sábado, 12 de abril de 2008

Uma no cravo...

Saudações queridos leitores!

Para quem acompanha a Assembléia Geral da CNBB esse ano, essa é uma notícia no mínimo estranha. Fiquem com matéria do Último Segundo (fonte aqui), volto depois.


Sinope da Imprensa: CNBB anuncia apoio a políticas anti-aids


Pela primeira vez, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acena com a possibilidade de a igreja apoiar "políticas governamentais" de combate à aids. A informação é do jornal “Folha de S.Paulo”.

Segundo o jornal, o documento da CNBB intitulado "Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil", que norteará os rumos da Igreja Católica no país até 2010, não detalha as medidas, mas afirma que "a Pastoral da Aids se realiza em cinco direções: prevenção, intervenção, recuperação, ressocialização, acompanhamento e apoio das políticas governamentais para combater esta pandemia".

No mesmo tópico, diz que a "prevenção, baseada em critérios éticos e cristãos, deve implementar a informação, promover a educação e levar a assumir atitudes responsáveis diante da epidemia".

No entanto, no texto da CNBB, a palavra “preservativo” não é usada. A Igreja Católica sempre foi contrária ao uso de preservativos pelos fiéis. O governo federal tem na campanha pelo uso de preservativos uma de suas políticas de prevenção contra a Aids e doenças sexualmente transmissíveis.

O texto foi obtido pelo jornal antes de ser divulgado pela entidade, tendo sido aprovado pelos bispos durante a 46ª Assembléia Geral da CNBB, em Indaiatuba (SP), encerrada na manhã de ontem. Segundo a CNBB, por meio de sua assessoria de imprensa, o documento ainda passará por revisão ortográfica antes de ser encaminhado para publicação em editoras católicas.

Para o secretário-executivo da Pastoral DST/Aids da CNBB, frei José Bernardi, o texto abre uma "brecha" para que agentes da pastoral possam indicar o uso de preservativos em certos casos. "Eu acho que é uma brecha que foi deixada de forma até voluntária pelos bispos, embora não afirmem explicitamente. Os agentes da pastoral, que trabalham lá na ponta com a epidemia, com pessoas vivendo com Aids, de repente podem ter essa liberdade", disse.

Voltei. Se tem uma coisa que é notória é que as políticas de prevenção de DSTs do Governo e o ensino da Igreja acerca do tema são diametralmente opostas. Não há como imaginar o Governo colaborando com a Igreja e vice-versa, dadas as enormes discrepâncias entre a linha de pensamento de um ou de outro.

Tenho três palpites: Ou o Governo se adequou às opiniões da Igreja (sonha, Fernando...), ou a CNBB desandou de vez (Deus nos livre) ou então eles buscaram um meio termo, algo que eu acho um tanto complicado, visto que o Ministro da Doença, ops, Saúde adora malhar a Igreja, taxá-la de retrógrada entre outras referências nada cordiais.

Vamos esperar para ver para onde a Igreja direcionará seu apoio.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

... Outra na Ferradura

Saudações queridos leitores!

Se a CNBB parece contraditória por um lado, por outro, ela age como se espera dela. Com firmeza, coibindo os abusos e cortando as asinhas dos assanhados. Fiquem com reportagem do Estadão (fonte aqui), volto depois.

CNBB censura texto em que padres pediam fim do celibato obrigatório


Outras sugestões que seriam enviadas a Roma foram cortadas após documento ter sido publicado pelo 'Estado'

José Maria Mayrink

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) censurou, com o aval de 39 membros do Conselho Permanente da entidade, um texto aprovado em fevereiro pela Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP) que sugeria propor ao Vaticano "possibilitar outras formas de ministério ordenado que não seja apenas a do presbítero celibatário". Isso significa, na prática, a ordenação de homens casados e a readmissão de padres que deixaram suas funções para se casar.

A CNBB cortou também outras sugestões que seriam enviadas a Roma: um pedido de orientações mais seguras sobre a pastoral de casais de segunda união; a revisão do processo de nomeação de bispos e a beatificação e canonização de padres e bispos brasileiros "que seriam de grande estímulo para a vida e o ministério presbiteral". Entre os candidatos, o texto cita padre Cícero Romão Batista, d. Hélder Câmara, d. Luciano Mendes de Almeida e padre João Bosco Penido Burnier.

"A presidência da CNBB, ouvido o Conselho Permanente, deliberou, entre outras coisas, que o subsídio fosse publicado sem as referidas propostas, o que faremos em breve", comunicou o presidente da CNP, padre Francisco (Chico) dos Santos, ao plenário da 46ª Assembléia-Geral dos Bispos, encerrada ontem no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP).

Padre Chico alega, em carta distribuída aos presentes no dia 9 e obtida com exclusividade pelo Estado, que, "antes de sua publicação, a imprensa divulgou, de maneira distorcida, algumas propostas contidas no subsídio a serem encaminhadas às Congregações para o Clero, para os Bispos e para a Causa dos Santos.

Em um comunicado anexo, com data do dia 7, assinado pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da CNBB, também obtido pelo Estado, o texto argumenta, referindo-se ao título "Padres sugerem o fim do celibato", publicado pelo Estado em 20 de fevereiro, que propor "outras formas de ministério ordenado que não seja apenas a do presbítero celibatário" "não quer dizer que os presbíteros estejam pedindo o fim do celibato, nem quer indicar que não reconheçam o valor do mesmo como dom de Deus para suas vidas e missão".

"Foi uma manchete distorcida, que não corresponde ao conteúdo do que foi publicado pelo jornal", disse o presidente da CNBB, d. Geraldo Lyrio Rocha, em entrevista coletiva após o encerramento da assembléia-geral de Itaici.

Segundo um bispo que participou da reunião, a presidência da entidade pediu desculpas ao Vaticano pelo vazamento da discussão sobre o celibato e pelo fato de a questão ter sido debatida pela CNP. O texto que seria encaminhado à Santa Sé havia sido aprovado no Encontro Nacional de Presbíteros por 430 delegados representando os 18.685 padres brasileiros. Em seu comunicado , lido no plenário na segunda-feira, juntamente com a carta assinada pelo padre Chico dos Santos, a Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada confirma a censura das propostas dos padres.

"Diante do ocorrido, com toda a repercussão no Brasil e em outros países e por outras razões, o Conselho Permanente, reunido em fevereiro, considerou ser melhor pedir a retirada dos três itens indicados como encaminhamentos às Congregações para o Clero, para os Bispos e para a Causa dos Santos", informa o comunicado.

DOCUMENTO DE APARECIDA

No ano passado, o Documento de Aparecida, votado pela 5ª Conferência-Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em 31 de maio, foi modificado, com cortes e acréscimos, antes de ser entregue ao papa. A edição do texto foi obra da direção do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam).

As mudanças mais relevantes referiam-se às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), núcleos de fiéis ligados à Teologia da Libertação com grande atuação pastoral e ideológica no continente nos últimos 40 anos. O texto divulgado pelo Vaticano, com a aprovação de Bento XVI, continha mais de 200 emendas feitas pelo cardeal chileno Francisco Javier Errázuriz Ossa e pelo bispo argentino Andrés Stanovnik, respectivamente presidente e secretário-geral do Celam na época.

Em resposta à revelação, feita pelo Estado, de que o texto havia sido adulterado, d. Stanovnik publicou uma nota reconhecendo que o Celam havia feito uma "revisão final" do original, mas que "não houve alterações de conteúdo em nenhum dos parágrafos do documento". Ele foi promovido, meses depois, a arcebispo de Corrientes, na Argentina.

Voltei. Essa censura é mais do que merecida. Um pedido desses, como os padres do ENP queriam fazer, além de ser inócuo, só serviria para colocar a Igreja em mais uma armadilha, pois, como ela negaria certamente o pedido, muitos dos ditos "progressistas" já se fariam de vítimas de Roma, apontando e exclamando o quanto eles [o Vaticano] são maus.

Agora, que os padres têm seu plano frustrado, começam a atacar a imprensa, acusando-a de ter vazado o texto e ter distorcido as manchetes. Lamento, mas dessa vez a imprensa não tem culpa no cartório, pois os padres do Encontro Nacional realmente queriam pedir o fim da obrigatoriedade do celibato.

Esse pedido claro, não obrigaria os sacerdotes que quisessem se manter celibatários a se casar, mas certamente abriria as portas para os que quisessesm.

Cá entre nós, essa história de querer ser padre mas não querer o celibato é coisa de gente que quer o melhor dos dois mundos. Ora essa, a Igreja não obriga ninguém a ser sacerdote e nenhum seminarista é pego de surpresa com relação ao celibato sacerdotal.

A cada dia que passa os TL são golpeados mais duramente por Bento XVI, o Martelo dos Hereges!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Pregador do Papa: «amor evangélico é o grande ausente das seitas»

Saudações queridos leitores!

Quando li, não resisti. Vejam o comentário genial do Padre Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia. É um tapa nas seitas que infestam o mundo.

Pregador do Papa: «amor evangélico é o grande ausente das seitas»

Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia do próximo domingo

ROMA, sexta-feira, 11 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia – sobre a Liturgia da Palavra do próximo domingo, IV da Páscoa.

* * *

IV Domingo da Páscoa

Atos 2,14a.36-41; 1 Pedro 2, 20b-25; João 10, 1-10

Eu sou o Bom Pastor

Este é o domingo do Bom pastor, mas pelo menos dessa vez não é nele que vamos concentrar a atenção, e sim no seu antagonista. Quem é o personagem definido como «ladrão» e «estranho»? Jesus pensa, em primeiro lugar, nos falsos profetas e nos pseudomessias do seu tempo, que faziam de conta que eram enviados de Deus e libertadores do povo, enquanto, na verdade, não faziam nada além de mandar as pessoas morrerem por eles.

Hoje, esses «estranhos» que não entram pela porta, mas que se introduzem no redil às escondidas, que «roubam» as ovelhas e as «matam», são visionários fanáticos ou astutos aproveitadores que abusam da boa vontade e da ingenuidade das pessoas. Eu me refiro aos fundadores ou chefes de seitas religiosas que estão por aí.

Quando falamos de seitas, no entanto, devemos prestar atenção para não colocar tudo no mesmo nível. Os evangélicos e os pentecostais protestantes, por exemplo, além de grupos isolados, não são seitas. A Igreja Católica mantém com eles, há muito tempo, um diálogo ecumênico no âmbito oficial, algo que jamais faria com as seitas.

As verdadeiras seitas são reconhecidas por algumas características. Antes de tudo, quanto ao conteúdo do seu credo, não compartilham pontos essenciais da fé cristã, como a divindade de Cristo e a Trindade; ou misturam com doutrinas cristãs elementos alheios incompatíveis com elas, como a reencarnação. Quanto aos métodos, são literalmente «ladrões de ovelhas», no sentido de que tentam por todos os meios arrancar os fiéis da sua Igreja de origem para torná-los adeptos da sua seita.

Geralmente são agressivos e polêmicos. Mais do que propor conteúdos próprios, passam o tempo acusando, polemizando contra a Igreja, Nossa Senhora e em geral tudo o que é católico. Estamos, com isso, nas antípodas do Evangelho de Jesus, que é amor, doçura, respeito pela liberdade dos outros. O amor evangélico é o grande ausente das seitas.

Jesus nos deu um critério seguro de reconhecimento: «Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os reconhecereis» (Mt 7, 15). E os frutos mais comuns da passagem das seitas são famílias destruídas, fanatismo, expectativas apocalípticas do fim do mundo, regularmente desmentidas pelos fatos.

Existes outros tipos de seitas religiosas, nascidas do mundo cristão, em geral importadas do Oriente. Ao contrário das primeiras, não são agressivas; elas se apresentam com «fantasia de cordeiro», pregando o amor por todos, pela natureza, pela busca do eu profundo. São formações freqüentemente sincretistas, ou seja, que agrupam elementos de diversas procedências religiosas, como no caso da Nova Era.

O imenso prejuízo espiritual para quem se deixa convencer por esses novos messias é que perde Jesus Cristo e, com Ele, essa «vida em abundância» que Ele veio trazer.

Algumas dessas seitas são perigosas também no campo da saúde mental e da ordem pública. Os recorrentes casos de sequestros e suicídios coletivos nos advertem até onde pode levar o fanatismo do chefe de uma seita.

Quando se fala de seitas, no entanto, devemos recitar também um «mea culpa». Com freqüência, as pessoas acabam em alguma seita pela necessidade de sentir o calor e o apoio humano de uma comunidade que não encontraram em sua paróquia.

[Tradução: Aline Banchieri]

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Uma história repugnante

Saudações queridos leitores!

Isso é o tipo de coisa que os defensores do aborto não divulgam. Fiquem com um texto de Carlos Heitor Cony.

Uma história repugnante

Trabalho jornalístico fala sobre o último elo de uma cadeia: o destino final dos fetos

DOIS JORNALISTAS ingleses, Michel Litchfield e Susan Kentish, fizeram há tempos uma ampla pesquisa sobre a indústria do aborto em Londres. O resultado foi um livro que causou espanto e merece, ao menos, uma reflexão de todos os que se preocupam com o assunto. "Babies for Burning" (bebês para queimar, editado pela Serpentine Press, de Londres) não é um ensaio sobre o aborto, mas um trabalho jornalístico sobre o último elo de uma cadeia: o destino final dos fetos que anualmente são retirados de ventres que não desejam ou não podem ter filhos ou "aquele filho".

No caso da Inglaterra, já existe uma lei, o "Abortion Act", de 1967, que permite a interrupção do processo de gravidez pela eliminação mecânica.

Os autores souberam, por meio de informações esparsas, que a indústria do aborto, como qualquer indústria moderna, tinha uma linha de subprodutos: a venda de fetos humanos para as fábricas de cosméticos. Durante a Segunda Guerra, os nazistas também exploraram esse ramo do negócio: matavam judeus aos milhões e aproveitavam a pele e a escassa gordura das vítimas para uma linha de subprodutos que iam de bolsas feitas de pele humana a sabões que lavavam os uniformes do Exército do 3º Reich.

Os ingleses não chegam a ser famosos pelas bolsas que fabricam, mas pelo chá e pelos sabonetes -os melhores do mundo.

Um "english soap" sempre me causou pasmo pela maciez, a consistência da espuma, a sensação de limpeza que dá a pele. Não podia suspeitar que tanto requinte pudesse ter -em alguns deles- as proteínas que só se encontram na carne -e carne humana por sinal. Desde que li o livro, cortei drasticamente dos meus hábitos de higiene o uso dos bons e estimulantes sabonetes ingleses. Aderi ao sabão de coco, honestamente subdesenvolvido, com cheiro de praia do Nordeste e eficácia múltipla, na cozinha ou no toucador.

Contam os jornalistas: "Quando nos encontramos em seu consultório, o ginecologista pediu à sua secretária que saísse da sala. Sentou-se ao lado de Litchfield, o que melhorou a gravação, pois o microfone estava dentro da sua maleta. O médico mostrou uma carta:

- "Este é um aviso do Ministério da Saúde", disse, com cara de enfado. "As autoridades obrigam a incineração dos fetos... não devemos vendê-los para nada... nem mesmo para a pesquisa cientifica... Este é o problema...."

- "Mas eu sei que o senhor vende fetos para uma fábrica de cosméticos e... e estou interessado em fazer uma oferta... também quero comprá-los para a minha indústria..."

- "Eu quero colaborar com o senhor, mas há problemas... Temos de observar a lei... As pessoas que moram nas vizinhanças estão se queixando do cheiro de carne humana queimada que sai do nosso incinerador. Dizem que cheira como um campo de extermínio nazista durante a guerra."

E continuou: "Oficialmente, não sei o que se passa com os fetos. Eles são preparados para serem incinerados e depois desaparecem. Não sei o que acontece com eles. Desaparecem. É tudo."

- "Por quanto o senhor está vendendo?"

- "Bem, tenho bebês muito grandes. É uma pena jogá-los no incinerador. Há uso melhor para eles. Fazemos muitos abortos tardios, somos especialistas nisso. Faço abortos que outros médicos não fazem. Fetos de sete meses. A lei estipula que o aborto pode ser feito quando o feto tem até 28 semanas. É o limite legal. Se a mãe está pronta para correr o risco, eu estou pronto para fazer a curetagem. Muitos dos bebês que tiro já estão totalmente formados e vivem um pouco antes de serem mortos.

Houve uma manhã em que havia quatro deles, um ao lado do outro, chorando como desesperados. Era uma pena jogá-los no incinerador porque tinham muita gordura que poderia ser comercializada. Se tivessem sido colocadas numa incubadeira poderiam sobreviver mas isso aqui não é berçário.

Não sou uma pessoa cruel, mas realista. Sou pago para livrar uma mulher de um bebê indesejado e não estaria desempenhando meu oficio se deixasse um bebê viver. E eles vivem, apesar disso, meia hora depois da curetagem. Tenho tido problemas com as enfermeiras, algumas desmaiam nos primeiros dias."

Voltei. Sem mais palavras, a náusea não me permite.

Fiquem com Deus,
Fernando.

Igreja é perseguida por aqueles que fazem da religião um meio para aparecer

Saudações queridos leitores!

Bater na Igreja dá Ibope, isso todo mundo sabe. Dá ainda mais Ibope quando a Igreja revida. Com esse pensamento Dom Silvestre Scandian nos alerta para que não caiamos nas armadilhas dos detratores dando-lhes visibilidade. Fiquem com notícia de ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Igreja é perseguida por aqueles que fazem da religião um meio para aparecer

Afirma o arcebispo emérito de Vitória (Brasil) em missa pelos bispos retirados

Por Alexandre Ribeiro

INDAIATUBA, quarta-feira, 9 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Segundo um arcebispo emérito brasileiro, a Igreja ainda hoje continua a ser perseguida de muitas formas, entre elas quando se tenta separar a religião da razão, quando a instituição é utilizada como meio de promoção pessoal e também quando por meio dela se buscam outros tipos de interesses particulares.

Dom Silvestre Scandian, 76 anos, arcebispo emérito de Vitória, abordou o tema da perseguição sofrida pela Igreja nos dias atuais na missa que presidiu esta manhã em homenagem aos bispos eméritos, na 46ª Assembléia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), evento que acontece até esta sexta-feira em Itaici (São Paulo).

No contexto da primeira leitura do dia (At 8, 1b-8), Dom Scandian recordou a perseguição sofrida pela Igreja de Cristo «não só nos três primeiros séculos do cristianismo, quando o fenômeno foi «muito cruel e abrangente».

«Mas em todos os tempos a Igreja tem sido perseguida. Essa perseguição continua até hoje. Vários irmãos bispos nossos estão experimentando na pela essa perseguição», disse, lembrando os prelados brasileiros ameaçados de morte, como, por exemplo, Dom Erwin Kräutler, da Prelazia do Xingu, e Dom Flávio Giovenale, da diocese de Abaetetuba (ambas no Estado do Pará, norte do país).

Ao enfatizar que o próprio Papa João Paulo II afirmava que jamais houve tantos mártires na Igreja como no século XX, o arcebispo considerou: «na verdade, a Igreja sempre foi perseguida tanto mais quanto mais ela testemunhou Jesus Cristo, pois a proposta de Cristo se opõe à proposta do mundo».

Voltei. Muitos pretendentes a jornalistas, atores, ou seja lá qual profissão exerçam, usam a Igreja como um trampolim para suas carreiras. Um exemplo notório que tivemos algum tempo atrás é Dan Brown, que com seu livro, O Código Da Vinci, malhou a Igreja e o Opus Dei, alcançando fama e fortuna.

Ele não foi o primeiro e não será o último a se utilizar da Igreja para alcançar notoriedade. Muitos outros o fazem e de formas ainda piores, seja incentivando o ódio contra a Igreja, seja copiando descaradamente os Ritos Sagrados, meio que "emulando" uma igreja própria.

Igreja, só existe a Católica. O resto é tudo seita.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

CNBB divulga qualidades imprescindíveis para o candidato ideal

Saudações queridos leitores!

E não é que estão saindo muitos bos frutos da Assembléia Geral da CNBB? Fiquem com a reportagem de ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

«Qualidades imprescindíveis» para os candidatos, segundo CNBB

Episcopado brasileiro divulga nota sobre as Eleições 2008 no país

Por Alexandre Ribeiro

INDAIATUBA, quarta-feira, 9 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Honestidade, competência, transparência, vontade de servir ao bem comum, comprovada por seu histórico de vida: estas são as qualidades imprescindíveis para os candidatos aos cargos públicos, segundo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Os cerca de 300 bispos em Assembléia Geral em Itaici (São Paulo) difundiram esta quarta-feira uma Nota sobre as Eleições 2008 no país, quando se escolherão prefeitos e vereadores dos municípios.

Junto das «qualidades imprescindíveis» para os candidatos, a CNBB assinala no texto alguns critérios para a votação.

São eles o respeito ao pluralismo cultural e religioso; comportamento ético dos candidatos; e defesa da vida, da família e da liberdade de iniciativa no campo da educação, da saúde e da ação social, em parceria com as organizações comunitárias.

Voltei. E não é que a cada dia estou tendo alegres surpresas com os resultados da Assembléia Geral da CNBB? Esse incentivo ao voto consciente é mais um dos pontos que foram bem tocados na Assembléia. Fico imaginando que se o eleitorado Católico seguir fielmente essas orientações, dificilmente vai sobrar alguém em quem votar.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.
Saudações queridos leitores!

É créu nos abortistas! É créu no Ministério da Doença, ops, Saúde! CNBB repudia as tentativas de legalização do aborto no Brasil. Fiquem com ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

CNBB repudia as tentativas de legalização do aborto no Brasil

Episcopado em assembléia divulga Nota em Defesa da Vida

INDAIATUBA, quinta-feira, 10 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Os bispos do Brasil divulgaram uma nota esta quinta-feira em que convidam os fiéis a se «unirem a nós na defesa da vida, repudiando as tentativas de legalização do aborto em nosso país».

Reunidos em assembléia geral em Itaici (São Paulo), os prelados reafirmam que «a vida humana é sagrada» e que «o direito à vida fundamenta quaisquer outros direitos».

«Desde a fecundação até seu declínio natural, a vida é fruto da ação criadora de Deus, “Senhor e Amigo da Vida” (Sb 11,26), e permanece sempre em relação com Ele, seu único fim. Cabe ao ser humano a responsabilidade de acolher e fazer frutificar este inestimável dom divino.»

A nota da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) destaca que «a vida humana não pode ser instrumentalizada, violada ou destruída», mas deve «ser defendida sempre que ameaçada ou fragilizada».

Segundo os bispos, o aborto «é moralmente inadmissível» e faz «muitas vítimas»: «a criança suprimida, a mãe isolada nos seus sentimentos de culpa e psicologicamente enferma, o pai que aprovou ou não se opôs e demais familiares».

Sobre a questão da pesquisa com células-tronco embrionárias no Brasil, onde uma ação de inconstitucionalidade aguarda julgamento no Supremo Tribunal, o episcopado recorda que já «na célula inicial há tudo o que a natureza predispõe para o desenvolvimento da nova vida».

«O embrião humano deve ser respeitado e tratado como um ser humano desde a sua fecundação e, por isso, desde esse mesmo momento, deve-lhe ser reconhecido o direto inviolável de cada ser humano à vida», afirma a nota.

Voltei. De uns tempos pra cá a CNBB voltou a afirmar com a veemência necessária a posição da Igreja em favor da vida. Já não era sem tempo, pois havia uma corja de "Católicas" e de assessores infiltrados na CNBB que fazia com que seus posicionamentos com relação ao tema soassem um tanto quanto dúbios.

Agora, depois da Campanha da Fraternidade, a CNBB voltou a afirmar sua posição em relação à vida. Já era hora.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

"Não" da Igreja ao aborto e divórcio é "sim" à dignidade da pessoa, explica Bento XVI

Saudações queridos leitores!

O Santo Padre nos recorda do dever de lutar pela vida em todas as suas fases. E nessa luta, o combate ao aborto e ao divórcio são essenciais para o respeito à vida. Fiquem com notícia de ACI, volto depois.

"Não" da Igreja ao aborto e divórcio é "sim" à dignidade da pessoa, explica Bento XVI

.- O Papa Bento XVI recordou que a Igreja tem "o dever primário" de aproximar-se das pessoas que sofrem pelo divórcio e o aborto; e explicou que "o ‘não’ que a Igreja pronuncia em suas indicações morais e sobre o que às vezes se fixa unilateralmente a atenção da opinião pública é em realidade um grande ‘sim’ à dignidade da pessoa, à sua vida e sua capacidade de amar".

O Pontífice fez estas declarações ao receber aos 300 participantes no Congresso Internacional "O óleo sobre a feridas, uma resposta às chagas do aborto e do divórcio", promovido pelo Pontifício Instituto João Paulo II para estudos sobre o matrimônio e a família, em colaboração com os Cavalheiros do Colombo.

O Papa reconheceu que estes temas "comportam tantos sofrimentos na vida das pessoas, das famílias e da sociedade", e lembrou que "no debate, freqüentemente puramente ideológico" sobre estas questões, cria-se frente a seus protagonistas "uma espécie de conjuração do silêncio. Só com a atitude do amor misericordioso nos podemos aproximar deles para lhes ajudar e permitir às vítimas que se levantem e reatem o caminho da existência".

"Em um contexto cultural caracterizado por um individualismo crescente, pelo hedonismo e, muito freqüentemente, também pela falta de solidariedade e de adequada ajuda social", disse o Papa, as pessoas tomam "decisões que contrastam com a indissolubilidade do pacto conjugal ou com o respeito devido à vida humana assim que é concebida e custodiada no seio materno".

Voltei. Defender a vida não é fácil. Hoje em dia a vida é ofendida de múltiplas maneiras. Devemos estar sempre atentos para rechaçar qualquer desrespeito à vida, inclusive dentro de nossa própria família.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Roubam custódia e hóstias consagradas de um santuário de Schoenstatt na Argentina

Saudações queridos leitores!

Muitos casos de profanação ao Santíssimo Sacramento estão sendo relatados ultimamente. Cabe a nós repararmos os danos sofridos por Nosso Senhor Jesus Cristo com orações e obras. Fiquem com notícia de ACI.

Roubam custódia e hóstias consagradas de um santuário de Schoenstatt na Argentina

.- A agência católica argentina informou que faz uns dias desconhecidos profanaram o santuário "Terra de Unidade" de Nossa Senhora de Schoenstatt na província de Mendoza.

Em uma carta enviada a AICA, a irmã Maria Catalina denunciou "a profanação de seu sacrário, do qual desconhecidos se levaram uma custódia e um cálice sagrado com hóstias consagradas".

O Arcebispo de Mendoza, Dom José Maria Arancibia, solidarizou-se com os membros de Schoenstatt e exortou a gerar uma corrente de reparação.

"Cada um de nós, ou em nossas comunidades, poderemos ver o que damos de presente a Jesus neste sentido: orações, sacrifícios, uma maior participação na missa, receber o sacramento da reconciliação; peregrinar ao ‘santuário’ para assim lhe expressar o nosso amor e adoração, ou praticar a caridade de maneira especial, reconhecendo no próximo a dignidade de Jesus", sugeriu.

A religiosa indicou que Dom Arancibia permitiu que, depois de uns dias de recolhimento em comunidade, o Santíssimo Sacramento possa voltar a estar presente no sacrário, ao tempo que pediu que "otimizemos a segurança e também que este fato mova às nossas família a visitar com maior freqüência esse lugar santo".

Voltei. É imperativo que tomemos mais cuidado com o Santíssimo Sacramento, aumentando a segurança onde for necessário e que tratemos Nosso Senhor Jesus Cristo com o zelo merecido.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Bispos brasileiros expressam solidariedade a colegas ameaçados de morte

Saudações queridos leitores!

Os bispos do Brasil reagem às ameaças de morte sofridas por três bispos do Norte do Brasil. Fiquem com notícia de ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Bispos brasileiros expressam solidariedade a colegas ameaçados de morte

Dom Erwin Krautler, Dom José Luiz Azcona Hermoso e Dom Flávio Giovenale

INDAIATUBA, quinta-feira, 10 de abril de 2008 (ZENIT.org).- O episcopado brasileiro expressou esta quinta-feira sua solidariedade aos bispos ameaçados de morte em seu trabalho pastoral no país.

Sofreram diferentes ameaças de morte, seja por telefone, carta ou até pessoalmente, Dom Erwin Krautler, da Prelazia do Xingu, Dom José Luiz Azcona Hermoso, da Prelazia do Marajó, e Dom Flávio Giovenale, da Diocese de Abaetetuba (todas no estado do Pará, norte do Brasil).

«Qualquer agressão a eles atinge a todos nós, seus irmãos no ministério episcopal, e ao povo a quem servem com destemido zelo e corajosa profecia», afirma em nota a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

«Em Cristo somos um só com eles e com as pessoas que eles defendem: os povos indígenas; as mulheres, crianças e adolescentes que o tráfico de seres humanos instrumentaliza, que a exploração sexual vende e as drogas matam.»

Voltei. A manifestação da CNBB vem em um momento providencial. Todos devemos pressionar as autoridades para que retomem o controle do Norte do Brasil e que dêem a devida proteção aos seus cidadãos, o que é um de seus deveres.

Rezemos todos pela segurança desses três bispos que estão lutando sozinhos contra os exploradores.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

CNBB denuncia ameaça de morte a três bispos do Pará

Saudações queridos leitores!

Mais uma vez bispos são ameaçados de morte no Pará. Grande parte do território do Estado é tomado por grileiros e por exploradores ilegais. As denúncias constantes dos religiosos os colocam em perigo de morte. Fiquem com notícia do G1 (fonte aqui), volto depois.

CNBB denuncia ameaça de morte a três bispos do Pará

Entidade cobra investigação e mais proteção aos religiosos ameaçados.
Secretaria de Segurança do Pará diz que o programa de proteção é suficiente.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai denunciar internacionalmente, nesta quinta-feira (10), as ameaças de morte a três bispos que atuam no Pará. A entidade quer que o estado investigue a origem das ameaças e garanta mais segurança para os religiosos.

O documento está endereçado a representantes da Anistia Internacional e à Organização das Nações Unidas (ONU).

Ao contrário do que denuncia a CNBB, a Secretaria de Segurança Pública do Pará diz que o programa de proteção a defensores dos direitos humanos é suficiente para garantir a segurança dos religiosos.Em nota, a CNBB reafirmou solidariedade aos bispos que estão sofrendo perseguição e ameaça de morte. “Qualquer agressão a eles atinge a todos nós, seus irmãos no ministério episcopal, e ao povo a quem servem com destemido zelo e corajosa profecia.”

No documento, a CNBB informa que acredita no direito de cada indivíduo. “Em Cristo somos um só com eles e com as pessoas que eles defendem: os povos indígenas; as mulheres, crianças e adolescentes que o tráfico de seres humanos instrumentaliza, que a exploração sexual vende e as drogas matam.”

Os bispos cobram investigações e proteção para os ameaçados. “Exigimos das autoridades competentes investigações sérias e proteção para os ameaçados. Sua vida é preciosa para o povo que defendem e para nós que lhes somos solidários. Basta de violência!”

Voltei. É obrigação dos religiosos alertar sempre que o desrespeito à vida do próximo for descoberto, mas é dever do Estado lutar contra essa situação, que transforma grande parte do território brasileiro em "terra de ninguém", dominados ou por grileiros, exploradores da madeira e do trabalho escravo ou por ONGs, em sua grande maioria estrangeiras, que só querem tirar proveito das reservas naturais e dos financiamentos governamentais.

Se algo não for feito, os religiosos, que são alguns dos poucos que ousam enfrentar os grileiros, pagarão com suas vidas pela luta que empreendem em favor do próximo. Está na hora do Estado mostrar que se importa com o Norte do Brasil, antes que percamos boa parte do país para esses exploradores.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Diálogo judaico-cristão precisa de sensibilidade hoje

Saudações queridos leitores!

Tenho reservas quanto ao Cardeal Kasper. Mas nessa resposta a algumas manifestações dos judeus ele mandou muito bem. Fiquem com reportagem de ZENIT (fonte aqui), volto depois.

Oração da Sexta-Feira Santa: diálogo judaico-cristão precisa de sensibilidade hoje

Para respeitar as crenças do outro, declara o cardeal Walter Kasper

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 10 de abril de 2008 (ZENIT.org).- A nova formulação da oração da Sexta-Feira Santa pelos judeus, redigida para as comunidades que seguem o Missal Romano procedente ao Concílio Vaticano II, é oportuna, pois ofereceu «importantes melhorias ao texto original»; agora, há questões muito sensíveis para o povo judeu e é necessária uma grande sensibilidade, reconhece o cardeal Walter Kasper.

O presidente da Comissão Pontifícia para as Relações Religiosas com o Judaísmo publicou nesta quinta-feira, no jornal vaticano «L’Osservatore Romano», um artigo, no qual responde com afeto às reações, em muitas ocasiões críticas, de expoentes judeus ante a publicação da oração.

Trata-se de reações, afirma, sobretudo de caráter «emocional». «Pois bem, não se deve descartá-las precipitadamente por considerar que estejam causadas pela hipersensibilidade. Inclusive entre amigos judeus que há décadas estão envolvidos em um intenso diálogo com cristãos, a memória coletiva de catequese e conversas forçadas continua viva».

«Muitos judeus consideram a missão para os judeus como uma ameaça para sua existência; em certas ocasiões, fala-se inclusive de uma Shoah com outros meios. É necessário, portanto, ter uma grande sensibilidade na relação judaico-cristã», afirma.

Segundo o purpurado, «a oração da Sexta-Feira Santa pelos judeus tem uma longa história. A nova fórmula da oração para a forma extraordinária do Rito Romano (missal de 1962) redigido pelo Papa Bento XVI foi oportuna, pois algumas formulações eram consideradas ofensivas por parte judaica e dolorosas por parte de vários católicos».

A nova fórmula, que só as comunidades ligadas à celebração eucarística segundo o Missal de 1962 utilizarão, «fala de Jesus como o Cristo e a salvação de todos os homens, portanto, também dos judeus», declara o cardeal.

«Muitos interpretaram esta afirmação como nova e não amigável em relação aos judeus. Mas se fundamenta no conjunto do Novo Testamento (cf. 1 Timóteo 2, 4) e indica a diferença fundamental, conhecida por todos, que subsiste entre cristãos e judeus.»

«No passado, a fé em Cristo, que diferencia os cristãos dos judeus, transformou-se com freqüência em uma ‘linguagem de desprezo’ (Jules Isaac), com todas as graves conseqüências que disso se derivam. Se hoje nos comprometemos por um respeito recíproco, este só pode fundamentar-se no fato de que reconhecemos reciprocamente nossa diversidade», considera.

«Por este motivo, não esperamos que os judeus concordem no conteúdo cristológico da oração da Sexta-Feira Santa, mas que respeitem que nós rezemos como cristãos, segundo nossa fé, assim como também nós respeitamos sua maneira de rezar. Nesta perspectiva, ambas partes devem aprender», assinala.

«A incompreensão ante a reformulação da oração da Sexta-Feira Santa – segundo o purpurado alemão – é um sinal de quão grande é ainda a tarefa no diálogo judaico-cristão. As reações irritadas que surgiram deveriam, portanto, ser uma ocasião para esclarecer e aprofundar nos fundamentos e nos objetivos do diálogo judaico-cristão.»

«Se desta maneira pudesse encaminhar-se um aprofundamento no diálogo, a tensão surgida traria ao final um resultado positivo. Sempre se deve ser conscientes de que o diálogo entre judeus e cristãos continuará sendo, por sua natureza, difícil e frágil e que exige, em grande medida, sensibilidade por ambas partes», conclui.

Voltei. Muito boa a resposta do Cardeal Kasper. A oração pelos judeus exalta o caráter universal e a piedade da Igreja Católica. A reformulação da oração, que antes de 1962 também tinha outra forma no Rito Romano Tradicional (Tridentino) não quer dizer de modo algum um desrespeito aos judeus, mas sim uma preocupação especial com suas almas.

Sempre que os judeus reagem a alguma manifestação, lembramos dos episódios terríveis pelos quais eles passaram no século passado. Eventos como o Holocausto não devem acontecer nunca mais, com ninguém. Mas os judeus devem saber diferenciar uma manifestação ofensiva de uma preocupação com o destino de suas almas. O caso da Igreja é claramente o segundo, visto que a Igreja Católica foi uma das organizações que mais lutou para salvar os judeus das garras dos nazistas.

Muitos dos judeus que vivem hoje pelo mundo são filhos e netos de refugiados da Segunda Guerra Mundial. Isso explica sua hipersensibilidade com relação a qualquer palavra que pareça minimamente ofensiva ou até mesmo que algum judeu não goste. Mas isso não pode ser, de modo algum, um pretexto para que organismos judaicos tentem censurar qualquer manifestação que eles considerem "contrária". Esse tipo de atitude só serve para alimentar a rejeição injusta que a comunidade judaica sofre mundo afora.

Ser judeu não é desculpa para querer censurar qualquer manifestação contrária aos seus desejos, isso é algo com que se deve aprender a conviver. Espero que os muitos judeus sérios e de bom senso que existem no mundo saibam guardar suas críticas para o momento em que elas sejam realmente pertinentes.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Mais de três mil voltam para a Igreja Católica nos EUA graças a sítio web

Saudações queridos leitores!

Sempre gostei muito das iniciativas tecnológicas. Nesses últimos tempos têm surgido muitos apostolados com base na tecnologia. Fique com o relato de ACI sobre um deles, muito promissor. Volto depois.

Mais de três mil voltam para a Igreja Católica nos EUA graças a sítio web

.- Em menos de três semanas, uns três mil católicos voltaram para a Igreja Católica na Diocese de Phoenix, graças a um novo apostolado em Internet chamado CatholicsComeHome.org, que mostra e explica de maneira atrativa e singela; e através de uma série de "comerciais", todas as bondades e a graça que significa a existência da única Igreja fundada por Cristo.

Em entrevista concedida a CatholicNewsAgency, o Presidente e fundador de Catholics Come Home, Inc., Tom Peterson, explicou que os avisos publicitários permitem às pessoas encontrar respostas às perguntas sobre alguns dos ensinamentos da Igreja e também as põe em contato com sua paróquia local "para voltar para casa, à Igreja Católica".

Peterson explica que a Diocese de Phoenix o contratou para que fizesse uma campanha, lançada no mês passado, de comerciais que já foram transmitidos em grandes cadeias como Fox News, ESPN, Lifetime; entre outras, para fazer que mais católicos voltem para a Igreja.

Logo depois da campanha de comerciais, mais de "31 mil visitantes entraram no sítio Web de Phoenix e em outras cidades além de 60 países, ingressaram também com perguntas, inquietações, para averiguar horários de Missas, ler informação sobre assuntos relacionados ao matrimônio ou para pedir o livro de Matthew Kelly, ‘Redescobrindo o catolicismo'", explica Peterson.

Voltei. A iniciativa é maravilhosa, pois muitos dos que se afastam da Igreja o fazem por falta de conhecimento. Iniciativas como essa devem se espalhar por todo o mundo, levando os fiéis a redescobrir a Igreja e aqueles que nunca tiveram oportunidade de entrar em contato com os tesouros da Igreja, têm uma chance de ouro de conhecer a Verdade.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Justiça chilena proíbe distribuição da pílula do dia seguinte

Saudações queridos leitores!

Ainda existe bom senso nesse mundo! Justiça Chilena reconhece o efeito abortivo da pílula do dia seguinte e proíbe sua distribuição pelo serviço público de saúde. Fiquem com notícia de ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Justiça chilena proíbe distribuição da pílula do dia seguinte

Satisfação de 29 organizações cristãs e de defesa da vida

Por Nieves San Martín SANTIAGO DO CHILE, segunda-feira, 7 de abril de 2008 (ZENIT.org).- O Tribunal Constitucional do Chile fez público e oficial o acordo segundo o qual se redigirá a sentença sobre o requerimento de inconstitucionalidade apresentado por deputados da República contra o Decreto Supremo que aprovou as Normas Nacionais de Regulação da Fertilidade.

Após uma longa batalha judicial, o Tribunal Constitucional resolveu proibir a distribuição da «pílula do dia seguinte» no serviço público de saúde, acolhendo assim parte de um recurso legal apresentado por 36 deputados. Ainda que a sentença esteja sendo redigida e se dará a conhecer em meados de abril, seu conteúdo principal foi difundido à imprensa. Na tarde de 4 de abril, o organismo emitiu uma declaração oficial.

No início de 2007, 36 deputados apresentaram um requerimento contra um decreto do Ministério de Saúde que aprova as Normas Nacionais Sobre Regulação da Fertilidade e que contempla – entre outras medidas – a distribuição da pílula do dia seguinte a adolescentes maiores de 14 anos sem o consentimento de seus pais.

Em sua declaração, o máximo organismo judicial indica que, «perante as múltiplas versões acerca do decidido por este Tribunal Constitucional sobre o requerimento apresentado por 36 deputados contra o Decreto Supremo nº 48/2007 do Ministério de Saúde, que aprova as Normas Nacionais sobre Regulação da Fertilidade, e com o objeto de informar adequadamente a opinião pública, decidiu-se, nesta oportunidade e de modo unânime, dar a conhecer o acordo que se adotou, ainda quando a respectiva sentença se encontra em fase de redação».

O organismo assinala que resolveu «acolher o requerimento unicamente enquanto se declara a inconstitucionalidade do ponto 3.3 da Seção C das mesmas normas referidas, que ordena ao sistema público de saúde aconselhar e distribuir os métodos de ‘Anticoncepção Hormonal de Emergência’».

Um grupo de 29 organizações cristãs e de defesa da vida manifestou sua satisfação por esta decisão.

Voltei. Ainda há bom senso no mundo. A Justiça chilena, ao não dar ouvidos às organizações de esquerda que querem impor sua linha de pensamento à revelia das famílias, dá um passo importante em direção à vida.

A pílula, conforme diversos estudos apontam, é abortiva, pois ela pode impedir a fixação do óvulo já fecundado na parede do útero. Ao reconhecer o caráter abortivo da pílula, reconhece-se também a dignidade da vida humana já na fecundação.

Pílulas anticoncepcionais são verdadeiros coquetéis hormonais. Seus efeitos a médio e longo prazo são desconhecidos. Ministrar um medicamento com tantos riscos de modo irresponsável a meninas de quatorze anos é no mínimo temerário. Que controle as entidades terão sobre a distribuição dessas pílulas, e se uma menina mais desesperada ou menos desorientada toma essas pílulas em uma dosagem acima da prescrita (existe dosagem prescrita nessa idade?)? Todos esses são pontos que não são esclarecidos.

Espantoso é que aqui a distribuição é feita e incentivada pelo Ministério da Doença, ops, da Saúde.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Novo livro relata história de jovem policial italiano que salvou a cinco mil judeus

Saudações queridos leitores!

Para quem ainda insiste em dizer que a Igreja Católica e/ou os Católicos apoiaram Hitler em algum momento, deixo essa dica de leitura da ACI. Um exemplo de heroísmo na vida quotidiana.

Novo livro relata história de jovem policial italiano que salvou a cinco mil judeus

.- Em 1 de abril na Pontifícia Universidade Lateranense se apresentou o livro "Capuozzo, Indulge this Child: The Life of Giovanni Palatucci" editado pela Saint Paul Editions, que narra a vida deste heróico policial italiano que salvou da morte a cinco mil judeus durante a Segunda guerra mundial.

O livro escrito por Angelo Picariello, foi apresentado por Dom Rino Fisichella, Reitor da Pontifícia Universidade Lateranense, quem expressou sua alegria por ter conhecido e apresentar a outros "não só a um homem que, se Deus quiser, está caminho à santidade, senão a um homem que teve um incrível sentido do dever para seu país", informa a agência vaticano Fides.

Por sua parte, o Dr. Manganelli, chefe de polícia, compartilhou sua experiência de haver-se encontrado com o testemunho de Palatucci faz quase 20 anos, graças ao autor de sua primeira biografia, Goffredo Raimo, por quem conheceu a vida deste jovem que ajudou a milhares de judeus.

Normalmente, esperamos que os atos de um herói sejam "um momento que sai do contexto da vida ordinária", entretanto, no caso de Palatucci, o heroísmo durou seis anos, deixando uma mensagem para compartilhar com os outros, disse Manganelli.

Por outro lado, o senador Giulio Andreotti, também na apresentação, expressou seu desejo de que as histórias de Palatucci, das que pouco se sabe, encontrem logo audiências e seguidores.

Sua vida

Giovanni Palatucci era um jovem da província de Avellino, Itália, que deixou sua carreira médica para converter-se em policial, por vocação. Durante a Segunda guerra mundial, enquanto estava a cargo do Escritório de Assuntos Exteriores no Fiume (Itália), salvou a vida de milhares de judeus, ciganos e perseguidos. Estima-se que falsificou uns cinco mil passaportes antes do armistício. Logo depois da assinatura deste, durante a ocupação alemã, converteu-se em chefe de polícia do Fiume.

Um plano de ação que tinha escrito para os aliados caiu em mãos dos alemães o que lhe valeu ser detido e condenado a morte.

O título do livro que agora conta sua vida, foi tirado de uma sentença de um de seus últimos atos quando era deportado a Dachau, aonde morreu aos 36 anos. Antes de partir, Palatucci disse a um de seus subordinados que avisasse da deportação à mãe de uns dos jovens a bordo do veículo, cumprindo assim os desejos do moço.

A causa de beatificação de Giovanni Palatucci avança em sua fase diocesana desde 2002. Atualmente espera as declarações da Congregação para a Causa dos Santos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

68% defendem que aborto continue crime no Brasil

Saudações queridos leitores!

Por mais que o nosso Ministro da Doença, quer dizer, da Saúde, trabalhe para que o assassinato de nascituros seja legalizado no Brasil, o povo continua demonstrando sua rejeição contra essa prática. Fiquem com notícia da Folha (fonte aqui), volto depois.

68% defendem que aborto continue crime no Brasil


Segundo Datafolha, maior percentual favorável à lei está entre quem tem 60 anos ou mais: 73%

Pesquisa revela que taxa dos que querem que o aborto continue sendo crime está em ascensão: era de 63% em 2006, ante 65% em 2007

DA REPORTAGEM LOCAL

Sete em cada dez brasileiros, praticamente, defendem que a lei de aborto continue como está. Segundo pesquisa Datafolha, 68% dos brasileiros querem que a lei não sofra qualquer mudança. Aborto é considerado crime pelo Código Penal, punido com pena de prisão de um a quatro anos para a mulher que consentiu a prática.

A taxa dos que querem que o aborto continue sendo tratado como crime está em ascensão. Em 2006, os que defendiam a lei somavam 63%; em 2007, eram 65%. A taxa dos que não querem flexibilizar a lei cresceu 14 pontos percentuais entre 1993 e 2008. Naquele ano, 54% defendiam a punição criminal ao aborto.

Quanto mais elevada a escolaridade, maior é o apoio a mudanças na lei. Entre os que concluíram curso superior, 30% defendem que o aborto seja permitido em mais situações do que é hoje: quando a mulher corre risco de morte, quando há má-formação no feto e quando a gravidez é resultado de crime.

Entre os que só cursaram o ensino fundamental, a taxa dos que são contrários a mudanças é a terceira mais alta: 71%. A segunda taxa mais elevada dos que defendem a manutenção da lei está na região Sul do país (72%). O percentual mais alto é encontrado entre os que têm 60 anos ou mais: 73%.

O grau de urbanização parece influenciar os que defendem mudanças. Um quinto dos moradores das capitais dizem que gostariam de uma lei que permitisse o aborto em mais situações -seis pontos percentuais acima da média nacional. Já nas cidades do interior, 70% querem que a lei siga sem mudanças -dois pontos acima da média. Cariocas e paulistanos têm visões diferentes sobre essa questão. No Rio, o tema é tratado com mais liberalidade -53% defendem que a lei continue a mesma (15 pontos abaixo da média). Já em São Paulo, essa taxa é de 59%.

Campanha

O aumento da taxa dos que são contrários a flexibilizar a lei de aborto pode ter alguma relação com a campanha que a Igreja Católica move contra esse tipo de prática no Brasil.

A campanha mais contundente foi feita pela Arquidiocese do Rio de Janeiro. Lá, no último mês, padres levaram às missas reproduções de fetos.

Foram produzidos 600 bonecos imitando fetos com três meses de gestação. Eles foram usados em procissões e nas 264 igrejas da cidade. Os bonecos de fetos fazem parte da campanha da fraternidade de 2008 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cujo lema é "Escolhe, pois é vida".

Em São Paulo, as manifestações da Igreja Católica tiveram um tom menos contundente: foi realizado um ato público contra o aborto na praça da Sé.

O alvo da CNBB é um projeto de lei que descriminaliza o aborto. Ele está parado há 16 anos na Câmara dos Deputados e havia a previsão de que poderia entrar na pauta neste mês.

Voltei. Essa insistência do Ministro Temporão de lutar pela legalização do aborto tem um viés escancaradamente ideológico. Enquanto existe tanta coisa mais importante a ser feita, como a luta contra a dengue e a resolução do sucateamento dos hospitais, ele fica nessa insistência de que o assunto do aborto precisa ser debatido no Brasil. Ele insiste tanto nisso e quando vê que a rejeição ao seu desejo é evidente, trata de desqualificar os interlocutores.

O esforço da Igreja na luta contra a cultura da morte, a Campanha da Fraternidade e as estratégias adotadas pela Igreja (principalmente no Rio de Janeiro) também têm seu peso no aumento dessa rejeição.

Primeiro, defendem o aborto, depois, ponderarão o infanticídio e a eutanásia. Chegará o ponto em que as pessoas aceitarão discutir a descriminalização do homicídio.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Carta do Prelado (abril 2008)

Saudações queridos leitores!

Todos os meses publico a carta enviada pelo Prelado do Opus Dei, Dom Javier Echevarría. É uma grande fonte de meditação e conhecimento, além de mostrar ao mundo muito do carisma da Obra.

Carta do Prelado (abril 2008)


A presença de Cristo ressuscitado junto de nós supõe um convite a viver a vida ordinária alegres, com desejos de melhora e se relacionando com os demais com misericórdia, sem distanciamentos. Assim, o sugere o Prelado do Opus Dei em sua carta pastoral de abril.

03 de abril de 2008

Caríssimos: que Jesus guarde as minhas filhas e os meus filhos!

Envio-vos estas linhas em pleno tempo pascal, em que as nossas almas transbordam de júbilo pela ressurreição do Senhor. Aos dias dolorosos da paixão e morte, sucedeu-se a alegria da nova vida imortal que Jesus recebeu do Pai. O Senhor humilhou-se, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz, e por isso Deus o exaltou e lhe concedeu um nome que está acima de todo o nome; a fim de que, ao nome de Jesus, todo o joelho se dobre nos céus, na terra e nos abismos, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai [1].

Este é o anúncio que a Igreja proclama com particular força desde os começos, e que, nós, cristãos, temos de comunicar a toda a gente. A morte e ressurreição de Jesus Cristo − dizia o Papa na sua mensagem Urbi et Orbi, há poucos dias − “é um acontecimento de inexcedível amor; é a vitória do Amor que nos libertou da escravidão do pecado e da morte. Mudou o curso da história, infundindo um indelével e renovado sentido e valor à vida do homem” [2].

Acodem-me à memória tantas festas de Páscoa que passei junto de São Josemaria. Apalpava-se nessas datas o seu júbilo, que ele transmitia a todos os que estávamos ao seu lado. Era uma alegria enraizada na fé, na esperança e na caridade, virtudes infundidas por Deus em nossas almas para que possamos conhecê-lo, relacionar-nos com Ele e amá-lo. Todo este caminho sobrenatural tem o seu fundamento último no acontecimento − que é histórico e, ao mesmo tempo, transcende a história − da ressurreição gloriosa do Senhor. Porque Cristo vive. Não é Cristo uma figura que passou, que existiu num tempo e que se retirou, deixando-nos uma lembrança e um exemplo maravilhosos.

Não. Cristo vive. Jesus é o Emmanuel: Deus conosco. A sua Ressurreição revela-nos que Deus não abandona os seus. Pode a mulher esquecer-se do fruto do seu ventre, não se compadecer do filho de suas entranhas? Pois ainda que ela se esquecesse, Eu não me esquecerei de ti (Is 49, 14-15), tinha Ele prometido. E cumpriu a sua promessa. Deus continua a achar as suas delícias entre os filhos dos homens (cfr. Prov 8, 31) [3].

Como lema da mensagem pascal deste ano, Bento XVI escolheu um versículo do salmo 138 que, na antiga versão da Vulgata, diz assim: Ressurrexi et adhuc tecum sum [4], ressuscitei e estou sempre contigo. A liturgia utiliza-o como antífona de entrada para a Missa do Domingo de Ressurreição. Nestas palavras, “ao surgir o sol da Páscoa, a Igreja reconhece a própria voz de Jesus que, ressuscitando da morte, cumulado de felicidade e de amor, se dirige ao Pai e exclama: «Meu Pai, eis-me aqui! Ressuscitei, ainda estou contigo e estarei sempre; o teu Espírito nunca me abandonou»” [5].

Ao longo deste ano mariano, vamo-nos esforçando por meter mais a Virgem em todo o nosso dia. Como é fácil fazê-lo ao considerarmos os mistérios gloriosos do Rosário! O nosso Padre adentrava-se pela felicidade de Nossa Senhora ao contemplar Jesus ressuscitado dentre os mortos. Ainda que o Evangelho nada nos diga acerca dessa aparição, a convicção dos cristãos é unânime. “Como poderia a Virgem, presente na primeira comunidade dos discípulos (cfr. At 1, 14), ter sido excluída do número dos que se encontraram com o seu divino Filho ressuscitado dentre os mortos?”, perguntava-se João Paulo II [6]. É evidente que não! Maria deve ter sido a primeira criatura a quem Jesus glorioso se mostrou, enchendo de um júbilo sobrenatural e humano, inefável, esse coração que tanto tinha sofrido junto da Cruz. Como não havia de gozar da presença do Salvador triunfante Aquela que sempre tinha estado unidíssima ao Redentor?

Detenhamo-nos também nós nessa cena. Pode servir-nos de guia o nosso Padre, quando escreve:
Ressuscitou! − Jesus ressuscitou. Não está no sepulcro. A Vida pôde mais do que a morte.

Apareceu à sua Mãe Santíssima. − Apareceu a Maria de Magdala, que está louca de amor. − E a Pedro e aos demais Apóstolos. − E a ti e a mim, que somos seus discípulos e mais loucos que Madalena. Que coisas lhe dissemos! [7]

Seguindo estes ensinamentos, temos de procurar, encontrar e freqüentar Jesus, sempre vivo, que caminha ao nosso lado por entre as vicissitudes de cada dia e que, com a sua divindade, reside − com o Pai e o Espírito Santo − no fundo do nosso coração. Esta consideração não é uma ilusão piedosa. Além de estar no Céu, com a sua Santíssima Humanidade, à direita do Pai − como confessamos no Credo −, Jesus permanece na Igreja e em cada cristão pela graça. A sua presença em nós e ao nosso lado é real, embora não a vejamos com os olhos da carne; experimentamo-la de mil modos: nos afãs de melhora pessoal − de santidade! −, que Ele nos infunde pelo Espírito Santo; nas ânsias apostólicas que nos impelem a ir ao encontro de outras almas, para ajudá-las a aproximar-se de Deus; no olhar misericordioso com que nós, cristãos, nos dirigimos a todas as pessoas, sem distinção de raça, cultura, condição social ou religião. Tudo isto é possível porque Cristo ressuscitado atua conosco, acompanha-nos, vive em nós. Repelimos tudo o que nos possa distanciar dos outros?

Nos dias passados, pudemos atualizar e meditar a fundo esses acontecimentos salvadores. Além disso, ao renovarmos na Vigília Pascal as promessas batismais, reafirmamos os nossos desejos de caminhar sempre com Cristo, que nos incorporou a Si mediante a regeneração espiritual do Batismo e nos alimenta com o seu corpo e o seu sangue na Eucaristia, para conferir maior intensidade à nossa identificação com Ele. Como escreveu São Josemaria, a presença de Jesus vivo na Hóstia Santa é a garantia, a raiz e a consumação da sua presença no mundo [8].

Graças sobretudo à Eucaristia, a vida de Jesus é a nossa vida, conforme Jesus prometera aos seus Apóstolos na Última Ceia: Todo aquele que me ama observa os meus mandamentos, e meu Pai o amará, e viremos a ele, e nele faremos a nossa morada (Jo 14, 23). O cristão deve, pois, viver segundo a vida de Cristo, tornando próprios os sentimentos de Cristo, de tal maneira que possa exclamar com São Paulo: Non vivo ego, vivit vero in me Christus (Gál 2, 20), não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim [9].

Pela íntima união que existe entre Cristo ressuscitado e os membros vivos do seu Corpo Místico, cada um de nós está em condições de incorporar em si as palavras do Salmo que vos mencionava no começo destas linhas. “Nesta perspectiva − afirmava o Papa na sua mensagem pascal −, compreendemos que a afirmação dirigida hoje por Jesus ressuscitado ao Pai − “ainda estou contigo e estarei sempre” − nos diz respeito também a nós, se realmente participamos dos seus sofrimentos para participarmos da sua glória (cfr. Rom 8, 17). Graças à morte e ressurreição de Cristo, também nós ressuscitamos hoje para a vida nova e, unindo a nossa voz à dEle, proclamamos o nosso desejo de permanecer para sempre em Deus, nosso Pai infinitamente bom e misericordioso” [10].

A nova existência em Cristo requer da nossa parte o esforço por fazer morrer o homem velho, quer dizer, tudo aquilo que em nós não estiver de acordo com a Vida divina. Por isso, é tão lógica a conclusão com que São Josemaria encerra a consideração do primeiro mistério glorioso do Rosário!: Que nunca morramos pelo pecado; que seja eterna a nossa ressurreição espiritual. − E, antes de terminar a dezena, beijaste as chagas dos seus pés... e eu, mais atrevido − por ser mais criança −, pus os meus lábios no seu lado aberto [11]. Fomentas na tua alma um horror total às ofensas − graves ou leves − ao teu Senhor? Confias à Virgem o pedido de que te obtenha da Trindade a limpeza e a humildade de que todos precisamos?

Podemos tirar ainda outro propósito da contemplação pausada do primeiro mistério glorioso do Rosário: a determinação de fazer ressoar aos ouvidos de outras pessoas − que talvez não conheçam Cristo ou se comportem como se não o conhecessem − a urgência de sair em sua busca e segui-lo, pois só assim terão uma alegria imperecível. A festa da Páscoa incita-nos a redobrar a nossa ânsia de almas, a comportar-nos como os Apóstolos e as santas mulheres depois de terem encontrado Jesus ressuscitado. Não se detiveram diante de nenhuma dificuldade; pelo contrário, deram testemunho da ressurreição com valentia e constância, e arrastaram com eles uma inumerável multidão de pessoas.

Como cristãos, filhos de Deus na Igreja Santa, temos de anunciar por toda a parte a boa nova da ressurreição do Senhor, fundamento da nossa fé. Com palavras de São Josemaria, recordo-vos que o Senhor quer os seus em todas as encruzilhadas da terra. Chama alguns ao deserto, para que se desliguem das vicissitudes da sociedade dos homens e com o seu testemunho recordem aos demais que Deus existe. Confia a outros o ministério sacerdotal. Mas quer a grande maioria dos homens no meio do mundo, nas ocupações terrenas. Estes cristãos devem, pois, levar Cristo a todos os ambientes em que desenvolvem as suas tarefas humanas: à fábrica, ao laboratório, ao cultivo da terra, à oficina do artesão, às ruas das grandes cidades e aos caminhos de montanha [12].

Na primeira semana do mês de março, tive a alegria de rezar em dois santuários de Nossa Senhora que o nosso Padre visitou muitas vezes. No dia 1º, fui a Loreto, onde as autoridades dedicaram a São Josemaria um caminho de pedestres que conduz à Santa Casa; o trajeto está ladeado pelas estações da Via-Sacra, junto das quais se reproduzem alguns textos do nosso Fundador. No dia 8, um sábado, viajei a Fátima. Tinha chegado a Lisboa na véspera, para passar umas horas com as vossas irmãs e os vossos irmãos portugueses, como procuro fazer em alguns fins de semana, em viagens rápidas. Passaram-me pela memória muitas lembranças; concretamente, como nos dois lugares − em momentos difíceis − São Josemaria rezou com as suas filhas e os seus filhos de todos os tempos. Mais de uma vez repetia que tinha experimentado o peso e a maravilhosa alegria da caridade para com todas e todos.

Fui aos dois lugares acompanhado por vós, para apresentar à Virgem, neste ano mariano, as nossas ações de graças e os nossos firmes desejos de nos comportarmos como discípulos fiéis de Jesus Cristo na Obra. Tanto em Loreto como em Fátima, rezei a Nossa Senhora com as orações das estampas do nosso Padre e de D. Álvaro, para agradecer a Maria a sua tutela para conosco e o cunho mariano do Opus Dei. Pedi-lhe, em vosso nome, que fortalecesse e aumentasse em todos esse espírito de acendrada piedade mariana que São Josemaria nos deixou em herança.

Continuemos a rezar pela expansão apostólica do Opus Dei em todo o mundo, tanto nos lugares onde já nos encontramos, como naqueles outros onde se está à nossa espera. Falei-vos da Romênia, da Indonésia e do Vietnã; também da Bulgária nos chegam pedidos prementes. É uma aventura apaixonante a que se nos apresenta, a cada um no lugar onde Deus o colocou. Levá-la-emos a cabo, com a ajuda de Nossa Senhora, se pessoalmente nos esforçarmos por tornar mais intensa a união com Cristo ressuscitado. Peçamo-la por intercessão de São Josemaria: no próximo dia 23, comemoraremos o aniversário da sua Confirmação e da sua primeira Comunhão, e a sua ajuda paterna fará de nós almas eucarísticas em maior grau.

Não deixeis de acompanhar-me com a vossa oração pelas minhas intenções. Estou persuadido de que, como escutei do nosso Padre, convosco me faço forte para urgir com o Senhor.

Com todo o carinho, abençoa-vos

o vosso Padre

† Javier

Roma, 1 de abril de 2008.

[1] Fil 2, 9-11.

[2] Bento XVI, Mensagem pascal Urbi et Orbi, 23-III-2008.

[3] São Josemaria, É Cristo que passa, n. 102.

[4] Sal 138, 18 (Vg).

[5] Bento XVI, loc. cit.

[6] João Paulo II, Discurso na audiência geral, 21-V-1997.

[7] São Josemaria, Santo Rosário, primeiro mistério glorioso.

[8] São Josemaria, É Cristo que passa, n. 102.

[9] Ibid., n. 103.

[10] Bento XVI, loc. cit.

[11] São Josemaria, Santo Rosário, loc. cit.

[12] São Josemaria, É Cristo que passa, n. 105.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 6 de abril de 2008

Mais manifestações contra o espetáculo blasfemo em Brasília

Saudações queridos leitores!

A peça teatral "Nunca fui Santo", que atenta violentamente contra a Fé Católica continua a receber duras críticas de diversos setores da sociedade e vários de seus ex-patrocinadores já buscaram acabar com a ligação entre suas marcas e a peça. Fique com algumas dessas manifestações.

Manifestação do Padre Fernando Rebouças

Prezados todos,

Paz e bem! Diz o ditado que a união faz a força. Pois no caso dessa peça sacrílega foi bem assim, graças a Deus. Tenho excelentes notícias:

A empresa "Belini, Pães e Gastronomia"retirou seu patrocínio da peça e pediu desculpas à comunidade católica. Sendo assim, deve cessar nosso boicote a esta empresa. Aliás, do mesmo modo que telefonamos para protestar, seria de bom alvitre telefonarmos para felicitá-los por sua atitude humilde, respeitosa e profissional e comunicar-lhes que com este gesto, cessa o boicote de nossa parte. É importante que nós, católicos, saibamos também usar de reforço positivo sempre que nos depararmos diante de atos virtuosos, pois assim ajudamos a construir uma sociedade melhor. No fim deste e-mail, acrescentei a mensagem do gerente dessa empresa;

O assunto chegou a São Paulo e foi brindado com um artigo muito bem escrito pelo Profº Felipe Aquino da comunidade Canção Nova(vide texto anexo). E quem tiver parentes fora de Brasília, convém alertá-los sobre o que se passou aqui para que essa "peça" não seja apresentada em outro local. Convém alertarmos os irmãos de outros estados;

Tivemos também um pronunciamento a nosso favor por parte do Deputado Federal Henrique Afonso no plenário da Câmara(vide texto no fim deste e-mail). Belo gesto de diálogo ecumênico do Nobre Deputado. Liguemos para seu gabinete para agradecer-lhe por sua solidariedade e parabenizá-lo por sua coragem. Ele fez a parte dele e cabe a nós agora fazermos a nossa. Aliás, a gratidão é um anexo da virtude da justiça. E ser grato faz parte da elegância do Cristão. Portanto, não nos esqueçamos nem dele, nem da Belini. O telefone do gabinete do Deputado é 32155440 e seu e-mail dep.henriqueafonso@camara.gov.br. O da gerência da Belini aparece no fim do texto escrito por seu gerente.

Recebi agora à noite a notícia de que a Arquidiocese, através de Monsenhor Marcony, entrou com processo na justiça e ganhou uma liminar para suspender a peça. Contudo, o oficial de justiça ainda não se apresentou ao teatro. De qualquer maneira, o Sr.Paulo Fernando Melo, da Associação Nacional PROVIDAFAMILIA providafamilia@hotmail.com de Brasília, convida todos a se unirem a ele num aditamento à ocorrência de nº 3953 feita na primeira delegacia de Polícia. Isto significa que a representação individual, a partir do aditamento de cada um passa a ser coletiva e terá, então, muito mais peso. A idéia é de se buscar uma punição exemplar pelo crime cometido e assim desencorajar iniciativas afins. Para maiores detalhes basta entrar em contato com ele no fone 61 99673759 ( Dr. PAULO FERNANDO).Dra Maria José Miranda promotora de justiça, José Maria e Sra Maria Cora já o fizeram.

Louvado seja Deus por estes resultados tão positivos. Gostaria de agradecer por todos os que rezaram e trabalharam nesta causa e ao mesmo tempo mostrar a nossa força, QUANDO NÃO NOS OMITIMOS. Que nos fique na memória esta vitória de todo o orbe católico do D.F. Foram muitos os grupos(Equipes de Nossa Senhora, Comunidade Católica da Unb, Pró-Vida), paróquias, leigos e consagrados que se envolveram.Que Deus abençoe a todos. A campanha na Internet ferveu! E aqui vemos o bom uso que a Internet pode ter, enquanto instrumento de apostolado: a notícia se espalhou como fogo e pudemos agir rápido.

Pudemos ver também que poderíamos ter evitado a exibição de filmes como A Última Tentação de Cristo(há muitos anos atrás), "Je Vous Salue, Marie", Dogma, O Corpo, e tantos outros ofensivos ao Cristianismo. ESTA É UMA PROVA DE QUE PODEMOS EVITAR A APROVAÇÃO DO PL 122, que pode inaugurar no Brasil a perseguição religiosa; A LEI A FAVOR DO ABORTO E A LEI QUE FAVORECE AS PESQUISAS CIENTÍFICAS MATANDO EMBRIÕES HUMANOS. Mas para tanto, precisamos nos instruir sobre as razões pelas quais estas leis ferem as leis de Deus. E buscar estas orientações na Igreja!

Seguem adiante os textos mencionados - e não se esqueçam de abrir o anexo. Continuemos rezando em desagravo ao Sagrado Coração de Jesus pelas pessoas que colaboraram direta ou indiretamente para esta triste peça e também em agradecimento pelos resultados que unidos alcançamos.

Em Cristo e Maria,

Pe. Fernando Rebouças

Manifestação da Belini Pães e Gastronomia

"Meu nome é Luiz e sou gerente executivo da Belini Pães e Gastronomia.

Venho através desta responder seu protesto com relação ao patrocínio de uma peça com um conteúdo muito desapropriado.

Nós havíamos cedido um patrocínio para um Grupo que é responsável por trazer algumas peças teatrais para Brasília.

Portanto, com o intuito de apoiarmos o intercâmbio cultural e difusão de peças que são exibidas em outros centros fora do eixo Brasília, resolvemos dar esse apoio.

Porém, em momento algum nos foi comunicado o conteúdo das peças que seriam trazidas, mesmo porque nunca houve nenhum problema com relação a essas peças que eram trazidas.

Infelizmente, não foi o que ocorreu nesse lastimável episódio, pois nós cuidamos muito da imagem de nossa empresa e sempre ajustamos nossos apoios de acordo com o nosso público e possíveis benefícios que podemos trazer para a sociedade brasiliense.

Portanto, me presto a, pessoalmente, respondê-lo com o intuito de explicar que a Belini, em momento algum, apoia o conteúdo dessa peça e estamos tomando providências para que seja retirado esse patrocínio, indepentende das consequências que possam ser geradas, por quebra de contrato, com a finalidade de nos desculparmos com a sociedade e nosso público por essa falha de análise e comunicação com este Grupo e sua infeliz peça.

Agradeço a manisfestação do senhor e me coloco a disposição para qualquer outro esclarecimento que se faça necessário.

Acrescento, ainda, que já me reuni com os responsáveis pela empresa para que retire nossa marca/ apoio desse evento. Fato esse que já foi feito, porém os panfletos já foram, infelizmente, distribuídos e não há uma maneira de recolhermos todos, apesar de já estarmos fazendo com alguns.

Grato pela atenção e me desculpe pelo incoveninente causado, indiretamente, por nós.

Luiz Guilherme Carvalho

61-33450777 (belini@belini-gastronomia.com.br)

Belini Pães e Gastronomia"

Manifestação do Deputado Henrique Afonso (PT-AC)

O SR. HENRIQUE AFONSO (PT-AC. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, a cada dia que passa, a liberdade religiosa na construção da nossa democracia está comprometida.

Fiquei estupefado quando fui informado de uma peça teatral que está sendo exibida em Brasília, chamada Nunca fui Santo, que apresenta a Bíblia de forma escarnecedora. Sou presbiteriano. Temos padres nesta Casa e até Deputados que poderiam falar sobre isso, porque a Igreja Católica está sendo afrontada. Objetos de cultos que são sagrados para a Igreja Católica são apresentados da forma mais escabrosa possível. A hóstia sagrada é apresentada como uma camisinha, no cálice vem camisinhas e o vinho sagrado é visto como um vinho vagabundo. O teatro é uma coisa bonita da qual todos nós gostamos, mas não podemos, no contexto da nossa democracia, permitir que manifestações como essa venham colocar em xeque a liberdade que conquistamos historicamente: a liberdade religiosa.

(PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO GABINETE)

O SR. HENRIQUE AFONSO (PT-AC. Pronuncia o seguinte discurso) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, fui informado da apresentação teatral da peça "Nunca fui Santo", contracenado pelos atores Alexandre Ribondi e André Reis no Teatro Goldoni , em Brasília. O texto é um verdadeiro deboche à Cristandade e em especial, a comunidade católica. Como todos sabem, sou presbiteriano, mas não posso aceitar o achincalha mento do sentimento religioso de qualquer religião . A nossa Constituição assevera o respeito a liberdade de expressão, mas não deve ser invocada para cometimento de atos enquadrados como ilícito penal previsto no artigo 208 do Código Penal, ultraje ao sentimento religioso e vilipêndio a objetos sagrados.

Na referida peça, a Sagrada Escritura é motivo de escárnio, com simulação pelos atores de excitação e sexo dos padres ao lerem a Bíblia ,objetos considerados sagrados pela comunidade católica são apresentados com deboche, o cálice com preservativos, a hóstia reverenciada pelos católicos é zombada , o vinho é citado como bebida "vagabunda" e "rala", a figura do sacerdote é apresentada como pedófilo com o Menino Jesus, dentre outras impropriedades que nem valem a pena serem citadas aqui. É inadmissível que num Estado Democrático de Direito em que vivemos, o sentimento religioso das pessoas seja aviltado dessa forma, principalmente na Semana Santa, data máxima da fé cristã.

Lamentamos que a bela arte do teatro seja utilizada de uma forma tão desrespeitosa e sabemos que no fundo mais do que uma simples comédia ou arrecadação comercial lucrativa, está o sentido pedagógico de intimidar a comunidade cristã, e principalmente satirizar e constranger a fé das pessoas. O respeito deve nortear todos os seguimentos da sociedade, não podemos aceitar essa provocação ofensiva e gratuita , que em outros Países ou culturas seria rapidamente repudiada por todos, o que mais me causa espécie é que qualquer demonstração de opinião sobre valores e doutrina cristã que contrariem determinados grupos são rotulados como radicais, conservadores e ultrapassados, mas quando as Igrejas e presbíteros são ofendidos sempre é invocado o direito de opinião.

Não queremos dois pesos e duas medidas, exigimos respeito e principalmente que a lei seja cumprida com todo rigor nesse caso, servindo assim como exemplo, a todos aqueles que acham que podem brincar como Santo nome de Deus, providências já foram tomadas com uma representação policial na 1ª Delegacia de Polícia, feliz iniciativa da destemida Sra. Maria Cora Monclaro de Mello, a quem aproveito para felicitá-la pelo transcurso do seu aniversário de 82 anos essa semana, ela merecia um presente mais apropriado do que ver Nosso Senhor Jesus Cristo ser ultrajado dessa maneira.

Solicito a V.Exa. que esse pronunciamento seja divulgado nos meios de comunicação desta Casa. Era o que tinha a dizer.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Evangelho de Domingo - 3º Domingo da Páscoa

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de São Gregório Magno.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas.

Evangelho (Lc 24, 13-35 (3º Domingo da Páscoa))

13Ora, no mesmo dia, iam dois deles a caminho duma povoação, que dista cento e sessenta estádios de Jerusalém, chamada Emaús, 14e conversavam entre si sobre tudo o que havia acontecido. 15Enquanto eles conversavam e discutiam, acercou-Se o próprio Jesus e pôs-Se com eles a caminho. 16Os seus olhos, porém, estavam impedidos de O reconhecerem. 17Disse-lhes Ele: Que palavras são essas que trocais entre vós, a andar? Estacaram acabrunhados. 18E um deles, chamado Cléofas, disse-Lhe em resposta: Tu és o único forasteiro em Jerusalém a não saber o que lá se passou nestes dias! 19Disse-lhes Ele: Que foi? Eles retorquiram-Lhe: O que se refere a Jesus de Nazaré, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo; 20como O entregaram os Sumos Sacerdotes e os nossos chefes, para ser condenado à morte, e O fizeram crucificar. 21Nós esperávamos que Ele fosse o futuro Libertador de Israel. Mas, com tudo isto, lá vai o terceiro dia desde que se deram estas coisas. 22Certo é que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: indo de madrugada ao túmulo 23e, não Lhe achando o corpo, vieram dizer que tinham tido, além disso, a visão duns Anjos, que afirmavam que Ele vivia. 24Foram então alguns dos nossos companheiros ao túmulo e acharam as coisas como as mulheres haviam declarado; mas a Ele não O viram.
25Então, Ele disse-lhes: Ó homens sem compreensão e lentos de espírito em crer em tudo o que disseram os Profetas. 26Não tinha o Messias de sofrer essas coisas, para entrar na Sua glória? 27Depois, começando por Moisés e seguindo por todos os profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito. 28Ao chegarem junto da povoação para onde iam, fez menção de seguir mais para a frente. 29Mas os outros fizeram pressão sobre Ele: Fica connosco - diziam - porque está a entardecer e o dia já declinou. Entrou, então, para ficar com eles. 30Quando Se pôs com eles à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e depois de o partir, entregou-lho. 31Abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-No; mas Ele desapareceu da presença deles. 32Disseram então um para o outro: Não estava a arder cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava no caminho e nos desvendava as Escrituras? 33Partindo no mesmo instante, voltaram para Jerusalém e acharam reunidos os onze e os seus companheiros, 34que diziam: Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. 35E eles puseram-se a contar o que se tinha passado no caminho e como Jesus Se lhes dera a conhecer ao partir do pão.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

São Gregório Magno (c. 540-604), papa e doutor da Igreja

Homilia 23

«Não vos esqueçais da hospitalidade»

Dois dos discípulos caminhavam juntos. Eles não acreditavam, e no entanto falavam sobre o Senhor. De repente Este apareceu-lhes, mas sob uns traços que não lhes permitia reconhecê-Lo. [...] Convidam-No para partilhar da sua pousada, como é costume entre viajantes [...] Põem então a mesa, apresentam os alimentos, e a Deus, que eles não tinham ainda reconhecido na explicação das Escrituras, descobrem-No quando da fracção do pão. Não foi portanto ao escutarem os preceitos de Deus que foram iluminados, mas ao cumpri-los: «Não são os que ouvem a Lei que são justos diante de Deus, mas os que praticam a Lei é que serão justificados» (Rm 2,13). Se quisermos compreender o que ouvimos, apressemo-nos a pôr em prática o que conseguimos perceber. O Senhor não foi reconhecido enquanto falava; Ele dignou-Se manifestar-Se quando Lhe ofereceram de comer.

Ponhamos pois amor no exercício da hospitalidade, queridos irmãos; pratiquemos de coração a caridade. Diz Paulo sobre este assunto: «Que permaneça a caridade fraterna. Não vos esqueceis da hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.» (He 13,1; Gn 18,1ss). Também Pedro diz: «Exercei a hospitalidade uns para com os outros, sem queixas» (1 Pe 4,9). E a própria Verdade nos declara: «Era peregrino e recolhestes-Me» [...] «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25,35.40) [...] E apesar disto, somos tão preguiçosos diante da graça da hospitalidade! Avaliemos, irmãos, a grandeza desta virtude. Recebamos Cristo à nossa mesa, para que possamos ser recebidos no seu festim eterno. Dêmos neste preciso momento a nossa hospitalidade a Cristo que no estrangeiro está, para que no momento do julgamento não sejamos como estrangeiros que Ele não sabe de onde vêm (Lc 13,25), mas sejamos irmãos que em seu Reino Ele recebe.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.