sexta-feira, 14 de março de 2008

Morre fundadora do Movimento dos Focolares

Saudações queridos leitores!

É com grande tristeza que publico a notícia do falecimento de Chiara Lubich, fundadora do movimento dos Focolares.

Morre fundadora do Movimento dos Focolares

Assessoria de imprensa; Agência Eccclesia Num clima sereno, de oração e de intensa comoção, Chiara Lubich, fundadora e presidente do movimento dos Focolares, morreu na madrugada desta sexta-feira, 14, aos 88 anos, na sua casa, em Rocca di Papa, perto de Roma. Chiara já havia sido hospitalizada, no Hospital Gemelli, na capital italiana, em fevereiro para realizar exames, quando teve complicações respiratórias. Nesta quarta-feira, 12, diante da inexistência de reação ao tratamento, os médicos atenderam o desejo expresso pela própria Chiara de voltar para casa junto à comunidade dos Focolares, que também em todo o mundo estava em profunda oração por ela. Ontem, durante todo o dia, centenas de pessoas – familiares, estreitos colaboradores e os seus filhos espirituais – passaram pelo seu quarto para lhe dar o último adeus, ficando depois em recolhimento na capela contígua, e finalmente rezando, no jardim da casa de Chiara. Uma ininterrupta e contínua procissão. A alguns, Chiara fez um aceno com a cabeça, apesar da extrema debilidade. Continuam a chegar, de todas as partes do mundo, mensagens de participação e de plena comunhão por parte de alguns líderes religiosos, políticos, académicos e civis, e de muita gente do “seu” povo. O funeral será na próxima terça-feira, 18, às 15h (horário de Lisboa), na Basílica Papal de São Paulo fora de muros, em Roma.

Confesso que conheço pouco sobre os Focolares. Mas sempre os vi sendo muito elogiados pelo trabalho inter religioso que exercem mundo afora, trabalhando pela união e pregando a real necessidade da conversão.

Que Deus conceda a Chiara Lubich o descanso eterno que ela merece.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Obstetra peruana é condecorada por salvar a jovem mãe discapacitada e sua filha não nascida

Saudações queridos leitores!

Aposto os pinos que tenho no ombro como esse tipo de profissional da reportagem abaixo dificilmente seria lembrada no dia internacional da mulher. Talvez haja gente que a considere algum tipo de criminosa, por não dar a "escolha" que certas alas da sociedade querem. Fiquem com ACI, volto depois.

Condecoram obstetra peruana por salvar a jovem mãe discapacitada e sua filha não nascida

.- O Ministério da Mulher e Desenvolvimento Social (MIMDES) condecorou dez destacadas mulheres peruanas em mérito a seu desempenho e trabalho em diversos campos sociais e econômicos. Uma das condecoradas foi Ivonne Arriaga Castañeda, uma dedicada obstetra do departamento de Huánuco que salvou com tenacidade a vida de uma jovem mãe discapacitada e sua filha não nascida.

Ivonne trabalha no Centro de Saúde de Acomayo, Huánuco, e faz um ano descobriu no isolado povoado de Vervenapampa o dramático caso de Jovita Jara, uma jovem de 20 anos de idade com retardo mental leve que não tem pernas, padecia anemia e estava grávida.

Ivonne caminhou várias vezes os 15 quilômetros entre Acomayo e Vervenapampa para visitar a Jovita e convencer a seus pais, uns humildes camponeses, sobre a urgência de que a jovem recebesse atenção médica durante o resto da gravidez e submetê-la logo a uma cesariana.

"Tenaz, sem fazer caso às iniciais negativas familiares, Ivonne volta uma e outra vez a Vervenapampa. Volta com vários argumentos e um só objetivo: salvar a Jovita. Finalmente triunfa e o papai, com a Jovita em seus ombros, caminha os 15 quilômetros até o centro de saúde. Jovita recebe as ações pré-natais e em 22 de junho nasce Noemí por cesariana", relata o sítio web do MIMDES.

Ivonne ganhou o concurso Ordem ao Mérito da Mulher 2008, na categoria Ação Heróica, graças a suas colegas de trabalho que a postularam e os votos de 30 mil pessoas que se comoveram com sua história.

Voltei. Eu temo que daqui a alguns anos tal conduta seja considerada criminosa. Há muitos grupos que trabalham arduamente pelo direito de assassinar qualquer pessoa que eles julguem que não possa viver "com qualidade". Certamente que o caso dessa jovem e de seu filho seria considerado "desumano" e o assassinato do bebê seria a coisa mais "humana" a se fazer.

Não cabe a nós decidirmos quem merece ou não viver. Nossa parte é lutar para que todos tenham como viver.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Arcebispo de Mosul é encontrado morto

Saudações queridos leitores!

O Arcebispo de Mosul, Dom Paulos Farj Rahho foi encontrado morto nessa quinta-feira. Fiquem com notícia de ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Dor do Papa pela morte do arcebispo iraquiano

Seu corpo foi encontrado hoje

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI manifestou em uma mensagem sua profunda dor ao receber a notícia da morte do arcebispo Paulos Farj Rahho, de Mosul dos Caldeus (Iraque), que tinha sido seqüestrado no dia 29 de fevereiro.

Segundo revelou o bispo auxiliar de Bagdá, Dom Shlemon Warduni, o corpo do prelado foi encontrado hoje enterrado, em um lugar que havia sido indicado por telefone pelos seqüestradores.

«O corpo de Dom Rahho não apresenta sinais de violência ou tiros de arma de fogo. É possível que o arcebispo tenha falecido por causas ligadas a seu precário estado de saúde, agravado pelas condições do seqüestro», declarou Dom Warduni através do serviço de informação da Igreja na Itália (SIR).

O bispo revelou que «os funerais serão celebrados amanhã em Karamles. Por enquanto não sei se poderão ser presididos pelo cardeal Emmanuel III Delly», patriarca da Babilônia dos Caldeus, com sede em Bagdá.

Voltei. É sempre lamentável a morte de um ser humano. A de um bispo nos entristece ainda mais. A situação atual do Iraque é fruto da mais pura maldade, onde alguns fanáticos usam a justificativa falsa de "guerra santa" para matar e espalhar o terror.

A intervenção americana no Iraque não é um papel dos norte-americanos, mas sim do mundo. Atos de terror, venham de onde vierem, não são justificados. A guerra não deve ser travada contra esse ou aquele povo, mas sim contra uma mentalidade, contra uma metodologia: o terror. O terror não tem nacionalidade: ele está escondido atrás dos turbantes no Iraque, entre as florestas colombianas e marchando em Pequim.

É um inimigo que só pode ser derrotado com a união e o compromisso sincero entre as nações. Quem não assume uma posição firme de rejeição a essa mentalidade, compactua com ela. Quem compactua deve ser tratado com todo o rigor, pelo bem de todos os outros.

Que Dom Paulos, mártir da Verdadeira e Única Fé possa interceder por nós.

Fiquem com Deus,
Fernando.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Relações Zapatero-Igreja: colaboração leal e presença incisiva

Saudações queridos leitores!

Zapatero foi reeleito na Espanha. A Igreja propôs que ambos colaborem pelo bem da Espanha. Mas será que ele deseja para a Espanha o mesmo que a Igreja? Fiquem com notícia de ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Relações Zapatero-Igreja: colaboração leal e presença incisiva

Segundo um artigo publicado em «L’Osservatore Romano» CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 11 de março de 2007 (ZENIT.org).- A Igreja propõe «colaboração leal» à segunda legislatura do governo espanhol de José Luis Rodríguez Zapatero, elevando ao mesmo tempo sua voz em defesa dos direitos da pessoa, explica «L’Osservatore Romano».

A edição italiana do Vaticano de 12 de março publica um artigo do conhecido correspondente de vários meios espanhóis, Antonio Pelayo, no qual analisa como serão as relações com o novo governo que se formará a partir do voto deste domingo, que deu a vitória ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

O artigo reconhece que entre o Governo e a Igreja, nos últimos meses, registraram-se «confrontos a propósito da manifestação a favor da família que aconteceu em Madri, em 30 de dezembro, e da nota da Conferência Episcopal na véspera das eleições, que irritaram os socialistas e que suscitaram reações desmedidas».

«Será uma prova que permitirá medir a prudência do presidente ante as pressões da ala mais laicista de seu partido, que exige denunciar os acordos vigentes com a Santa Sé, e de uma série de lobbies que fizeram do anticlericalismo a bandeira para conseguir apoio entre a população.»

Voltei. Ambos os lados travaram uma dura batalha nos últimos anos sobre a defesa da família. A vantagem de Zapatero no parlamento agora é menor que antes. Não tenho muitas esperanças com relação a mudanças no modo que ele trata a Igreja, mas espero que a diferença menor no parlamento ajude a Igreja a ser menos marginalizada na Espanha.

Oremos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Vaticano não publicou nova lista de pecados capitais

Saudações queridos leitores!

A ignorância da imprensa não tem limites. Até agora ainda não caiu a ficha sobre a suposta lista de novos pecados capitais que dizem por aí que o Vaticano publicou. Fiquem com ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Vaticano não publicou nova lista de pecados capitais

Declaração a interpretações de imprensa CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 11 de março de 2007 (ZENIT.org).- «O Vaticano não publicou uma nova lista dos sete pecados capitais», esclareceram nesta terça-feira fontes da Igreja Católica.

A Sala de Comunicação da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales emitiu um comunicado para fazer esta declaração em resposta a vários artigos de imprensa.

«Não existe nenhum edito vaticano novo», declara o comunicado, explicando que a confusão se deve à interpretação que alguns órgãos informativos fizeram de uma entrevista publicada na edição italiana cotidiana de «L’Osservatore Romano», com data de 9 de março.

O entrevistado é Dom Gianfranco Girotti, bispo regente do tribunal da Penitenciaria Apostólica. O penitenciário maior é o cardeal americano James Francis Stafford.

O jornalista Nicola Gori perguntou ao prelado: «Quais são, segundo o senhor, os novos pecados?».

«Há várias áreas dentro das quais hoje percebemos atitudes pecaminosas em relação aos direitos individuais e sociais», responde Dom Girotti.

«Antes de tudo a área da bioética, dentro da qual não podemos deixar de denunciar algumas violações dos direitos fundamentais da natureza humana, através de experimentos, manipulações genéticas, cujos efeitos é difícil prever e controlar.»

Voltei. Isso é coisa da BBC! Quando se fala de ignorância sobre assuntos relacionados à religião, o nome da BBC já me vem logo à cabeça.

Incrível como eles são experts em denegrir a Igreja e ignorantes quando tentam se manifestar de qualquer outra forma que não pareça ofensiva. O que mais me desanima é que após esse erro crasso eles vão ignorar solenemente o fato de que estão errados e vão continuar soltando suas bobagens como se fossem dignas de algum crédito e quando forem confrontados com seus erros, darão de ombros, não se importando, pois eles não ligam sobre a veracidade do que falam da Igreja.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Opus Dei completa 25 anos como prelazia pessoal

Saudações queridos leitores!

Há 25 anos o Opus Dei era erigido à categoria de Prelazia Pessoal. A "Obra" como é carinhosamente conhecida faz parte da realidade da Igreja em nosso tempo. Fiquem com entrevista de ZENIT (fonte aqui).

Opus Dei completa 25 anos como prelazia pessoal

Falam o cardeal Ruini e o prelado da Obra

Por Mercedes de la Torre

ROMA, quarta-feira, 12 de março de 2008 (ZENIT.org).- O 25º aniversário da ereção do Opus Dei como prelazia pessoal serviu para que eclesiais reconheçam pessoalmente a contribuição que oferece à Igreja a obra fundada por São Josemaría Escrivá de Balaguer há 70 anos.

O cardeal Camilo Ruini, bispo vigário do Papa para a diocese de Roma, interveio em um ato celebrado nesta segunda-feira, na Pontifícia Universidade da Santa Cruz de Roma, para recordar a decisão que João Paulo II tomou há 25 anos de publicar a constituição apostólica Ut sit, com a qual dava este estatuto jurídico ao Opus Dei.

O cardeal Ruini confiou em declarações à Zenit alguns aspectos da contribuição oferecidas pela «Obra»– como é familiarmente conhecida – à Igreja.

«A prelazia realiza um grande trabalho, sobretudo apostólico – assegura: no sentido de que consegue penetrar e levar a mensagem de Cristo, o testemunho cristão, em muitos ambientes – na cultura, na economia, no trabalho, inclusive na arte –, nos quais com freqüência as dioceses encontram dificuldade para penetrar. Esta é uma primeira ajuda concreta.»

«Em segundo lugar – acrescenta o purpurado –, a prelazia tem uma atividade formativa da qual se beneficiam muitas pessoas, ainda que não pertençam plenamente à prelazia, mas que pertencem também às diferentes dioceses espalhadas pelo mundo. Esta é também uma grande contribuição, pois a formação de todos os fiéis, em particular dos leigos, é fundamental para o testemunho de vida, e antes ainda, para a busca da santidade.»

«O carisma próprio da prelazia, que já antes do Concílio Vaticano II insistiu na vocação universal à santidade», declara, «creio que é também hoje a maior contribuição que a prelazia oferece à vida das diferentes dioceses».

O prelado do Opus Dei, o bispo Javier Echevarría, explicou em sua intervenção no ato público que a formação é a tarefa na qual se resume o trabalho da prelazia, de forma que as pessoas que se aproximam dela «possam atuar com senso cristão na vida profissional, familiar e social e, com a consciência bem formada, estejam em condições de decidir livremente acerca de suas próprias opções».

Recordando o legado de São Josemaría, explicou à Zenit: «É difícil fazer uma síntese; de qualquer forma, o importante para mim é recordar sempre que constantemente ele ia nos convidando a santificar a vida de cada momento, a vida cotidiana, sabendo que na grande misericórdia de Deus todos estamos chamados à santidade».

A prelazia, diz seu superior, só busca «servir a Igreja em tudo e para tudo, dizia São Josemaría Escrivá tantas vezes, com um convencimento pleno que respondia ao que ele levava na alma: ‘se a Obra não fosse para servir a Igreja, eu não a quereria; que Deus a destrua’».

Dom Fernando Ocáriz, vigário geral do Opus Dei, sintetiza a mensagem da espiritualidade da prelazia com estas palavras: «Não só estamos todos chamados a ser santos, a unir-nos plenamente a Jesus Cristo, mas também todas as realidades temporais, o trabalho, a família, podem e devem ser meio para encontrar-se com Deus, para progredir na vida espiritual».

Fazem parte da prelazia mais de 87.000 pessoas, das quais cerca de 1.900 são sacerdotes.

O Opus Dei está presente em 61 países. Na Europa, seus membros são 49.000; na América, 29.400; na Ásia e Oceania, 4.800; e na África, 1.800.

Para quem deseja saber mais sobre a Obra, pode acessar o site http://www.opusdei.org.br/

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 11 de março de 2008

Carta do Prelado (março 2008)

Saudações queridos leitores!

Todos os meses publico a carta enviada pelo Prelado do Opus Dei, Dom Javier Echevarría. É uma grande fonte de meditação e conhecimento, além de mostrar ao mundo muito do carisma da Obra.

Carta do Prelado (março 2008)

A carta deste mês é centrada no avanço da Quaresma. Com a proximidade da Semana Santa, o Prelado convida a amar a Deus e aos demais com maior empenho, como o que põe os atletas quando percebem que a meta está próxima. 06 de março de 2008

Caríssimos: que Jesus guarde as minhas filhas e os meus filhos!

Há duas semanas, tive a alegria de passar quarenta e oito horas na Holanda. Nessas viagens breves, como sempre – da mesma forma que nas viagens mais longas –, agradeço muito ao Senhor, pois se apalpa a unidade da Obra: esse sermos cor unum et anima una [1], ao mesmo tempo que cada um de nós é diferente dos outros. O nosso Padre, que pediu esta diversidade desde o começo, rompia em ações de graças ao observar que ela se ia realizando, e também ao verificar que essa variedade possibilitava uma unidade mais forte, mais alegre.

Encontramo-nos perto da Semana Santa e da Páscoa. Já transcorreu metade da Quaresma e urge que aceleremos o passo. Nas corridas esportivas, os atletas redobram o esforço quando se aproximam da meta. Se até então tinham poupado forças, agora gastam-nas generosamente, com a esperança de conseguir uma boa marca ou mesmo de vencer a competição. Às vezes, vem-me à cabeça que o tempo corre mais depressa do que os nossos desejos de santidade, de conversão, e não deveria ser assim, porque temos de caminhar ao ritmo de Deus.

Comportemo-nos do mesmo modo que os esportistas. O que são estas semanas senão um treinamento para chegarmos bem purificados ao Tríduo Pascal, que nos oferece de novo a possibilidade de participarmos ainda mais intimamente da vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte? Esta conhecida metáfora esportiva, de conotação paulina [2], foi desenvolvida amplamente pelos Padres da Igreja. Vede como se expressa, por exemplo, São Leão Magno. Exortando os cristãos a redobrarem de esforços “para conquistarem os louros na corrida do estádio espiritual” [3], expõe uma razão para que nos esforcemos mais nestas semanas: “Nenhum de nós é tão perfeito e tão santo que não possa ser ainda mais perfeito e mais santo. Por isso, todos juntos, sem diferença de dignidade e sem distinção de méritos, corramos com piedosa avidez de onde estamos para onde ainda não chegamos” [4].

No mês passado, eu vos sugeria que cuidásseis especialmente do espírito de mortificação e de penitência. Hoje, quereria deter-me na prática das obras de misericórdia, materiais e espirituais, às quais a Quaresma também dá muito destaque. Na sua Mensagem quaresmal deste ano, o Papa centrou-se na esmola, advertindo que este ato de caridade, além de ajudar os indigentes, também é um exercício ascético para manter a alma desprendida dos bens materiais [5].

Ao socorrermos os necessitados, cumprindo as condições indicadas por Jesus Cristo no Evangelho [6], identificamo-nos cada vez mais com o Senhor, que veio à terra para livrar os homens das suas misérias, sobretudo do pecado; ao mesmo tempo, prestamos um serviço a Jesus, que decidiu identificar-se com os menores dos seus irmãos: Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim [7].

À luz destas palavras do Senhor, percebemos que as obras de caridade, e, concretamente, a esmola, transcendem a dimensão puramente material e mostram-se, sobretudo, como uma manifestação da caridade com que o próprio Deus nos ama: “Toda vez que, por amor a Deus, compartilhamos os nossos bens com o próximo necessitado, experimentamos que a plenitude de vida vem do amor e recuperamos tudo como bênção em forma de paz, de satisfação interior e de alegria” [8].

Vivamos, portanto, cada um na medida das suas possibilidades, a prática desta obra de caridade de grande tradição evangélica, à qual o próprio Senhor uniu especiais frutos espirituais para quem a exerce, pois a caridade cobre a multidão dos pecados [9]; e todos estamos muito necessitados do perdão de Deus.

Como é lógico – e a Igreja sempre entendeu assim –, a caridade para com o próximo não pode limitar-se ao âmbito puramente material. Na verdade, há muitos pobres, não de meios econômicos, mas de afeto, de amor; vivem numa triste solidão ou rodeados pelo frio da indiferença. Nesta ótica, entende-se bem o que São Josemaria ensinou constantemente: Mais do que em “dar”, a caridade está em “compreender” [10]. Esta máxima espiritual tem numerosas aplicações na existência corrente e será sempre de grande atualidade.

Mesmo que possa chegar, com o progresso social, um momento em que estejam satisfeitas todas as deficiências físicas mais peremptórias das pessoas – alimentação, vestuário, moradia, atenção sanitária etc. –, nunca poderão ser resolvidas as carências interiores – afeto, compreensão, perdão, acolhimento – que tantas pessoas experimentam. Se as primeiras admitem uma programação por parte do Estado, as segundas se referem à esfera íntima de cada um, na qual é insubstituível a relação pessoal. Nós, cristãos, temos aqui um grande campo para fazer chegar aos outros o consolo da caridade de Cristo.

“O amor – caritas – sempre será necessário, mesmo na sociedade mais justa”, escreveu o Papa em sua primeira encíclica. “Não há ordem estatal, por justa que seja, que torne supérfluo o serviço do amor. Quem tenta virar as costas ao amor dispõe-se a virar as costas ao homem enquanto homem. Sempre haverá sofrimento que necessite de consolo e ajuda. Sempre haverá solidão. Sempre se darão também situações de necessidade material em que é indispensável uma ajuda que mostre um amor concreto ao próximo. O Estado que quer prover a tudo, que absorve tudo para si mesmo, converte-se, no final das contas, numa instância burocrática que não pode assegurar o mais essencial de que o homem aflito – qualquer ser humano – necessita: uma amável atenção pessoal” [11].

Descobriremos isto lendo atentamente o Evangelho. Certamente, Jesus preocupa-se com as multidões que não têm o que comer, com os doentes que lhe são apresentados para que os cure, com as turbas desejosas de receber a doutrina salvadora [12]… Porém, ocupa-se igualmente das pessoas singulares: atende o leproso que se lança aos seus pés pedindo a saúde; conversa a sós com Nicodemos, que procura a verdade; entretém-se por um longo tempo com a mulher samaritana, junto do poço de Sicar, para convertê-la; acolhe a pecadora arrependida, na casa do fariseu, derramando na sua alma o perdão de Deus [13]

Dizia-se dos primeiros cristãos, com admiração: Vede como se amam! [14] . Este louvor aos nossos primeiros irmãos na fé deveria ressoar também agora, em qualquer lugar em que se encontre um discípulo do Mestre. É de grande atualidade aquela advertência de São Josemaria: Se percebes que tu – agora ou em tantos pormenores do teu dia – não mereces esse louvor, que o teu coração não reage como deveria às instâncias divinas, pensa também que chegou para ti o tempo de retificar. Atende ao convite de São Paulo: Façamos o bem a todos, especialmente aos que pela fé pertencem à nossa própria família (Gál 6, 10), ao Corpo Místico de Cristo [15]. Por isso – continuava o nosso Padre –, o principal apostolado que nós, os cristãos, temos de realizar no mundo, o melhor testemunho de fé, é contribuir para que dentro da Igreja se respire o clima da autêntica caridade. Quando não amamos de verdade, quando há ataques, calúnias e rixas, quem se sentirá atraído pelos que se apresentam como mensageiros da Boa Nova do Evangelho? [16]

No próximo dia 15 de março, celebraremos liturgicamente a solenidade de São José, antecipada neste ano porque o dia 19 é Quarta-Feira Santa. A vida do Patriarca, completamente dedicado a cuidar de Jesus e de Maria, fala-nos de um amor levado até o esquecimento de si mesmo. Ao renovarmos, no dia 19, a nossa entrega a Deus, maravilhados perante o exemplo deste varão justo, meditemos a fundo em que – como indica São João – a verdade do amor a Deus se manifesta na caridade concreta para com o próximo. Nisto conhecemos o amor: em que Jesus deu a sua vida por nós. Também nós devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Quem possuir bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o coração, como pode estar nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por obras e de verdade [17].

Na sua mensagem para a Quaresma, o Papa recorda a viúva que lança umas moedas no tesouro do Templo. Essa mulher pobre recebe o elogio de Jesus pela sua generosidade: ofereceu tudo o que tinha. Considerando que esse fato se situa historicamente nos dias que precedem a Paixão e Morte do Senhor, manifestação máxima do amor de Deus, Bento XVI propõe um ensinamento concreto: “Podemos aprender a fazer da nossa vida um dom total; imitando-o, estaremos dispostos a dar, não tanto algo do que possuímos, mas a dar-nos.

“Por acaso não se resume todo o Evangelho no único mandamento da caridade? Portanto, a prática quaresmal da esmola converte-se num meio para aprofundarmos na nossa vocação cristã. O cristão, quando se oferece gratuitamente, dá testemunho de que não é a riqueza material que dita as leis da existência, mas, sim, o amor” [18].

Rezo para que a participação piedosa nos ritos litúrgicos do Tríduo Pascal nos impulsione, por um lado, a renovar a nossa dor pelos pecados, que foram o motivo da entrega do Senhor na Paixão; por outro, a fomentar o nosso amor e o nosso agradecimento a Deus, esmerando-nos cada vez mais nos serviços materiais e espirituais às pessoas que o Senhor vai pondo ao nosso lado. Como te propuseste a acompanhar Jesus nesses dias? Que interesse alimentas para não perderes nem um gesto do Mestre, para velar o seu Corpo santo, cadáver, com a delicadeza da tua oração e da tua expiação, que são duas formas de amar?

Além dessas festas litúrgicas, temos outras comemorações no mês de março. No dia 11, é o aniversário de nascimento do queridíssimo D. Álvaro; no dia 23, o da sua ida para a casa do Céu, há catorze anos. Nos dias precedentes, ele seguiu os passos de Jesus na Terra Santa, deixando-nos um exemplo maravilhoso de piedade. Peçamos a Deus que nos conceda, a todas e todos nós, uma fidelidade ao espírito da Obra tão grande como a que reluz na vida deste fidelíssimo Padre e Pastor do Opus Dei.

Não posso passar por alto que no dia 19 se completam vinte e cinco anos da execução da Bula pontifícia com a qual o Opus Dei foi erigido como prelazia pessoal. Basta dar uma olhada no quarto de século transcorrido para descobrir – e não conhecemos todos! – tantos motivos de agradecimento à Santíssima Trindade. Esmeremo-nos em cuidar da Obra, filhas e filhos meus, repetindo frequentemente aquela jaculatória de São Josemaria, completada pelo seu primeiro sucessor: Cor Maria dulcissimum, iter para et serva tutum! E agradeçamos ao Servo de Deus João Paulo II por ter sido dócil instrumento nas mãos do Senhor. O nosso Padre levou esta intenção à sua Missa diária, e, como é lógico, unimo-nos à sua piedade eucarística, aproveitando também o aniversário da sua ordenação sacerdotal, no dia 28 deste mês.

Terminei hoje o retiro espiritual. Rogo-vos que me apoieis com as vossas orações, para que também eu me converta a fundo de novo nesta Quaresma e chegue às festas pascais bem purificado, bem aceso no amor a Deus, às minhas filhas e aos meus filhos, e a todas as almas.

Com todo o afeto, abençoa-vos

o vosso Padre

† Javier

Roma, 1º de março de 2008.

[1] At 4, 32 (Vg).

[2] Cfr. 1 Cor 9, 24-27; Fil 3, 12-14.

[3] São Leão Magno, Homilia 7 sobre a Quaresma.

[4] São Leão Magno, Homilia 2 sobre a Quaresma.

[5] Cfr. Bento XVI, Mensagem para a Quaresma de 2008, 30-X-2007, n. 1.

[6] Cfr. Mt 6, 2-4.

[7] Mt 25, 35-36.

[8] Bento XVI, Mensagem para a Quaresma de 2008, 30-X-2007, n. 4.

[9] 1 Pe 4, 8.

[10] São Josemaria, Caminho, n. 463.

[11] Bento XVI, Carta encíclica Deus caritas est, 25-XII-2005, n. 28.

[12] Cfr. Mt 14, 13-21; Mc 1, 32-34; Mc 6, 33-34.

[13] Cfr. Mt 8, 1-4; Jo 3, 1-21; Lc 7, 36-50.

[14] Tertuliano, Apologético 39.

[15] São Josemaria, Amigos de Deus, n. 225.

[16] São Josemaria, Amigos de Deus, n. 226.

[17] 1 Jo 3, 16-18.

[18] Bento XVI, Mensagem para a Quaresma de 2008, 30-X-2007, n. 5.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Contra o aborto, igreja usa réplica de feto durante missa

Saudações queridos leitores!

Genial! Assim que eu resumo a nova estratégia das Igrejas no Rio de Janeiro para combater o aborto. Fiquem com reportagem da Folha Online (fonte aqui), volto depois.

Contra o aborto, igreja usa réplica de feto durante missa da Folha Online

Em nova ofensiva contra o aborto, a Igreja Católica do Rio passou a usar fetos de resina e vídeos durante missas e palestras, informa reportagem de Malu Toledo e Johanna Nublat publicada na edição desta terça-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

"Em paróquias do Rio, como a Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, zona sul, uma almofada com a escultura de um feto é levada até o altar nas missas dominicais e é mostrada entre os freqüentadores. Na igreja Santa Margarida, na Lagoa, o "feto' está dentro de um vidro com gel, como se tivesse na placenta, exposto no altar", afirma a reportagem.

No total, foram confeccionados 600 bonecos em forma de feto para serem distribuídos nas 264 paróquias da cidade e usados nas missas de domingo durante a Quaresma. O combate ao aborto é tema da campanha da fraternidade deste ano da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O lema é "Escolhe, pois, a vida".

Mais polêmica é a exibição de quatro vídeos com cenas reais de fetos sendo retirados de mulheres. Neles, médicos descrevem como é feito o procedimento.

Em Ipanema, uma trilha sonora dramática acompanha uma das imagens mais chocantes: um feto sendo arrancado pela cabeça.

Voltei. Chocante, né? É chocante mas é a mais pura verdade. É muito fácil pensar em abortar com aquela visão da pobre jovem que não está preparada para a maternidade, ou que então foi vítima da lamentável violência sexual.

Mas ninguém pensa que durante o aborto o que acontece é o extermínio de uma vida. Vida essa que é inocente e que muitas vezes é dilacerada por puro egoísmo. O que a Igreja faz nesse caso é simplesmente mostrar o lado do aborto que os abortistas fingem não existir.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Sagrada Liturgia deve ser a oração pessoal mais profunda

Saudações queridos leitores!

A Sagrada Liturgia é essencial na vida espiritual. Hoje em dia alguns sacerdotes a maltratam muito. Dom João Evangelista Kovas não é um desses. Para quem já teve oportunidade de assistir uma Santa Missa celebrada por ele, sabe que ele é um dos sacerdotes mais zelosos que há. Fiquem com sua entrevista para ZENIT (fonte aqui).

Sagrada Liturgia deve ser a oração pessoal mais profunda

Entrevista com D. João Evangelista Kovas, prior do Mosteiro de São Bento de São Paulo

Por Alexandre Ribeiro

SÃO PAULO, segunda-feira, 10 de março de 2008 (ZENIT.org).- A Sagrada Liturgia deve ser a oração pessoal mais profunda e a sua solenidade depende em grande parte da sobriedade com que é celebrada, afirma o prior do Mosteiro de São Bento da cidade de São Paulo (Brasil).

Nesta entrevista a Zenit, Dom João Evangelista Kovas fala sobre a espiritualidade litúrgica dos beneditinos, a beleza da liturgia e o esmero que se deve ter com ela.

--Pode-se falar de uma Liturgia beneditina ou de um modo específico dos beneditinos celebrarem a Sagrada Liturgia?

--D. João Evangelista Kovas: A rigor, não falamos de uma Liturgia beneditina, nem de um modo específico dos beneditinos celebrarem a Liturgia. O melhor seria falar de uma espiritualidade litúrgica.

Todos concordamos a respeito da importância de se saber rezar. Pensamos habitualmente em uma pessoa que está rezando sozinha, diante do Sacrário ou mesmo em um recinto fechado. Dificilmente imaginamos uma pessoa que está rezando em comunidade e celebrando a Sagrada Liturgia. São Bento justamente pensa o contrário. Acompanhando o grande mote monástico do “orar sem cessar”, ele oferece ao monge em sua Regra a imagem da oração coral, em comunidade e reunindo-se várias vezes ao dia. Com efeito, o beneditino é aquele que vive a espiritualidade litúrgica, aprende a rezá-la, fazer da oração comum da Igreja a sua oração mais pessoal e profunda possível.

--Que é o Ofício Divino? Para os beneditinos, ele tem algumas especificidades?

--D. João Evangelista Kovas: O “Ofício Divino” é como São Bento chama as orações litúrgicas em geral e mais especificamente a “Liturgia das Horas”, bastante difundida na vida da Igreja, antes mesmo de São Bento. O interessante é que São Bento também fala do objetivo do mosteiro como o a “Escola do Serviço do Senhor”, querendo dizer com isso que o monge é chamado a descobrir o mistério de Deus pela perseverança no mosteiro e tudo o que isso significa. O conjunto da vida do monge, seu trabalho, seus estudos, a vivência comunitária, a oração, está voltado para o conhecimento da verdade e do louvor a Deus. Esse conhecimento da verdade vai além da simples aplicação às leituras, ele é resultado de uma vida de profunda amizade com o Senhor, no sentido sapiencial de que Deus revela seus mistérios a seus amigos.

A Liturgia ou o “Ofício Divino” é o serviço do Senhor por excelência. O Catecismo da Igreja Católica explica muito bem esse sentido, com simplicidade e exatidão, citando justamente a Regra de São Bento de que “nada se anteponha ao Ofício Divino” (cf. CIC Nº 347). Na hora do Ofício, o monge deve deixar todos os afazeres que está fazendo e dirigir-se sem demora ao coro, para unir-se a seus irmãos em oração. Com isso, é cumprida a ordem correta das preocupações humanas, segundo a qual o homem não vive apenas para seu trabalho. Ele vive também de toda palavra que sai da boca de Deus e do louvor divino, ao qual é especialmente chamado dentre todas as criaturas.

Normalmente, o Ofício Divino é celebrado nos mosteiros beneditinos, de modo que o Saltério é rezado por inteiro em duas ou uma semana. A presença do Canto Gregoriano também é bastante marcante na recitação do Ofício, como o canto coral por excelência.

--Qual tem sido a influência dos beneditinos na história da Liturgia?

--D. João Evangelista Kovas: A influência dos beneditinos é bastante ampla na história da Igreja. Chegou-se a falar de uma Igreja monástica, por causa das intensas atividades dos monges em uma época que a civilização antiga estava em franca decadência. Essas influências marcaram mesmo o início de uma nova civilização, em todos os seus aspectos: do mundo do trabalho, da cultura e da vivência da fé.

A liturgia celebrada nos mosteiros beneditinos sempre foi a liturgia da Igreja. Contudo, dada a importância dos mosteiros para a vida da Igreja, eles se tornaram verdadeiros celeiros da vida litúrgica, mantendo o legado litúrgico antigo e transformando-o aos poucos ao longo dos séculos. A contribuição mais recente normalmente é lembrada como o início do Movimento Litúrgico.

A Igreja católica saía de uma grande crise, com duras perseguições, de fins do século XVIII a meados do XIX, quando tem início uma série de iniciativas de recuperação da vida eclesial, que se chamou Restauração Católica. Uma dessas iniciativas diz respeito à Liturgia, encabeçada pelo Movimento Litúrgico. Esse Movimento foi iniciado pelos beneditinos. Em especial, destacam-se os estudos eruditos do Abade beneditino francês Dom Prosper Guéranger OSB, sobre o Canto Gregoriano, e o trabalho de Abade beneditino alemão Dom Odo Casel OSB, sobre a liturgia como celebração do Mistério cristão. A necessidade restauradora foi especialmente sentida nos mosteiro, justamente pelo caráter indispensável da liturgia na vida beneditina. Logo em seguida, o Movimento toma proporções mundiais, influenciando largamente os trabalhos no Concílio Vaticano II, sobretudo o primeiro documento: Sacrosanctum Concilium.

--Com que atitudes e postura o clero e os fiéis podem demonstrar o seu amor pela Sagrada Liturgia?

--D. João Evangelista Kovas: Antes de tudo, deve-se fazer da Sagrada Liturgia a sua oração pessoal mais profunda, depois ter grande apreço pela liturgia tal como ela é apresentada pela Igreja. A solenidade da liturgia depende em grande parte da sobriedade com que é celebrada. A mudança de rito ou o acréscimo de elementos estranhos à liturgia comum cria um ambiente de surpresas e concorre com o significado presente nos textos bíblicos lidos.

Com isso, prejudica-se o clima de oração e a devida atenção à Palavra proclamada. Por isso, é preciso aprender a rezar a liturgia em sua forma simples. Aos poucos vamos adentrando o mistério que se revela, somente, quando aceitamos estar ali presentes, adorando a Deus com suas próprias palavras.

Cada comunidade cristã é sumamente beneficiada, quando aprende a rezar bem a liturgia e ensinar isso aos mais jovens. O espírito dos dias de hoje, de inquietação, pressa e destempero, não pode tomar lugar naquele espaço privilegiado, no qual nos encontramos com nosso Deus. Devemos nos deixar transportar pelo Espírito de Deus, que suavemente e com poder nos conduz à salvação.

Como faz falta sacerdotes com o Dom João Evangelista!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Colômbia: Anunciam distribuição gratuita de pílula do dia seguinte e preservativos

Saudações queridos leitores!

Eu já vi essa história antes. Fiquem com reportagem da ACI, volto depois.

Colômbia: Anunciam distribuição gratuita de pílula do dia seguinte e preservativos

.- Em mais um passo em contra da vida na Colômbia, depois da despenalização do aborto por parte da Corte Constitucional realizada em 2006, o Ministério de Proteção Social deu a conhecer a regulamentação para um programa que entregará gratuitamente a abortiva "pílula do dia seguinte", preservativos e outros anticoncepcionais às jovens do país.

Conforme informou o jornal El Tiempo em sua edição online, Branca Elvira Cajigas, Vice-ministra de Saúde e Bem-estar, indicou que a pílula do dia seguinte será entregue a adolescentes entre 15 e 19 anos que não estejam filiadas ao sistema de saúde, nos serviços de urgências dos hospitais, clínicas e centros de saúde públicos e privados do país. "A medida cobre às vítimas de violação e a todas aquelas mulheres que tenham relações sexuais desprotegidas", acrescentou.

"O propósito é que estas pílulas não acabem convertidas em um método de planificação familiar. Quem as pedir receberá uma assessoria sobre seu uso e deverão inscrever-se, obrigatoriamente, no programa regular de planificação familiar, mediante o qual poderão escolher algum dos outros métodos", disse a funcionária.

Cajigas também explicou que com este programa se pretende que para o próximo ano, "quando alcançarmos cobertura universal em saúde, todas possam aceder".

A pesar de que cientificamente foi demonstrada sua pouca eficácia para prevenir enfermidades venéreas, a funcionária indicou que os preservativos "somente os receberão casais com diagnósticos confirmados do HIV SIDA, hepatite B, hepatite C e infecções de transmissão sexual. Basta o diagnóstico de um dos dois".

Os outros anticoncepcionais que podem ser solicitados pelas colombianas são os implante sub-dérmicos e os anticoncepcionais orais e injetáveis. "A decisão de inclui-los-se tomou logo depois de que um estudo realizado pelo Ministério indicou que, a longo prazo, resulta mais rentável entregar estes métodos aos colombianos (em termos de produtividade e prevenção de gravidezes não desejadas e enfermidades de transmissão sexual), que não fazê-lo", precisa El Tiempo.

Voltei. É a mesma história que ocorre no Brasil. Ao invés de se incentivar a responsabilidade sexual, incentivam o sexo irresponsável e depois querem reparar os danos. Será que as pessoas não percebem que o sexo está super valorizado em nossa cultura? Não há necessidade de se ficar empurrando essa necessidade de relação sexual goela abaixo dos jovens.

O Brasil é um exemplo de que tal política é inútil. Existe tanta propaganda sobre o sexo seguro por aqui que os jovens simplesmente estão de saco cheio. De saco tão cheio que em muitos casos as ignoram solenemente. Se não fosse assim, os índices de doenças sexualmente transmissíveis não continuariam aumentando apesar da campanha também ter sido intensificada.

O problema da desordem sexual é algo que demanda uma mudança comportamental contrária à pregada pelos governos. As pessoas farão sexo? Sim, claro. Mas em muitos casos essas campanhas preconizam os jovens a buscar a relação sexual cada vez mais cedo, visto que a sociedade impõe o ato sexual como algo que deve ser experimentado o quanto antes.

Essas campanhas estão na contramão do bom senso.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Episcopado espanhol felicita a Zapatero após triunfo em eleições

Saudações queridos leitores!

Zapatero ganhou as eleições na Espanha e recebe as felicitações da Igreja. Fiquem com ACI, volto depois.

Episcopado espanhol felicita a Zapatero após triunfo em eleições

.- O Presidente da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), Cardeal Antonio María Rouco Varela, e o Secretário Geral da mesma, Dom Juan Antonio Martínez Camino, felicitaram ao ganhador das eleições presidenciais, José Luis Rodríguez Zapatero.

O Cardeal Rouco Varela e Dom Martínez Camino, asseguram a Zapatero em uma missiva "nossa oração para que o Senhor lhe conceda sua luz e sua força no desempenho das altas responsabilidades que lhe encomenda o povo espanhol, ao serviço da paz, da justiça, da liberdade e do bem comum de todos os cidadãos".

Do mesmo modo, manifestam sua "disposição pessoal e a da Conferência Episcopal para colaborar sinceramente com as autoridades legítimas do Estado em ordem ao melhor serviço do bem comum".

Voltei. Espero sinceramente que haja uma verdadeira colaboração de ambos os lados em prol do bem-estar do povo espanhol. Rezo para que a Igreja deixe de ser marginalizada e maltratada como aconteceu nos últimos anos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 9 de março de 2008

Evangelho de Domingo - 5º Domingo da Quaresma (semana I do saltério)

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de São Gregório de Nazianzo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.

Evangelho (Jo 11, 1-45 (5º Domingo da Quaresma (semana V do saltério))

1Estava doente certo homem, Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de Marta, sua irmã. 2Maria era aquela que ungiu o Senhor com perfume e Lhe enxugou os pés com os cabelos; seu irmão Lázaro é que estava doente. 3Mandaram-Lhe, pois, dizer as irmãs: Senhor, olha que está doente aquele de quem és amigo! 4Quando ouviu isto, Jesus observou: Essa doença não é de morte, é antes para a glória de Deus, para o Filho de Deus ser glorificado por ela.
5Ora Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. 6Mas, tendo ouvido dizer que ele estava doente, ainda ficou dois dias no sítio em que Se encontrava. 7Só depois é que disse aos discípulos: Vamos outra vez para a Judeia. 8Rabi - observam-Lhe os discípulos - ainda há pouco procuravam os Judeus apedrejar-Te, e Tu vais outra vez para lá?! 9Jesus retorquiu: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; 10mas, se andar de noite, tropeça, porque não tem a luz consigo. 11Assim falou, declarando-lhes depois disso: O nosso amigo Lázaro está a dormir, mas Eu vou lá acordá-lo. 12Disseram-Lhe então os discípulos: Senhor, se está a dormir, salvar-se-á. 13Jesus referia-Se à morte dele, mas eles pensaram que falava do sono natural. 14Disse-lhes então Jesus abertamente: Lázaro morreu, 15e Eu, por vossa causa, estou contente por lá não ter estado, para que vós acrediteis. Mas vamos ter com ele. 16Disse então Tomé, que é chamado Dídimo, aos companheiros: Vamos nós também, para morrermos com Ele!
17E assim Jesus, ao chegar, encontrou-o já com quatro dias de túmulo. 18Ora Betânia era perto de Jerusalém, cerca duns quinze estádios; 19e muitos Judeus tinham vindo até junto de Marta e de Maria, para as consolarem pela morte do irmão.
20Quando Marta ouviu dizer que Jesus estava a chegar, foi-Lhe ao encontro, enquanto Maria ficava em casa. 21Disse então Marta a Jesus: Se cá estivesses, Senhor, não teria morrido meu irmão! 22Ainda agora eu sei que tudo o que pedires a Deus, Deus To há-de conceder. 23Diz-lhe Jesus: Teu irmão ressuscitará. 24Responde-Lhe Marta: Eu sei que há-de ressuscitar na altura da Ressurreição, no último dia! 25Eu sou a Ressurreição e a Vida - volveu-lhe Jesus. - Quem acredita em Mim, ainda que venha a morrer, viverá; 26e todo aquele que vive e acredita em Mim não morrerá jamais. Acreditas nisto? 27Acredito, Senhor- Lhe diz ela - eu já acreditava que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo!
28Dito isto, retirou-se e foi chamar sua irmã Maria, dizendo em segredo: Está ali o Mestre e manda-te chamar! 29Ela, ao ouvir isto, levanta-se prontamente e vai ter com Ele. 30Jesus, de facto, ainda não tinha entrado na aldeia, mas conservava-Se no sítio em que Marta Lhe tinha vindo ao encontro. 31Então os Judeus que estavam com Maria em casa a consolá-la, quando a viram levantar-se apressadamente e sair, foram atrás dela, pensando que ia ao túmulo, para aí chorar. 32Maria, ao chegar aonde estava Jesus, caiu-Lhe aos pés, quando O viu, dizendo-Lhe: Se cá estivesses, Senhor, não teria morrido meu irmão! 33Então Jesus, quando a viu a soluçar e os Judeus que tinham vindo com ela a soluçar também, teve um frêmito na alma e perturbou-Se; 34depois perguntou: Onde o pusestes? Responderam-Lhe: Vem ver, Senhor. 35Jesus chorou. 36Diziam então os Judeus: Olha como Ele o estimava! 37Mas alguns deles observavam: Não podia Ele, que abriu os olhos do cego, ter feito igualmente com que este não tivesse morrido?
38Então Jesus, tendo um novo frêmito no íntimo, chega ao túmulo. Era uma furna e nela estava colocada uma pedra. 39Diz Jesus: Tirai a pedra. Responde-Lhe Marta, irmã do morto: Já cheira, Senhor, pois está no quarto dia. 40Diz-lhe Jesus: Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus? 41Tiraram, pois, a pedra. Então Jesus ergueu os olhos ao alto e disse: Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido. 42Eu bem sabia que sempre Me ouves, mas foi por causa da multidão dos circunstantes que o disse, para que acreditem que Tu Me enviaste. 43Dito isto, bradou em alta voz: Lázaro, vem cá para fora! 44O morto saiu, atado de pés e mãos com ligaduras e a cara envolta num lençol. Diz-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir. 45Então, muitos dos Judeus que tinham vindo ter com Maria, ao verem o que Ele fizera, acreditaram n'Ele.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Gregório de Nazianzo (330-390), bispo, doutor da Igreja
Sermão sobre o Santo Baptismo
“Lázaro, sai para fora”

“Lázaro, sai para fora!” Deitado no túmulo, ouviste este chamamento imperioso. Haverá voz mais sonora do que a do Verbo? Então, vieste para fora, tu que estavas morto, e não apenas há quatro dias, mas há muito tempo. Ressuscitaste com Cristo […]; caíram-te as ligaduras. Agora, não voltes a cair na morte; não voltes a juntar-te aos que habitavam nos túmulos; não te deixes abafar pelas ligaduras dos teus pecados. É que talvez não pudesses voltar a ressuscitar. Poderias acaso retirar da morte deste mundo a ressurreição de todos, no final dos tempos? […]

Que o chamamento do Senhor te ressoe, pois, aos ouvidos! Não te feches aos ensinamentos e aos conselhos do Senhor. Se estavas cego e mergulhado em trevas no túmulo, abre os olhos para não te afundares no sono da morte. Na luz do Senhor, contempla a luz; no Espírito de Deus, fixa o teu olhar no Filho. Se acolheres a Palavra, concentrarás na tua alma todo o poder de Cristo, que cura e ressuscita. […] Não receies sofrer para conservares a pureza do teu baptismo e abre no coração os caminhos que te fazem ascender ao Senhor. Conserva cuidadosamente o acto de libertação que recebeste por pura graça. […]

Sejamos luz, como os discípulos aprenderam a sê-lo Daquele que é a grande Luz: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 14). Sejamos luminárias no mundo, erguendo bem alto a Palavra da vida, sendo poder de vida para os outros. Partamos em busca de Deus, em busca Daquele que é a primeira e a mais pura das luzes.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Tomás de Torquemada

Saudações queridos leitores!

Muitos tremem ao ouvir o nome de Torquemada. Normalmente ele é associado com os abusos ocorridos durante a Santa Inquisição. Mas muito pouca gente tem um conhecimento da biografia de Torquemada minimamente sólido para emitir qualquer opinião.

Tormás nasceu no vilarejo de Torquemada, na Espanha e de acordo com os costumes da época, teve incorporado a seu nome a sua procedência. Frei Tomás de Torquemada foi um frade dominicano que levava uma modesta vida no mosteiro de Santa Cruz, em Segóvia. Com o passar do tempo foi adquirindo um prestígio cada vez maior, o que o levou a se tornar confessor de Fernando e Izabel, Reis da Espanha. Foi Inquisitor Geral da Espanha por cerca de 13 anos, até 1496, quando se retirou para o Convento de São Tomás de Aquino, em Ávila, onde morreu em 1498.

Henri Maisonneuve descreve Torquemada em seu livro "L'Inquisition" da seguinte maneira: "Torquemada é o símbolo de todos os temores inquisitoriais. O que devemos dispensar? Torquemada, alto e seco, fisionomia fechada, olhos negros e penetrantes, asceta muito austero, enérgico e duro para consigo próprio como para com os outros, apaixonado pelo triunfo da religião e pela grandeza da Espanha, faz da Inquisição o instrumento ao mesmo tempo do absolutismo religioso e do absolutismo real, praticamente confundidos. Muito inteligente, muito culto, teólogo, canonista, ele se interessa pela literatura e pelas belas-artes, mas parece desprovido de todo calor humano. Recomenda todavia em suas cartas a justiça e a misericórdia, mesmo a piedade." Mas o escritor faz uma ressalva: "Entre a inclinação da Santa Sé à indulgência e a inclinação dos reis Católicos à severidade, ele não hesita."

Tendo em vista seu perfil, todo o temor que ronda a figura de Torquemada não se deve à sua crueldade, mas sim ao fato de ele ter sido quem elaborou o modelo mais conhecido da Inquisição Espanhola e a sua eficiência como Inquisitor.

Os críticos da Igreja necessitavam de um modelo de prepotência e Torquemada foi o escolhido, tendo sua imagem denegrida com enorme exagero. As instruções que Torquemada deixou para orientar a atuação inquisitorial são claras e precisas e nelas é possível ver suas preocupações com a moderação e a justiça nos processos. Torquemada também escreveu muitas cartas, que ficaram ocultas por vários anos, onde ele revela um espírito enérgico, mas também caritativo.

Ele sempre trabalhou pela execução honesta das atividades inquisitoriais e reprimindo eventuais abusos. Foi o responsável por ampliar a competência dos tribunais inquisitoriais, permitindo-lhes que se ocupassem além dos hereges, de delitos graves cometidos, como padres que se amancebavam, seduziam mulheres e as incitavam a não confessar seus pecados, carcereiros que violentavam as prisioneiras, falsos santos e falsos místicos. Graças a seus cuidados e a seu zêlo, os presídios eclesiásticos, dos quais já falei aqui no começo do blog, receberam grandes melhoramentos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.