sábado, 23 de fevereiro de 2008

Estátua de João Paulo II em Cuba

Saudações queridos leitores!

Em Havana, capital da Ilha que o genocida Fidel Castro destruiu, acaba de inaugurar uma estátua de João Paulo II. Mais uma vez fica provado que o mal não consegue imperar sobre a Verdade. Vejam algumas fotos aqui.


Cai o ditador, levanta-se a Igreja!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

MP conclui que Lancellotti foi vítima de extorsão

Saudações queridos leitores!

O Padre Júlio Lancelotti sumiu da mídia, mas seu caso não. Fiquem com notícia do Terra (fonte aqui).

MP conclui que Lancellotti foi vítima de extorsão

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) concluiu, em parecer enviado ao juiz da 31ª Vara Criminal de São Paulo (Barra Funda), Caio Farto Salles, que o padre Júlio Lancellotti foi vítima de extorsão. A conclusão é a mesma do inquérito da Polícia Civil, que encerrou as investigações em novembro do ano passado. A informação é da rádio CBN.

Júlio Lancellotti diz ter sido vítima de extorsão de uma quadrilha formada pelo ex-interno da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) - atual Fundação Casa - Anderson Batista, a mulher dele, Conceição Eletério, e os irmãos Evandro e Everson Guimarães.

O padre Lancelotti disse à polícia que teve de repassar a Batista cerca de R$ 80 mil. A defesa do ex-interno afirma que Batista teria recebido do padre mais de R$ 600 mil durante oito anos e que eles mantinham relações sexuais.

O MP concluiu no parecer que não resta dúvida que os acusados associaram-se em quadrilha com a finalidade de extorquir a vítima. O processo corre em segredo de Justiça.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Justiça ignora pedido de Dom José e suspende reintegração de posse da paróquia de Água Fria

Saudações queridos leitores!

Esses padres desobedientes dão muita dor de cabeça a Dom José Cardoso Sobrinho, um dos melhores Arcebispos do Brasil. Fiquem com reportagem do UOL (íntegra aqui), volto depois.

Justiça ignora pedido de Dom José e suspende reintegração de posse da paróquia de Água Fria


A Justiça suspendeu a reintegração de posse da Paróquia de Água Fria, solicitada pelo Arcebispo, permitindo que o Padre João Carlos continue à frente da comunidade

O Padre João Carlos Santana da Costa vai continuar na Paróquia de Água Fria. Pelo menos esta foi a decisão expedida, nesta quarta-feira, pelo Tribunal de Justiça, que suspendeu a reintegração de posse solicitada pela Arquidiocese de Recife e Olinda.

Apesar de o juiz do caso ter deferido o pedido, o padre está acobertado pela justiça para atuar legitimamente na paróquia, até que outra decisão judicial modifique isso.

Voltei. Esse sacerdote desobediente já traz problemas a algum tempo. Ele foi suspenso de suas funções por cometer o sacrilégio de concelebrar uma Santa Missa com um anglicano, o que é expressamente proibido pelo direito canônico. Agora está relutando em deixar o prédio que é da Igreja! É um disparate! Que ele sinta a Lei da Igreja e a Lei do Estado.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Rabino americano indica Pio XII ao título «Justo entre as Nações»

Saudações queridos leitores!

Para finalizar, uma reportagem de 2006 que expressa bem o sentimento que a comunidade judaica tem de Pio XII. Por ZENIT (fonte aqui).

Rabino americano indica Pio XII ao título «Justo entre as Nações»

ROMA, terça-feira, 17 de janeiro de 2006 (ZENIT.org).- Em um livro publicado nos Estados Unidos, o rabino e professor de Ciências Históricas e Políticas David Dalin pede que se outorgue o título «Justo entre as Nações» a Pio XII, em reconhecimento pelo que fez em defesa dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

A obra demonstra que muitos papas, ao longo da história, defenderam e protegeram os judeus de acusações e perseguições.

O livro, titulado «The Myth of Hitler’s Pope» («O mito do Papa de Hitler»), editado por Regney Publishing, relata muitas históricas sobre como o Papa Eugênio Pacelli salvou os judeus da perseguição nazista.

Dalin cita autorizados estudos de autores judeus, como «Roma e os judeus», de Pinchas Lapide, e «Pio XII e os judeus», escrito em 1963 por Joseph Lichten, membro da Liga Antidifamação.

Dalin cita também Jeno Levai, o historiador húngaro que, ante as acusações de silêncio contra o Papa, escreveu «Judaísmo húngaro e papado. O Papa Pio XII não guardou silêncio. Informes, documentos e arquivos da Igreja e do Estado», publicado em inglês em 1968, com uma introdução de Robert M.W. Kempner, vice-fiscal chefe americano no processo de Nuremberg.

Entre as obras recentes, o rabino americano sublinha em concreto os trabalhos de Martin Gilbert, entre os mais autorizados historiadores judeus em vida, biógrafo oficial de Wiston Churchill e autor de mais de setenta livros sobre a Segunda Guerra Mundial e a Shoah.

Gilbert relata tudo o que a Igreja Católica fez em defesa dos judeus, opondo-se ao racismo e ao nazismo, e afirma que «Pio XII deverá ser elogiado e não censurado».

Por suas atuações em favor dos judeus, Dalin propõe que se conceda a Pio XII o mais alto reconhecimento hebreu para um gentio, o título «Justo entre as nações».

Em 3 de novembro passado, a edição na internet de «Jerusalem Post» publicava a resenha do livro de modo muito positivo.

Especialmente interessante é o capítulo no qual Dalin analisa o comportamento de vários pontífices para com os judeus. A tradição dos papas que tiveram grande consideração e estima aos hebreus se inicia, segundo o rabino norte-americano, com Gregório, mais conhecido como Gregório Magno (590-604), que emitiu o histórico decreto «Sicut Judaeis», em defesa dos judeus.

Calisto II garantiu também sua proteção aos judeus e reafirmou o conteúdo de «Sicut Judaieis».

Durante o século XIV, quando os judeus foram culpados da epidemia de peste (“a morte negra”), o Papa Clemente VI (1342-1352) saiu em ajuda deles e foi o único líder europeu a fazer isso. Bonifácio IX (1389-1403) ampliou a proteção papal aos judeus, reconhecendo-lhes a cidadania romana em 1402, e foi o primeiro Papa que empregou judeus no Vaticano.

Os papas Martim V (1417-1431) e Eugênio IV (1431-1437) tiveram como médico pessoal o judeu Elijah bem Shabbetai Be’er que, graças à ajuda dos pontífices, foi o primeiro judeu que lecionou em uma Universidade européia, a de Pavia.

Sixto IV (1471-1484) foi o primeiro Papa que empregou copistas judeus na Biblioteca Vaticana e criou a primeira cátedra de Hebreu na Universidade de Roma. Durante seu pontificado, a população judaica duplicou.

Dalin fala também dos pontífices Nicolas V, Julio II, Leão X, Clemente VII, Paulo III, Bento XIV, Clemente XIII e XIV, Leão XII e Pio IX, todos os quais intervieram em favor dos judeus.

Do século XX, o rabino americano recorda Bento XV, que publicou uma condenação do anti-semitismo preparada pelo jovem Eugênio Pacelli; Pio XI, cujo professor de hebreu era um rabino e é conhecido por afirmar: «Espiritualmente nós somos todos semitas»; Pio XII, pela gigantesca obra em defesa dos judeus perseguidos, João XXIII, e Paulo VI, que foram estreitos colaboradores de Pacelli na obra de resgate dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial; João Paulo II, o primeiro que visitou a sinagoga de Roma e que rezou ante o Muro as Lamentações; Bento XVI por sua histórica visita à sinagoga de Colônia.

A última parte do livro de Dalin dedica-se à história e aos fatos relativos ao grande mufti de Jerusalém, Hajj Amin al Husseini que, durante a Segunda Guerra Mundial, encontrou Adolf Hitler em numerosas ocasiões; amigo de Adolf Heichmann, visitou o campo de concentração de Auschwitz e interveio na rádio alemã, declarando-se de acordo com a eliminação dos judeus europeus para evitar o nascimento de um Estado judeu.

Frente ao atual ressurgimento de anti-semitismo, Dalin propõe recuperar a verdade histórica e estudar as condenações ao racismo feitas pelo magistério da Igreja Católica.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

A difamação de Pio XII

Saudações queridos leitores!

Conforme prometido, trago algumas citações de fontes judaicas sobre Pio XII.

A difamação de Pio XII


Joseph Sobran

Nada, ao que parece, consegue dissipar a crença de que Pio XII manteve um "vergonhoso silêncio" em torno da perseguição dos judeus durante a II Guerra Mundial. Mas Ralph McInerny, no seu livro The Defamation of Pius XII (A Difamação de Pio XII) cita o que judeus, famosos ou não, disseram naquele tempo.

"Só a Igreja Católica protestou contra o assalto hitlerista à liberdade", disse Albert Einstein.

Em 1942, o jornal Jewish Chronicle, de Londres, observou: "Uma palavra de sincera e profunda apreciação é devida pelos judeus ao Vaticano por sua intervenção em Berlim e Vichy em favor de seus correligionários torturados na França... Foi uma iniciativa incentivada, honrosamente, por um bom número de católicos, mas para a qual o próprio Santo Padre, com sua intensa humanidade e sua clara compreensão das verdadeiras e mortais implicações dos assaltos contra o povo judeu, não precisou ser incentivado por ninguém."

O Dr. Alexandre Safran, Rabino-chefe da Romênia, escreveu em 1944: "Nestes tempos duros, nossos pensamentos, mais que nunca, voltam-se com respeitosa gratidão ao Soberano Pontífice, que fez tanto pelos judeus em geral... No nosso pior momento de provação, a generosa ajuda e o nobre apoio da Santa Sé foram decisivos. Não é fácil encontrar as palavras adequadas para expressar o alívio e o consolo que o magnânimo gesto do Supremo Pontífice nos deu, oferecendo vastos subsídios para aliviar os sofrimentos dos judeus deportados. Os judeus romenos jamais esquecerão esses fatos de importância histórica."

Quando os Aliados libertaram Roma, uma Brigada Judaica afirmou em seu Boletim: "Para a glória perene do povo de Roma e da Igreja Católica Romana, podemos afirmar que o destino dos judeus foi aliviado pelas suas ofertas verdadeiramente cristãs de assistência e abrigo. Mesmo agora, muitos ainda permanecem em lares religiosos que abriram suas portas para protegê-los da deportação e da morte certa."

Um sobrevivente, citado num diário hebraico de Israel, disse: "Se fomos resgatados, se os judeus ainda estão vivos em Roma, venham conosco e agradeçamos ao Papa no Vaticano."

Um Comitê da Junta Judaica Americana de Bem-estar Social escreveu ao próprio Pio XII: "Recebemos relatórios de nossos capelães militares na Itália sobre a ajuda e a proteção dos judeus italianos pelo Vaticano, pelos padres e pelas instituições da Igreja durante a ocupação nazista do país. Estamos profundamente comovidos diante dessa extraordinária manifestação de amor cristão – tanto mais porque sabemos dos riscos corridos por aqueles que se prontificaram a abrigar os judeus. Do fundo de nossos corações enviamos a V. Santidade a expressão de nossa imorredoura gratidão."

Os veteranos de um campo liberado foram a Roma e apresentaram a Pio XII a seguinte carta: "Agora que os Aliados vitoriosos quebraram nossas cadeias e nos libertaram do cativeiro e do perigo, que nos seja permitido expressar nossa profunda e devota gratidão pelo conforto e ajuda que Vossa Santidade se dignou de nos garantir com paternal preocupação e infinita ternura ao longo dos anos de nosso internamento e perseguição... Ao fazê-lo, Vossa Santidade, como a primeira e a mais alta autoridade na Terra, ergueu sua voz universalmente respeitada, em face de nossos perigosos inimigos, para defender abertamente nossos direitos e a dignidade humana... Quando estávamos ameaçados de deportação para a Polônia, em 1942, Vossa Santidade estendeu sua mão paternal para nos proteger, e deteve a transferência dos judeus internados na Itália, com isto salvando-nos da morte quase certa. Com profunda confiança e esperança de que a obra de Vossa Santidade será coroada com sucesso continuado, expressamos nossos agradecimentos de coração e rogamos ao Todo-Poderoso: Que Vossa Santidade possa reinar por muitos anos na Santa Sé e exercer sua benéfica influência sobre o destino das nações."

Poucos meses depois, o Congresso Judaico Mundial enviou um telegrama à Santa Sé, agradecendo pela proteção dada "sob condições difíceis, aos judeus perseguidos na Hungria sob domínio alemão".

O Rabino-chefe de Jerusalém, Isaac Herzog, disse: "Agradeço ao Papa e à Igreja, do fundo do meu coração, por toda a ajuda que nos deram."

Moshe Sharett, um eminente sionista, resumiu assim sua entrevista pessoal com o Papa: "Eu disse a ele que meu primeiro dever era agradecer-lhe, e através dele a toda a Igreja Católica, em nome do público judeu, por tudo o que fizeram em todos os países para resgatar judeus – para salvar as crianças e os judeus em geral. Estamos profundamente agradecidos à Igreja Católica pelo que ela fez naqueles países para salvar nossos irmãos."

O Dr. Leon Kubowitzky, do Conselho Mundial Judaico, ofereceu uma vasta doação em dinheiro ao Vaticano, "em reconhecimento pela obra de Santa Sé ao resgatar judeus das perseguições fascista e nazista".

Raffaele Cantoni, do Comitê Judaico de Bem-Estar Social da Itália, afirmou: "A Igreja Católica e o papado deram prova de que salvaram tantos judeus quanto puderam".

Essas nobres e comoventes palavras requerem poucos comentários. Registro-as aqui em honra de Pio XII, da Igreja Católica e dos homens bons que as pronunciaram.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

O Papa Justo

Saudações queridos leitores!

Mais um texto demonstrando a realidade do Pio XII, o nazismo e os judeus. Texto de fonte judaica.

O Papa Justo


David G. Dalin

Rabino de Nova York

Mesmo antes de sua morte, em 1958, Pio XII já era acusado na Europa de ser favorável ao nazismo – um lugar-comum da propaganda comunista contra o Ocidente.

A acusação desapareceu por alguns anos sob a onda de homenagens que se seguiu à morte do Papa, provenientes tanto dos judeus quanto dos gentios, para reaparecer outra vez em 1963, com a publicação de O Vigário, obra de Rolf Hochhuth, escritor alemão de esquerda (que já pertencera à Hitler Jugend).

O Vigário era uma obra muito fantasiosa e altamente polêmica, na qual se sustentava que a preocupação de Pio XII com as finanças do Vaticano o haviam deixado indiferente ao extermínio da população judaica na Europa. Mas a obra de Hochhuth despertou também notavelmente a atenção da opinião pública, desencadeando uma controvérsia que se arrastaria até o final dos anos 80. Agora, passados mais de trinta anos, a mesma controvérsia explodiu de maneira imprevista, por razões que não são imediatamente claras.

Nos últimos dezoito meses saíram nove livros que falam de Pio XII: Hitler’s Pope, de John Cornwell (o único já publicado no Brasil, com o título O papa de Hitler, editora Imago); Pius XII and the Second World War, de Pierre Blet; Papal Sin, de Garry Wills; Pope Pius XII, de Margherita Marchione; Hitler, the War, and the Pope, de Ronald J. Rychlak; The Catholic Church and the Holocaust, 1930-1965, de Michael Phayer; Under His Very Windows, de Susan Zuccotti; The Deformation of Pius XII, de Ralph McInerny, e recentemente Constantine’s Sword, de James Carroll.

Como quatro desses livros – os de Blet, Marchione, Rychlak e McInerny – alinham-se em defesa do Papa e dois deles – Wills e Carroll – envolvem Pio XII somente como uma parte dentro de um ataque mais amplo ao catolicismo, o quadro pode parecer equilibrado. Com efeito, lendo todos esses livros pode-se concluir que os defensores de Pio XII têm uma melhor argumentação.

Apesar disso, foram os volumes que difamam o Papa que se tornaram o centro das atenções. (...)

Einstein, Golda Meir, Herzog...

Surpreendentemente, quase todos os que seguem essa linha atualmente – desde os ex-seminaristas John Cornwell e Garry Wills até o ex-padre James Carroll – são ex-católicos ou católicos contestatários. Para os líderes judeus da geração que nos precede, a campanha contra Pio XII teria sido extremamente desconcertante. Durante e depois da guerra, muitos judeus famosos – Albert Einstein, Golda Meir, Moshe Sharett, Rabbi Isaac Herzog e muitos outros – expressaram publicamente sua gratidão para com Pio XII. No seu livro de 1967, Three Popes and the Jews, o diplomata Pinchas Lapide (que foi Cônsul de Israel em Milão e entrevistou os italianos sobreviventes do Holocausto) declarou que Pio XII "contribuiu de maneira substancial para salvar 700 mil judeus da morte certa nas mãos dos nazistas, talvez até 860 mil". (...)

No fundo, o livro de Lapide de 1967 é ainda a obra mais eficaz escrita por um judeu sobre esse assunto, e nos trinta e quatro anos que se passaram desde o seu lançamento muito material foi colocado à disposição nos arquivos do Vaticano e em outras partes do mundo. Foram coletados muitos testemunhos diretos e uma quantidade impressionante de entrevistas com os sobreviventes do Holocausto, capelães militares e civis católicos. Dados os recentes ataques, chegou a hora de combater novamente em defesa de Pio XII. (...)

Em janeiro de 1940, por exemplo, o Papa deu instruções à Rádio Vaticana de que revelasse as "horríveis crueldades da selvagem tirania" que os nazistas estavam infligindo aos judeus e aos católicos poloneses. Dando notícia da transmissão uma semana depois, o Defensor Público dos judeus de Boston reconheceu-a por aquilo que era: "Uma denúncia explícita das atrocidades perpetradas pelos alemães na Polônia ocupada pelos nazistas, declarando abertamente que são uma afronta à consciência moral de toda a humanidade". O New York Times escreveu em seu editorial: "Hoje o Vaticano falou, com uma autoridade que não pode ser posta em discussão, e confirmou os piores presságios de terror que emergem das trevas da Polônia". Na Inglaterra, o Manchester Guardian elogiou o Vaticano como "o mais enérgico defensor da Polônia torturada".

"Espiritualmente semitas"

De fato, qualquer leitura honesta e acurada das circunstâncias demonstra como Pio XII nunca deixou de expressar sua crítica pessoal ao nazismo. Basta apenas pensar em alguns pontos salientes da sua oposição antes da guerra.

Dos quarenta e quatro discursos pronunciados por Pacelli na Alemanha, como Núncio Apostólico, entre 1927 e 1929, quarenta denunciavam algum aspecto da ideologia nazista emergente. Em março de 1935, Pacelli escreveu uma carta aberta ao bispo de Colônia, definindo os nazistas como "falsos profetas, para orgulho de Lúcifer". Naquele mesmo ano, diante de uma enorme multidão de peregrinos em Lourdes, lançou-se contra as ideologias "possuídas pela superstição da raça e do sangue". Dois anos depois, em Notre Dame, Paris, chamou a Alemanha de "essa nobre e forte nação que se desviará de seu caminho levada por maus pastores, para abraçar uma ideologia racista". Os nazistas eram "diabólicos", dizia reservadamente aos amigos. Hitler é "totalmente obsessivo", disse a irmã Pascalina, que foi sua secretária por muitos anos. "Tudo isso não é um ganho para ele, ele é um destruidor. (...) Esse homem é capaz de caminhar sobre os cadáveres". Ao encontrar, em 1935, o heróico anti-nazista Dietrich von Hildebrand, Pio XII declarou: "Não há possibilidade de conciliação" entre o cristianismo e o racismo nazista, uma vez que "são como fogo e água". (...)

Foi no período em que Pacelli era o conselheiro particular de seu predecessor, Pio XI, que este fez a famosa declaração de 1938, diante de um grupo de peregrinos belgas, afirmando que "o anti-semitismo é inadmissível; espiritualmente somos todos semitas". Foi ainda Pacelli quem escreveu o esboço da encíclica de Pio XI Mit brennender Sorge, uma condenação à Alemanha, entre as mais ásperas que a Santa Sé já tenha pronunciado. Nos anos 30, Pacelli foi amplamente difamado pela imprensa nazista como o cardeal de Pio XI "amigo dos judeus", por causa das mais de cinqüenta cartas de protesto enviadas por ele aos alemães, na qualidade de Secretário de Estado do Vaticano. Acrescente-se a isso alguns episódios notáveis da ação de Pio XII durante a guerra.

The New York Times

Sua primeira encíclica, Summi Pontificatus, publicada às pressas em 1939 com a finalidade de impetrar a paz, era, em parte, uma declaração de que o papel do papado era de interceder junto às partes beligerantes, mais do que de tomar partido por uma delas. Mas citava também, muito argutamente, São Paulo: "Não há mais judeu nem grego", usando a palavra "judeu" especificamente no contexto de um repúdio à ideologia racial. O New York Times acolheu a encíclica com um artigo de primeira página no dia 28 de outubro de 1939: "O Papa condena os ditadores, os violadores de tratados e o racismo". Forças aéreas aliadas jogaram de pára-quedas milhares de cópias do jornal sobre a Alemanha, na tentativa de redespertar sentimentos anti-nazistas.

Entre 1939 e 1940, Pio XII serviu de intermediário secreto entre os membros de uma conspiração alemã anti-hitlerista e os ingleses. Correu riscos também quando advertiu os aliados para a iminente invasão alemã à Holanda, Bélgica e França. (...)

Quando, em 1942, os bispos franceses publicaram cartas pastorais contra as deportações, Pio XII enviou seu Núncio Apostólico para protestar junto ao Governo de Vichy contra "as prisões desumanas e a deportação dos judeus das regiões da França ocupada, para a Silésia e algumas partes da Rússia". A Rádio Vaticana comentou ao longo de seis dias seguidos as cartas dos bispos – nesse período, na Alemanha e na Polônia, ouvir a Rádio Vaticana era um crime, que alguns pagaram com a pena capital. "É provável que o Papa interceda pelos judeus relacionados nas listas de deportação da França", era a manchete do New York Times em 6 de agosto de 1942. "Vichy captura os judeus; ignorado o apelo do papa Pio", publicava o Times três semanas depois. (...)

Em 1944, depois da libertação de Roma, mas antes do final da guerra, Pio XII disse a um grupo de judeus romanos que foram agradecer pela sua proteção: "Por séculos os judeus foram tratados injustamente e desprezados. Chegou a hora em que devem ser tratados com justiça e humanidade, Deus o quer e a Igreja o quer. São Paulo nos diz que os judeus são nossos irmãos. Mas deveriam ser também acolhidos como amigos".

Uma vez que esses e centenas de outros exemplos são desacreditados um por um nos livros que atacaram recentemente a imagem de Pio XII, o leitor pode perder de vista o seu valor, o efeito que tem o seu conjunto, que não dá margens a nenhuma dúvida – sobretudo entre os nazistas – sobre a posição do Papa. (...) Em um editorial de 1941, o New York Times declarou: "A voz de Pio XII é uma voz solitária no silêncio e na escuridão que envolvem a Europa neste Natal. (...) Pedindo uma 'nova ordem autêntica', baseada em 'liberdade, justiça e amor', o Papa colocou-se abertamente contra o hitlerismo". (...)

Ao avaliar como poderiam ter sido as intervenções de Pio XII, muitos (inclusive eu) gostariam de tê-lo visto pronunciar excomunhões explícitas. Os nazistas, de tradição católica já haviam incorrido automaticamente na excomunhão, com todos os seus atos, desde o abandono da freqüência à missa até à não-confissão dos homicídios e o repúdio público do cristianismo. E, como fica claro pelos seus escritos e discursos, Hitler deixara de se considerar católico – aliás, considerava-se anti-católico – já muito tempo antes de subir ao poder. (...)

"Suicídio voluntário"

Os sobreviventes do Holocausto, como Marcus Melchior, rabino chefe da Dinamarca, observavam que "se o Papa tivesse tomado explicitamente uma posição, Hitler provavelmente teria massacrado bem mais do que seis milhões de judeus e talvez dez vezes dez milhões de católicos, se tivesse oportunidade para isso". Robert M. W. Kempner, referindo-se à sua própria experiência durante o processo de Nurembergue, afirmou em uma carta à redação, depois de o Commentary ter publicado um trecho do livro de Guenter Lewy em 1964: "Qualquer movimento de propaganda da Igreja Católica contra o Reich hitlerista não só teria sido um 'suicídio voluntário' (...) mas teria também acelerado a execução capital de um maior número de judeus e sacerdotes".

Não se trata de uma questão puramente especulativa. Uma carta pastoral dos bispos holandeses que condenava "o impiedoso e injusto tratamento reservado aos judeus" foi lida em todas as igrejas holandesas em julho de 1942. A carta, apesar das suas boas intenções, e de, portanto, ter sido muito provavelmente inspirada em Pio XII, teve conseqüências inesperadas. Como observa Pinchas Lapide: "A conclusão mais triste e que mais nos faz pensar é que, enquanto o clero católico da Holanda protestava contra a perseguição dos judeus com mais força, de maneira mais aberta e com maior freqüência do que a hierarquia religiosa de qualquer outra nação ocupada pelos nazistas, o contingente mais numeroso de judeus deportados para os campos de extermínio – cerca de 110 mil, ou 79% do total – proveio exatamente da Holanda". (...)

Certamente se poderia perguntar: o que podia haver de pior do que o genocídio de seis milhões de judeus? A resposta é: a carnificina de outras centenas de milhares. E o Vaticano trabalhou justamente para salvar a todos que podia. (...) É sabido que, enquanto cerca de 80% dos judeus europeus encontrou a morte durante a Segunda Guerra Mundial, dos judeus italianos 80% se salvaram.

Nos meses em que Roma se encontrava sob ocupação alemã, Pio XII instruiu o clero italiano sobre como salvar vidas usando de todos os meios possíveis. (...) A partir de outubro de 1943, Pio XII dispôs que igrejas e conventos de toda a Itália concedessem esconderijo aos judeus. Como conseqüência – e apesar do fato de Mussolini e dos fascistas terem cedido à exigência de Hitler de dar início às deportações também na Itália – muitos católicos italianos desobedeceram às ordens alemãs.

Rabat-Fohn

Em Roma, 155 conventos e mosteiros deram asilo a aproximadamente cinco mil judeus. Pelo menos três mil encontraram refúgio na residência de verão do pontífice, em Castel Gandolfo. Sessenta judeus viveram por nove meses dentro da Universidade Gregoriana e muitos foram escondidos no subsolo do Pontifício Instituto Bíblico. Centenas de outros judeus encontraram asilo dentro do próprio Vaticano. Seguindo as instruções de Pio XII, muitos padres, monges, freiras, cardeais e bispos italianos empenharam-se para salvar milhares de vidas judias. O cardeal Boetto, de Gênova, salvou pelo menos oitocentas vidas. O bispo de Assis escondeu trezentos judeus por mais de dois anos. O bispo de Campagna e dois de seus parentes salvaram outros 961 em Fiume. (...)

Porém, uma vez mais, o testemunho mais eloqüente é justamente o dos nazistas. Documentos fascistas publicados em 1998 (e reunidos no livro Papa Pio XII, de Marchione) falam de um plano alemão denominado "Rabat-Fohn", que deveria ser posto em prática em janeiro de 1944. O plano previa que a oitava divisão de cavalaria das SS, disfarçada de soldados italianos, conquistasse São Pedro e "massacrasse Pio XII e todo o Vaticano", e menciona explicitamente o "protesto do papa em favor dos judeus" como motivo dessa represália. Uma história análoga pode ser traçada por toda a Europa. (...)

Mas o ponto de partida para esta discussão está no fato de que as pessoas daquela época, tanto os nazistas quanto os judeus, consideravam o Papa como o mais importante opositor da ideologia nazista no mundo.

Já em dezembro de 1940, em um artigo da Time Magazine, Albert Einstein rendeu homenagem a Pio XII: "Só a Igreja posicionou-se abertamente contra a campanha de Hitler pela supressão da verdade. Nunca tive um particular amor pela Igreja até hoje, mas agora experimento grande estima e admiração, pois somente a Igreja teve a coragem e a firmeza de posicionar-se em defesa da verdade intelectual e da liberdade moral. Sinto-me, portanto, obrigado a confessar que atualmente aprecio sem reservas aquilo que antes desprezava".

Em 1943, Chaim Weizmann, que depois se tornaria o primeiro presidente do Estado de Israel, escreveu que "a Santa Sé está prestando o seu poderoso auxílio onde é possível, para aliviar a sorte dos meus correligionários perseguidos".

Moshe Sharett, vice-primeiro-ministro israelense, encontrou Pio XII ao final da guerra e "disse-lhe que era meu primeiro dever agradecer a ele, e por meio dele à Igreja Católica, em nome do povo judeu, por tudo aquilo que haviam feito, em diversos países, para proteger os judeus".

Isaac Herzog, rabino-chefe de Israel, enviou uma mensagem em fevereiro de 1944, declarando: "O povo de Israel nunca esquecerá o que Sua Santidade e seus ilustres delegados, inspirados pelos princípios eternos da religião, que estão na base da autêntica civilização, estão fazendo pelos nossos desafortunados irmãos e irmãs no momento mais trágico de nossa história, uma prova viva da Divina Providência neste mundo".

Em setembro de 1945, Leon Kubowitzky, secretário-geral do Congresso Hebraico Mundial, agradeceu pessoalmente ao Papa pelas suas intervenções, e o Congresso Hebraico Mundial doou vinte mil dólares ao Óbolo de São Pedro "como sinal de reconhecimento pela obra realizada pela Santa Sé ao salvar os judeus das perseguições fascistas e nazistas".

Benevolência e magnanimidade

Em 1955, quando a Itália celebrou o décimo aniversário da sua libertação, a União das Comunidades Hebraicas Italianas proclamou o dia 17 de abril como o "Dia de Agradecimento" pela assistência recebida do Papa durante a guerra. (...)

Negar a legitimidade da gratidão expressa para com Pio XII equivale a negar a credibilidade dos testemunhos pessoais e dos juízos expressos sobre o próprio Holocausto. "Mais do que todos os outros", lembrou Elio Toaff, um judeu italiano que sobreviveu ao Holocausto e depois se tornou rabino-chefe de Roma, "nós tivemos a oportunidade de experimentar a grande benevolência cheia de compaixão e a magnanimidade do Papa durante os anos infelizes da perseguição e do terror, quando parecia que para nós não havia mais nenhuma escapatória". (...)

O Talmud ensina que "a quem salva uma vida, dizem as Escrituras, lhe será reconhecido como se tivesse salvado o mundo inteiro". Pio XII cumpriu esse ditame do Talmud mais do que qualquer outro líder do século XX, quando estava em jogo o destino do judaísmo europeu. Nenhum outro Papa foi tão largamente estimado pelos judeus, e não injustamente. A gratidão dos judeus, como a de toda a geração dos sobreviventes do Holocausto, testemunha que Pio XII foi, real e profundamente, um "justo gentio".

Que esses dois textos sirvam de ajuda para que Pio XII, tão depredado pelos que odeiam a Verdade, tenha uma imagem mais próxima da realidade.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Carta Escandalosa do 12° ENP

Saudações queridos leitores!

Fiquem com reportagem do Estadão (fonte aqui), volto depois.

Padres sugerem o fim do celibato

Brasileiros levarão ao papa documento sobre alternativas para a vida religiosa e tolerância com segundo casamento

José Maria Mayrink, INDAIATUBA

O documento final do 12º Encontro Nacional de Presbíteros, encerrado ontem no Mosteiro de Itaici, município de Indaiatuba (SP), propõe ao Vaticano a busca de alternativas para o celibato sacerdotal - o que significaria a ordenação de homens casados e a readmissão de padres que deixaram suas funções para se casar.

Aprovado por 430 delegados que representavam os 18.685 padres das 269 dioceses brasileiras, onde trabalham em 9.222 paróquias, o pedido será enviado à Sagrada Congregação para o Clero, em Roma, atualmente presidida pelo cardeal d. Cláudio Hummes, ex-arcebispo de São Paulo.

Os padres pedirão também à Santa Sé "orientações mais seguras e definidas sobre o acompanhamento pastoral de casais de segunda união", os católicos que se divorciaram e tornaram a se casar. Unidos pelo casamento civil, esses fiéis podem participar da vida da Igreja, mas não podem se confessar nem comungar.

As duas reivindicações contrariam normas em vigor na Igreja que, conforme d. Cláudio afirmou no plenário do Encontro de Itaici, a Igreja não tem a intenção de alterar. Os padres não sugerem a abolição total do celibato, que continuaria sendo uma opção, por exemplo, nas ordens e congregações religiosas, mas que haja outras "formas de ministério ordenado".

A Igreja restabeleceu o diaconato permanente, que é exercido por homens casados. Os diáconos podem pregar nos templos e administrar sacramentos, embora não todos. Batizam, dão a unção dos enfermos e fazem casamentos, mas não celebram a missa nem ouvem confissões, privilégios exclusivos dos sacerdotes.

Outra reivindicação ousada do documento aprovado pelo Encontro de Presbíteros refere-se à nomeação de bispos. Proposta a ser encaminhada à Congregação para os Bispos pedirá uma revisão das nomeações "dentro de um espírito mais transparente, democrático e participativo junto dos presbitérios, dioceses e regionais da CNBB" (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

A escolha dos bispos, que são nomeados pelo papa, é feita sob sigilo pelo núncio apostólico, representante diplomático da Santa Sé. Ele envia a Roma uma lista tríplice, depois de consultar os titulares de dioceses da região em que o escolhido vai servir. Os padres querem ser ouvidos nesse processo.

Dentro do espírito da 5ª Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe, que se reuniu no ano passado em Aparecida para discutir o tema Discípulos e Missionários de Jesus Cristo, os padres chegaram à conclusão, em Itaici, de que precisam sair das paróquias para ir ao encontro dos fiéis, a começar pelos católicos que abandonaram a prática religiosa. As paróquias, dizem os padres, devem renovar sua estrutura para ser menos burocráticas.


Voltei. No Mosteiro de Itaici, em São Paulo, ocorreu o 12° Encontro Nacional de Presbíteros. Desse encontro saiu um documento e uma carta. Ao ler a carta dos padres, refleti sobre algumas questões que lá estão abordadas.

Todos nós temos que fazer escolhas nesse mundo. Essas escolhas implicam em conseqüências. Muitas vezes sabemos das conseqüências de nossas escolhas, outras vezes não. Uma pessoa que escolhe atender o chamado da vocação sacerdotal, em um primeiro momento pode não saber o que lhe espera, mas com todos os anos de estudos e trabalhos pastorais, certamente vai descobrir o que lhe espera. Não admitir isso é abrir mão da lógica e da honestidade intelectual.

Hoje em dia, muitos sacerdotes, depois de ordenados, começam a questionar várias práticas da Igreja, como o celibato sacerdotal, por exemplo. O que eles fazem nada mais é do que querer "mudar as regras no meio do jogo". Uma boa notícia (não é boa para eles) é que isso não vai acontecer. Dom Cláudio Hummes, prefeito da Sagrada Congregação para o Clero já deixou claro que isso não está em discussão.

Assumir suas escolhas é um ato de honestidade consigo mesmo, com o próximo e com a Igreja.

Na carta tem de tudo abordado, mas não é possível achar as palavras Missa e Eucaristia. Isso é um indício da gravidade da situação pela qual grande parte do nosso clero passa. Um documento redigido por padres, para padres, que não menciona os pilares do sacerdócio, não parece ser algo sério. Engraçado que há menção à causa ecológica, que deixa os padres “indignados”, mas quando o assunto é a fé, só vemos as mesmas conclamações à atuação pastoral.

Interessante vermos que os padres criticam as estruturas “pesadas” e “ultrapassadas” da Igreja. Essa crítica é feita diretamente à hierarquia e à centralização da autoridade dobre o Santo Padre. Certamente, muitos padres queriam que a Igreja fosse uma democracia. Devem pensar que a voz do povo é a voz de Deus. Se assim fosse, o povo jamais teria pedido para que Pilatos soltasse Barrabás. A autoridade do Papa é mais que uma questão administrativa, é mais que uma hierarquia. Essa autoridade é divina, foi dada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Se alguns presbíteros não concordam com essa centralização, que reclamem com Jesus Cristo, pois foi Ele que fez assim.

A carta pode ser lida aqui. Não é possível que todos os mais de 19 mil padres do Brasil compactuem com todo esse lixo socialista. Não se vê menção alguma à Eucaristia e à Missa, apenas ecologia, capitalismo e saudações a sacerdotes que não podem ser considerados exemplos de Fé Católica. Muitos dos citados são exemplos de socialismo, não de catolicismo. Queria ver o Santo Padre pegar esse documento, amassar e jogar no lixo (reciclável, é claro, para que os "ecólogos da libertação" não reclamem disso também) bem na frente deles.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Frei Betto fala sobre seu messias

Saudações queridos leitores!

Frei Betto é um herege que se reveste de teólogo dominicano. Fique com suas heresias pelo UOL (íntegra aqui), volto depois.

É ilusão pensar que é o fim do socialismo, diz Frei Betto

Em entrevista ao UOL News, o teólogo Frei Betto, autor do livro "Fidel e a religião", afirmou que a renúncia do líder cubano Fidel Castro não significa o fim do socialismo e descartou que Cuba esteja vivenciando tardiamente o "efeito dominó" da falência da União Soviética.

"É ilusão [pensar] que aquilo ali representará o fim do socialismo, o fracasso da revolução, um retrocesso aos avanços já obtidos", falou. "Não há nenhum setor significativo dentro da sociedade cubana hoje interessado na volta do capitalismo", continuou.

O teólogo acredita que, apesar da renúncia, Castro não deixará o debate político em Cuba e que o líder tomou essa atitude "para deixar o campo mais livre para uma possível e provável eleição do seu irmão Raúl Castro, que vai substituí-lo nas funções de presidente do Conselho de Estado, presidente do Conselho de Ministros e comandante-chefe da Revolução".

Voltei. Frei Betto é uma das coisas que não entendo na Igreja. Como um cara que apóia um fascínora, que desobedece tão despudoradamente a Igreja continua a manter o status de Dominicano? Seu status como frei envergonha o nome dos dominicanos, que foram responsáveis por ninguém menos que São Tomás de Aquino.

Mas infelizmente o que ele disse é verdade. Não é porque Fidel Castro renunciou ao poder de Cuba que a situação vai melhorar. As mudanças necessárias dependem de muitos outros fatores. Há tempo que Fidel já está fora do poder, a oficialização tem um impacto muito menor e um valor simbólico maior.

O comunismo já acabou. Já deu errado a muito tempo. Só moleques intelectuais ainda acreditam nele.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Jovem teria torturado mãe "em nome de Deus"

Saudações queridos leitores!

Fiquem com exemplo de fundamentalismo pelo Terra (íntegra aqui), volto depois.

SC: jovem teria torturado mãe "em nome de Deus"


A polícia de Blumenau, a 200 km de Florianópolis (SC), informou que um jovem confessou ter espancado e torturado a mãe até a morte e afirmou ter agido em "nome de Deus". Alexandro Seixas, 20 anos, foi preso em flagrante por policiais na segunda-feira, dentro uma igreja evangélica.

Com roupas cobertas de sangue, ele não ofereceu resistência. O corpo de Maria Olívia Fagundes, 56 anos, foi encontrado por vizinhos que teriam visto Seixas sair de casa sujo de sangue.

Os policiais encontraram o corpo da mulher e vários objetos, como pá de pedreiro, martelo, cordas e faca. Na delegacia, o jovem teria afirmado ao delegado responsável pelo caso, Henrique Stodieck Neto, ter "tirado o demônio do corpo da mãe" e agido para "atender um pedido de Deus".

Segundo Stodieck, mãe e filho teriam discutido na noite de domingo e a mulher acabou morta na manhã seguinte, depois de supostamente passar horas sendo torturada.

"O filho fez de tudo para torturar a vítima durante toda a madrugada, antes de matá-la na manhã de ontem. Foi algo inimaginável", disse. "Ela foi amarrada, teve os mamilos cortados e sofreu vários tipos de crueldade".

Voltei. Esse tipo de comportamento não deve ser atribuído à seita que o jovem freqüenta, é algo que vai além. Ele deve ser avaliado e punido de acordo com seu estado mental.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Fraternidade com as mulheres? E quem pensa nos nascituros?

Saudações queridos leitores!

Cláudio Lembo escreve no Terra Magazine. Resolvi questionar um pouco seu artigo. Acompanhem a ele em vermelho e a mim em preto.

Fraternidade com as mulheres


Terça, 19 de fevereiro de 2008, 07h48
Cláudio Lembo

Um dramático acontecimento sacudiu a Itália. Em Nápoles, uma mulher submetia-se a um aborto terapêutico. Por intermédio de uma chamada telefônica anônima, denunciaram a clínica. A polícia compareceu. Rompeu a privacidade da paciente. Pasmem, apreendeu o feto. A partir do incidente, os jornais italianos desenvolveram acalorado debate. As colocações vão da moderação à apoplexia.

Eu pergunto: se a mulher já estava disposta a "descartar o feto", um eufemismo para matar um ser inocente, qual a preocupação com a apreensão da polícia?

Sem qualquer acréscimo, já por si, o tema contém elevada carga de emotividade. Esta vai do sensível campo da ética ao âmago da intimidade da mulher. Atinge sua integridade física e psicológica.

O tempo todo veremos essa argumentação de que o aborto atinge a integridade física e psicológica da mulher. Mas os abortistas não reconhecem a inviolabilidade da vida do nascituro quando não lhes é perfeitamente cômodo. Será que o feto não está vivo?

O aborto é envolvido por contornos de alta sensibilidade. A frágil condição do feto, indefeso e passivo. A dor e exposição suportadas unilateralmente pela mulher.

Nenhuma mulher submete-se à intervenção de forma fria. O nato instinto de mãe gera o sentimento de perda. Sua condição humana, a dose excessiva de humilhação. Expõe-se e submete-se à violência contra a sua integridade.

Opa! Como a dor é unilateralmente suportada pela mulher? Será que o feto, em sua frágil condição, tão humano quanto a mãe, não sente nada enquanto o matam? Percebam que o feto não é tratado como humano, apenas a mãe. O nascituro que está desprotegido no ventre da mãe não passa de um "feto", como se essa designação fosse referente a um ser inanimado, que não está se desenvolvendo como aconteceu com todos nós. Apesar de estar falando de uma vida, Cláudio Lembo trata como se fosse um objeto.

Os homens debatem o aborto sobre o importante prisma ético. Jamais captam, porém, a situação feminina no decorrer do processo de tomada de decisão e submissão à realidade. O aborto não pode ter leitura de mero ato de rotina. Não é. Jamais poderá ser tratado com frivolidade. Apresenta-se como uma intervenção de risco e repleta de interrogações.

Que interrogações? A única coisa que eu vejo é a violação do direito à vida de um inocente. Podem colocar quais atenuantes quiserem, o que acontece é que decidem o destino de um inocente à sua revelia. Quem corre o risco sempre fatal é o nascituro, que é o alvo principal.

Em toda parte, quando o assunto vem à tona, as discussões tornam-se acaloradas. Os argumentos partem de um conservadorismo excessivo. Ou levam a um grau ilimitado de liberdade.

O que Cláudio Lembo chama de conservadorismo excessivo é o que permitiu que ele estivesse vivo hoje para escrever o que escreve. É a defesa da vida, valor absoluto em nossa sociedade. O que ele chama de liberdade, só é liberdade para quem está em vantagem. Pois jamais soube de algum caso em que os médicos consultaram um feto para saber se ele gostaria de ser assassinado, ops, abortado.

É compreensível. Unem-se, ao tema, a presença da vida com seus sensíveis componentes. A atração entre duas pessoas, ainda que efêmera e circunstancial, e a concepção, sopro de novo ser.
Agrega-se mais. O dever comum a todas as pessoas de preservar a vida. Respeitar a dignidade do outro, ainda que embrionária. Preceitos que se estendem à figura da mulher. Ao submeter-se à intervenção, a mulher sofre violência contra a sua dignidade. As causas da concepção são múltiplas. A presença do imponderável. A ausência de sadia orientação sexual. As proles repletas de carências.

Através dessa linha de pensamento, passa-se a punir um terceiro por um crime que não cometeu. Todo crime deve ter sua justa pena para quem o cometeu. No caso de uma gravidez fruto de um estupro, o infrator deve ser punido. Mas nesse caso, consideram como infrator o nascituro, que comete o crime de ser gerado! Um ato do qual ele não tem a mínima responsabilidade, pois sequer existia quando a violência foi cometida.

Outro fator a se prestar atenção é que a pena de morte é proibida no Brasil. Um aborto provocado em uma vítima de estupro é semelhante a uma sentença de morte proferida e executada contra um inocente! Um duplo desrespeito à Constituição.

Quanto à falta de orientação sexual, mais uma vez pune-se quem não tem culpa disso. Não é o nascituro que orienta mal, mas sim quem tem tal responsabilidade, no nosso caso, cada vez mais, o Estado. Quem deve ser realmente punido pela orientação sexual defeituosa é o Estado, provedor do serviço, não o nascituro. Se o Estado não quer ter responsabilidade quanto a isso, que abra mão da educação sexual.

O tema perturba a humanidade desde épocas remotas. São Jerônimo, no ano trezentos, quando a ciência se limitava ao empirismo, posicionou-se. Antes do surgimento da aparência humana e dos membros, não existe violência contra o nascituro.


São Alberto Magno, em 1200, deduziu: a alma, no varão, infunde-se quarenta dias após a concepção e, na mulher, somente após noventa dias. Autores contemporâneos registram: a alma infunde-se na concepção.

O fato de São Jerônimo e Santo Alberto Magno, que foi mestre de São Tomás de Aquino terem se posicionado de tal maneira sobre a infusão da alma e sobre a licitude do aborto até um certo período não os torna certos. As informações, os estudos e o conhecimento que temos sobre a genética, as ciências biológicas e sobre a concepção já derrubaram tais posicionamentos a muitos anos.

O fato de tais pareceres terem sido proferidos por santos tão ilustres não faz com que gozem de infalibilidade. Com o conhecimento da época isso era o máximo que conseguiam dissertar sobre o assunto. São Tomás de Aquino negava o dogma da Imaculada Conceição, mas nem por isso é considerado herege, pois sua base teórica não permitia que ele soubesse disso, dado o nível de desenvolvimento do raciocínio. O mesmo vale para Santo Alberto e São Jerônimo

Múltiplas vertentes de pensamentos. Chocaram-se em debates acalorados nos parlamentos português, espanhol e italiano, nos últimos anos. Antes, em 1973, a Suprema Corte dos Estados Unidos debruçou-se sobre o assunto.
As realidades desses países alteraram-se. As mulheres tornaram-se titulares de seu corpo e de suas vontades. Abriram-se possibilidades para a sofrida intervenção.

O que houve na verdade é que as mulheres passaram a ser, além de titulares de seus próprios corpos, juízas e júri dos filhos que carregam em seu ventre. Passaram a decidir quem é que pode e quem não pode viver. Usurparam de um direito que não lhes pertence.

A unanimidade jamais se obteve. É impossível atingi-la frente a esta contingência existencial. Todas as vertentes levam a um dado essencial: a defesa da vida. Qual vida? A em gestação ou a vida em plenitude da mulher hospedeira?

Resposta digna de um enigma à moda antiga. Esse se amplia em complexidade quando a inviolabilidade do corpo da mulher é violada e desta agressão resulta concepção indesejável, indevida e inaceitável. A solução jamais será unânime. O aborto sempre encontrará posições de áspero antagonismo nos debates que proporciona. Nesses, quase sempre, restringe-se à participação de personalidades masculinas.

Bom momento para se alterar esta postura. Um tema, especialmente da mulher, por mulheres deverá merecer reflexão e debates. As conclusões terão que recolher o pensamento feminino, em sua plena sensibilidade.

Essa linha de argumentação é completamente caduca. Quer dizer que a prevenção da AIDS só pode ser discutida por aidéticos? As campanhas contra a dengue só podem ser discutidas por quem tem ou já teve a doença? Ser mulher não é requisito obrigatório para se discutir o aborto. Muito mais do que uma intervenção feminina, trata-se de o destino de uma vida!

Em sua Campanha da Fraternidade/2008, a Confederação dos Bispos Brasileiros trata a questão do aborto. Bom. Permitirá seu exame pelas diferentes expressões da inteligência.

Confederação dos Bispos Brasileiros? Suponho que ele esteja pensando na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A falta de conhecimento faz a gente passar uma vergonha...

A sociedade não pode se omitir. Deve participar. Recolher os dramas individuais das mulheres. Compreendê-los será sinal de maturidade. É momento dos homens ouvirem.


Nós, homens, estamos dispostos a ouvir. Mas não sejamos hipócritas. Ouçamos todos os lados envolvidos nessa questão: as mulheres e os filhos que elas carregam nos ventres. Partindo de seu princípio, qualquer discussão sem ouvir os nascituros não será completa.

O silêncio não condiz com os tempos contemporâneos. Ele apenas torna hipócrita a convivência humana. A hipocrisia já causou muitas vítimas. Milhares de mulheres sacrificadas. Ou vidas perdidas.

Realmente, o silêncio não deve imperar, assim como também não devem ser sacrificadas milhares de crianças que repousam de maneira indefesa nos ventres de suas mães, onde são constantemente ameaçadas por estar vivas. Os nascituros são julgados e condenados à morte pelo crime de viver.

A vida é um dom sagrado e está acima de qualquer outra coisa.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Edir Macedo usa o aparato Legal para tentar intimidar a imprensa

Saudações queridos leitores!

O Edir Macedo ficou bravinho porque trataram a sua seita milionária como uma seita milionária e está tentando usar o aparato legal para intimidar a imprensa. Fiquem com reportagem de ACI, volto depois.

Seita de Macedo pretende calar aos meios que denunciam suas irregularidades

.- A seita Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), liderada pelo polêmico empresário Edir Macedo tem aberto dezenas de processos judiciais contra os meios de comunicação e jornalistas brasileiros que denunciaram como aproveita seu status de organização religiosa para construir um império econômico.

Os pastores e adeptos da IURD abriram uns 50 processos por "prejuízo moral" contra o jornal Folha de São Paulo e uma de suas jornalistas, logo que em dezembro passado publicasse uma reportagem sobre o império das comunicações de propriedade dos líderes da seita.

Cinco pastores da seita abriram um processo contra o jornal Extra do grupo Globo do Rio de Janeiro pela publicação de uma reportagem sobre um seguidor da IURD que destruiu uma estátua de São Bento no estado da Baía (nordeste).

A IURD foi fundada faz 30 anos pelo Macedo, um ex-empregado da Loteria do Estado do Rio e diz contar com mais de seis milhões de seguidores. No Brasil conta com dois mil templos e assegura estar presente em 46 países.

O jornal Folha assinalou que a IURD é a maior proprietária de concessões de comunicação no Brasil e seu império está valorizado em mais de um bilhão de dólares. Conta com 23 cadeias de televisão, 40 estações de rádio e 19 empresas em nome de 32 membros da seita, incluindo dois jornais, uma agência de turismo, uma agência imobiliária e uma empresa de táxi aéreo.

Voltei. Foram 56 ações, nos mais distantes cantos do país, apenas para chatear e obrigar a repórter a se deslocar com advogados e arcar com os custos disso tudo. É uma manobra escancarada. Tão escancarada que a seita do Edir Macedo já perdeu 5 das ações e foi condenada em duas delas por litigância de má-fé. Em todas as ações, são pedidas indenizações no valor de 1 mil a 10 mil reais. Todas elas contêm parágrafos idênticos, na caracterização de ação orquestrada.

A maior gravidade desse episódio está na clara ameaça que ele representa contra a liberdade da imprensa e da sociedade. Um atentado desferido não contra uma jornalista ou contra veículos de comunicação, mas contra um sistema que garante as nossas liberdades. Que sejam usados todos os meios legais para que seja punida essa seita que se alastra pelo Brasil, caluniando e difamando todos os que estejam contra seus interesses econômicos. Que eles sintam o peso da Justiça.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Fidel Castro renuncia à presidência, mas não à ditadura

Saudações queridos leitores!

Pediu pra sair! Fidel Castro renuncia à presidência de Cuba, mas não à ditadura. Fiquem com notícia do UOL (íntegra aqui), volto depois.

Em carta, Fidel Castro anuncia renúncia à presidência


Em carta publicada no jornal estatal Granma, o líder cubano Fidel Castro, que permaneceu mais de 46 anos à frente do poder em Cuba, anunciou que não voltará a ocupar a presidência. Lutando para manter-se em boa saúde após uma cirurgia no intestino, Castro estava afastado do poder desde julho de 2006, quando passou o comando do país ao irmão, Raúl. Na mensagem ao povo cubano, Fidel prometeu continuar escrevendo artigos, mantendo o papel de "soldado das idéias" que assumiu nos últimos meses em Cuba.

Na carta de despedida, Fidel fala ainda das limitações que os problemas de saúde trouxeram, ressaltando que "trairia sua consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, o que não estou em condições físicas de oferecer." E acrescenta: "Falo isso sem drama."

"A meus caros compatriotas, que me deram a imensa honra de me eleger, recentemente, como membro do Parlamento (...) comunico que não desejarei nem aceitarei - repito - não desejarei nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante Chefe", diz a carta.

Voltei. Fidel Castro é um dos maiores homicidas que esse mundo já conheceu. Em aproximadamente 49 anos de sua ditadura, 9479 mortos, isso sem contar os 77.833 que sucumbiram tentando fugir da ilha. Esses números fazem de sua ditadura uma das mais sanguinárias de todos os tempos.

O anúncio de sua renúncia nesse momento reflete mais a queda de um símbolo do que a mudança do regime. Fidel já está neutralizado desde que se afastou do poder pela primeira vez em circunstância da saúde e a renúncia é um passo natural do processo. Logo sua morte será anunciada. O que eu digo não é fatalismo, de modo algum, é a mais pura realidade, dada a condição degradante em que se encontra sua saúde.

Fidel foi um monstro sanguinário, os números comprovam. Uma das coisas mais estúpidas que tenho visto na imprensa, amplamente dominadas pela ideologia imbecil de esquerda, é uma tentativa de tornar a figura espúria de Fidel Castro um personagem "ambíguo", como se seu legado de mortes não fosse suficiente para comprovar o quão maligna foi sua ditadura. Com tantas evidências, não há como a história absolver Fidel, mesmo que muitos queiram.

O que ele fez foi injustificável. Os paredões de fuzilamento, as famílias destroçadas, os mortos no mar, os presos políticos... que seus sacrifícios não sejam em vão. Que eles sirvam para que o mundo veja o quão nefasto é o comunismo.

Que Deus nos livre logo das tiranias!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Atenas e Jerusalém

Saudações queridos leitores!

São Tomás de Aquino foi um dos maiores santos que o mundo já viu. Sou seu devoto. Ele foi minha primeira inspiração para iniciar meus estudos em matéria de Fé. Ele também foi o responsável por "batizar" Aristóteles. Fiquem com reportagem de ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Atenas e Jerusalém, juntas para renascimento do cristianismo

Um livro de Dom Leuzzi propõe uma nova aliança entre razão e fé

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Uma nova aliança entre fé e razão, encarnadas respectivamente por Jerusalém e Atenas, pode ser o segredo da renovação não só do cristianismo, mas da cultura em geral.

É a proposta apresentada pelo livro «Atenas e Jerusalém novamente juntas» («Atene e Gerusalemme di nuovo insieme»), editado pela Livraria Editora Vaticana, escrito por Dom Lorenzo Leuzzi, diretor do Departamento para a Pastoral Universitária da Diocese de Roma e secretário da Comissão de Universidade do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).

Entrevistado pela Zenit, Dom Leuzzi explica que o encontro entre Atenas e Jerusalém é decisivo para o renascimento da religião e para renovar a ação eclesial.

O prelado está certo de que «o cristianismo está, nesta situação histórica, em uma condição favorável com relação às demais culturas religiosas hoje presentes no cenário mundial» e «pode abrir horizontes novos na cultura contemporânea».

Segundo Dom Leuzzi, «não se pode compreender a modernidade sem entender a verdadeira natureza da religião» e «não se trata de dar vida a uma simples reconstrução intelectual para os envolvidos, mas um giro teológico que deve implicar a vivência concreta das comunidades cristãs».

«Quanto mais o cristianismo der testemunho significativo e confiável de que a Palavra é o Logos – acrescenta Dom Leuzzi –, mais ajudará as religiões, e ajudará a si mesmo, a não homologar-se em um vago protecionismo religioso; e ajudará a razão a não perder-se no mundo do irracional.»

Voltei. Penso que as semelhanças entre os pensamentos são maiores que as diferenças. É perfeitamente possível conciliar ambas as escolas de pensamento. É mais que possível, é necessário, que saibamos absorver tudo o que a filosofia tem de bom e que apliquemos tais conceitos revestidos dos valores cristãos, como São Tomás já mostrou ser possível.

Recomendo a todos, além do livro do artigo, a biografia de São Tomás de Aquino escrita por Chesterton. É um excelente ponto de partida para entender um pouco do pensamento do mais sábio dos santos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Calúnias contra Pio XII são mentiras, afirma Cardeal

Saudações queridos leitores!

Hoje ZENIT traz uma reportagem em que o Cardeal Saraiva Martins desmente a suspensão da causa de beatificação de Pio XII e rechaça algumas mentiras sobre seu suposto silência ante o nazismo. Fiquem com reportagem de ZENIT (fonte aqui).

Cardeal Saraiva: suposto silêncio de Pio XII sobre nazismo não é verdade

Sua causa de beatificação não está suspensa

Por Marta Lago

CIDADE DO VATICANO, 18 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Não responde à verdade histórica falar de um silêncio de Pio XII com relação ao nazismo, adverte o prefeito da Congregação vaticana para as Causas dos Santos.

No marco da apresentação da Instrução – do dicastério – «Sanctorum Mater» [sobre a fase diocesana das causas de beatificação e canonização], o cardeal José Saraiva Martins respondeu sobre o andamento de algumas causas, entre elas a de Pio XII.

A causa do Papa Eugenio Pacelli «nem foi adiada nem muito menos está suspensa», confirmou o purpurado nesta segunda-feira à mídia internacional na Sala de Imprensa da Santa Sé.

Em todo lugar, este ano acontece o cinqüentenário do falecimento do então pontífice, uma «ocasião de ouro» para «promover certas iniciativas que levem a um conhecimento cada vez mais perfeito do Papa Pio XII», explicou.

Entre as anteriores, mencionou um congresso – «que aprofunde bem em sua figura e espiritualidade» – e uma exposição sobre seu pontificado; também «uma comissão está estudando e aprofundando cada vez mais no pontificado de Eugenio Pacelli».

Para quem afirma, como suposto obstáculo à causa, que Pio XII «é famoso por seu silêncio» porque «não condenou o nazismo», o cardeal Saraiva declarou: «Isso não é verdade historicamente. Mais que de silêncio, eu falaria de prudência».

«Desejo confirmar minha afirmação. Eu traduziria silêncio por prudência. Não houve silêncio. Quando se publica a encíclica Summi pontificati,Goebbels, número dois do nazismo, escreveu em seu diário: ‘Saiu esta encíclica e o Papa foi muito duro contra nós’. Pelo que se vê, era um silêncio pouco silencioso», remarcou o prefeito do dicastério para as Causas dos Santos.

Igualmente, citou o próprio Pio XII, que [em 2 de junho de 1943, por ocasião da festividade de Santo Eugenio, N. da R.] publicamente expressou que toda palavra que dirigisse – para mitigar o sofrimento do povo judeu, melhorar suas condições morais e jurídicas, etc – «às autoridades competentes e toda alusão pública» devia ser ponderada e medida seriamente «em interesse dos que estavam sofrendo, para não tornar, sem querer, mais grave e insuportável sua situação».

«Com um testemunho acima de toda suspeita», o cardeal Saraiva quis confirmar o que expôs, oferecendo as palavras de Robert Kempner, magistrado judeu e fiscal no Julgamento de Nuremberg.

Disse o purpurado: «Escreveu [Kempner] em janeiro de 1964 – após a saída de ‘O Vigário’ de Hochhuth [drama que difunde o equívoco de Pio XII como figura passiva, covarde e anti-semita, N. da R.]: ‘Qualquer tomada de posição propagandista da Igreja contra o governo de Hitler teria sido não somente um suicídio premeditado, mas teria acelerado o assassinato de um número muito maior de judeus e sacerdotes’».

O cardeal Saraiva lamentou as posturas críticas com relação a Pio XII, atitudes «que surgiram depois da publicação de ‘O Vigário’».

Quando acabou a guerra, «foram muitos os judeus que foram ao Vaticano para agradecer ao Papa Pacelli o que ele havia feito pro eles. Esta é a história», afirmou.

Comentar essa reportagem demandará de mais tempo. Farei isso na quinta feira.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Pai, perdoai-lhes; eles não sabem o que escrevem

Saudações queridos leitores!

Hoje faço jabá. Meu amigo Marcio Antonio Campos, jornalista, acaba de lançar um blog onde comenta as reportagens de seus "colegas" sobre assuntos ligados à Igreja. Vale a pena conferir:

Pai, perdoai-lhes; eles não sabem o que escrevem

Confiram!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Mais sobre o atentado à Nunciatura

Saudações queridos leitores!

Mais repercussão sobre os atentados ao prédio da Nunciatura Apostólica em Caracas. Por ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Atentado contra nunciatura apostólica em Caracas

CARACAS, domingo, 17 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- A Conferência Episcopal Venezuelana e o Conselho Nacional de Leigos deploraram o atentado contra a sede da nunciatura apostólica nesse país.

Um artefato explosivo de baixo poder estourou em 14 de fevereiro nas portas da sede do representante do Papa em Caracas, causando danos pequenos. A fachada da sede diplomática foi também pintada com mensagens políticas.

Um comunicado emitido pela presidência da Conferência Episcopal Venezuelana manifesta sua preocupação com o atentado, assim como «pelo início de violência política que se está manifestando em várias regiões do país».

(...)

Por sua parte, o Conselho Nacional de Leigos confessou seu alarme perante «esta escalada de violência incontida por parte dos agressores, cujos fins não visualizamos, e alimentada pela esquiva das autoridades em dar proteção a uma sede diplomática que em pouco tempo foi agredida em repetidas ocasiões».

Voltei. Antes de ler essa notícia, comentei outra notícia semelhante, de outra fonte, sobre a conivência das autoridades venezuelanas para com a quadrilha esquerdopata que fez isso. Vejam agora que esse pensamento não é apenas meu, mas dos próprios venezuelanos, que cada vez mais se mostram preocupados com a escalada dos métodos das esquerdas para implantar sua tal "revolução bolivariana". Eles caçam adversários como se fossem ratos.

Quando estão longe do poder, usam suas artimanhas escusas para conseguir o que querem. Estando no comando, usam o aparato do Estado para alcançar seus objetivos. É nojento.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Evangelho de Domingo - 2º Domingo da Quaresma (semana II do saltério)

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de São Leão Magno.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Evangelho (Mt 17,1-9 (2º Domingo da Quaresma (semana II do saltério)))

1Seis dias depois, tomou Jesus a Pedro, a Tiago e a João, irmão deste, levou-os sós a um monte alto 2e transfigurou-Se diante deles. O Seu rosto brilhou como o Sol, e os vestidos tornaram-se brancos como a luz. 3Senão quando, apareceram-lhes Moisés e Elias a conversar com Ele. 4E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, é bom estarmos nós aqui. Se queres, faço aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias. 5Falava ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu, e uma voz, saída da nuvem, disse: Este é o Meu Filho amado, no qual pus as Minhas complacências. Ouvi-O!

6Os discípulos, ao ouvirem a voz, caíram de rosto por terra e ficaram transidos de medo. 7Mas Jesus aproximou-Se e, tocando-os, disse: Erguei-vos e não temais. 8E eles, levantando os olhos, não viram ninguém, senão a Jesus só. 9Ao descerem do monte, ordenou-lhes Jesus: Não conteis a ninguém esta visão, até que o Filho do homem ressuscite dos mortos.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho feito por São Leão Magno (? - c. 461), papa e doutor da Igreja

Sermão 51

"Este é o meu Filho bem-amado...; escutai-O!"

Os apóstolos, que precisavam de ser confirmados na sua fé, receberam no prodígio da Transfiguração um ensinamento adequado para os levar ao conhecimento de todas as coisas. Com efeito, Moisés e Elias, quer dizer, a Lei e os profetas, apareceram conversando com o Senhor... Tal como diz S. João: "A Lei foi comunicada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo" (1,17).

O apóstolo Pedro estava, por assim dizer, arrebatado em êxtase com o desejo dos bens eternos; cheio de alegria com tal visão, desejava habitar com Jesus naquele lugar em que a Sua glória, assim manifestada, o cumulava de júbilo. Por isso, diz: "Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas, uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Mas o Senhor não respondeu a esta proposta, querendo naturalmente mostrar não que aquele desejo era mau mas que era deslocado. Porque o mundo só podia ser salvo pela morte de Cristo e o exemplo do Senhor exortava a fé dos crentes a compreender que, sem que nos seja permitido duvidar da felicidade prometida, é preciso, no meio das tentações desta vida, pedir mais a paciência do que a glória, porque a felicidade do Reino não pode preceder o tempo do sofrimento.

Foi por isso que, enquanto ele falava ainda, uma nuvem luminosa os envolveu e do meio da nuvem uma voz proclamou: "Este é o meu Filho bem-amado, em quem pus todo o meu amor; escutai-O"... "Este é o meu Filho, por Ele tudo foi feito e sem Ele nada foi feito" (Jo 1,3). Tudo o que Eu faço, Ele o faz também; tudo o que Eu realizo, Ele o realiza comigo, inseparavelmente, sem diferença (Jo 5,17-19)... Este é o meu Filho, que não se apropriou ciosamente dessa igualdade que tinha comigo, não reivindicou o seu direito, mas, sem deixar a minha glória divina, humilhou-se até à condição de servo (Fl 2,6sg), para cumprir o nosso desígnio comum da restauração do género humano. Escutai pois sem hesitações Aquele que tem toda a minha complacência, Aquele cuja doutrina me revela, cuja humanidade me glorifica, porque Ele é a Verdade e a Vida (Jo 14,6). Ele é o meu poder e a minha sabedoria (1Co 1,24). Escutai-O, a Ele que resgata o mundo com o seu sangue..., a Ele que abre o caminho do céu pelo suplício da sua cruz.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.