sexta-feira, 28 de março de 2008

Católicos coreanos lembram seus mártires e iniciam construção de santuário

Saudações queridos leitores!

Vivemos em um país onde ainda somos maioria e por isso muitos não entendem o valor do martírio. Fiquem com reportagem da ACI, volto depois.

Católicos coreanos lembram seus mártires e iniciam construção de santuário

.- A Igreja Católica na Coréia do Sul começou a construção de um novo santuário dedicado aos mártires do país no povo de Hongju, onde 212 coreanos foram assassinados por ódio à fé.

Conforme informou a agência vaticana Fides, a Igreja vê em seus mártires "um sólido ponto de referência" pois "representam a tradição da fé e as raízes mesmas da comunidade que hoje acredita, celebra e testemunha o Evangelho".

Com uma Eucaristia, Dom Lazzaro You Heung-sik, Bispo de Daejeon, deu início às obras diante de milhares de fiéis. O Bispo abençoou a colocação da primeira pedra para o novo santuário e convidou aos fiéis a contribuir com a obra, que incluirá a construção do “Parque dos Mártires de Hongju”, com um Via Crucis, uma igreja, e estruturas de acolhida para peregrinos.

Voltei. Ainda hoje existem muitas pessoas sendo assassinadas pela Fé. Na Coréia isso já não ocorre com tanta freqüência, mas em outros países onde a Igreja é perseguida e sofre, como a China, os países árabes e as ditaduras comunistas, ainda há muitos mártires morrendo para o nosso mundo e nascendo para Deus.

Rezemos por eles.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 27 de março de 2008

O voto assombroso de Ayres Britto

Saudações queridos leitores!

As células tronco embrionárias estão fora dos holofotes por enquanto, mas o processo continua correndo. Essa pausa se deve ao pedido de vistas do Ministro Direito.

Fiquem com dois artigos excelentes sobre o assunto. O primeiro aqui e o segundo abaixo.

O voto assombroso de Ayres Britto


Jaime Ferreira Lopes e Hermes Rodrigues Nery

Folha de São Paulo, 21 de março de 2008

Camus considerou a crise mais séria a que nos levou à revolta metafísica, em que inteligências humanas voltaram as costas a Deus.

Depois do pronunciamento do ministro Carlos Ayres Britto no STF (Supremo Tribunal Federal), na histórica tarde de 5 de março, indagamos: já chegamos ao tempo da pós-humanidade? Aquele discurso soou fundo, preconizando um sombrio cenário huxleyano.

Em "L'Homme Révolté" (1951), Albert Camus faz reflexão profunda sobre a principal crise da nossa época: a revolta metafísica, que ele tão bem analisa para entender "a força corrosiva do niilismo ativo" de nossos dias.

De fato, Camus considerou a crise mais séria de todos os tempos a que nos levou à revolta metafísica, em que grandes inteligências humanas voltaram as costas para Deus, ambicionando, numa obsessão patológica, tomar o seu lugar na história, no afã de obter o domínio completo da vida, em todas as suas formas e dimensões.

Trata-se de uma revolução filosófica que pretende reduzir a zero "as correntes metafísicas aristotélico-tomista e kantiana", como propõem Mark Johnson e George Lakoff, apólogos do cientificismo, ancorados nas neurociências.

Camus ressalta que, por causa dessa obsessão, há uma cumplicidade com o mal, no jogo do vale-tudo.

As palavras do ministro Carlos Ayres Britto nos levam a pensar na lucidez de Camus, quando afirmou que "há crimes de paixão e crimes de lógica (...) Os nossos criminosos já não são aquelas crianças desarmadas que invocavam o amor como desculpa. Hoje, pelo contrário, são adultos, e o seu álibi irrefutável é a filosofia, que pode servir para tudo, até para transformar assassinos em juízes".

Sim, "a filosofia -ou a ideologia-, que pode servir para tudo", inclusive tornar legítimo o assassinato das crianças não nascidas, o extermínio dos nascituros.

O que podemos esperar quando a Suprema Corte de um país reconhece que a Constituição só deve proteger a pessoa nascida, "residente, nata e naturalizada", e que "não há pessoa humana sem o aparato neural que lhe dá acesso às complexas funções do sentimento e do pensar" -e que, portanto, fora disso, é legítimo eliminá-la, negando-lhe o direito à vida?

Estamos, então, diante daquilo que Albert Camus chamou de "criminosos de lógica", em que "o crime se torna matéria de raciocínio".

O que o ministro Ayres Britto fez no Supremo Tribunal Federal foi uma apologia sofisticada àquilo que Camus chamou de "crime de lógica", porque, se prevalecer o seu voto, estará negado o direito à vida ao embrião humano, ao nascituro, enfim, ao ser humano não nascido, conforme a "teoria natalista" por ele assumida.

Continua Albert Camus: "O sentimento do absurdo, quando dele se pretende, em primeiro lugar, extrair uma regra de ação, torna o homicídio pelo menos indiferente e, por conseqüência, possível".

Para o ministro Ayres Britto, é indiferente o destino dos embriões humanos e dos nascituros, pois -como enfatizou- merece proteção constitucional só o ser humano nascido, dotado de seu perfeito aparato neural. Portanto, significa também privar do direito à vida os anencéfalos.

Como afirma Giorgio Filibeck, "a dignidade do ser humano ou é integral ou não é". Ayres Britto fez um recorte arbitrário ("o nascido dotado de aparato neural", coerente com o pensamento do neurologista sir John C. Eccles), criando, assim, a jurisprudência para os "crimes de lógica" a que se refere Albert Camus.

Porém, mesmo prevalecendo o seu "voto antológico", o aborto continuará sendo crime ante a lei natural, prática considerada muito grave por 71% da população brasileira segundo pesquisa realizada em outubro de 2007 pelo Datafolha, índice 10% maior em relação a pesquisa feita em 1998.

Mas o dado mais significativo dessa pesquisa foi que 87% da população ouvida condena a interrupção da gravidez por considerar essa prática moralmente incorreta. Diríamos nós, interpretando esse dado, que a maioria absoluta do povo brasileiro rejeita o aborto em qualquer fase da gestação do nascituro.

"Se o nosso tempo admite facilmente que o homicídio possua as suas justificações (pois foi o que fez o ministro Ayres Britto, decretando pena de morte ao embrião humano, ao nascituro, que já é ser humano), isso acontece devido à indiferença pela vida que caracteriza o niilismo", conclui Camus.

Jaime Ferreira Lopes, 53, bacharel em direito, assessor parlamentar da câmara dos deputados, é coordenador nacional do movimento nacional em defesa da vida - brasil sem aborto.

Hermes Rodrigues Nery, 42, bacharel em história, é membro do grupo de trabalho em defesa da vida da cnbb (conferência nacional dos bispos do brasil) e coordenador do movimento legislação e vida de taubaté (sp).

O outro artigo está embaixo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

A caixa de Pandora

Saudações queridos leitores!

O segundo artigo prometido.

A caixa de Pandora


Luiz Paulo Horta

O Globo, quinta-feira 13 de março de 2008-03-23

O ministro Carlos Alberto Direito, do Supremo Tribunal Federal, pôs a cabeça no pelourinho quando pediu mais tempo para uma decisão sobre as células-tronco embrionárias. A questão ganhou um caráter decididamente emocional, com a mobilização de deficientes físicos, correntes na internet etc. Mas o que o ministro quis dizer, com o seu voto, é que o assunto está longe de ser simples, e envolve decisões de maior gravidade.

Sempre se pode, claro, escolher o caminho da simplificação. Afirmar, por exemplo, que a única dificuldade é que a Igreja Católica, mais uma vez, se põe no caminho da ciência.

Ora, há muito e muito tempo que a Igreja deixou de brigar com a ciência. Comparar, como se tem feito, a polêmica de agora com a história de Galileu é passar longe do alvo. E se fosse só questão de religião, seria bem mais fácil. Os próprios católicos, hoje em dia mostram grande liberdade de comportamento em face dos ditames da Igreja. Roma falaria, mas os fatos seguiriam o seu rumo.

Acontece que, nessa questão das células-tronco, está envolvido um enorme problema ético. Pode o especificamente humano transformar-se em material de laboratório? A tendência - inclusive do Supremo - parece dizer que sim. Mas, nesse caso, estamos transpondo uma fronteira delicadíssima; e não deveríamos fazer esta passagem em gritos de foguetórios

O argumento humanitário é forte: a utilização de células-tronco embrionárias abre caminho para a cura de diversas doenças, para a salvação de muitas vidas. Mas, para isso, é preciso destruir uma vida humana - a do óvulo, que já foi fertilizado, e tornou-se embrião.

O raciocínio científico, nesse ponto, resvala para o sofisma. Argumenta-se que o óvulo fecundado ainda não seria uma pessoa humana, porque ainda não tem cérebro, nem feixes nervosos... Mas no embrião, que é o óvulo fecundado, já existe em potência tudo o que faz uma pessoa humana. E não é por estar abandonado num vidrinho de laboratório que ele deixa de ter esta fantástica potencialidade.

Para a Igreja Católica - e certamente para outras igrejas - há nesse processo, que é um milagre, a marca do sagrado. O argumento corrente, agora, é que estamos num estado laico, e, portanto, argumentos religiosos não valem. Nenhuma dúvida quanto ao estado laico. Mas foi com base naqueles argumentos que se forjou a nossa civilização.

No tempo dos romanos, por exemplo, um escravo era um mero objeto, sujeito a todos os caprichos do seu dono. O conceito de direitos humanos entrou na História pelo viés religioso: coube ao cristianismo, naqueles tempos de ferro, dizer que o escravo, como filho de Deus, era, sim, um verdadeiro ser humano, dotado de dignidade intrínseca à nossa condição.

Modernamente, houve estados totalitários, no Ocidente, que voltaram decididamente as costas ao cristianismo. E, então, pudemos ver como, nesse contexto, a noção de pessoa humana se amesquinha até quase desaparecer. A criatura humana, ali, seria bem ou maltratada de acordo com o seu grau de adaptação ao regime. Nos estados ditos socialistas, os prisioneiros foram usados até o limite de suas forças - isto é, a morte - em obras gigantescas. Os nazistas levaram essa liberdade de ação ao extremo: judeus num campo de concentração não estavam condenados à morte? Por que não usá-los, então, para experiências científicas de toda a sorte, até as mais cruéis? Não se estava, assim, recolhendo informações importantes para o futuro dos que pertenciam ao estado ariano?

Você dirá que isso não tem nada a ver com a discussão de agora. Mas o princípio é o mesmo. O princípio quer dizer: a razão fundadora. Se o princípio está errado, mais adiante os frutos serão decepcionantes. E a razão pura, desvinculada da ética, pode produzir os efeitos mais estranhos.

Dostoievsky, em "Crime e Castigo", contou esta história. Um estudante talentoso e pobre - Raskolnikov -vive numa casa de pensão, ao lado de uma velha usurária. A velha não tem mais o que fazer da vida. Vive de sugar o sangue dos outros. Seu dinheiro não serve para nada. Raciocina Raskolnikov: que mal há exterminar esse parasita da sociedade, se nas mãos dele, Raskolnikov, aquele dinheiro serviria para coisas tão produtivas? Segue-se o crime; e toda uma longa história mostrando o que aconteceu ao estudante depois do seu cálculo "pragmático".

No caso das células-tronco, a tendência majoritária parece ser a de embarcar no cálculo pragmático. Mas, assim, abriremos as portas para desenvolvimentos perturbadores, imprevisíveis. Foi o que o ministro Direito quis dizer, com seu voto tão politicamente incorreto.

Luiz Paulo Horta é jornalista.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Grande Oriente Maçom ataca o Papa Bento XVI

Saudações queridos leitores!

Meu querido companheiro de luta pela Fé, Carlos Eduardo Maculam, editor do blog Atanasiano e participante do apostolado Sociedade Católica, me traz a informação de que a Maçonaria Francesa está em uma campanha contra a revitalização da Fé na Europa.

A Europa é hoje terra de missão. Atendendo ao ardor missionário, vemos, após um período de “pós cristianismo”, uma retomada da Fé em alguns setores da sociedade que tende a se acentuar com o passar do tempo.

O brilho da Igreja, que começa a resplandecer novamente no velho mundo já começa a queimar os olhos das hordas satânicas. Como o inimigo não fica parado, o Grande Oriente Maçônico da França emitiu aos maçons do mundo inteiro uma notificação sobre o retorno dos valores religiosos na Europa.

Um dos pontos que é atacado no comunicado, publicado originalmente em francês aqui na página do Grande Oriente da França critica a beatificação dos mártires da Guerra Civil Espanhola que sucumbiram ante as hordas que lutavam sob a mesma bandeira da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” que sustentam os maçons.

O comunicado foi traduzido pelo Professor Orlando Fedeli, homem erudito, mas de quem eu discordo em uma série de assuntos. Eis a tradução do comunicado:

Um Inquietante Retorno do Religioso

autor: Grande Oriente Maçônico - França

Vivemos atualmente — na França como em todo o Ocidente — uma verdadeira revolução silenciosa caracterizada por um retorno inquietante do fenômeno religioso. Sob o assalto de correntes e doutrinas as mais reacionárias, eis que o Homem -- moderno, pós moderno — nos é apresentado plenamente desabrochado graças à redescoberta do fato religioso.

Assim, lentamente, assistimos o triunfo do sujeito religioso, apagando, pouco a pouco, o sujeito político, racional universal. Essa mudança de rumo histórica se reveste dos maiores perigos. As Anti Luzes estão em vias de obter sua desforra.

Como não constatar que as diferentes igrejas e os diferentes cleros — todas as religiões misturadas — se arrogam novos direitos a cada dia que passa. Diante da fraca resistência das instituições democráticas e republicanas na Europa, eles exigem cada vez mais vantagens.

Aqui, trata-se de modernizar uma lei de 1905 tornada repentinamente arcaica; acolá ainda, por ver o Vaticano beatificar as vítimas religiosas da Guerra Civil espanhola, exatamente na hora em que essa grande democracia tenta corajosamente examinar seu doloroso passado; ou ainda mais recentemente, assistir o incrível retorno «das indulgências plenárias» prometidas pelo Papa Bento XVI, aos peregrinos de Lourdes, em 2008.

Todos esses numerosos sinais não poderiam nos enganar. Eles são duplamente inquietantes diante da fraca resistência das instituições republicanas como diante do eco favorável que o conjunto dos meios mediáticos lhes reserva.

Eis-nos em presença de uma verdadeira ofensiva intelectual e cultural. O Grande Oriente da França quer manifestar a sua mais viva inquietude diante desse desequilíbrio persistente entre os pensamentos religiosos e os pensamentos agnósticos ou ateus em detrimento dos últimos.

Quem não vê que suas virtudes emancipadoras soam falso quando se trata de submeter os Homens a uma ordem ultrapassada e não de as libertar ?

O Grande Oriente de França apela à mais extrema vigilância face a esta ofensiva geral que trabalha contra a emancipação dos Homens, contra sua Liberdade.

Serviço de comunicação de Imprensa do G.O.D.F

Eis que os inimigos da Igreja, ao ver que Roma volta a emanar seu brilho em um mundo tomado pela falta de Deus, tentam novamente ofuscar Cristo, a Luz do Mundo, com suas sombras disformes que denotam do homem criatura no lugar de Deus Criador.

A “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” que pregam os inimigos foram responsáveis pelos maiores derramamentos de sangue de inocentes da história moderna, produziram mártires que deram seu sangue em nome da Verdade. Os mártires produzidos por eles mesmos são criticados em sua nota.

Nosso Senhor Jesus Cristo é a Luz do Mundo, que não pode ser apagada e nem ofuscada! Vãs serão todas as tentativas de fazer o inferno prevalecer sobre a Igreja de Cristo.

Viva a Cristo!

Viva o Papa!

Viva a Virgem Maria!

Viva a Santa Igreja Católica!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 25 de março de 2008

Espetáculo blasfemo em Brasília

Saudações queridos leitores!

Os detratores da Igreja não se cansam de nos atacar, mesmo que seja ao arrepio da Lei. Recebi uma mensagem denunciando um espetáculo blasfemo contra a Igreja. Em Brasília. Vejam a sinopse:

A parceria entre Alexandre Ribondi e Sérgio Sartório, vinda dos recentes sucessos Virilhas e O Dicionário de Machado volta ao palco do Teatro Goldoni, desta vez com a comédia Nunca Fui Santo.

No espetáculo, Sérgio Sartório ocupa a direção e Ribondi entra em cena acompanhado do também ator cômico André Reis. Juntos, eles vivem as divertidas aventuras de um padre brasileiro e seu fiel noviço.

No palco, Ribondi interpreta um padre famoso, amigo de artistas e freqüentador de programas de televisão. Já André Reis é uma freira que vive um romance tórrido com o padre. Em parceria, eles lançam no mercado produtos eróticos e um manual de etiqueta para sexo entre cristãos. A trama deslancha e a bagunça começa quando a freira abandona o padre por outra pessoa, colega de hábito.

Fonte: Guia da Semana.

Voltei. Isso é de uma grosseria tremenda. Uma forma de expressão tão baixa, vil e mesquinha não tem apoio na liberdade de expressão, o direito que é sempre repetido como um mantra quando posturas bárbaras são questionadas. É evidente que o espetáculo é um abuso, pois faz chacota e ridiculariza a Fé Católica, algo que não encontra apoio no direito de liberdade de expressão, pois o mesmo não deve ser usado para vilipendiar a Fé alheia.

Essa iniciativa absurda é tomada pelo tipo de gente que quer usar o nome da Igreja para gerar polêmica e alcançar a fama não com seu próprio talento, mas com o mero escândalo. Quem age assim, provando ser incapaz de brilhar por conta própria, dá testemunho de sua incompetência.

Cabe ao poder público, assim que acionado, averiguar o abuso contra a Fé Católica promovido por esses atores que tentam fazer sua fama em cima da polêmica e da sujeira lançada ao nome da Santa Igreja Católica.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 24 de março de 2008

A Igreja e o Mercado de Capitais

Saudações queridos leitores!

Até mesmo a Igreja teve que adequar seu modo de agir e de se gerenciar de acordo com os tempos modernos. Na Espanha, ocorre um fato que merece atenção. Fiquem com notícia do UOL, traduzida do jornal El Pais (íntegra aqui, somente para assinantes UOL), volto depois.

Fuga de fiéis faz Igreja espanhola investir nos mercados de capitais

Igreja católica espanhola usa sociedades financeiras para investir suas doações na bolsa de valores

David Fernández

A igreja católica determinou recentemente que "acumular riquezas excessivas" é pecado. Mas a hierarquia eclesiástica continua utilizando as mesmas estratégias financeiras próprias dos milionários, como as polêmicas sociedades de investimento de capital variável (Sicav), que têm uma tributação mais do que atrativa. Essas sociedades, gerenciadas por profissionais do setor financeiro, aplicam parte do capital da Igreja na bolsa de valores, sem se guiar por outros critérios que não os meramente financeiros. O que não exclui, por exemplo, comprar ações de companhias farmacêuticas mesmo que elas fabriquem anticoncepcionais.

Já faz tempo que o dinheiro da Igreja vem sendo motivo de polêmica. Primeiro, por causa do próprio modelo que garante o financiamento da instituição, que combina contribuições privadas de seus fiéis com fundos públicos pagos pelos contribuintes. Depois, porque viu parte de suas economias serem reduzidas consideravelmente, vinculadas a algumas das maiores fraudes recentes do país (AVA, Gescartera, Afinsa, entre outras). Agora, questiona-se se os investimentos da Igreja não correm o risco de cair em contradição com a nova moral que o Vaticano apregoa e se as sociedades que a Igreja utiliza para obter lucro com suas doações não poderiam ser incluídas nessa nova categoria de pecadores: os ricos.

Para entender o que levou os clérigos a investirem nas milagrosas operações financeiras que hoje sustentam suas economias ou a confiarem seu dinheiro a entidades de reputação duvidosa, é necessário observar primeiro quais são suas fontes de renda. Uma delas tem sua origem no acordo feito pelo Estado espanhol e a Santa Sé sobre Assuntos Econômicos em 3 de janeiro de 1979.

Esse acordo, que reconhecia a contribuição pública mas também previa sua substituição progressiva na medida em que a Igreja passasse a se auto-sustentar - coisa que não aconteceu -, foi modificado em duas ocasiões. A primeira, em 1987, no governo de Felipe González, e a última, há dois anos, sob a administração de José Luis Rodríguez Zapatero. As últimas mudanças entrarão em vigor no próximo mês de maio quando começar a campanha do imposto de renda e os cidadãos fizerem a declaração do exercício de 2007.

Este ano a Igreja católica receberá, pela primeira vez, 0,7% das declarações do Imposto de Renda Sobre Pessoa Física (IRPF) dos contribuintes que optem pela doação, em vez dos 0,5239% que recebeu nos últimos 20 anos. Em troca desse aumento, que tem duração indeterminada, o clero deixará de receber dinheiro do Orçamento Geral da União para seu sustento básico e renuncia à isenção do IVA na aquisição de bens imóveis.

O orçamento das 68 dioceses espanholas, segundo dados oficiais, gira em torno de 1,3 bilhão de euros, sem contar as ordens religiosas e seus colégios, residências e centros eclesiásticos. No período de 1997-2006 a Igreja recebeu do Estado 2,2 bilhões de euros em virtude dos acordos já descritos. Em 2006, por exemplo, a soma do IRPG com o dinheiro vindo do orçamento garantiu a entrada de um total de 144 milhões, quantidade que, no entanto, cobre pouco mais do que 10% dos gastos eclesiásticos. O restante é financiado pelos rendimentos sobre o patrimônio, as atividades financeiras e, principalmente, pelas doações dos fiéis.

A alta dependência da famosa caixinha de doações é problemática na medida em que a sociedade espanhola começa a emitir sinais de uma crescente secularização. Em 1998, 83,5% dos espanhóis se declaravam católicos, enquanto que em 2007 o número havia baixado para 77%, segundo os dados do Centro de Investigações Sociológicas (CIS). Hoje, somente 15,8% dos que se dizem católicos assistem à missa todos os domingos. Além disso, o número de contribuintes que opta por doar dinheiro na declaração de renda caiu 10 pontos percentuais em menos de uma década.

Com a pouca fidelidade por parte dos fiéis, não é de se estranhar que nos últimos anos a Igreja espanhola tenha buscado vias alternativas de financiamento nos mercados de capitais. "Do ponto de vista legal, a Igreja é uma pessoa jurídica e como tal pode realizar todas as operações mercantis que são permitidas às pessoas jurídicas, incluindo o investimento na bolsa de valores", afirma José Landete, professor de Direito Eclesiástico da Universidade de Valência.

Voltei. Esse é um assunto muito delicado, pois a Igreja precisa se sustentar, pagar as suas contas (água, luz, funcionários...) e isso consome bastante dinheiro. A Igreja tem o direito e o dever de fazer o melhor uso do dinheiro que seus fiéis confiam a si. E investir para multiplicar esse dinheiro para que a Igreja possa ajudar mais pessoas é um investimento lícito.

O problema aqui é onde esse dinheiro é investido para render. Há acusações de que os investidores que cuidam dos fundos da Igreja tenham investido em companhias farmacêuticas que produzem pílulas anticoncepcionais e preservativos, ações que são intrinsecamente más. Tais empresas não devem receber investimentos da Igreja e nem de Católicos, pois ao se fazer isso, compactua-se com iniciativas contrárias à Fé. O Cânon 1374 do Código de Direito CanÔnico proíbe que os Católicos incentivem ou colaborem de qualquer forma com organizações que maquinem ou ajam contra a Fé.

De acordo com a reportagem, esses investimentos eram feitos por empresas das Arquidioceses, mas administradas por profissionais da área. Se isso for verdade, temos que pensar que nem sempre os profissionais dessa área (e de qualquer outra) são Católicos, o que os leva, seja por zêlo profissional, seja por desconhecimento da Doutrina da Igreja, a investir em alternativas imorais o dinheiro da Igreja.

A iniciativa, repito, é muito boa. Mas que esse caso sirva de lição para que aprendamos a administrar ainda melhor nossos fundos, jamais auxiliando os inimigos da Fé.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Santopedia, a Wikipedia dos Santos

Saudações queridos leitores!

Mais uma vez a tecnologia é usada em favor da Fé. Depois do Cardeal Tettamanzi responder aos fiéis através do YouTube, agora nasce a Wikipedia dos Santos. Sempre tive curiosidade de saber quantos são os Santos Canonizados em nossa Santa Igreja mas nunca consegui uma contagem confiável. Suponho que estejam em torno de uns 30 mil. Vamos ver se agora me respondem a essa questão. Fiquem com ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Nasce Wikipédia dos santos: Santopedia.com, buscando colaboradores

BARCELONA, domingo, 23 de março de 2008 (ZENIT.org).- Uma Wikipédia para os santos, para «conhecê-los»: esta é a idéia com a que se lança o projeto «Santopedia», lançado por um grupo de jovens católicos de Barcelona para «fomentar o conhecimento dos santos» e «a pesquisa científica e estatística de suas vidas, especialmente dos mártires».

Nestes dias da Semana Santa, lançaram uma primeira versão do site, com o objetivo de fomentar a colaboração de pessoas com bons conhecimentos sobre o santoral. Nacho Cofré, diretor do projeto, disse à Zenit que «o site está em contínuo crescimento, de conteúdos e de funcionalidades» e o desejo é «que seja um projeto muito grande», mas reconhece que por enquanto «somos poucas pessoas realizando-o».

«Queremos que a devoção aos santos promovida pelo nosso site não seja desde o sentimento, mas desde o conhecimento. É por isso que tampouco queremos acrescentar muitas imagens nem frases sentimentais ou grandes expressões piedosas. Queremos ser um lugar onde se possa encontrar a vida dos santos escrita objetiva e sobriamente», comenta.

Assim como projetos como a Wikipédia, o lançamento do site não é mais que o começo, pois sua riqueza depende das colaborações dos seus usuários.

Mais informação em www.santopedia.com

Voltei. Genial! Sempre gostei muito dessas iniciativas! O tema é interessantíssimo e edificante (os Santos), a proposta tem tudo para dar certo! Rezo para que eles consigam realizar um trabalho para a Glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Isso também me leva a refletir: "Por que não pensei nisso antes?", hehe.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Fundador dos Cavaleiros de Colombo rumo aos altares

Saudações queridos leitores!

Sempre disse que muitos dos melhores Católicos que conheço estão nos países onde eles são minoria. Mais um fato pra corrobar a minha tese. Fiquem com ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Fundador dos Cavaleiros de Colombo rumo aos altares

O Pe. McGivney ajudou famílias imigrantes

CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de março de 2008 (ZENIT.org).- O fundador dos Cavaleiros de Colombo foi declarado venerável por Bento XVI, passo que aproxima da canonização o primeiro sacerdote nascido nos Estados Unidos. O Papa aprovou no último sábado um decreto que reconhece as virtudes heróicas do Pe. Michael McGivney.

«Todos os membros dos cavaleiros de Colombo estão profundamente agradecidos com Sua Santidade por este reconhecimento do nosso fundador», disse o cavaleiro supremo, Carl Anderson.

«A força dos Cavaleiros de Colombo hoje é um testamento de sua visão que supera as barreiras do tempo, de sua santidade e dos seus ideais», afirmou.

Preocupado pela fé religiosa e pela estabilidade econômica das famílias imigrantes, o Pe. McGivney fundou os Cavaleiros de Colombo com a ajuda de vários homens da paróquia de Santa Maria em New Haven, em 1882, para ajudar a reforçar a fé dos seus paroquianos e oferecer ajuda financeira às viúvas e órfãos que ficaram atrás.

Michael McGivney nasceu em Connecticut em 1852, de pais nativos da Irlanda e imigrantes aos Estados unidos. Desde cedo, ele sentiu o chamado ao sacerdócio e em 1877 foi ordenado em Baltimore, Maryland.

Sua causa de canonização foi aberta em dezembro de 1997.

Voltei. É um alento ver essa notícia. Apesar de não serem muito conhecidos no Brasil, os Cavaleiros de Colombo são a maior organização Católica no mundo, responsável todos os anos por doações de milhões de dólares aos necessitados, principalmente imigrantes e por parte significativa do trabalho voluntário com os mesmos.

Isso prova como a Fé Católica vem sendo bem recebida nos Estados Unidos, um país originalmente protestante mas que tem se revelado uma nação que preserva e vive muito bem a Fé.

Que o Padre Michael McGivney, fundador dos Cavaleiros de Colombo seja honrados nos altares.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Bento XVI batiza famoso convertido do Islã na Vigília Pascal

Saudações queridos leitores!

A Vigília Pascal em Roma é sempre um momento sublime. Algum dia estarei lá. Sobre esse momento, fiquem co ZENIT (leia mais aqui), volto depois.

Bento XVI batiza famoso convertido do Islã na Vigília Pascal

Magdi Allam encontrou no catolicismo «a certeza da verdade»

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de março de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI batizou sete pessoas na Vigília da noite de Páscoa, cinco mulheres e dois homens de diferentes países, entre eles o famoso jornalista de origem egípcia Magdi Allam, convertido do Islã.

«Sempre de novo nos devemos tornar ‘convertidos’, com toda a vida voltada para o Senhor. E sempre de novo devemos deixar que o nosso coração seja subtraído à força da gravidade, que o puxa para baixo, e levantá-lo interiormente para o alto: para a verdade e o amor», disse o Papa na homilia dirigindo-se a todo batizado.

A Vigília, momento mais importante do ano litúrgico, na qual se revive a ressurreição de Jesus, começou no átrio da Basílica de São Pedro com a bênção do fogo e a iluminação do círio pascal.

Como é tradição, nesta noite o Papa administrou o Batismo e os outros dois sacramentos da iniciação cristã (Confirmação e Comunhão) a adultos de diferentes nacionalidades e condição, que realizaram o necessário caminho de preparação espiritual e catequética, que na tradição cristã se chama «catecumenato».

As sete pessoas que nesta ocasião receberam o Batismo são originárias da Itália, Camarões, China, Estados Unidos e Peru.

Magdi Allam, subdiretor do «Il Corriere della Sera», jornal de maior tiragem na Itália, de 55 anos, que vive no país há 35, recebe proteção policial há cinco anos pelas ameaças recebidas em decorrência de suas críticas ao islamismo radical violento.

Voltei. A Vigília Pascal do Vaticano é marcada por belíssimos testemunhos e conversões, o que dá um sentido ainda mais divino à Páscoa. Esse caso em particular me é muito emocionante.

Sempre me alegro em ver uma conversão, pois os cristãos resultantes dessas conversões tornam-se pessoas exemplares. Nesse caso, o convertido, vindo do Islã, exalta o caráter racional que a Fé deve ter, sempre harmoniosa com a razão. As ameaças que Magdi Allam recebe por suas críticas ao Islã violento (que só prova que eles são realmente violentos) são mais uma evidência de que a Fé não pode ser dissociada da razão.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Igreja colombiana pediu diálogo às FARC

Saudações queridos leitores!

A Igreja Colombiana está caindo no truque dos esquerdóides internacionais, assim como a França e se não prestar muita atenção no que faz, vai acabar por se tornar mais uma marionete, fazendo a vontade dos terroristas das FARC, mesmo involuntariamente. Fiquem com ZENIT (fonte aqui), volto depois.

Igreja colombiana pediu diálogo às FARC

Os bispos procuram reativar o processo

BOGOTÁ, sexta-feira, 21 de março de 2008 (ZENIT.org).- A Igreja na Colômbia solicitou à guerrilha das FARC que revele o nome do delegado que se encarregará de negociar com o governo o intercâmbio humanitário e pediu um diálogo direto.

O presidente da Conferência Episcopal Colombiana, Dom Luis Augusto Castro, em declarações aos meios de comunicação, sustentou que é importante reavivar o contato direto com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para buscar a liberdade de todos os seqüestrados.

«Estamos esperando que se reorganize a cúpula das FARC; é bom saber quem vai ser o encarregado direto dos diálogos para reavivar todo este esforço», explicou.

Os rebeldes vetaram há um mês a mediação da Igreja na troca humanitária por considerar que estava apoiando o governo em todas suas decisões. Não obstante, o prelado expressou que continuará apoiando todas as gestões que se realizem a favor da libertação das pessoas seqüestradas pelas FARC.

«Este contato com as FARC deve ser conseguido novamente e é preciso ver se é possível um diálogo direto para que se concretize um encontro e sejam libertados os seqüestrados», sublinhou.

Voltei. É claro que os prelados Colombianos estão preocupados com a situação dos reféns. Todos estamos, exceto os seqüestradores e seus aliados ideológicos, como os presidentes da Venezuela, Equador e do Brasil.

Mas os Bispos não podem cair na armadilha de, ao pedir o diálogo, reconhecer as FARC como uma força que tenha um pingo de legitimidade. Eles matam, seqüestram, traficam drogas e espalham o terror na Colômbia. Devem ser tratados como os monstros que são. As conversas e negociações não devem ser motivo para dar a eles tratamento que não merecem. Isso abriria um precedente perigosíssimo, incentivando outros grupos a agir da mesma maneira.

Penso que além de manifestar o desejo de diálogo, os Bispos devem condenar veementemente o uso do terror para se alcançar qualquer objetivo que seja e que, além disso, alerte todos aqueles que insistem em reconhecer nessa prática nefasta alguma legitimidade.

Devemos fazer tudo o que está a nosso alcance pelo bem estar dos reféns. Mas reconhecer as FARC não é fazer bem aos reféns, mas sim, incentivar que se façam mais reféns.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Panamá: artigos da lei de sexualidade contrariam doutrina da Igreja

Saudações queridos leitores!

Eu já vi esse filme aqui no Brasil. Fiquem com reportagem de ZENIT (fonte aqui), volto depois.

Panamá: artigos da lei de sexualidade contrariam doutrina da Igreja

Comunicado dos bispos sobre o anteprojeto em discussão

Por Nievez San Martín

PANAMÁ, sexta-feira, 21 de março de 2008 (ZENIT.org).- O Comitê Permanente da Conferência Episcopal do Panamá publicou um comunicado sobre a Lei sobre a Sexualidade, atualmente em discussão.

Os bispos explicam que «existem alguns anteprojetos de lei integral sobre saúde sexual e reprodutiva e sobre a proteção do menor e do adolescente, o que gerou diversas reações e comentários na mídia».

Com relação a estes temas, os bispos da Conferência Episcopal Panamenha desejam esclarecer uma série de pontos.

Reconhecem «que é função do Estado velar pela saúde integral de toda a população que habita na República do Panamá».

«A Igreja Católica – explicam – participou de várias reuniões com membros dos Ministérios da Saúde, Educação e Desenvolvimento Social sobre os anteprojetos de Lei já mencionados, procurando oferecer nossa colaboração na busca do bem comum e expondo nossa postura com relação a tudo o que afeta a vida humana, o matrimônio e a família, célula básica da sociedade.»

«Nossa participação como Igreja Católica nestas reuniões não significa de maneira alguma a renúncia nem o desconhecimento dos princípios e valores inerentes à nossa fé e à lei natural inserida na pessoa humana», asseguram os bispos.

Desta forma, crêem «na necessidade de promover uma verdadeira educação sexual cujo objetivo não é o prazer pelo prazer, mas uma educação para o amor em consonância com nossa condição de seres racionais e visando a fortalecer a instituição familiar, respeitando a idade biológica da infância e da adolescência».

Os prelados panamenhos se alegram pelo fato de que «algumas recomendações apresentadas por nossos delegados foram incorporadas aos mencionados anteprojetos».

Não obstante, expressam seu «desacordo com outros artigos por uma ambigüidade e porque contrariam a doutrina que nossa Igreja sempre proclamou em favor da dignidade da sexualidade, da pessoa humana e em defesa da vida, da família e do matrimônio, união estável entre um homem e uma mulher».

Para concluir, reiteram o que disse o servo de Deus João Paulo II quando visitou o Panamá há 25 anos: «O cristão autêntico, ainda com o risco de converter-se em ‘sinal de contradição’, deve saber escolher bem as opções práticas que estão de acordo com sua fé. Por isso, dirá sim à estabilidade da família; sim à convivência legítima que fomenta a comunhão e favorece a educação equilibrada dos filhos, ao amparo de um amor paterno e materno que se complementam e se realizam na formação de homens novos».

Assinam o comunicado José Luis Lacunza Maestrojuan, bispo de David, presidente da Conferência Episcopal Panamenha (CEP); José Dimas Cadeño Delgado, arcebispo do Panamá, vice-presidente da CEP, e José Domingo Ulloa Mendieta, bispo auxiliar do Panamá, secretário-geral da CEP.

Voltei. A questão está exposta no Panamá de uma forma muito mais ampla e correta do que vejo normalmente. Em primeiro lugar, fico feliz em ver que as autoridades panamenhas ouviram e acataram a algumas sugestões da Igreja, o que é um sinal de bom senso e demonstra que não há um ranço religioso tão forte quanto aqui. É louvável que eles tenham deixado o proselitismo laicista de lado e agido com consciência. Isso dificilmente aconteceria no Brasil, onde nossos políticos que devem cuidar da saúde são mais eficientes em matar pessoas do que mosquitos.

Por outro lado, alguns artigos ainda são contrários à moral e ao bom senso. A Conferência Episcopal Panamenha toca muito bem no ponto da orientação sexual, lembrando que não precisamos incentivar o sexo imaturo, que devemos deixar que os jovens amadureçam, sejam orientados de maneira a não considerar a prática sexual um estágio a ser passado, como se a não-iniciação em certa fase da vida fosse algo danoso.

Fico feliz em ver que a Igreja e o Governo Panamenho estão se empenhando para chegar a um acordo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 23 de março de 2008

Domingo, Páscoa

Saudações queridos leitores!

Domingo, 23 de março - Jo 20, 1-9 (Páscoa)

1No primeiro dia da semana, vem Maria de Magdala, de manhãzinha, ainda escuro, ao túmulo e vê a pedra retirada do túmulo. 2Corre então e vai ter com Simão Pedro e com o outro discípulo aquele que Jesus amava. Tiraram o Senhor do Túmulo, lhes diz ela, e não sabemos onde O puseram. 3Pedro saiu com o outro discípulo e vieram ambos ao túmulo.
4Corriam os dois juntamente, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao túmulo. 5Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. 6Entretanto, chega também Simão Pedro, que o vinha seguindo, e entrando no túmulo, põe-se a observar as ligaduras que estavam no chão, 7e o lençol que estivera sobre a cabeça de Jesus, não colocado no chão com as ligaduras, mas à parte, enrolado para outro sítio. 8Nessa altura, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao túmulo: então viu e acreditou. 9De facto, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Ele deve ressuscitar dos mortos.

Palavra da Salvação.

Comentário de São Gregório de Nissa (c. de 335-395), monge e bispo.

Homilia para a santa e salutar Páscoa

O primeiro dia da vida nova

Eis uma máxima sábia: "No dia da felicidade, esquecemos todos os males" (Si 11,25). Hoje foi esquecida a sentença lançada sobre nós, melhor, não foi esquecida mas anulada! Este dia apagou completamente qualquer lembrança da nossa condenação. Outrora, o parto passava-se na dor; agora, o nosso nascimento é sem sofrimento. Outrora não éramos senão carne, nascíamos da carne; hoje o que nasce é espírito, nascido do Espírito. Ontem, nascíamos simples filhos dos homens; hoje nascemos filhos de Deus. Ontem, éramos os rejeitados dos céus sobre a terra; hoje, Aquele que reina nos céus faz de nós cidadãos do céu. Ontem a morte reinava por causa do pecado; hoje, graças à Vida, é a justiça quem toma o poder.

Um único homem abriu-nos outrora as portas da morte; hoje, um único homem traz-nos de novo à vida. Ontem, perdemos a vida por causa da morte; mas hoje a Vida destruiu a morte. Ontem, a vergonha fazia-nos esconder debaixo da figueira; hoje, a glória atrai-nos para a árvore de vida. Ontem, a desobediência tinha-nos expulsado do Paraíso; hoje, a nossa fé faz-nos entrar nele. De novo nos é oferecido o fruto da vida para que o saboreemos tanto quanto quisermos. De novo a nascente do Paraíso, cuja água nos irriga pelos quatro rios dos evangelhos (cf Gn 2,10), vem refrescar todo o rosto da Igreja...

Que devemos fazer agora, senão imitar, nos seus saltos jubilosos, as montanhas e as colinas das profecias: "Montanhas, saltai como carneiros; e vós, colinas, como cordeiros!" (Sl 113,4) Vinde, pois, gritemos de alegria no Senhor! (Sl 94,1) Ele quebrou o poder do inimigo e ergueu o grande troféu da cruz... Digamos, pois: "Grande é o Senhor nosso Deus, um grande rei em toda a terra!" (Sl 94,3; 46,3) Ele abençoa o ano coroando-o com os seus benefícios (Sl 64,12) e reune-nos num coro espiritual, em Jesus Cristo, nosso Senhor, a quem pertence a glória pelos séculos dos séculos. Amen!

Verdadeiramente ressucitou, aleluia!

Uma feliz e santa Páscoa a todos!

Fiquem com Deus e divirtam-se, Aleluia! Aleluia!
Fernando.