração de Pai, é o centro da carta deste mês do Prelado do Opus Dei.09 de junho de 2008

Caríssimos: Jesus guarde as minhas filhas e os meus filhos!

Ao escrever-vos neste início do mês de junho, aflui ao meu coração a necessidade de dar novamente graças a Deus por todos os seus dons. A festa do Corpus Christi, em cuja vigília conferi o presbiterado a trinta e seis diáconos da Prelazia do Opus Dei; a festa do Sagrado Coração de Jesus, há dois dias; e ontem, sábado, a festa da Visitação de Nossa Senhora, convidam-nos a aumentar a nossa gratidão ao nosso Redentor, de cujo Coração aberto na Cruz nos chegam todos os bens. O nosso agradecimento dirige-se também à Santíssima Virgem, canal esplêndido e fecundo − como se exprimia São Josemaria − pelo qual nos vêm todas as graças do Céu. Aproximo-me do seu Coração imaculado − ontem era a sua memória litúrgica, embora neste ano não se celebrasse − com o pedido de que nos conceda todas as suas delicadezas para aprendermos dia a dia a relacionar-nos mais e melhor com as três Pessoas divinas. Como é que nos dirigimos expressamente a Deus Pai, a Deus Filho, a Deus Espírito Santo?

Haurietis aquas in gaudio de fontibus salutis [1], tirareis água gozosamente das fontes da salvação. Estas palavras, do profeta Isaías, dão o nome à encíclica com que o Papa Pio XII comemorou o primeiro centenário da data em que se estendeu à Igreja universal a festa do Sagrado Coração de Jesus. Evocando esse documento, Bento XVI escreveu que “o lado trespassado do Redentor é a fonte que a encíclica Haurietis aquas nos convida a procurar: devemos recorrer a esta fonte para alcançar o verdadeiro conhecimento de Jesus Cristo e experimentar mais a fundo o seu amor” [2].

Fui testemunha da grandíssima devoção ao Sagrado Coração de Jesus que São Josemaria sempre cultivou. Tinha desabrochado na sua alma já em criança e, com o transcorrer dos anos, foi adquirindo raízes mais fundas na sua vida interior e na sua grande preparação doutrinal. Em momentos de dificuldade para a vida da Igreja − e também para esta partezinha, a Obra −, consagrou o Opus Dei ao Coração Sacratíssimo do Redentor. Mais tarde, quando em alguns ambientes se menosprezava esta sólida devoção, saiu em sua defesa com apaixonado amor e profundidade teológica, como se põe de manifesto numa das homilias publicadas em É Cristo que passa [3]. Acolhia-se à misericórdia desse Coração, e assim − apesar de todas as dificuldades que surgiam − procedia com a paz e a alegria que o mundo não pode dar [4].

Considerava a enorme riqueza que se encerra nestas palavras: Sagrado Coração de Jesus. Quando falamos de um coração humano − sublinhava , não nos referimos apenas aos sentimentos; aludimos à pessoa toda − que quer, que ama, que convive com os outros. E, no modo de os homens se exprimirem, que a Sagrada Escritura acolheu para nos dar a entender as coisas divinas, o coração é considerado como o resumo e a fonte, a expressão e o fundo íntimo dos pensamentos, das palavras, das ações [5].

Deus caritas est [6], Deus é caridade. Pelo seu amor infinito, Deus Pai enviou ao mundo o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna [7]. Por amor igualmente infinito, Jesus Cristo tomou carne no seio da Virgem Maria, permaneceu num obscuro recanto da nossa terra, trabalhou como nós, sofreu e alegrou-se como nós, e finalmente morreu no lenho da Cruz, oferecendo a sua vida voluntariamente para nos resgatar dos nossos pecados. Por esse amor, deu-nos a sua Mãe como Mãe nossa, quando agonizava no Gólgota. Após a sua ressurreição e ascensão ao Céu, por amor, em união com o Pai, enviou-nos o Espírito Santo, além de ficar conosco no Santíssimo Sacramento da Eucaristia: com o seu corpo e o seu sangue, com a sua alma e a sua divindade, feito Pão da vida, alimento das nossas almas e dos nossos corpos, penhor e semente da ressurreição gloriosa que também nós esperamos. O Paráclito, Amor do Pai e do Filho, ensina-nos com a ação da sua graça a avançar constantemente pelo caminho da santidade.

A devoção ao Coração de Jesus é um premente convite para que consideremos e agradeçamos os mistérios centrais da nossa fé: Pomos de manifesto a certeza do amor de Deus e a verdade da sua entrega por nós. Recomendar a devoção a esse Sagrado Coração equivale a recomendar que nos orientemos integralmente − com tudo o que somos: alma, sentimentos, pensamentos, palavras e ações, trabalhos e alegrias − para Jesus todo.

Nisto se traduz a verdadeira devoção ao Coração de Jesus: em conhecer a Deus e nos conhecermos a nós mesmos, e em olhar para Jesus e recorrer a Jesus, que nos anima, nos ensina, nos guia. A única superficialidade que pode existir nesta devoção é a do homem que, não sendo integralmente humano, não consegue alcançar a realidade de um Deus feito carne [8].

O culto ao Sagrado Coração revela-se aos nossos olhos como resposta da Igreja ao amor infinito da Santíssima Trindade pelas suas criaturas. O Santo Padre diz que esse culto “é, ao mesmo tempo, o conteúdo de toda a verdadeira espiritualidade e devoção cristã. Portanto, é importante sublinhar que o fundamento desta devoção é tão antigo como o cristianismo” [9]. Por isso convida os católicos “a abrir-se ao mistério de Deus e do seu amor, deixando-se transformar por ele” [10]. E propõe-nos “recorrer a esta fonte para alcançar o verdadeiro conhecimento de Jesus Cristo e experimentar mais a fundo o seu amor. Assim poderemos compreender melhor o que significa conhecer em Jesus Cristo o amor de Deus, experimentá-lo com o nosso olhar posto nEle, até vivermos completamente da experiência desse amor, para podermos testemunhá-lo aos outros” [11].

Conhecer, experimentar, viver, testemunhar: nessas quatro palavras pode condensar-se a correspondência dos cristãos ao Amor de Deus. Trazem-me à memória aquelas outras etapas da vida cristã que São Josemaria distinguia desde os começos da sua missão fundacional e que recomendou incansavelmente: Neste esforço de identificação com Cristo − indicava −, costumo distinguir como que quatro degraus: procurá-lo, encontrá-lo, tratá-lo, amá-lo. Talvez vos sintais como que na primeira etapa. Procurai o Senhor com fome, procurai-o em vós mesmos com todas as forças. Se atuardes com este empenho, atrevo-me a garantir que já o tereis encontrado, e que tereis começado a tratá-lo e a amá-lo, e a ter a vossa conversação nos céus (cfr. Fil 3, 20) [12].

Primeiro, pois, procuremos Cristo um dia e outro, com fome e sede da sua companhia: Como o cervo anseia pelas correntes da água, assim anseia por Ti a minha alma, meu Deus [13]. Para isso, cuidemos das práticas de piedade cristã com que procuramos entretecer cada um dos nossos dias, especialmente da Santa Missa e da oração, tanto mental como vocal. Imploremos a intercessão da nossa Mãe a Santíssima Virgem, dos Anjos da Guarda, dos santos que já gozam de Deus. Recorramos com força a São Josemaria, que nos mostrou − a nós e a tantos milhões de pessoas −, com a sua palavra e o seu exemplo, os caminhos que levam ao trato com Deus na vida corrente.

Este empenho perseverante por manter um trato íntimo com Nosso Senhor − mesmo quando nos sentimos secos e sem vontade − levar-nos-á a experimentar a sua presença junto de nós. Não é preciso dizer que não falo aqui de nada sensível, mas da certeza − nascida da fé e infundida pelo Espírito Santo na alma − de que verdadeiramente, pela graça, somos templo vivo da Santíssima Trindade; de que − como escreve inúmeras vezes São Paulo − existimos in Christo Iesu. E assim, arraigados e fundamentados na caridade, podereis compreender com todos os santos qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo o conhecimento, para que vos enchais por completo de toda a plenitude de Deus [14].

O Papa afirma que “não se pode separar experiência e conhecimento: estão intimamente relacionados. Aliás, convém destacar que um autêntico conhecimento do amor de Deus só é possível no contexto de uma atitude de oração humilde e de generosa disponibilidade” [15]. Deste modo, chegaremos a viver de Cristo, quer dizer, a referir a Ele todas as ocupações e momentos, a fazer tudo com o único fim de agradar-lhe, a esvaziar-nos de nós mesmos para que o Senhor habite em nós; é a experiência de fé de São Paulo, quando escreve: Eu vivo, mas já não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim. E a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim [16].

Com que força São Josemaria se fez eco destas palavras inspiradas! A vida de Jesus Cristo − escreveu −, se lhe somos fiéis, repete-se de alguma maneira na de cada um de nós, tanto no seu processo interno − na santificação −, como na conduta externa [17]. E em outra ocasião: Olhaste-me muito sério..., mas por fim entendeste-me, quando te comentei: “Quero reproduzir a vida de Cristo nos filhos de Deus, à força de a meditarem, para que atuem como Ele e falem somente dEle” [18].

Se nos esforçarmos todos os dias por permanecer em Cristo e alimentar-nos de Cristo, a nossa fé traduzir-se-á necessariamente em apostolado: daremos testemunho do Senhor com as ações e as palavras, com a existência inteira; e muitas pessoas se sentirão atraídas por Jesus, apesar − ou melhor, através − da nossa luta pessoal, feita de vitórias e derrotas, derrotas que poderemos converter em triunfos se recorrermos contritos à misericórdia divina, para voltar a começar. Se há amor de Deus, se há humildade, se há perseverança e tenacidade em nossa milícia, essas derrotas não terão excessiva importância, porque chegarão as vitórias, que serão glória aos olhos de Deus. Não existem fracassos quando nos portamos com intenção reta e com o propósito de cumprir a vontade de Deus, contando sempre com a sua graça e o nosso nada [19]. Que desejos diários de apostolado há ao longo da nossa jornada?

Mantenhamos com vigor o trato com Jesus Cristo e procuremos levar-lhe muitas almas. Recorramos à intercessão de São Josemaria, preparando desde já a sua festa, a 26 de junho. Demo-lo a conhecer a muitas pessoas, pondo-lhes diante dos olhos o exemplo e os ensinamentos do nosso Fundador.

Há duas semanas, fui a Barcelona e, antes de regressar, fiz a minha oração na Basílica das Mercês, acompanhado por vós. Ali pedi à Santíssima Virgem que cada uma, cada um de nós incorpore ao seu caminhar as palavras de São Pedro que o nosso Padre meditou profundamente nessa cidade, antes de viajar pela primeira vez a Roma, com a disposição de abrir um caminho jurídico universal para o Opus Dei: Ecce nos reliquimus omnia et secuti sumus te [20]; olha que nós deixamos todas as coisas e te seguimos. Essa frase foi registrada no Evangelho para que nós, os cristãos, a ponhamos em prática na nossa conduta e a digamos ao ouvido dos nossos amigos ou amigas, pois não se pode servir a dois senhores [21]. Rezava-se muito bem ali, diante da imagem de Nossa Senhora das Mercês, com toda a Obra, como fez São Josemaria em 1946 e em outros momentos.

Antes de terminar, desejo recordar-vos que no próximo dia 29, festa de São Pedro e São Paulo, começa o ano paulino que Bento XVI convocou para comemorar os dois mil anos do nascimento do Apóstolo das gentes. Para secundar as indicações do Santo Padre a respeito da celebração deste bimilenário, sugiro-vos que conheçais melhor a vida e a obra deste grande Apóstolo, Padroeiro da Obra, lendo e meditando a fundo os Atos dos Apóstolos e os escritos paulinos. São Paulo é, para todos os cristãos, um modelo admirável de amor a Cristo, de fidelidade à vocação, de zelo ardente pelas almas. Vamos pedir-lhe de modo especial pelos frutos espirituais e apostólicos deste ano a ele dedicado.

Com todo o afeto, abençoa-vos

o vosso Padre

† Javier
Roma, 1º de junho de 2008.

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[1] Is 12, 3.

[2] Bento XVI, Carta por ocasião do quinquagésimo aniversário da encíclica “Haurietis aquas”, 15-V-2006.

[3] Cfr. São Josemaria Escrivá, homilía “O Coração de Cristo, paz dos cristãos”, 17-06-1966, em É Cristo que passa, ns. 162 e segs.

[4] Cfr. Jo 14, 27.

[5] São Josemaria Escrivá, É Cristo que passa, n. 164.

[6] 1 Jo 4, 8.

[7] Jo 3, 16.

[8] São Josemaria Escrivá, É Cristo que passa, n. 164.

[9] Bento XVI, Carta a propósito do quinquagésimo aniversário da encíclica “Haurietis aquas”.

[10] Ibid.

[11] Ibid.

[12] São Josemaria Escrivá, Amigos de Deus, n. 300.

[13] Sal 42, 2.

[14] Ef 3, 17-19.

[15] Bento XVI, Carta a propósito do quinquagésimo aniversário da encíclica “Haurietis aquas”.

[16] Gál 2, 20.

[17] São Josemaria Escrivá, Forja, n. 418.

[18] Ibid., n. 886.

[19] São Josemaria Escrivá, É Cristo que passa, n. 76.

[20] Mt 19, 27.

[21] cfr. Mt 6, 24.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Acusados de extorquir Padre Júlio Lancelotti são absolvidos

Saudações queridos leitores! Incrível! Hoje de manhã, enquanto vinha para o trabalho, me perguntava sobre o que tinha acontecido com relação ao Padre Júlio Lancelotti e o caso de extorsão no qual ele foi envolvido. 
E não é que durante a tarde os sites mostram que os acusados foram absolvidos? 

Que maravilha! - pensei.

Não por eu ser malvado ou por querer que um sacerdote se dê mal. Mas essa derrota do Padre Júlio foi boa para derrubar um método, uma ideologia, uma "teologia da libertação". Desde que os fatos foram vindo à tona, bato na tecla de que Padre Júlio não estava exercendo seu papel de forma correta. Podem puxar no arquivo que lá encontrarão as minhas seguidas condenações a seus métodos e a sua ideologia.

Por causa de sua ideologia ele se deu mal. Desviou de suas funções de pastor de almas e tentou fazer um trabalho que não lhe competia. Por causa disso todos esses fatos aconteceram e a Justiça decidiu (ainda cabe recurso) que os acusados de extorsão contra o Padre não cometeram o delito do qual foram acusados.

Padre Júlio teria muito menos problemas se cumprisse com a obrigação que assumiu perante a Igreja, a de ser pastor de almas, sem misturar a nefasta teologia da libertação que, de libertadora não tem nada, visto que por seu envolvimento, pessoas quase foram pra cadeia.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Arqueólogos encontram primeira igreja cristã do mundo na Jordânia

Saudações queridos leitores!

O Estadão publica a notícia de que arqueólogos anunciam ter descoberto o que pode ser a primeira Igreja cristã erguida no mundo, na cidade de Rihab, na Jordânia. Segundo os pesquisadores, o templo, que encontra-se sob uma Igreja dedicada a São Jorge que ainda está em pé, foi construído entre os anos de 33 e 70 de nossa era.

"Trata-se de uma descoberta incrível, pois temos provas que nos fazem acreditar que o prédio recebeu os primeiros cristãos e os discípulos de Jesus Cristo" mencionados pelo evangelista Lucas, afirmou Abdul Qader Hussan, chefe do Centro de Estudos Arqueológicos local.

Ao que tudo indica, o local, que é uma caverna, serviu de esconderijo para os primeiros cristãos durante as perseguições romanas pela atual Jordânia. Também há suspeitas de que os cristãos que lá se encontravam mantiveram-se escondidos até a conversão dos romanos.

Sendo assim, o templo teria servido de abrigo aos 70 discípulos de Jesus Cristo que, segundo a Tradição, foram obrigados a fugir de Jerusalém por causa das perseguições religiosas para se refugiarem no norte da atual Jordânia, principalmente em Rihab. Outra prova que dá mais sustentação a essa afirmativa é que a Igreja de São Jorge menciona em suas paredes os "70 amados de Deus".

Segundo a descrição de Hassan, o templo tem poucos degraus, sua estrutura é circular e conta com vários assentos de pedra para os sacerdotes.

Em um cemitério próximo à caverna foram encontrados vários objetos que, de acordo com os arqueólogos, são de imenso valor. De acordo com Abdul Qader Hussan, foram encontrados objetos de cerâmica que datam de um período entre os séculos III e VII. As descobertas mostram que os primeiros cristãos e seus descendentes viveram aqui até a queda dos romanos. declarou.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Cirurgia no útero salva perna de bebê na Austrália

Saudações queridos leitores!

Enquanto alguns setores da sociedade lutam tanto pelo suposto direito de matar bebês inocentes, um grupo de médicos da Austrália concentra seus esforços em salvá-los. Eles realizaram uma cirurgia em um bebê enquanto o mesmo ainda estava no útero da mãe. A cirurgia foi feita para corrigir um problema nas pernas do bebê, chamada Síndrome da Banda Amniótica.

A bebê chamada Leah, que está hoje com quase seis meses, foi operada no ano passado durante a 22ª semana de gestação (entre o 5º e o 6º mês), quando tinha cerca de 18 cm. A Síndrome da qual ela era portadora faz com que faixas de tecido cresçam ao redor dos membros, provocando deformações.

A síndrome, quando detectada através de um exame de ultrassom, mostrou que duas faixas de tecido estavam impedindo o fluxo sangüíneo para os pés em ambas as pernas do bebê. Por meio de um tubo cirúrgico, inserido no útero, os médicos do Centro Médico Monash, de Melbourne, cortaram as faixas que afetavam o tornozelo esquerdo de Leah usando raio laser e eletricidade. Os médicos acreditam que agora a perna esquerda de Leah funcionará normalmente.

Já a perna direita estava tão afetada pelas faixas que os médicos decidiram não mexer nela durante a operação. Mas, logo após o nascimento, Leah passou por uma cirurgia na perna direita, que foi salva com a retirada de pedaços de músculo, osso e outros tecidos para promover o fluxo de sangue. Após a segunda cirurgia, os médicos avaliam que ela também poderá ser normal após um tratamento com fisioterapia e massagens.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Papa vai receber Bush em cenário especial

Saudações queridos leitores!

O Papa normalmente recebe seus convidados no Palácio Apostólico, que tem uma vista ímpar para a Praça de São Pedro. Mas para George Bush, presidente dos Estados Unidos, o Santo Padre preparou uma recepção especial.

Conforme notícia da Reuters, o presidente americano será recebido na Torre de São João, que foi restaurada

Papa vai receber Bush em cenário especial: a Torre de São João. Uma torre em uma colina dentro dos jardins do Vaticano, que foi restaurada por João XXIII para ser um local de silêncio e meditação. De acordo com Frederico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, a "mudança de cenário" é um sinal de retribuição pela cordialidade da reunião na Casa Branca.

Bush ficará em Roma de quarta a sexta-feira. Ele visita também Eslovênia, Alemanha, Itália, França e Grã-Bretanha na atual visita.

As relações entre a Santa Sé e os Estados Unidos estão muito estreitas. Um sinal claro da compreensão e da admiração que George Bush nutre pelo Papa, não apenas como um líder espiritual, já que Bush é protestante e não dá o devido reconhecimento à autoridade que Bento XVI tem como sucessor de Pedro, mas como um chefe de Estado, fução que Bento XVI vem desempenhando com surpreendente maestria.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Blefe retórico - Olavo de Carvalho

Saudações queridos leitores!

Um pouco de Olavo de Carvalho sempre é bom para nortear as idéias.

Blefe retórico

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial), 05 de junho de 2008

O editorial da Folha de S. Paulo de sexta-feira passada pontifica: "Ao reconhecer a validade da Lei de Biossegurança, STF impediu que uma ética privada, a religiosa, fosse imposta a todos. A declaração pelo STF (...) significa antes de mais nada a vitória da lógica e da razão prática sobre especulações de inspiração religiosa."

Em três linhas, quatro mentiras.

De um lado, reduzir às dimensões de uma "ética privada" princípios do judaísmo e do cristianismo longamente incorporados às bases mesmas da civilização ocidental é falsificar dois milênios de História. E é dar como realidade presente e universalmente aprovada o mero projeto,
acalentado por pseudo-intelectuais ativistas, de um Estado ateu fundado na autoridade absoluta da "ciência".

A idéia, muito em moda no ottocento graças a vulgarizadores como Ludwig Büchner e Ernest Haeckel, a uma literatura naturalista de pretensões "científicas" (Zola, o nosso Aluízio de Azevedo) e ao anticlericalismo visceral de alguns movimentos revolucionários nacionalistas (Itália, México), foi desmoralizada logo nas primeiras décadas do século seguinte com a entrada em cena de gigantes do pensamento científico e filosófico como Albert Einstein, Max Planck, Werner Heisenberg, Alfred North Whitehead, Edmund Husserl e Karl Jaspers, entre outros. Toda a cultura superior do século XX é uma violenta condenação às pretensões do cientificismo oitocentista. Cinqüenta anos atrás este já parecia morto e enterrado para sempre. Só teve uma grotesca reencarnação nas últimas décadas graças ao surgimento de uma geração de "formadores de opinião", saídos das fileiras da ciência acadêmica mas prodigiosamente incultos, os quais, ignorando tudo dos debates de cem anos atrás, voltam aos mesmos argumentos já mil vezes desmoralizados, com aquela inocência presunçosa de quem nem de longe percebe o vexame. Imagino, já não digo os editorialistas da Folha, mas seus mentores Richard Dawkins ou Daniel Dennett lendo "A Crise das Ciências Européias" de Husserl ou "Processo e Realidade" de Whitehead. Não entenderiam uma só linha. Dar por pressuposto que as idéias desses idiotas se impuseram universalmente e que já vivemos num Estado determindo por elas é um blefe retórico que só se explica por aquela arrogância pueril de quem não sabe o que faz.

De outro lado, não há lógica nem razão prática na dupla estupidez subscrita pelo STF, de que embriões in vitro são inviáveis e de que as curas miraculosas a surgir da pesquisa com células-tronco embrionárias são promessas viáveis. Todo primeiranista de Medicina sabe que a primeira dessas afirmativas é falsa, e em favor da segunda não há até o momento nenhuma prova, por mais mínima que seja -- há apenas a exploração cínica das esperanças de milhões de doentes e seus familiares, esperanças que serão esquecidas e jogadas na lata do lixo assim que a jurisprudência agora firmada alcance o seu único objetivo: liberar o aborto contra a vontade maciça do povo brasileiro, por via de um artifício judicial e contornando o debate parlamentar.

Se não fosse por uns quantos votos contrários que salvam um pedacinho da sua honra, o STF, com essa simples sentença, teria abdicado definitivamente das últimas aparências de instituição respeitável para inscrever-se no rol das entidades militantes empenhadas em implantar no Brasil a Nova Ordem tecnocrático-ateística, cuja receita vem pronta dos organismos internacionais.

Quanto à Folha, seu editorialista poderia ao menos abster-se de usar uma expressão clássica de Kant cujo sentido desconhece. Pois, para o filósofo de Koenigsberg, a razão prática fundamenta-se no reconhecimento da universalidade da lei moral – aquela mesma lei que o jornal, do alto da sua imensurável inépcia, rotula de "ética privada". Um princípio elementar da vida intelectual é não atribuir a termos consagrados um sentido invertido sem explicar as razões de fazê-lo, supondo-se que alguma exista, o que evidentemente não é o caso quando o autor da coisa usa o termo só para parecer culto e nem tem consciência da inversão. Não deixa de ser significativo do presente estado de coisas que lições de ética nos venham na linguagem simiesca de um pequeno vigarista intelectual.

Conheçam o site de Olavo de Carvalho.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 8 de junho de 2008

Quando se ignora a vida em sociedade

Saudações queridos leitores!

A notícia do Terra que vai abaixo não é nem um problema de religião, mas sim um caso de pura falta de vergonha na cara, que leva as pessoas a desobedecerem preceitos universais do convívio em sociedade.

Em Casena, na Itália (justamente na Itália!!), um casal foi detido praticando sexo oral dentro de um confessionário. Quando o funcionário da Igreja ligou para a polícia e alegou que estava ouvindo "gemidos e barulhos suspeitos que vinham de um dos confessionários", os policiais acharam que se tratava de uma brincadeira.

Mas ao chegar ao local, surpreenderam uma educadora (educadora!!!) e um operário em pleno ato, escondidos dentro de um confessionário. A chegada da polícia não foi suficiente para intimidar os dois imorais, que, após parar o ato por alguns instantes, retornaram com a prática imoral, como se nada estivesse acontecendo.

O casal, que não teve os nomes divulgados foi levado imediatamente para uma delegacia, onde declararam: "Somos ateus e, para nós, fazer sexo na igreja é como transar em qualquer outro lugar". A mulher ainda disse que essa era a segunda vez em sua vida que entrava em uma Igreja.

O que vai acima, queridos leitores, é mais do que desrespeito à Igreja. É uma afronta básica à decência. Uma pessoa, para agir de tal maneira, não deve possuir a mínima vergonha na cara, pois, mesmo que a pessoa não tenha bons modos, não consegue sequer respeitar as idéias dos outros. Para ela, tanto faz. Ela deve pensar que pode fazer o que quiser onde quiser, sem se importar se seus atos interferem ou não nas liberdades dos outros.

Pessoas assim desprezam o convívio social, visto que ignora as regras da sociedade quando lhe dá vontade. Isso é egoísmo em sua forma mais pura.

Pois é, queridos leitores, eis um exemplo de como não agir dentro da sociedade. Pra falar a verdade, um exemplo de como não agir em lugar algum!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Acidente deixa noivo impotente e inviabiliza casamento

Saudações queridos leitores!

Um futuro casamento teve um fim trágico na Itália antes mesmo de seu começo. Às vésperas da cerimônia de casamento em uma Igreja na Diocese de Viterbo, na Itália, o jovem noivo, de 25 anos, sofre um acidente que o deixa paraplégico.

Tal situação não seria motivo para a impossibilidade da realização do matrimônio. Mas o grande problema é que o jovem, além de paraplégico, tornou-se impotente. Tal problema resulta em um impedimento para a realização do matrimônio, visto que o mesmo não poderá ser consumado e que a função reprodutiva da relação sexual fica comprometida.

Os dois já estão casados no civil, mas se o impedimento persistir, a cerimônia religiosa não poderá se realizar. Mesmo depois do acidente, os dois namorados continuam com seus planos de casamento e assinaram, como lhes pediu o pároco da Igreja, um documento no qual confirmavam estar conscientes dos riscos e dificuldades que enfrentariam, segundo o diário romano "Il Mesaggero", que publicou o caso.

Resta a nós rezarmos pelos dois e esperar o melhor desfecho possível para o caso.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Evangelho de Domingo - 10º Domingo do Tempo Comum

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de São Nicolau Cabasilas.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Evangelho (Mt 9, 9-13 (10º Domingo do Tempo Comum))

9Seguindo Jesus dali, viu sentado ao telónio um homem chamado Mateus e disse-lhe: Segue-Me. E ele levantou-se e seguiu-O.

10Ora, sucedeu que, estando à mesa em sua casa, vieram muitos publicanos e pecadores pôr-se à mesa com Jesus e Seus discípulos. 11Ao verem isto os Fariseus, diziam aos discípulos: Porque é que o vosso Mestre come com os publicanos e pecadores? 12Mas Ele, que os ouviu, disse: Não precisam de médico os que têm boa saúde, mas os doentes.
13Ide, pois, aprender o que significa: quero misericórdia e não sacrifício, porque não vim Eu chamar os justos, mas os pecadores.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

São Nicolau Cabasilas (c. 1320-1363), teólogo leigo grego.

A Vida em Jesus Cristo, Livro 6

Cristo, o médico, vem curar os doentes

Cristo desceu à terra, e começou por chamar aqueles que ainda não tinham chamado por Ele, e que nunca tinham sequer pensado Nele: «Eu vim chamar os pecadores», diz. Se veio à procura daqueles que não O desejavam, o que fará àqueles que Lhe rezam? Se amou aqueles que O odiavam, como poderá afastar aqueles que O amam? Como dizia São Paulo: «Se, de facto, sendo nós inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de Seu Filho, com muito mais razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela Sua vida» (Rom 5, 10).

Consideremos, pois, em que consiste a nossa oração. É certo que não somos dignos de obter aquilo que convém aos amigos pedir e receber, mas antes aquilo que é dado a servos rebeldes, a devedores faltosos. Não invocamos o nosso Mestre para que Ele nos dê uma recompensa, ou um favor, mas para que Ele tenha misericórdia de nós. Pedir a Cristo, amigo dos homens, a misericórdia, o perdão ou a remissão dos pecados, e não partir de mãos vazias após esta oração – a quem convém tal coisa, senão a devedores, dado que «não são os que têm saúde que precisam de médico»? Em suma, se convém aos homens elevarem a voz para Deus, implorando a Sua piedade, só poderão fazê-lo os que têm necessidade de misericórdia, os pecadores.

Invoquemos, pois, a Deus, não somente com a boca, mas também com os desejos e os pensamentos, a fim de aplicarmos a tudo aquilo por meio do qual pecámos o único remédio que pode salvar-nos, porque «não há debaixo do céu qualquer outro nome dado aos homens que nos possa salvar» (Act 4, 12).

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.