sábado, 8 de março de 2008

Papa apresenta vida sacramental como antídoto às seitas

Saudações queridos leitores!

Alguns dias atrás escrevi um pouco sobre as seitas. Hoje, o Santo Padre nos ensina um antídoto contra as artimanhas usadas pelas seitas para laçar os mais incautos. Fiquem com ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Papa apresenta vida sacramental como antídoto às seitas
Ao receber os bispos da Guatemala

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 6 de março de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI apresentou uma vida de fé e de participação nos sacramentos como antídoto contra a expansão das seitas, especialmente na América Latina.

Foi a mensagem que deixou esta quinta-feira ao receber os bispos da Guatemala que realizaram sua qüinqüenal visita «ad Limina Apostolorum» ao Papa e a seus colaboradores.

Depois de ter recebido pessoalmente os prelados e de ler seus informes, o Santo Padre constatou que «Deus abençoou o povo guatemalteco com um profundo sentimento religioso, rico de expressões populares, que hão de amadurecer em comunidades cristãs sólidas, celebrando com alegria sua fé como membros vivos do Corpo de Cristo (cf. 1 Co 12, 27) e fiéis ao fundamento dos apóstolos».

«Sabeis muito bem que a firmeza da fé e a participação nos sacramentos fazem fortes vossos fiéis diante do risco das seitas ou de grupos pretensamente carismáticos, que criam desorientação e chegam a pôr em perigo a comunidade eclesial», acrescentou o Papa.

Nos últimos trinta e cinco anos, segundo alguns especialistas, grupos protestantes e outras seitas religiosas teriam conseguido atrair quase 30% da população, ainda que os números exatos são difíceis de confirmar, pois também há pessoas que abandonam posteriormente essas confissões. Estimativas apontam que na Guatemala existam atualmente cerca de dez mil grupos fundamentalistas.


Voltei. Qualquer seita é um perigo. Seja perigo social, seja perigo espioritual. Vivemos em um país repleto de seitas, dos mais variados tipos. Para que os incautos não caiam em suas armadilhas, o Papa recomenda justamente o que eles não possuem e nunca possuirão: os sacramentos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Anglicanos tiram autoridade de nomear bispos ao Premier inglês

Saudações queridos leitores!

Muita gente desce a lenha na Igreja quando vêem qualquer coisa que lhes lembre influência da mesma sobre o Estado. No Anglicanismo a influência de um no outro é descarada e ninguém fala nada. Fiquem com reportagem da ACI, volto depois.

Anglicanos tiram autoridade de nomear bispos ao Premier inglês

.- Em um passo em direção a uma maior autonomia religiosa, o Sínodo geral da igreja anglicana da Inglaterra decidiu prescindir da tradicional aprovação do Primeiro-ministro inglês para a nomeação de bispos desta denominação nascida da separação propiciada por Enrique VIII em 1534.

Seguindo a tradição estabelecida por Enrique VIII quando decidiu separar a igreja da Inglaterra da Igreja católica, o sínodo de bispos anglicanos apresentava ao Rei dois candidatos, dentre os quais a coroa decidia ao eleito para ocupar uma sede episcopal.

Quando a Inglaterra virou monarquia constitucional, a responsabilidade de selecionar aos bispos dentre a dupla apresentada pela "Crown Nominations Commission", recaiu sobre o Primeiro-ministro.

Durante o Sínodo que concluiu a semana passada, os bispos anglicanos da Inglaterra discutiram se devia primar um modelo de igreja mais desligado do regime político, ou se esta vinculação devia manter-se para preservar a identidade de "igreja da Inglaterra" como completamente distinta da Igreja católica romana.

No debate terminou se impondo a convicção da necessidade de recuperar autonomia do estado para assegurar uma dimensão espiritual mais clara.

Voltei. O Anglicanismo é mesmo uma coisa muito curiosa. a Rainha é a chefe da Igreja. Vários atos com peso doutrinário são tomados em conjunto com o Parlamento e as várias "facções" possuem independência suficiente para escolher se acatam ou não à doutrina vinda de Canteburry.

Como grande parte do protestantismo tradicional (aquele surgido com os ideais mais próximos de Lutero, não essa pouca-vergonha neo pentecostal que temos hoje em dia), o Anglicanismo já acabou mas ainda não sabe. O caos que se instalou na doutrina anglicana é tão profundo que hoje em dia eles questionam pontos elementares de sua própria doutrina.

Não há religião ou doutrina no mundo que consiga sobreviver e ser levada a sério a partir do momento que ela passa a desacreditar de si mesma.

O protestantismo já acabou. Só eles ainda não sabem.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Arcebispo de San Antônio rechaça presença de Hillary Clinton em universidade católica

Saudações queridos leitores!

Nós temos várias Universidades Católicas aqui no Brasil, mas as mesmas se comportam por muitas vezes de modo muito diferente do que se espera de uma Universidade Católica. Vejamos como se comporta uma verdadeira instituição de ensino pautada no Catolicismo. Por ACI, volto depois.

Arcebispo de San Antônio rechaça presença de Hillary Clinton em universidade católica

Dom Gómez e Hillary Clinton

.- O Arcebispo de San Antônio, Dom José H. Gómez, rechaçou a anunciada e iminente presencia da pré-candidata presidencial democrata Hillary Clinton, em uma universidade católica de sua jurisdição, por tratar-se de um personagem público que defende abertamente o aborto.

Dom Gómez e seus bispos auxiliares, Dom Patrick J. Zurek e Dom Thomas J. Flanagan (retirem), publicaram uma declaração em resposta à presença de Clinton na Universidade St. Mary.

"Foi para mim uma surpresa receber a notícia de que a Senadora Hillary Clinton se apresentará na Universidade St. Mary. Não fui informado nem consultado pela universidade antes de que decidissem permitir que a Senadora Clinton fale na universidade", indicou Dom Gómez.

O Arcebispo explicou que "as instituições católicas têm o dever de ensinar e promover os valores católicos em todas as circunstâncias. Isto é especialmente importante quando as pessoas olham as nossas universidades católicas em busca de liderança e claridade sobre os discursos políticos, normalmente complicados e contraditórios".

Dom Gómez precisou que "o histórico de votação da Senadora Clinton assim como de alguns de outros candidatos à presidência não é consistente com os ensinamentos da Igreja Católica no que se refere ao importante tema da vida".

"Não é minha intenção dizer às pessoas por quem devem votar. Entretanto, exorto aos católicos a que entendam os ensinamentos da Igreja de maneira integral no que se refere aos temas públicos de grande importância hoje. Rogo aos professores e à equipe de pastoral da Universidade St. Mary que sigam cumprindo com sua responsabilidade de educar aos seus alunos em sua responsabilidade política, seguindo os ensinamentos da Igreja Católica", adicionou.

Neste sentido, precisou que "nossas instituições católicas devem promover uma clara compreensão das nossas profundas convicções sobre um tema como o aborto, um ato que a Igreja chama um ‘crime abominável’ e um tema não-negociável".

Clinton está visitando o sul do Texas para conseguir o voto latino depois de ter perdido nas eleições primárias do Potomac e estar por debaixo de Barack Obama no número de delegados necessários para consagrar-se como a candidata presidencial do Partido Democrata.

Voltei. Nos Estados Unidos os Católicos são minoria. Mas como vemos, são uma minoria muito firme na fé. Aposto os pinos do meu ombro como algo assim não aconteceria nas Universidades Católicas daqui. Provavelmente seria justamente o contrário. Um candidato que fosse contra os princípios cristãos seria ovacionado na PUC.

Mas até lá tem gente que tenta passar a perna na Igreja. Como vimos na reportagem, Dom José Gomez não tinha sido avisado da presença da Senadora Hillary Clinton, pois se tivesse sido avisado, certamente ele não permitiria isso.

Isso é censura? De jeito nenhum! A Senadora Clinton tem muitos palanques onde discursar, ela não precisa fazê-lo justamente onde não é bem vinda por causa de suas idéias. A Universidade não é obrigada a dar espaço a ela. Cada um manda na sua casa.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Defesa da vida - uma questão de religião?

Saudações queridos leitores!

Já critiquei Dom Odilo Cardeal Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo. Hoje faço-lhe um justíssimo elogio. O seu artigo publicado no Estado de São Paulo (fonte aqui) é um dos melhores artigos que li sobre o assunto autalmente. Fiquem com Dom Odilo.

Defesa da vida - uma questão de religião?

Dom Odilo P. Scherer

A Campanha da Fraternidade (CF) propõe, neste ano, a reflexão sobre a defesa e a valorização da vida humana que, de muitas maneiras, é banalizada e ameaçada. É uma questão levantada pela Igreja, é verdade, mas isso interessa a toda a sociedade brasileira.

A Igreja Católica afirma a inviolabilidade da vida humana desde o seu início, na fecundação; e defende a dignidade intocável de cada ser humano, não importando o estado ou a condição em que ele se encontra; afirma ainda que o ser humano não deve ser considerado um "bem útil", sujeito à lógica do mercado ou ao interesse e à comodidade de terceiros; entende, enfim, que isso é válido não apenas para os seus fiéis, mas para todos. Dizer que tal argumentação é apenas religiosa pode representar um preconceito e uma forma de escamotear uma reflexão importante, para fazer prevalecer um único ponto de vista. Acaso alguém, por não ser católico ou crente em Deus, poderia ser morto, sem mais? Ou estaria ele liberado para matar outros seres humanos? Poderia ser escravizado, vilipendiado ou usado por outros, como um "objeto útil"? Ou estaria liberado para fazê-lo?

A questão de fundo, de fato, é esta: alguém de nós pode ou a sociedade e o Estado podem dispor de um ser humano vivo para fazer com ele o que quiser, até mesmo suprimindo-lhe a vida? Será que alguém aceitaria que outros fizessem conosco a pior coisa que se possa imaginar, tirando nossa vida? Isso seria totalmente inaceitável! E se o Estado resolvesse autorizar a supressão da vida de seres humanos, chamaríamos esse Estado de tirano e gravemente faltoso em relação aos direitos humanos. Pois bem, o direito à vida, deve permanecer intocável; é o primeiro de todos os direitos e dele decorrem os demais. Se houver vacilação na afirmação desse princípio basilar, ficará abalado todo o Direito e se abrirão as portas ao império do arbítrio e da violência.

Os critérios do conforto-desconforto, prazer-sofrimento, custo-benefício, da utilidade e da vantagem podem ser aduzidos para decidir se um ser humano pode nascer ou deve morrer antes mesmo de ver a luz? Os mesmos critérios podem ser usados para matar ou deixar viver uma pessoa adulta, ou para decidir se uma pessoa idosa ou com problemas sérios de saúde pode continuar vivendo ou deve deixar de existir? Nas escolhas, decisões ou atividades que empreendemos, somos facilmente tentados a dar primazia aos critérios do prazer, da vantagem e da utilidade; tais critérios também podem ser legítimos, mas nunca supremos, quando estão em jogo a dignidade e a vida humanas. O filósofo Emmanuel Kant ensinava que o ser humano deve ser considerado sempre um fim em si mesmo e, jamais, um meio para alcançar outros fins. Sendo assim, ninguém pode transformar um outro ser humano em objeto ou se apropriar de sua pessoa e de sua vida por interesse, violência ou por qualquer outro motivo. Queremos mudar isso e estabelecer outros critérios, segundo os quais alguns seres humanos poderiam existir e outros deveriam ser eliminados?

Aqui tratamos, certamente, de considerações éticas que devem estar na base da formulação de leis ou de sua mudança; não se trata de proibições religiosas, mas de princípios éticos gerais, que a Igreja Católica também defende e que tornam a convivência humana digna e respeitosa. A pergunta que deveria ser feita é esta: é belo, é justo, é adequado ao agir humano, ou não, proceder de um modo ou de outro? Quando se trata do respeito à vida humana, felizmente, há uma rejeição sempre mais ampla da pena de morte, da guerra, dos assassinatos a sangue-frio e da violência explícita; estranhamente, porém, cresce a tolerância em relação à prática do aborto, da eutanásia, da eugenia. É contraditório.

A defesa da vida, acima de tudo, é uma questão de direitos humanos e interessa a todos os cidadãos, sejam eles crentes ou não crentes. Se a posição católica não é favorável à legalização do aborto, é porque nesta prática sempre está implicada a supressão voluntária de um ser humano vivo. Todas as demais questões que são apresentadas como argumentos a favor do aborto, como o sofrimento da mulher gestante, o futuro do ser humano que está sendo gerado em hora inesperada, têm sua importância e merecem a atenção conveniente do Estado, da sociedade em geral e também da Igreja; mas não podem justificar a supressão da vida de seres humanos, ainda mais, indefesos e inocentes.

E se a Igreja considera inaceitável, do ponto de vista ético, a pesquisa com células-tronco embrionárias humanas, é porque a obtenção de tais células requer a destruição de embriões; e esses já são seres humanos no início do seu desenvolvimento. Não importa se estão congelados há mais tempo ou são recentes; se foram produzidos em laboratório ou se tiveram origem no útero materno. Mesmo se dessa pesquisa pudessem resultar soluções para doenças até agora incuráveis, a destruição de seres humanos, para atingir tais resultados, continuaria sendo uma prática ilícita. A vida humana não é um bem disponível e não pertence a terceiros nem ao Estado. O ser humano nunca deve ser tomado como um meio para atingir outros fins.

A Igreja não é contrária à ciência; mas ela afirma que os procedimentos científicos, enquanto atividades humanas, também devem ser orientados por critérios e normas éticas; uma delas, claramente, é o respeito à vida e à dignidade do ser humano. A prática da ciência não está acima da ética; tanto isso é verdade e reconhecido, que existe um Comitê Nacional de Ética em Pesquisa, justamente para vigiar sobre a qualidade ética dos procedimentos científicos. E não se trata de um organismo de religião, mas de Estado.

Dom Odilo P. Scherer é arcebispo de São Paulo

Que Deus nos ajude nessa dura batalha pela vida.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Lembo pergunta: Fim do celibato sacerdotal? Eu respondo: Não!

Saudações queridos leitores!

Cláudio Lembo acha que está com a bola toda! Mais uma vez ele tenta apitar na Igreja. Vamos ao segundo debate com ele.

Fim do celibato sacerdotal?

Alguns veículos da imprensa internacional concederam espaço nobre a posicionamentos do clero brasileiro. Querem os integrantes da hierarquia católica liberdade para contraírem matrimônio. Para aqueles que desconhecem a História da Igreja Católica no Brasil a notícia parece extravagante. Não é, contudo. O catolicismo brasileiro sempre se mostrou muito independente.

Não existe catolicismo independente. Existe dotrina mais próxima ou mais distante da Igreja. Quanto mais "independente", mais afastado da Igreja.

A primeira razão se encontra na concordata existente, na época do descobrimento, entre o Papado e o Rei de Portugal. Este documento conferia grande liberdade ao segmento católico no espaço português.

A par deste texto diplomático, a extensão do território brasileiro e a ausência de clérigos para responder pelos ofícios religiosos geraram uma comunidade leiga ativa, formada por rezadores, sacristãos, beatas e beatos.

Tais fatos não justificam a desobediência a Roma. Pessoas muito próximas geograficamente também são capazes dos maiores atos de desobediência, vide Lutero.

Se tanto não bastasse, por influência judaica, as irmandades - ordens terceiras - contratavam sacerdotes, mas se estes não agiam de acordo com a vontade da congregação, rompia-se o contrato. O sacerdote era liberado.

O sacerdote era liberado do trabalho pela Ordem, mas não de sua fidelidade para com a Igreja.

Estas situações deram identidade muito especial ao clero brasileiro. Ainda recentemente, quando a maioria dos sacerdotes latino-americanos apoiaram o militarismo, os padres brasileiros desafiaram os quartéis.

Nesta mesma época, a atividade política democrática encontrava-se limitada. Por meio das comunidades eclesiais de base, o povo se movimentou e reivindicou perante as autoridades.

Todo e qualquer regime totalitário deve ser condenado. Se os outros sacerdotes apoiaram os regimes militares, erraram e devem prestar contas sobre isso. Isso não é progressismo, mas sim obediência à Igreja. Como gostam de classificar, a obediência à Igreja é "conservadorismo", podemos dizer que os padres que se levantaram contra a ditadura tomaram uma atitude classificada de conservadora.

Um dos componentes significativos da redemocratização, no Brasil, constituiu-se na ação dos padres e dos leigos católicos. Estes permitiram o nascimento de traços de cidadania em uma sociedade acostumada à submissão.

Após a democratização, ocorrida nos anos 80, a Igreja Católica no Brasil parece haver recuado, de maneira parcial, de sua atuação social. Retornou à ação pastoral, sem, contudo, perder traços de originalidade.

A luta contra os regimes totalitários, quaisquer que sejam dever da Igreja. Os padres não estavam fazendo nada além do que lhes é exigido. Os sacerdotes continuam a fazer isso mundo afora, contra toda e qualquer ditadura. Se há algum padre que não faz isso, está se omitindo.

Os padres cantores atingem, com seus ritos alegres, milhões de fiéis. Cantam e dançam com a alegria do protocristianismo. Abandonam os rígidos cânones do Concílio de Trento.

Ao longo de quinhentos anos, os leigos proporcionaram festas populares repletas de figuras e simbolismo cristãos. As cavalhadas, procissões, reisados e rezas apresentam-se como antecedentes dos padres cantores.

Essa parte não tem absolutamente nada a ver com o assunto do texto. Empulhação pura.

Agora, afastada da militância social mais ativa, a Igreja Católica no Brasil retirou-se para a sua intimidade. Surgiram desta introspecção petições capazes de perturbar o sossego do Vaticano.

Querem os padres brasileiros democratização na escolha dos bispos. A indicação deve surgir das bases. Afasta do vértice romano a possibilidade de uma nomeação monocrática.

Lembo faz tempestade em um copo d'água. Os padres podem querer o que bem acharem. Podem até pedir para celebrar com um chapéu de frutas igual ao de Carmem Miranda. Isso é totalmente irrelevante para a Igreja.

Já é muito. Mas, pedem mais os sacerdotes brasileiros. Desejam a reinserção dos divorciados, após novo casamento, no seio da Igreja, permitindo-lhes participar da eucaristia.

Os padres não devem pedir a Comunhão de "recasados" para a Igreja, pois não foi ela que instituiu isso. Se têm alguma queixa a fazer com relação a isso, que falem com Nosso Senhor Jesus Cristo, que foi quem instituiu isso.

Bastariam estas solicitações para levar a Cúria Romana a alarme. Pedem mais os padres brasileiros: o rompimento de tradição nascida no ano 300, no Sínodo de Elvira, hoje um subúrbio de Granada, na Espanha.

Neste Sínodo decidiram os bispos pela instituição do celibato eclesiástico. Antes inexistente e até hoje distante da Igreja oriental. O princípio mereceu reafirmação pelo Papa Gregório VII, no ano de 1074.

O celibato é uma norma da Igreja, nasceu em um determinado período da História e está em vigor para os Católicos de Rito Latino até hoje. Quem opta por ser sacerdote sabe muito bem disso.

Aqui, Cláudio Lembo distorce uma informação. O celibato sacerdotal não está distante dos Ritos Orientais, tanto é que somente um sacerdote celibatário pode se tornar Bispo nos Ritos Orientais.

Narram os historiadores o boicote do clero. Em Brescia, na Itália, ao proibir o matrimônio dos sacerdotes, espancaram o bispo. Os alemães, adeptos da hierarquia, tomaram idêntica atitude contra o bispo de Passau.

Irrelevante. Padres desobedientes. Não é porque os sacerdotes espancaram bispos que isso os torna certos. Os torna duplamente errados.

O tema não se encontra em contextualização bíblica. Apresenta-se como elemento da tradição católica. No caso, mais que milenar. Os sacerdotes brasileiros romperam muros seculares com a petição elaborada.

Que muros foram rompidos? Não houve nem sequer uma rachadura. Os padres desobedientes podem pedir o que quiserem. Se pedirem algo que vá contra a Igreja não serão atendidos. Tentar superdimensionar esse pedido como uma quebra de paradigma é vandalismo intelectual.

A confrontação entre os oponentes pode conduzir a situações extremas. Mutações, contudo, não devem ser esperadas. A Cúria Romana, particularmente no papado de Bento XVI, mostra ortodoxia.

A Ortodoxia não é de Bento XVI ou da Cúria, mas sim da Igreja.

No passado, quando se introduziu o celibato sacerdotal, as penas para os transgressores foram duras. As mulheres de sacerdotes consideradas concubinas.

E até hoje o são. Elas são mulheres que vivem relacionamentos ilegítimos com sacerdotes. Que nome se dá a quem vive uma união ilícita aos olhos da Igreja? Lembo pode usar o sinônimo ou o eufemismo que quiser, mas elas são concubinas.

Os filhos, gerados na vida em comunhão, requisitados como escravos para o bem da Igreja. Outros tempos, mas a lembrança das sanções permite aquilatar o grau da reação contemporânea à vontade do clero brasileiro.

Verdade? Eram tranformados em escravos? Cadê as provas? Tem que citar o fato e mostrar a fonte! Sem fonte a afirmação vale tanto quanto nota de três reais.

O clero brasileiro sempre se apresentou libertário, traço peculiar do catolicismo local. Conhece as contingências de um povo sofrido e repleto de paixão. Age de acordo com seu rebanho.

Simples antever a resposta da Congregação para o Clero. Uma sonora desconsideração de todos os pedidos. Ferem as tradições da Igreja européia. Não se coadunam com a tradição. Ponto e basta, como diria um italiano enfadado.

Ainda bem que a Igreja não é uma democracia, pois se fizessem a vontade da maioria em detrimento de Cristo, certamente no próximo Concílio os padres iriam com suas esposas, e no outro, iriam com seus maridos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Embrião humano

Saudações queridos leitores!

Trago um texto do Claudio Fonteles, procurador da República na época em que a ADIN foi impetrada no STF.

Embrião humano

Tem sido interessante observar as vicissitudes que os defensores da pesquisa com células tronco embrionárias vêm adotando.

A princípio, centralizavam-se na argumentação de que a vida humana não começa na fecundação, mas em etapas posteriores: nidação, ou seja, chegada ao útero; formação do sistema nervoso; etc.

Diante da evidência de que o zigoto, célula primeira resultante daunião do espermatozoide com o óvulo, por si mesmo, sem qualquer interferência da mãe ou do pai, desenvolve-se à formação dos vários e próprios sistemas, normalmente a culminar no nono mês da gestação, focam , agora, o destino dos embriões congelados em clínicas reprodutivas.

Por esse viés de argumentação melhor sorte não têm.

De pronto é de se considerar grave omissão do Ministério da Saúde no tema.

Nenhuma palavra foi dita pelo Senhor Ministro no transcorrer do debate.

Se o próprio artigo 5º diz que as pesquisas incidem sobre "embriões congelados há 3 anos, ou mais ", imperativo se faz o controle do Ministério da Saúde sobre as clínicas de reprodução assistida criando banco de dados, onde estejam catalogadas todas que operam em nosso País, e , mantido o mais absoluto sigilo, o registro de origem, chegada e destino (se congelados ou implantados) dos embriões, inclusive os valores pecuniários envolvidos no contrato.

Fora daí, como saber-se se os embriões congelados datam de mais de três anos?

A discussão deve ter, por consectário claro, a suspensão da inércia do Ministério da Saúde em relação às clínicas de reprodução assistida.

O tema central do debate está, verdadeiramente, em marcar-se o início da vida humana.

Se a Constituição Federal, como princípio fundamental afirma "a dignidade humana", e como direito fundamental "a inviolabilidade do direito à vida", óbvio que há de se definir quando começa a vida para que, por ser digna, seja inviolável.

Por mais - e isso não foi até hoje contestado - casos há de embriões humanos congelados por 5, 7, 12 anos que vivem, agora, no estágio de crianças, ou no de jovens, por que somos nós, primeiramente, embriões, depois fetos , bebês, crianças, jovens, adultos e velhos.

A afirmação é: não se pode matar a vida, ainda que em estágio embrionário, a pretexto de cura.

A um, porque no caso das células embrionárias não há, no mundo, a comprovação de resultado terapêutico favorável.

A dois, porque aberto fica amplíssimo horizonte de pesquisas científicas com as chamadas células tronco adultas, que já apresentam resultados terapêuticos favoráveis.

Aliás, a evolução da ciência é fator inconteste. Hoje, já se sabe que o cordão umbilical é fonte importante à pesquisa da medicina regenerativa, dada a possibilidade real de pluripotência, que encerra.

E mais, em dias recentes o método científico Reprogramação Genética de Células Adultas do próprio paciente encaminha para a obtenção das propriedades de totipotência nas células adultas, sem que se comprometa o embrião humano.

Reitero, a procedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade significa cessar uma única linha de pesquisa, propiciando permaneça presente amplo leque de pesquisa.

Assim, a Ação Direta de Inconstitucionalidade em nada compromete a liberdade de pesquisa, até porque liberdade não há quando signifique eliminar vidas humanas na etapa embrionária.

A vida humana é dinamismo essencial inesgotável.

Do embrião ao ancião seja-nos permitido vivê-la.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Julgamento ao Vivo

Saudações queridos leitores!

Para quem não puder acompanhar o julgamento da ADIN pela TV, o site da TV Justiça possui um link para assistir online. O endereço é http://www.tvjustica.gov.br/. Basta clicar sobre o botão "Assista Online" no canto superior direito.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

STF julga sobre a Vida

Saudações queridos leitores!

Hoje começa um julgamento histórico no Brasil. Os Ministros do STF julgarão a constitucionalidade das pesquisas com uso de células tronco embrionárias. Mas o que está em jogo é mais do que o futuro das pesquisas com embriões, mas sim a vida desses embriões.

Esse é um debate que tem sido muito acirrado de ambos os lados. Enquanto especialistas e leigos favoráveis às pesquisas argumentam que no futuro esses estudos trarão benefícios para muitas pessoas que sofrem de doenças degenerativas que são intratáveis hoje, outro grupo de cientistas argumenta que não é ético destruir uma vida em sua fase inicial (embrionária) para se estudar e tentar tratar outros.

O que acontece é que esse debate é bem mais complexo do que vemos.

Em primeiro lugar, nenhum dos lados é contrário ao progresso da ciência. Quem diz que esse ou aquele lado é contrário às pesquisas, mente. O que está em jogo é o sacrifício de seres humanos em estágio embrionário para o uso em tais pesquisas. Se houvesse uma maneira de extrair essas células dos embriões sem que os mesmos fossem destruídos, é claro que ninguém faria oposição a isso, mas não é assim.

Há um grupo que claramente não se importa em sacrificar seres humanos para as pesquisas. Isso é moralmente inaceitável. É uma lógica semelhante aos experimentos que Hitler fazia com os judeus em busca da raça perfeita. Mas entre os favoráveis à pesquisa, há outro grupo que não reconhece o embrião como pessoa humana. E nesse grupo é que estão os maiores equívocos.

Para muitos cientistas e para a Igreja, um novo ser humano é gerado a partir da concepção. Esse argumento encontra sua base científica no fato de que a partir do momento que o óvulo foi fecundado, forma-se um novo ser, com sua própria herança genética, que, apesar de ser dependente do hospedeiro (a mãe), é dotado de individualidade e que possui todas as condições de se desenvolver naturalmente, sem qualquer intervenção artificial. Com os embriões congelados é a mesma coisa. A grande diferença é que sua fecundação foi feita fora de um útero. Mas mesmo assim, é um novo código genético, e isso caracteriza um indivíduo.

Essa intervenção não muda isso. Não é o útero que define a individualidade do embrião, mas sim seu patrimônio genético, seu DNA. Portanto, um embrião vivo, esteja onde estiver, mantém consigo seu patrimônio genético, o que o torna único.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 4 de março de 2008

Bispo paraguaio recorda que situação de desobediência de Lugo não mudou

Saudações queridos letores!

Sobre Dom Fernando Lugo, o Bispo encrenqueiro. Fiquem com ACI, volto depois.

Bispo paraguaio recorda que situação de desobediência de Lugo não mudou

.- O Presidente da Conferência Episcopal Paraguaia (CEP), Dom Ignacio Gogorza, recordou que Fernando Lugo, candidato presidencial por uma coalizão opositora, encontra-se em condição de "desobediência ao Santo Padre".

"Para mim e para a Igreja Católica continua a ser um bispo suspenso 'a divinis' em seu ministério e, portanto, atua na política partidária em desobediência ao Santo Padre", lembrou Dom Gogorza e precisou que "o fato de ter renunciado pessoalmente ao exercício do ministério episcopal não o habilita, eclesiasticamente, para atuar na política partidária".

A Aliança Patriótica para a Mudança (APC), encabeçada pelo partido Liberal Radical Autêntico, o principal da oposição, junto com outros nove agrupamentos designou a Lugo como aspirante à chefia do Estado.

Os paraguaios elegerão em 20 de abril próximo um presidente, vice-presidente, 45 senadores, 80 deputados e 17 governadores departamentais com seus vereadores regionais.

* * *

Voltei. Para que não reste dúvida. Mesmo tendo renunciado ao exercício do ministério ele está em desobediência. Acrescento que é desobediência dupla, pois além de desobedecer se candidatando a um cargo público, ele desobedece ao compactuar com a ideologia maldita da Teologia da Libertação.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

FARC, América, Mundo...

Saudações queridos leitores!

Esse texto não segue muito a linha do Blog, que é mais voltada aos acontecimentos que envolvem a Igreja. Mas como estamos no mundo, apesar de termos o compromisso de não sermos mundanos, acho pertinente falar.

Vimos nos últimos dias o ataque de aviões colombianos a terroristas das FARC, o grupo narcoguerrilheiro que espalha o terror pela Colômbia e mantém centenas de pessoas seqüestradas. Pois bem, esse ataque resultou na morte do número 2 no comando das FARC e de mais 16 terroristas. O grupo foi morto no lado equatoriano da fronteira com a Colômbia em um ataque lançado a partir de terrirório colombiano. Soldados da Colômbia entraram no território equatoriano para recolher os corpos no acampamento. Tal invasão fez com que Hugo Chávez, o rascunho de ditador venezuelano levantasse os panos, denunciando uma agressão que não tem rigorosamente nada a ver com ele. Na verdade, tem sim, mas comento essa parte depois.

O presidente equatoriano, outro filhote do populismo capenga das esquerdas já falou até em declaração de guerra, mesmo sabendo que seu país estava sendo usado para abrigar terroristas internacionais. Bem, dada a situação, vamos ver como trabalharam as esquerdas em nossa América Latina.

De acordo com documentos encontrados no acampamento destruído, as FARC mantinham um contato muito íntimo com o presidente equatoriano, Rafael Correa através de seu ministro do interior. O que foi revelado, se for verdade, é assustador. Tanto Rafael Correa quanto Hugo Chávez estão aliados com os terroristas colombianos, montando um verdadeiro circo para a libertação dos reféns, usando os inocentes como pura peça de marketing.

Escandaloso! Grotesco! Nojento! Horripilante!

Esse é o grau de consideração que os caudilhos latino americanos têm pela vida alheia! Para uma corja dessas, lutar pela aprovação do aborto, por união entre pessoas do mesmo sexo, pelo diabo a quatro é fichinha!

Ainda por cima há alguns que se dizem Católicos que defendem essa ideologia nefasta. Agora eu pergunto a eles:

- O que a chamada "esquerda católica" tem a dizer do uso de inocentes como peça de teatro político?

- O que essa mesma "esquerda catóilica" tem a declarar quanto aos seus luminares que defendem tudo quanto é coisa que vai contra a Igreja?

- O que os católicos da foice e do martelo acham de seus ideólogos que se aliam com grupos terroristas para derrubar um governo constitucional alheio?

Sempre perguntei isso a todos os chamados "esquerdistas católicos" que encontrei e até hoje nunca recebi resposta. Na hora de eleger o Lula, eles estavam lá batendo palmas e agitando as bandeiras. Depois que o sapo barbudo assumiu e os escândalos começaram a aflorar, parece que eles enfiaram as bandeiras debaixo do braço e fingem que não falo com eles.

Ei, católicos esquerdistas, respondam minhas perguntas!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Nota da CNBB sobre as Católicas pelo Direito de Decidir

Saudações queridos leitores!

Antes tarde do que nunca! Nota da CNBB contra as Católicas pelo Direito de Decidir. Volto depois.

Nota da CNBB sobre as Católicas pelo Direito de Decidir

segunda: 03 de março de 2008

http://www.cnbb.org.br/index.php?op=noticia&subop=17365

Têm chegado à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB - inúmeras consultas sobre a ONG denominada "Católicas pelo Direito de Decidir", uma vez que em seus pronunciamentos há vários pontos contrários à doutrina e à moral católicas.

Esclarecemos que se trata de uma entidade feminista, constituída no Brasil em 1993, e que atua em articulação e rede com vários parceiros no Brasil e no mundo, em particular com uma organização norte-americana intitulada "Catholics for a Free Choice". Sobre esta última, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos já fez várias declarações, destacando que o grupo tem defendido publicamente o aborto e distorcido o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devidos à vida do nascituro indefeso; é contrário a muitos ensinamentos do Magistério da Igreja; não é uma organização católica e não fala pela Igreja Católica[1]. Essas observações se aplicam, também, ao grupo que atua em nosso país.

A Campanha da Fraternidade deste ano de 2008 reafirma nosso compromisso com a vida, especialmente, com a vida do ser humano mais indefeso, que é a criança no ventre materno, e com a vida da própria gestante. Políticas públicas realmente voltadas à pessoa humana são as que procuram atender às necessidades da mulher grávida, dando-lhe condições para ter e a criar bem os seus filhos, e não para abortá-los.

"Escolhe, pois, a vida" (Dt 30,19). Ainda que em determinadas circunstâncias se trate de uma escolha difícil e exigente, reafirmamos ser a única escolha aceitável e digna para nós que somos filhos e filhas do Deus da Vida.

Conclamamos os católicos e a todas as pessoas de boa vontade a se unirem a nós na defesa e divulgação do Evangelho da Vida, atentos a todas as forças e expressões de uma cultura da morte que se expande sempre mais.

Brasília, 03 de março de 2008

[1] Cf. http://www.usccb.org/comm/archives/2000/00-123.htm

Voltei. Essa organização se escondia sob as barbas da CNBB a muito tempo. Graças a Deus e ao esforço de muitas pessoas que as coisas começam a ser chamadas pelo seu verdadeiro nome. A nota, apesar de deixar por desejar, já é um bom começo.

Todos devemos trabalhar agora para expurgar de uma vez por todas esse grupo maligno para o mais longe possível dos fiéis, para que estes não sejam jamais tentados pelas ciladas do pai da mentira, o grande inspirador dessas católicas de araque.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 3 de março de 2008

50 mulheres influentes apóiam manifesto contra aborto na Espanha

Saudações queridos leitores!

Aqueles que lutam pela vida na Espanha ganharam o reforço de 50 mulheres influentes. Fiquem com notícia de ZENIT, volto depois.

50 mulheres influentes apóiam manifesto contra aborto na Espanha

Por Inmaculada Álvarez

MADRI, segunda-feira, 3 de março de 2008 (ZENIT.org).- Cinqüenta mulheres conhecidas da vida pública espanhola, entre jornalistas, empresárias, designers de moda, médicas e diretoras de banco, ratificaram o manifesto «Mulheres diante do aborto», que se deu a conhecer ontem em uma coletiva de imprensa em Madri. Nele se denuncia a passividade dos poderes públicos ante a fraude do aborto.

O manifesto foi apresentado à imprensa por Carmina García-Valdés, presidenta da Fundação Redmadre, e Gloria Juste, Presidenta da Associação Mulher e Trabalho.

Entre as assinantes estão as jornalistas Isabel San Sebastián, Pilar Cambra, Paloma Gómez Borrero e Natalia Figueroa, as designers de moda Carola Morales e Elena Martín, a professora universitária e política Gotzone Mora, as especialistas em bioética Natalia López Moratalla e Monica López Barahona, a ex-miss-universo Mariasela Lavarez, as escritoras María Vallejo-Nágera e Silvia Laforet, a atriz Nati Mistral e a presidenta do Clube de Futebol Rayo Vallecano, Teresa Rivero, entre outras.

No manifesto se expressa «a indignação pelos fatos que ocorrem nas clínicas acreditadas na Espanha para a prática do aborto», e se pede que se «supere essa forma de violência contra a mulher, que é o aborto descontrolado que existe de fato em nosso país».

«O aborto continua sendo um ilícito penal, e o Estado tem o dever de garantir que nem um só aborto seja realizado fora dos limites legais», afirmam. «Não cabe, portanto, falar, em nosso Ordenamento Jurídico, de um direito ao aborto, e menos ainda de um direito da mulher a decidir sobre seu corpo, pois no aborto se está dispondo do corpo de um ser humano diferente de sua mãe.»

Para estas mulheres, a causa do importante aumento dos abortos (mais de 100.000 em 2006) se deve «à percepção errônea do aborto como um direito garantido pelos poderes públicos, a fraude generalizada em sua prática e a falta de informação sobre riscos e alternativas», além de «o obscurantismo social e da mídia sobre as conseqüências do aborto».

O manifesto, que foi entregue aos partidos políticos, pede dois tipos de medidas ante esta situação: que se apóie a mulher grávida, e que se termine com a «fraude massiva» na prática do aborto.

Para esta segunda medida, pede-se que sejam criadas comissões externas que controlem as clínicas, que se informe às grávidas sobre os riscos do aborto e das alternativas ao mesmo mediante consentimento informado, e que se modifique o artigo 417 bis do Código Penal (o famoso quarto suposto) para evitar que se converta em uma «peneira».

O manifesto recorda que na Polônia, sendo a lei do aborto muito similar à espanhola, «passou-se na Polônia de 180.000 abortos anuais, antes de 1990, a 159 em 2002, frente aos mais de 100.000 da Espanha atual», devido a que «a normativa de desenvolvimento de tal lei não favorece a fraude, como ocorre aqui.

As assinantes afirmam que, ante as «prováveis acusações de integrismo e conservadorismo» que o manifesto receberá, «é necessário recordar que não há nada mais progressista que defender os mais indefesos; o aborto é a falsa solução do século XX aos problemas reais da mulher, o século XXI exige soluções solidárias e respeitosas com relação à vida».

Mais informação: www.mujeresanteelaborto.blogspot.com

Voltei. Os números são assustadores. A Espanha vive uma crise muito grave de valores. Muitas mulheres acham sinceramente que a prática do aborto é solução para alguma coisa. A Legislação é claramente falha, abrindo uma enorme brecha para que qualquer mulher "descontente" com sua gravidez aborte com a anuência do Estado.

A manifestação dessas mulheres é mais uma batalha na longa e dura guerra ideológica e religiosa que é travada na Espanha. De um lado estão as organizações feministas, notórias propagadoras da cultura da morte que, com a vista grossa do Estado inundam a Espanha com suas ideologias nefastas que espalham a morte por onde passa. Do outro lado está a Igreja, algumas organizações civis e alguns intelectuais que ousam se levantar contra esse verdadeiro patrulhamento que visa calar todas as vozes discordantes do sistema vigente. Aqueles que ousam se levantar têm suas reputações manchadas pela máquina de sujar reputações da esquerda. Esperem e verão.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Igreja no Brasil reafirma posição contra pesquisa com embriões

Saudações queridos leitores!

Um dos temas em que eu aprovo a conduta da CNBB é sua firmeza no posicionamento com relação à vida. Fiquem com notícia de ZENIT, volto depois.

Igreja no Brasil reafirma posição contra pesquisa com embriões

BRASÍLIA, domingo, 2 de março de 2008 (ZENIT.org).- O Supremo Tribunal Federal do Brasil julgará na próxima quarta-feira uma ação que define a continuidade ou não das pesquisas com células-tronco embrionárias no país.

Esse foi um dos principais assuntos tratados pelo Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), reunido de 27 a 29 de fevereiro, em Brasília.

Segundo informa a Sala de Imprensa da CNBB, em entrevista coletiva essa sexta-feira, a presidência do organismo episcopal reafirmou a posição da Igreja em relação a essa questão.

«A Igreja volta mais uma vez a dirigir sua palavra em defesa da vida. Esta é a posição básica e fundamental da Igreja. Não significa ser contra a ciência, contra o progresso, mas ser em primeiro lugar a favor da vida», disse o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, ao reafirmar a posição da Igreja contrária ao uso de células-tronco embrionárias para pesquisas.

De acordo com Dom Geraldo Lyrio, os bispos do Conselho Permanente decidiram enviar uma carta aos ministros do Supremo Tribunal para expressar a posição da Igreja.

«Não queremos fazer pressão sobre o STF, mas expor, inclusive como integrantes da própria sociedade brasileira, o nosso ponto de vista», disse.

«A Igreja não pretende impor o seu ponto de vista, mas defender seu direito de propor e de anunciar, sobretudo, quando se trata de uma questão como esta que extrapola os diferentes credos, posições filosóficas, ideologias, partidos políticos, dado ser uma questão que diz respeito a todos», afirmou o presidente.

O secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, destacou que a partir do momento que a vida começa, deve ser protegida, inclusive pelas instituições da sociedade civil e do próprio Estado.

Para ele, a Lei de Biossegurança, quando aprovada, trouxe erros graves ao misturar temas completamente díspares num único projeto de lei. «A Lei de Biossegurança abre caminho para a legalização progressiva do aborto e o desrespeito da vida humana», declarou.

(Com CNBB)

Voltei. Temos todos que rezar pelo veto do artigo 5° da Lei de Biossegurança. O julgamento é nessa quarta às 14:00.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Dom Eugenio Sales abrigou no Rio mais de quatro mil pessoas perseguidas por regimes militares

Saudações queridos leitores!

Comunistas mal agradecidos! Vejam como o Cardeal Dom Eugênio Salles os tratava durante a ditadura. Fiquem com reportagem de O Globo, volto depois.

Dom
Eugenio Sales abrigou no Rio mais de quatro mil pessoas perseguidas por regimes militares

Publicada em 02/03/2008 às 09h43m
O Globo Online

RIO - Expoente da ala conservadora da Igreja Católica no Brasil, o cardeal-arcebispo D. Eugenio Salles ofereceu proteção a quatro mil pessoas que fugiam das ditaduras do Cone Sul entre 1976 e 1982. O cardeal avisou pessoalmente aos militares que estava "protegendo comunistas", de acordo com reportagem de José Casado publicada na edição deste domingo do jornal O Globo. Dom Eugenio conta que telefonou para o general Sylvio Frota, que comandara o I Exército no Rio no governo Medici e com quem mantinha uma relação cordial, e avisou que ele não se surpreendesse se recebesse comunicação de que comunistas estavam abrigados no Palácio São Joaquim, escritório e residência do religioso. Segundo o cardeal, Frota nunca reclamou e nem fez cara feia.

O primeiro pedido para abrigar refugiados ocorreu no outono de 1976. O secretário entrou no gabinete e surpreendeu o cardeal com um papel e o relato de um imprevisto: na portaria estava um jovem, sem documentos, que dizia-se fugitivo da ditadura militar instalada havia seis semanas na Argentina. Estivera no Chile, mas temera pela vida no país do general Augusto Pinochet. Recorreu à arquidiocese de Santiago, onde lhe deram um bilhete com a inscrição: "Rua da Glória 446, Rio". Era o endereço de D. Eugenio.

- Até então, nunca tinha trabalhado com refugiados políticos, só com o pessoal daqui - conta o cardeal Sales, 32 anos depois.

Na reportagem, o cardeal conta o drama de consciência vivido diante do pedido de ajuda:

- Com o crucifixo na mão, eu pensava: "Como cidadão brasileiro não posso receber montonero, tupamaro, aqueles refugiados que vinham... Em seguida, repensava: "Agora eu, como pastor, tenho o dever de receber".

A partir daquela decisão, o Rio serviu de refúgio para refugiados das ditaduras na Argentina, no Chile, no Uruguai e no Paraguai, como registram arquivos da arquidiocese, da Cáritas, da Comissão Brasileira de Justiça e Paz e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Os argentinos eram esmagadora maioria. Dom Eugenio chegou a autorizar a abertura dos cofres do órgão administrador do patrimônio da arquidiocese para ajudar os refugiados.

- Eu não tinha e nem nunca tive interesse em divulgar nada disso. Queria que as coisas funcionassem e o caminho naquele momento era de não pisar no pé (do governo) - relata.

Voltei. Quando é que comunistas deram abrigo a católicos perseguidos? Pelo contrário, comunistas perseguiram e ainda perseguem católicos. Enquanto nós ajudamos os que pedem refúgio, sendo comunistas ou não, eles nos perseguem.

Comunistas mal agradecidos!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Restos de São Pio de Pietrilcina serão expostos em abril

Saudações queridos leitores!

São Pio de Pietrilcina foi um santo que marcou muito nosso tempo. Fiquem com notícia de ACI.

Exumam os restos do Padre Pio, serão exibidos desde 24 de abril

.- O corpo do Santo Padre Pio de Pietrelcina foi exumado para ser exibido a partir de 24 de abril próximo perante os devotos que cheguem até São Giovanni Rotondo pelo 40º aniversário de sua morte.

O Arcebispo local, Dom Domenico D'Ambrosio, fiscalizou o trabalho de exumação e declarou à imprensa que o cadáver aparece "bem conservado". "Via-se claramente a barba, a parte superior do crânio, os joelhos, o queixo perfeito e o resto do corpo bem conservado", assinalou e destacou que as mãos e as unhas estavam perfeitas.

Do mesmo modo, precisou que não havia "sinal alguma dos estigmas", que apareceram a finais de 1911 e desapareceram pouco antes de sua morte.

O Arcebispo explicou que os restos se colocarão em uma urna na cripta do santuário onde até agora estavam enterrados.

Dom D'Ambrosio explicou aos meios locais que o Papa Bento XVI tem a intenção de ir até o santuário, um dos mais visitados do mundo.

Sua vida

Francesco Fogiorne nasceu em 25 de maio de 1887 em Pietrelcina, Itália. Aos 16 anos ingressou no noviciado da ordem dos Frades Menores Capuchinos e recebeu o nome de Frei Pio.

Foi ordenado sacerdote em 1910 e por motivos de saúde permaneceu com sua família durante seis anos. Em 1916 foi enviado ao Convento de São Giovanni Rotondo e permaneceu ali até sua morte. Logo de 8 anos de sacerdócio, recebeu os estigmas de Jesus Cristo em suas mãos, pés e flanco esquerdo. Levou-os consigo até pouco antes de morrer.

Por mais de 50 anos acolheu a todos os que iam a seu confessionário em busca de conselho e consolo.

Quando sofreu investigações e restrições em seu serviço sacerdotal, tudo o aceitou com profunda humildade. Perante acusações injustificadas e calúnias, sempre calou confiando no julgamento de Deus, de seus diretores espirituais e da própria consciência.

Sua saúde piorou rapidamente em seus últimos anos de vida. Faleceu em 23 de setembro de 1968, aos 81 anos de idade.

Nos anos seguintes à sua morte, a fama de santidade e de milagres cresceu constantemente. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1999 e canonizado em 2002.

São Pio de Pietrilcina, rogai por nós.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 2 de março de 2008

O encrenqueiro mora de um lado, de outro lado, em cima, embaixo...

Saudações queridos leitores!

Mais um a eleger o Brasil como o inimigo imperialista. Fiquem com trechos da reportagem da Veja, volto depois.

O encrenqueiro mora ao lado

O candidato favorito nas eleições paraguaias quer forçar o Brasil a pagar mais por Itaipu

Duda Teixeira, de Assunção

O barão do Rio Branco, criador da moderna diplomacia brasileira, enviou em 1905 uma carta ao seu representante no Paraguai com a seguinte mensagem: "Um vizinho turbulento é sempre um vizinho incômodo e perigoso". Nas próximas eleições presidenciais paraguaias, em 20 de abril, um recado similar poderia partir de Brasília. O "vizinho turbulento", no caso, é Fernando Lugo, candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto. Ele adotou como bandeira uma curiosa e paroquial versão da desacreditada teoria da dependência. A originalidade dessa reformulação reside na substituição dos Estados Unidos pelo Brasil no papel de inimigo externo, com ambições imperialistas. Há duas providências que Lugo promete tomar, caso venha a se sentar na cadeira de presidente. A primeira é multiplicar por sete o valor que o Brasil paga atualmente pela energia fornecida pela usina de Itaipu, passando de 250 milhões para 1,8 bilhão de dólares por ano. A segunda é uma "reforma agrária integral". Para os fazendeiros brasileiros com terras no país vizinho, o adjetivo significa que suas propriedades estão em risco.

(...)

Itaipu, que pertence em partes iguais aos dois países, é responsável por 20% da energia elétrica consumida no Brasil. Ela é a grande geradora de eletricidade para a indústria das regiões Sudeste e Sul. Pelo acordo entre Paraguai e Brasil que permitiu a construção da hidrelétrica, cada um tem o direito de usar metade da energia produzida. Caso não a utilize, sua obrigação é vendê-la ao parceiro. O Paraguai vende ao Brasil 87% da energia a que tem direito. Para um país que não desembolsou nem 1 centavo pela obra (totalmente paga pelo Brasil), trata-se de um excelente negócio. O cálculo do preço da energia de Itaipu é feito com base nas regras definidas pelo tratado bilateral de 1973. O Brasil paga 74 reais pelo megawatt/hora de Itaipu, o que está longe de ser uma pechincha. O valor pago a outras usinas varia de 50 a 95 reais por megawatt/hora.

Lugo, de 56 anos, tornou-se conhecido como bispo da Província de San Pedro, onde se concentram os maiores conflitos por terra no Paraguai. Partidário da Teologia da Libertação, ele aderiu ao MST e passou a ser chamado de "bispo dos pobres". Em dezembro de 2006, pendurou a batina para concorrer à Presidência. A Constituição paraguaia proíbe religiosos de se candidatar a cargos políticos, mas seus adversários perderam o prazo para pedir sua impugnação. Em entrevistas a jornais paraguaios, ele diz que o "socialismo do século XXI" do venezuelano Hugo Chávez é "muito estimulante". Quando fala à imprensa brasileira, cuida das palavras. Em entrevista a VEJA, na sala de sua casa em Assunção (onde vive em companhia de uma freira e dois sobrinhos), Lugo fez questão de demonstrar a distância existente entre seu projeto político e o de populistas no poder em outros países. "Há muitas diferenças entre mim e Chávez ou Morales. Não quero ficar mais do que dois mandatos, não sou um militar nem pretendo impor um partido único ao país", disse.

* * *

Voltei. Vocês leram certo. Mais um esquerdóide, filhote da famigerada TL está correndo para o poder. E está na frente. Dom Fernando Lugo largou o episcopado para concorrer ao cargo de presidente, mesmo sabendo da proibição da Igreja. Hoje ele está suspenso.

Mas o que mais impressiona não é isso. O Paraguai, do alto de sua irrelevância, seja territorial, seja econômica, se tornará uma ameaça ao Brasil caso Dom Fernando chegue à presidência e coloque seu plano em ação. Em primeiro lugar, ele já deixa claro que somos os imperialistas a serem combatidos, seja lá o que ele queira dizer com isso, pois não estamos fazendo nada demais em seu país. Esses caras da esquerda têm uma característica comum: o que eles falam não se escreve. Vejam que ele pretende multiplicar por sete (!!!) o valor da energia elétrica de Itaipu que o país não usa por não ter onde gastar. Para quem ganhou uma usina e ainda vende a energia excedente, é um excelente negócio.

Então eu gostaria de saber por que raios ele vai aumentar o preço dessa maneira sendo que seu país não colocou sequer um centavo na construção da usina! O Brasil, coitado, muito bobinho, vai ter que se ajoelhar ou então teremos racionamento, visto que não estamos dando conta de alimentar nossa indústria e nossas casas. Essa notícia chega no pior momento possível.

Ele também quer uma reforma agrária por causa dos brasileiros que têm terras no Paraguai. Entenda-se por reforma agrária a expropriação das terras brasileiras por pura birra, visto que os brasileiros estão buscando seu sustento em terras que os paraguaios não estavam usando. Tanto é que os próprios paraguaios venderam as terras aos fazendeiros brasileiros. Se eles as querem de volta, que as compre por um preço justo.

Para finalizar, Dom Fernando Lugo nos mostra um pouco de suas inspirações. A Teologia da Libertação, corrente daninha, que é condenada pela Igreja, o que torna esse Bispo excomungado latae sententiae e o caudilho beiçudo de Caracas, Hugo Chávez, o expropriador-mor, cria ideológica de Fidel Castro, o homicida que já está morto mas esqueceu-se de deitar. Por mais que ele alegue que tem uma certa distância de alguns aspectos ideológicos de Chávez e Morales, o índio cocaleiro, em síntese são todos iguais. Se parecem diferentes, é porque as estruturas democráticas mais ou menos sólidas de cada país os obrigam a agir assim.

Chávez que é igual a Morales que é igual a Lugo que é igual a Lula que é igual a Fidel que é igual a Che que é igual a Correa...

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Petry, um jornalista quadrúpede

Saudações queridos leitores!

André Petry faz parte de uma vertente jornalística que eu chamo de "jornalismo quadrúpede". Ele não vive apenas do que acontece na mídia, mas é um porta bandeira da anti-religião que tenta tomar de assalto a civilização. Quando essa vertente da "razão" chega ao poder, podem preparar-se para o sangue correr (vide comunismo e Revolução Francesa). Fiquem com sua coluna na Veja (em vermelho) com comentários meus.

É pesquisa (ou lixo)

Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal decide um dos temas mais relevantes de sua história. Os ministros dirão se é válida ou não a Lei de Biossegurança, no trecho que autoriza a pesquisa de células-tronco de embriões humanos estocados em clínicas de fertilização. Pela lei, os embriões têm de ser inviáveis ou estar há pelo menos três anos congelados. Em qualquer caso, exige-se a permissão dos donos. Como as células-tronco embrionárias são o mais promissor caminho para vencer doenças hoje incuráveis, a aprovação da lei foi saudada como um generoso convite à ciência, ao progresso e à vida.

Para que os leitores não se enganem, é necessário saber que as células tronco embrionárias não são tão promissoras assim. Nos países onde a pesquisa com tais células é liberada não foi constatado até hoje nenhum avanço extraordinário que justifique tal afirmativa. Ao argumentar desse jeito, parece que o Santo Graal da pesquisa com células embrionárias está no Brasil, faz-se pensar que automaticamente aparecerão por aqui as curas para as doenças. Não é assim. As pesquisas com células tronco adultas, que a Igreja apóia, têm dado bem mais resultado hoje em dia.

Mas aí apareceu o então procurador-geral Cláudio Fonteles, que entrou com uma ação no STF dizendo que a destruição de embriões era inconstitucional. Fonteles diz que os embriões, sendo resultado da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, são seres humanos no estágio inicial da vida. A Constituição protege a vida. Portanto, pesquisá-los, ou destruí-los, é como matá-los. E matá-los é inconstitucional. Pronto: a ciência virou sinônimo de assassinato, geneticistas viraram homicidas. Eis o beco obscuro em que a fé do procurador quer nocautear a ciência, o progresso e a vida.

Se os embriões não estão vivos ou não são humanos, o que são? Eu já fui um embrião, você, Petry, também (só não sei se da mesma espécie). O argumento não é religioso, mas sim lógico. Cabe agora ao STF definir a partir de quando se deve reconhecer a vida, que é inviolável em todos os seus estágios. Isso nem sequer é questionado.

Para tanto, o procurador propôs ao STF uma questão: quando começa a vida? Se começa na fecundação, como ele acredita, a lei viola a Constituição. Se a premissa é verdadeira, a conclusão está correta, mas a questão é capciosa. Capciosa porque ninguém sabe se a premissa é verdadeira. Não há resposta exata e consensual para definir o começo da vida. Seria na fecundação do óvulo? Ou quando o óvulo se prende à parede do útero? Ou na formação das terminações nervosas? Ou vida humana só existe quando existe consciência? O que distingue a vida humana da animal? São perguntas sem respostas unânimes.

Essa questão não é unânime nem mesmo em meio aos cientistas que querem a aprovação das pesquisas, o que mostra que há muito já se perdeu a noção constitucional da inviolabilidade da vida, tratando os embriões da forma que mais lhes convém. Em um dado momento, eles argumentam que não há vida, mas quando é conveniente, dizem que não podem usar embriões "mortos". Ora essa, mas se eles não reconhecem a vida nos vivos, o que os permite reconhecer a morte dos mortos?

O procurador não apresentou a questão capciosa porque é mau ou diabólico. Apresentou-a porque é um católico ardente. Nessa condição, propôs um dilema que pertence à pauta religiosa, e não à sociedade laica. Lamentavelmente, confundiu a Constituição com a Bíblia. Disfarçou, claro. Na ação ao STF, ele lista cientistas que defendem sua tese, mas omite que são católicos militantes. Um é da CNBB. Outro é da Academia Pro Vita, do Vaticano. Seis assinam obra da Pastoral Familiar. Os estrangeiros pertencem à reacionaríssima Opus Dei. Fonteles esconde tudo isso do leitor.

Mais uma vez utiliza-se da profissão religiosa para desqualificar os argumentos. Agora, se eu menciono que a Dra. Mayana Zatz é judia, o mundo pode desabar sobre mim, pois logo me acusariam de usar argumentos anti-semitas contra ela. O restante do mundo não tem a metade da rejeição à religião que Petry. Ele argumenta que o fato de alguns dos cientistas contrários às pesquisas com células embrionárias serem Católicos é daninho para o debate. Ei, Petry! O Estado é Laico mas não é anti-religioso, portanto rotular os cientistas contrários às pesquisas de Católicos não deve influenciar em absolutamente nada no debate.

Mas o Petry é um cara incrível. Ele alimenta um ódio que beira o irracional contra o Opus Dei. No artigo ele joga sobre alguns cientistas o "peso" de serem do Opus Dei. Quem são eles senhor Petry? Dê nome aos bois!

Esconde porque, fora dos cânones divinos, o que realmente interessa – já que não sabemos quando começa a vida – é o destino de milhares de embriões humanos estocados nas clínicas de fertilização: a lata do lixo ou o laboratório de pesquisa? A resposta é óbvia. Óbvia até para crentes que, não sendo dogmáticos, distinguem o mundo real do encantamento mágico. É o que mostra pesquisa ainda inédita, reproduzida aqui, feita pelo Ibope por encomenda do grupo Ca-tólicas pelo Direito de Decidir: 95% dos católicos defendem a pesquisa de células-tronco embrionárias e 94% dos evangélicos pensam do mesmo modo. Belíssimo.

Aqui, vemos a velha tática de acusar os adversários daquilo que ele faz. Ele diz que a "belíssima" pesquisa demonstra que 95% dos Católicos é a favor da pesquisa com os embriões. Só que ele esconde muito capiciosamente, porque não é "mau e diabólico", é que as feministas abortistas demoníacas conhecidas por "Católicas pelo Direito de Decidir" são um grupo condenado pela Igreja, notável justamente por sua militância anti-Católica. Mas não é conveniente a André Petry lembrar isso, pois levaria o argumento dele de que os Católicos aprovam tal pesquisa por água abaixo. Também é necessário lembrar a ele que opiniões são irrelevantes quanto ao fato objetivo.

Como é próprio dos crentes mais inflexíveis, Fonteles sonha com um país laico ajoelhado diante de suas convicções religiosas. Mas, para o bem da ciência, do progresso e da vida, há que torcer para que o STF mantenha a Lei de Biossegurança em pé. Ou, para ficar na língua que o procurador entende, Deus queira que o STF seja iluminado nesta semana.

Esse tipo de papo com o qual ele encerra o artigo faz aflorar em mim meus instintos mais agressivos. É claramente uma chacota para desestabilizar o lado dos religiosos, como se eles fossem proibidos de ter opiniões baseadas em religião.

Toda noite, André Petry deve sonhar com a utopia da razão: aquela mesma utopia que tingiu Paris de vermelho, que inspirou os comunistas com o Estado Ateu e que trouxe mais mortes em 40 anos do que os quinhentos anos anteriores juntos.

Cada um com seu sonho...

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Evangelho de Domingo - 4º Domingo da Quaresma (semana IV do saltério)

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de Gregório de Narek.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.

Evangelho (Jo 9, 1-41 (4º Domingo da Quaresma (semana IV do saltério))

1Ao passar, viu um cego de nascença. 2Interrogaram-No então os discípulos, nestes termos: Rabi, quem pecou, ele ou os pais, para ter nascido cego? 3Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem os pais; foi para nele se manifestarem as obras de Deus. 4Devemos trabalhar nas obras d'Aquele que Me enviou, enquanto é dia. Vai chegar a noite, em que ninguém pode trabalhar. 5Enquanto Eu estou no mundo, sou a luz do mundo.
6Dito isto, cuspiu na terra, fez lodo com a saliva e aplicou-lho aos olhos. 7Depois disse-lhe: Vai lavar-te à piscina de Siloá - que quer dizer Enviado. Ele foi, lavou-se e voltou com vista. 8Ora os vizinhos e os que antes o viam - pois era um mendigo - perguntavam: Não é este o que estava por aí sentado a mendigar? 9Uns diziam: É ele! Outros replicavam: Não! É parecido com ele. O próprio afirmava: Sou eu!
10Observavam-lhe, pois: Como foi então que se te abriram os olhos? 11Ele respondeu: Esse homem que se chama Jesus fez lodo, aplicou-mo aos olhos e disse-me: "Vai lavar-te a Siloá". Eu então fui e, depois de me lavar, comecei a ver. 12Perguntaram-lhe: Onde está Ele? Não sei - respondeu.
13Levaram aos Fariseus o que fora cego. 14Era um sábado o dia em que Jesus tinha feito lodo e lhe abrira os olhos. 15Perguntaram-lhe também por sua vez os Fariseus como tinha começado a ver. Ele declarou-lhes: Pôs-me lodo nos olhos; depois lavei-me e cá estou a ver. 16Diziam então alguns dos Fariseus: Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado. Outros observavam: Como pode um pecador fazer tais milagres? E havia desacordo entre eles. 17Perguntaram então novamente ao cego: Que dizes tu, a respeito d'Ele, quanto a ter-te aberto os olhos? 18É um profeta! - respondeu. Ora os Judeus não quiseram acreditar que ele fora cego e adquirira a vista, antes de chamarem os pais do mesmo que alcançara a vista. 19Interogaram-nos, pois, nestes termos: É este o vosso filho que dizeis ter nascido cego? Como é então que ele agora já vê? 20Responderam os pais, dizendo: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego. 21Mas como é que ele agora já vê, não o sabemos, como não sabemos quem lhe abriu os olhos. Perguntai-lho vós. Tem idade; ele próprio falará a seu respeito. 22Isto disseram os pais dele, porque tinham medo dos Judeus. É que os Judeus já haviam combinado que, se alguém reconhecesse a Jesus como o Messias, seria excluído da sinagoga. 23Por isso é que os pais dele disseram: "Tem idade; interrogai-o vós".
24Chamaram então, pela segunda vez, o homem que fora cego e disseram-lhe: Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é pecador. 25Ele respondeu: Se é pecador, não sei. O que sei é que eu era cego e agora vejo. 26Perguntaram-lhe então: Que te fez Ele? Como te abriu os olhos? 27Já vo-lo disse - retorquiu-lhes - e vós não destes ouvidos! Porque desejais ouvi-lo novamente? Também vós quereis fazer-vos Seus discípulos? 28Então eles descompuseram-no e acrescentaram: Tu é que és Seu discípulo; nós somos discípulos de Moisés. 29Nós sabemos que Deus falou a Moisés, mas Esse, não sabemos donde é. 30Respondeu-lhes o homem: O que é de facto assombroso é que vós não saibais donde é, tendo-me Ele aberto os olhos. 31Nós sabemos que Deus não atende os pecadores, mas, se alguém for piedoso e cumprir a Sua vontade, Ele atende-o. 32Nunca se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos dum cego de nascença. 33Responderam-lhe eles: Tu nasceste todo inteiro no pecado, e estás a ensinar-nos?! 34E expulsaram-no.
35Ouviu Jesus dizer que o tinham expulsado e, tendo-o encontrado, perguntou-lhe: Tu acreditas no Filho do homem? 36Ele respondeu: E quem é, Senhor, para eu acreditar n'Ele? 37Disse-lhe Jesus: Tu já O viste; é Ele que está a falar contigo! 38Então exclamou: Creio, Senhor! E prostrou-se diante d'Ele. 39Depois Jesus disse-lhe: Para uma discriminação é que Eu vim a este mundo: para que os que não vêem passem a ver e os que vêem fiquem cegos.
40Ouviram isto alguns dos Fariseus, que estavam com Ele, e perguntaram-Lhe: Nós também somos cegos? 41Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado. Mas, de facto, vós dizeis: "nós vemos!", e o vosso pecado permanece.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Gregório de Narek (c. 944 – c. 1010), monge e poeta arménio.Livro de orações, n.° 40.

«Ele foi, lavou-se e regressou a ver»

Deus todo-poderoso, nosso Benfeitor, Criador do Universo,
Escuta os meus gemidos, que estou em perigo.
Liberta-me do medo e da angústia;
Liberta-me com a tua força poderosa, Tu que tudo podes…
Senhor Cristo, rasga as malhas desta rede que me envolve com a espada da tua cruz vitoriosa, que é a arma da vida.
Por todos os lados esta rede me envolve, me aprisiona, a mim, cativo, para me fazer perecer;
Conduz para o repouso os meus cambaleantes e oblíquos passos.
Cura a febre que me sufoca o coração.
Perante ti sou culpado, liberta-me da inquietação, fruto da invenção diabólica,
Faz desaparecer a escuridão da minha alma angustiada […].

Renova-me na alma a imagem de luz da glória do teu nome, grande e poderoso.
Intensifica o brilho da tua graça na beleza do meu rosto
E na efígie dos olhos do meu espírito, a mim, que do barro nasci (Gn 2,7).
Corrige em mim, refaz, com maior fidelidade, a imagem que reflecte a tua (Gn 1,26).
Com a tua pureza luminosa faz desaparecer as minhas trevas, a mim, que sou pecador.
Inunda a minha alma com a tua luz divina, viva, eterna, celeste,
Para que em mim se torne maior a semelhança com o Deus Trinitário.
Só Tu, ó Cristo, és bendito com o Pai
Para louvor do teu Espírito Santo
Pelos séculos dos séculos.

Ámen.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.