sábado, 12 de janeiro de 2008

Opus Dei, o lado de fora

Saudações queridos leitores!

Um grande amigo me manda um texto sobre o Opus Dei, de 2005. Como o blog ainda não tinha nascido nessa época, nunca comentei sobre esse texto. Aproveito para fazê-lo agora. Fiquem com o texto da Folha (fonte aqui) em vermelho com comentários meus em preto.

Opus Dei, o lado de fora

"Pouco me importa que me digam que fulano é um bom filho meu --um bom cristão--, mas um mau sapateiro! Se não se esforça por aprender bem o seu ofício ou por executá-lo com esmero, não poderá santificá-lo nem oferecê-lo ao Senhor. E a santificação do trabalho ordinário é como que o eixo da verdadeira espiritualidade para os que --imersos nas realidades temporais-- estão decididos a ter uma vida de intimidade com Deus." Compare-se esse trecho, extraído da coletânea de homilias "Amigos de Deus", do fundador do Opus Dei, Josemaría Escrivá de Balaguer, a este, do clássico "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" (versão de 1920) do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920):

"A fé precisa se comprovar por seus efeitos objetivos a fim de poder servir de base segura para a certitudo salutis [certeza da salvação]: precisa ser uma fides efficax, e o chamado à salvação, um effectual calling (...). Ora, se perguntarmos em que frutos o reformado é capaz de reconhecer sem sombra de dúvida a justa fé, a resposta será: numa condução da vida pelo cristão que sirva para o aumento da glória de Deus. (...) Só quem é eleito possui a verdadeira fides efficax, só ele é capaz, por conta de seu renascimento (regeneratio) e da santificação (sanctificatio) da sua vida inteira, de aumentar a glória de Deus por meio de obras boas realmente, não apenas aparentemente boas."

Não penso que seja possível comparar a Santificação do Trabalho, ensinada por São Josemaría com a predestinação pregada por Max Weber. Enquanto Weber prega que somente aqueles predestinados conseguem praticar boas obras, São Josemaría, em um aspecto muito mais evangélico, nos ensina que todos podemos praticar as boas obras e que essas são parte do projeto salvífico, não sua integralidade. Como São Tiago nos ensina em sua carta: A Fé sem obras é morta. E as obras por si só não salvam ninguém.

Há muitas diferenças entre um e outro. Enquanto o padre espanhol define a essência de sua Obra, que ganhou força na segunda metade do século 20, Weber descreve um dos principais mecanismos espirituais do calvinismo florescente, dos séculos 16 e 17. Enquanto esta religião se funda na cosmologia da predestinação (as cartas da salvação são restritas e foram distribuídas no ato da criação, não cabendo ao homem alterar o que foi determinado pelo Deus das razões insondáveis, com o qual um calvinista jamais cogitaria de privar "intimidade"), o eixo do catolicismo de Escrivá, na tradição de Paulo de Tarso, é a evangelização dos povos, a oferta da salvação celestial a todos.

Como explicado anteriormente, São Josemaría nos mostra que a Salvação está ao alcance de todos. O pensamento calvinista equivoca-se ao insinuar que Deus, que é Amor, seria perverso o suficiente para criar muitos de nós simplesmente para ir para o inferno, visto que a predentinação não é para todos. Tal teoria acaba por tornar a oração, as obras e até mesmo a fé inúteis, visto que já nascemos com nosso destino selado.

É assim que o foco da crítica do fundador do Opus Dei ao mau sapateiro é a sua falta de esforço para melhorar na profissão, pois todos têm condições de esmerar-se no que fazem no seu dia-a-dia. Por seu turno, a um calvinista ideal, como descrito pelo estudioso alemão, de nada vale um esforço que não se traduza em sucesso (pior: pode ser um sinal de danação).

Se os contextos históricos e religiosos dos dois fenômenos são abissalmente distintos, é tentador alinhavar a hipótese de que as implicações na vida prática de um e de outro (de um lado, o que Weber denomina "protestantismo ascético"; do outro a "santificação do trabalho" intramundano, pedra de toque da Obra de Escrivá) mais convergem que divergem. Ambos dinamitam diques culturais e inundam a vida cotidiana --o trabalho em particular-- com ética religiosa. Ambos traduzem padrões de conduta antes associados ao monasticismo e os democratizam, tornando-os atributos da comunidade dos fiéis e de cada indivíduo que crê.

Ambos os pontos de vista possuem alguns aspectos semelhantes, mas a essência, conforme demonstrei acima, é totalmente diferente. Enquanto um prega que as boas obras são sinal de santificação e predestinação à salvação, outro prega que através das boas obras podemos santificar nosso trabalho como parte do projeto de nossa Salvação.

"Uma das conseqüências de ser 'contemplativo no meio do mundo', como entende o Opus Dei, é que a 'religiosidade' deixa de ser uma categoria distinta da experiência. As experiências mais 'religiosas' de alguém podem se dar nos escritórios, nas quadras esportivas, na cozinha, na rua, no quarto ou no hospital. Escrivá disse certa vez que sua cela monástica era a rua, no sentido de que um membro do Opus Dei deve sair da igreja pela mesma razão que nela entra --para estar em união com Deus." Assim escreve John Allen Jr., em "Opus Dei - os Mitos e a Realidade" (ed. Campus).


A conseqüência das pregações de Escrivá é a pretensão de que as ações do dia-a-dia, das mais comezinhas às mais importantes, sejam sempre submetidas a um rigoroso controle ético, controle cuja finalidade é religiosa (oferecer uma boa ação a Deus e vislumbrar a salvação após a morte), mas cujos parâmetros são bastante pragmáticos (trabalhar para ser o melhor no que se faz, com o máximo de esforço e o máximo de dedicação).

Os resultados temporais das obras bem praticadas são facilmente notados. Pessoas que exercem o trabalho ordinário com mais capricho (seja por qual motivo for) se destacam em seu meio e conseguem as melhores oportunidades. A essência não é o trabalho bem feito, mas sim o oferecimento da dedicação no trabalho a Deus.

É nesse sentido --e apenas nesse-- que caminha Allen Jr., embora sem proceder a uma revisão acadêmica mais aprofundada do assunto (o livro tem objetivos jornalísticos), quando qualifica a emergência do Opus Dei, no contexto da tradição milenar do catolicismo romano, de "revolucionária". A "revolução dos leigos" que se seguiu ao Concílio Vaticano 2º (1962-1965), teve no movimento iniciado por Escrivá no final dos anos 1920 um de seus grandes precursores.


Essa revolução ocorreu logo após a crise que se estabeleceu no clero. Como o número de vocações diminuía e muitos sacerdotes abandonaram a batina, os leigos assumiram um espaço maior na participação nas atividades eclesiais, o que fez com que a Obra tivesse uma grande projeção.

O papado de João Paulo 2º encontrou nos movimentos teologicamente conservadores, integristas até (e aqui o Opus Dei já passa a ser um entre vários e nem de longe o mais radical), uma força de renovação de sua influência no mundo (esses grupos voltaram a atrair jovens para a Igreja Católica, uma juventude disposta a demonstrar e defender publicamente sua fé fervorosa) e um ponto de apoio no combate sem trégua às correntes católicas que se aproximaram do marxismo --doutrina esta que nasceu anticlerical e assim se firmou. Sob Bento 16, a tendência deve continuar. Os tributos sutis de um cultivado Joseph Ratzinger à "religiosidade do cotidiano" perpassam a sua primeira encíclica, "Deus Caritas Est", desde o tema escolhido, o amor cristão.

Ser conservador é uma coisa boa. Conservar a Verdade é uma coisa boa. O que a Obra faz, nada mais é do que pregar aquilo que a Igreja sempre pregou, de modo acessível a todas as pessoas, de um jeito que eles possam colocar em prática o tempo todo.

O fato de o Opus Dei ser bem visto pelo papado não significa, porém, que sua inserção no catolicismo romano esteja resolvida. É lícito supor que a opção da Cúria por endossar a Obra tenha sido também motivada pela intenção de controlar seus aspectos mais inovadores. A complicação foi tanta que o Vaticano acabou por criar no início dos anos 1980, depois de décadas de debates e respostas parciais, uma categoria jurídica especial para acomodar o Opus Dei, que recebeu o nome de "prelazia pessoal". Categoria verdadeiramente "pós-moderna", se é que o termo pode ser aplicado no catolicismo, pois reconhece a não-territorialidade da Obra, quando a estrutura de poder da Igreja Católica, herdada do Império Romano, sempre foi paroquial, fundada na divisão física dos territórios. A lei canônica subordina os fiéis do Opus Dei às respectivas dioceses, mas a prática é sempre mais complicada.

O caráter não-territorial da Obra é reflexo de seu carisma, que diz que podemos ser santos em qualquer lugar, em qualquer ocasião. Mas isso, definitivamente não descarta a estrutura paroquial da Igreja, pois a Obra é apenas um entre os muitos carismas existentes na Igreja. Jamais o Opus Dei teve pretensão de ser o único meio de santificação na Igreja. Pensar isso é alimentar um sectarismo temerário.

O problema poderia se resumir ao seguinte: ao conferir certa autonomia pastoral a um grupo de leigos que doutrinariamente atenua a importância dos equipamentos tradicionais da igreja, cedendo ao indivíduo mais ferramentas para medir sua relação pessoal com o divino e estabelecendo a vida fora dos templos como terreno privilegiado do exercício e da experiência religiosa, não estaria o Vaticano abrindo demais a guarda, arriscando-se a ser paulatinamente retirado do centro da vida prática e religiosa desses fiéis? Respostas para benedictxvi@vatican.va.

Esse é um risco inexistente, visto que na Obra a obediência total e irrestrita à Igreja é um dos aspectos mais evidenciados entre seus membros. Para corrobar isso, trago um pensamento de Caminho, número 519: Esse grito - "serviam!" - é vontade de “servir” fidelissimamente a Igreja de Deus, mesmo à custa dos bens, da honra e da vida.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Os crimes verdadeiros dos falsos maçons

Saudações queridos leitores!

Na revista IstoÉ dessa semana:

Os crimes verdadeiros dos falsos maçons


Ministério Público investiga a "Loja", organização que aplica golpes em empresários e tem infiltrações até na PF

HUGO MARQUES

Há uma rica loja no País que não tem logotipo, endereço ou CNPJ. Os “sócios” andam em carros luxuosos, moram em mansões, se hospedam em resorts, arrecadam em dólar. Seu nome: “Loja”, simplesmente “Loja”. Trata-se de uma sofisticada organização criminosa, que atua em cinco Estados, conforme investigação do Ministério Público do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul. Eles retiraram da maçonaria a terminologia “loja”. Como os maçons, têm seus rituais, entre eles a linguagem em código. A Loja vem agindo desde 1996. Seus integrantes se revezam em subgrupos nos Estados e aplicam golpes dos mais variados tipos, sem derramamento de sangue, mas se especializaram mesmo em convencer empresários a trocar grandes quantias em dólar por reais. Dinheiro nunca entregue às vítimas. Os criminosos raramente são apanhados. Eles ameaçam as vítimas que procuram a polícia. Unidos, como os maçons, também saem da cadeia com facilidade. O MP encontra dificuldades para punir a organização, que, segundo os procuradores, tem infiltrados na Polícia Federal e nas Polícias Civis de alguns Estados. Os processos contra a organização se arrastam por anos e a investigação no País é fragmentada. A 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília julga nas próximas semanas um dos processos contra a Loja, investigação que corre sob segredo de Justiça.

ISTOÉ conseguiu encontrar alguns rastros da Loja. Em Valparaíso de Goiás, a organização enganou o empresário Adip Salomão Júnior surrupiando-lhe o equivalente a US$ 500 mil. Também em Goiás, outro empresário perdeu R$ 280 mil. Os golpistas se apresentaram como assessores de um senador de Brasília que queria lavar dinheiro ilícito de campanha. Não é fácil convencer esses empresários a falar, pois muitos se sentem envergonhados por ter caído nas falsas promessas da quadrilha. “Foi terrível, não gosto de falar”, lembra Marcus Folador, 33 anos, empresário paulista de Monte Alto, onde a família toca uma rede de postos de gasolina. “Eu fui burro, acreditei, fui idiota.” Ele perdeu R$ 180 mil para os golpistas, que se apresentaram como intermediários de uma campanha política que precisava trocar reais por dólares. Na hora de receber os reais, armaram um falso flagrante policial e Folador ficou sem nada. Ele se sentiu ameaçado e se retraiu no dia de depor. “O cara que estava preso, uma semana depois estava solto, na porta da minha casa”, diz. “Já tinha perdido o dinheiro, não ia reaver nada. Me senti ameaçado pela quadrilha.”

O promotor criminal Frederico Schneider Medeiros, de Porto Alegre, que investiga a Loja há dois anos, já identificou “núcleos” da quadrilha espalhados pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Goiás. Este último núcleo opera também em Brasília. “Eles alugam casas suntuosas, apartamentos luxuosos e carros importados para aparentar poder econômico e seduzir as vítimas” diz Schneider. “É urgente diferenciar quadrilha de organização criminosa. A pena é baixa e eles voltam a agir. Uma organização que se dá nome é muito organizada”, completa. Em 2006, Schneider ajudou a levar à prisão 29 pessoas numa operação interestadual contra a organização criminosa, mas a maioria já foi solta. Segundo o promotor, em sua mais recente investida a Loja tentou dar um golpe nos locatários da sofisticada loja Daslu, em São Paulo, e para isso fizeram compras na loja.

Outro empresário que teve sua vida estragada foi o paulista Denis Edgar Botelho, 56 anos. Ele era a imagem do homem bemsucedido. Ex-gerente da multinacional Gillette, Botelho abriu o próprio negócio, uma distribuidora de publicações. Andava em carros importados novos. Descia para as praias do Guarujá todos os finais de semana. Tinha R$ 20 mil mensais para gastos pessoais e familiares. Seu apartamento em Moema valia R$ 700 mil. “Mas eu perdi tudo”, lamenta Botelho. “Perdi uma família maravilhosa, os imóveis, os carros, o nome.” Ele foi vítima do braço paulista da Loja. Em dólares, a quadrilha lhe arrancou o equivalente a R$ 370 mil. “Esse golpe foi uma pancada financeira e emocional, em todos os níveis”, diz. “Isso acabou por me abalar.” Ele viajou de São Paulo até o Rio Grande do Sul quatro vezes, até entregar o dinheiro à quadrilha, cujos membros andavam de Mercedes-Benz e alugavam mansões para aplicar o golpe. Vítima de um flagrante policial falso, até hoje ele não viu a cor do dinheiro. Os golpistas alegavam ter saldo vultoso da penúltima campanha eleitoral e ofereciam 50% de ágio na troca.

A lista de crimes da Loja só cresce. A partir das escutas telefônicas, o Ministério Público concluiu que foi a organização criminosa a responsável pelo golpe de US$ 500 mil, envolvendo o então secretário executivo do PFL (atual DEM) em Goiás, André Luiz da Silva Moura, em 2000. Silva recorreu a um doleiro para intermediar lavagem de dinheiro da quadrilha, que oferecia recursos de caixa 2 de uma igreja evangélica. A quadrilha armou um falso flagrante policial e sumiu com a dinheirama do doleiro. Após o escândalo, o partido não reivindicou os US$ 500 mil. “Note-se que quem avalizava a operação era simplesmente o secretário executivo do PFL de Goiás”, diz ação do MP, anexada ao processo. A mesma Loja subtraiu R$ 205 mil do empresário Carlos Antônio Luciano, no Hotel Alvorada, em Brasília.

O MP pede ainda investigação da quadrilha por violação de sigilo bancário, fraude em concurso da Polícia Federal e da Polícia Civil de Brasília e contrabando de armas via Porto de Santos. O delegado Juracy José Pereira, de Goiás, que investigou o braço da quadrilha no Estado, diz que a apuração se torna difícil na medida em que vários empresários não querem denunciar o crime. “Os crimes com violência já têm progressão, imagina um crime sem violência, cometido com a ajuda da vítima?”, questiona o delegado. “É a chamada torpeza bilateral, tem má-fé dos dois lados.”

Voltei. Independente de quem seja e de que nome use, isso é crime. Os criminosos devem ser punidos no mais alto rigor da Lei.

Para os Católicos, lembrem-se de que jamais devem pertencer aos quadros da Maçonaria e que jamais devem colaborar com organizações que conspiram contra a Igreja. Lembro o Decreto sobre a Maçonaria, de 26 de Novembro de 1983:

Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Carta do Prelado (janeiro de 2008)

Saudações queridos leitores!

A partir de hoje publicarei todos os meses a carta enviada pelo Prelado do Opus Dei, Dom Javier Echevarría. É uma grande fonte de meditação e conhecimento, além de mostrar ao mundo muito do carisma da Obra.

Carta do Prelado (janeiro 2008) Nestas linhas, mons. Javier Echevarría recorda que os cristãos – respeitando a liberdade de todos – devem transmitir a sua fé com o exemplo e com a palavra.

07 de janeiro de 2008

Caríssimos: que Jesus guarde as minhas filhas e os meus filhos!

Desde o passado 25 de dezembro, tudo nos fala do nascimento de Cristo, Verbo eterno do Pai, encarnado e nascido da Virgem Maria para nos salvar. Nos países de tradição cristã, a piedade popular manifesta de mil modos a alegria perante este maravilhoso Mistério. Muitos homens e mulheres de boa vontade, mesmo não cristãos, compartilham com os católicos os ideais de paz, justiça e solidariedade evocados nesta festa, o que constitui uma prova mais de como a mensagem de Cristo dá resposta às aspirações mais profundas do ser humano.

No entanto, para além do despertar desses desejos – que têm a sua importância, sobretudo em momentos como os atuais, caracterizados pela falta de paz em muitas nações e em muitas consciências –, o que é decisivo no Natal é o próprio acontecimento que comemoramos. Recordava-o o Santo Padre poucos dias antes desta festa: “Em Belém, manifestou-se ao mundo a Luz que ilumina a nossa vida; foi-nos revelado o Caminho que nos conduz à plenitude da nossa humanidade. Se não se reconhece que Deus se fez homem, que sentido tem festejar o Natal? A comemoração esvazia-se. Em primeiro lugar, nós, cristãos, devemos reafirmar com profunda e sentida convicção a verdade do Nascimento de Cristo, a fim de testemunharmos diante de todos a consciência de um dom inaudito, que é riqueza não só para nós, mas para todos” (Bento XVI, Discurso na audiência geral de 19/12/2007).

O Natal volta a pôr diante dos nossos olhos a urgência de colaborarmos com Cristo na aplicação dos frutos da Redenção. Os pastores de Belém dão-nos um bom exemplo disso: depois de terem acorrido pressurosos à gruta, onde encontraram Maria, José e o Menino reclinado na manjedoura, regressaram ao seu trabalho habitual cheios de alegria. Voltaram mudados por dentro, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e desejosos de comunicar aos seus parentes e vizinhos a boa nova; desse modo, todos os que os ouviam maravilhavam-se das coisas que os pastores lhes contavam (cf. Lc 2, 16-20). E isso apesar de serem, muito provavelmente – tal como acontece ainda hoje –, pessoas retraídas, pouco dadas à conversa.

Quando alguém experimenta uma grande alegria, sente o impulso de comunicá-la às pessoas com quem se relaciona. E com mais razão quando se trata da vida sobrenatural que Jesus trouxe à terra. É uma felicidade que não é possível ocultar, porque a vocação cristã, por natureza, traz consigo a vocação apostólica. A alegria de termos sido salvos por Deus não cabe num só coração. Santo Agostinho diz que quem consegue a conversão de uma alma tem a sua predestinada. Pensai, então, o que não será trazer outras almas ao caminho de Deus, à entrega! Algo maravilhoso! […]. Porque o bem é de per si difusivo. Se eu desfruto de um bem, terei necessariamente desejos eficazes de que os outros venham participar dessa mesma felicidade (São Josemaria, Apontamentos tomados numa tertúlia, 29/12/1959).

No entanto, consolidou-se em muitos lugares a falsa idéia de que não é conveniente falar das próprias convicções religiosas a outras pessoas. Equivale – dizem – a intrometer-se na vida privada dos demais, atentando contra a intimidade de cada um. Devemos rejeitar semelhante atitude e estar sempre dispostos a manifestar a razão da esperança que nos traz a nossa vocação cristã (cfr. 1 Pe 3, 15), com desejos sinceros de que a boa nova da salvação ressoe nos ouvidos dos nossos parentes, amigos e conhecidos.

Não podemos conformar-nos com o testemunho do exemplo, porque só o exemplo – embora indispensável – não basta. Lembremo-nos da censura que o Senhor dirigiu àqueles que não advertiam o povo dos perigos da idolatria: São cães mudos incapazes de latir, sonolentos, deitados ao comprido, amigos de cochilar (Is 56, 10).

Filhas e filhos meus, permaneçamos vigilantes para não nos tornarmos merecedores dessa censura do Senhor; deixaríamos de ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5, 13-14). E isso não deve acontecer. Alimentas o teu fervor apostólico como se fosse um instinto sobrenatural? De que maneira pedes ao Senhor que ponha nos teus lábios a palavra oportuna nas tuas conversas diárias, incluídas as de caráter profissional, e nos tempos de descanso? É preciso falar aos homens e mulheres da divina condescendência que se manifestou com a vinda do Filho de Deus ao mundo, e dizer-lhes que o Senhor espera a nossa colaboração no anúncio da sua mensagem de amor, de vida e de paz.

Há poucas semanas, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou uma Nota doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização, que Bento XVI recomenda à meditação de todos os fiéis (cf. Discurso na audiência geral, 19/12/2007). Entre outros pontos, esse documento recorda que “estimular honestamente a inteligência e a liberdade de uma pessoa a caminhar em direção ao encontro com Cristo e com o seu Evangelho não é uma intromissão indevida, mas um oferecimento legítimo e um serviço que pode tornar mais fecunda a relação entre os homens” (Congregação para a Doutrina da Fé, Nota doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização, 3/12/2007, n. 5). Mais ainda: “A atividade por meio da qual o homem comunica a outros homens eventos e verdades significativas do ponto de vista religioso, favorecendo a sua recepção, não somente está em profunda sintonia com a natureza do processo humano de diálogo, de anúncio e de aprendizagem, como também corresponde a outra importante realidade antropológica: é próprio do homem o desejo de fazer com que os outros participem dos próprios bens” (ibid., n. 7).

Naturalmente, nisto e em tudo, não só respeitamos a intimidade e a liberdade dos outros, como a defendemos; excluímos toda a forma de violência. Conservamos muito vivo o exemplo e o ensinamento de São Josemaria, que nos dizia: Defendi sempre a liberdade das consciências. Não compreendo a violência: não me parece apta nem para convencer nem para vencer (São Josemaria, Questões atuais do cristianismo, n. 44).

Veio-me à memória a insistência do nosso Padre neste ponto. Talvez se tenha feito mais freqüente quando começou a difundir-se em alguns ambientes a idéia de que não é necessário falar da nossa fé com as outras pessoas; de que basta o testemunho da própria conduta. Em face dessa atitude, que poderia paralisar as ânsias missionárias da Igreja, São Josemaria reagia com fortaleza apostólica. Concretizava: É preciso que os meus filhos procurem ocasiões de falar, de comunicar estas maravilhas que o Senhor nos confiou. Para trabalhar cristãmente, não basta a presença (São Josemaria, Apontamentos tomados numa tertúlia, 25/08/1968).

Quando se aproximava a conclusão do Concílio Vaticano II, o nosso Fundador impeliu-nos a pôr em prática os grandes ensinamentos dessa magna Assembléia da Igreja; sobretudo, convidava-nos a recordar às pessoas, em público e privadamente, a chamada universal à santidade e ao apostolado proclamada com toda a força pelo Concílio. Instava-nos a manter com todos – católicos e não católicos, cristãos e não cristãos – uma perseverante conversa apostólica, baseada na verdade e na caridade. Assim viveu até o final. Passam pela minha cabeça muitas lembranças de como ele aproveitava as ocasiões para servir as almas desse modo.

Eram tempos em que se propalava muito que era melhor não expor a fé cristã às outras pessoas; alguns chegavam até a conceber o diálogo como um colóquio em que era preciso deixar de lado as verdades ensinadas pela Igreja, como se qualquer opinião relativa a Deus e às verdades reveladas fosse igualmente válida e autêntica. Nessas circunstâncias, partindo do Evangelho, São Josemaria comentou os múltiplos exemplos das conversas ou pregações que Jesus Cristo manteve com os seus contemporâneos. E alegrava-se ao verificar que os cristãos se tinham comportado da mesma maneira ao longo dos séculos, seguindo o exemplo do Mestre. Os primeiros Doze – para pregar o Evangelho – mantiveram uma conversa maravilhosa com todas as pessoas que encontraram, que procuraram nas suas viagens e peregrinações. Não haveria Igreja se os Apóstolos não tivessem mantido esse diálogo sobrenatural com todas aquelas almas. Porque o apostolado cristão não é senão isso: Ergo fides ex auditu, auditus autem per verbum Christi (Rom 10, 17); uma vez que a fé provém do ouvir, e o ouvir depende da pregação da palavra de Jesus Cristo (São Josemaria, Carta de 24 de outubro de 1965, n. 13).

Na sua recente carta-encíclica sobre a esperança cristã, o Papa expõe incisivamente estes ensinamentos. Partindo de que o desejo de santidade é algo intransferível – ninguém nos pode substituir na correspondência pessoal à graça –, Bento XVI explica: “A relação com Jesus é uma relação com Aquele que se entregou a si mesmo em resgate por todos nós (cf. 1 Tim 2, 6). Estar em comunhão com Jesus Cristo faz-nos participar do seu ser «para todos», faz com que este seja o nosso modo de ser. Compromete-nos em favor dos outros” (Bento XVI, Carta-encíclica Spe salvi, de 30/11/2007, n. 18). A necessidade de comunicar a boa nova da salvação a outras almas tem a sua raiz aí. A nossa vocação de filhos de Deus, no meio do mundo, exige não apenas que procuremos atingir a nossa santidade pessoal, mas que avancemos pelos caminhos da terra, para convertê-los em atalhos que, através dos obstáculos, levem as almas ao Senhor (São Josemaria, É Cristo que passa, n. 120). Sabemos com toda a certeza – pois é algo inerente à chamada recebida – que o Senhor deseja que incrementemos o apostolado pessoal de amizade e confidência, tão característico dos fiéis que vivem por vocação divina no meio do mundo, e, concretamente, dos que se alimentam do espírito do Opus Dei.

Neste ano, completam-se setenta e cinco anos desde que São Josemaria deu um impulso decisivo ao trabalho apostólico com a juventude, que vinha realizando desde a fundação do Opus Dei. Com efeito, foi no dia 21 de janeiro de 1933, um sábado, que o nosso Padre reuniu pela primeira vez um pequeno grupo de jovens para lhes dirigir uma palestra de formação cristã.

Com que sentido sobrenatural, com que entusiasmo e carinho o nosso Fundador começou essa atividade! No entanto, como tantas vezes relembrou, só três rapazes assistiram àquele primeiro Círculo, apesar de se terem convidado nove ou dez. São Josemaria não desanimou. Cheio de fé, confiando na intercessão de Nossa Senhora e de São José, e recomendando novamente esse trabalho ao Arcanjo São Rafael e ao Apóstolo São João, deu a bênção com o Santíssimo Sacramento àqueles primeiros. Meditemos devagar nas suas palavras: Ao terminar a aula, fui à capela junto com aqueles rapazes, tomei o Senhor Sacramentado no ostensório, levantei-o, abençoei aqueles três…, e eu via trezentos, trezentos mil, trinta milhões, três bilhões…, brancos, negros, amarelos, de todas as cores, de todas as combinações que o amor humano pode fazer. E fiquei aquém, porque é uma realidade […]. Fiquei aquém, porque o Senhor foi muito mais generoso (São Josemaria, Apontamentos tomados numa tertúlia, 19/02/1975).

No dia seguinte, domingo, 22 de janeiro, teve lugar a primeira catequese – meio imprescindível no trabalho apostólico com a juventude e também com outras pessoas –, em que colaboraram alguns dos rapazes que o nosso Padre conhecia. Foram a um colégio das redondezas de Madri, no bairro de Los Pinos, onde os esperava um monte de crianças. As aulas de formação, a catequese e as visitas aos pobres e doentes – que o nosso Fundador realizava desde muito antes – foram e sempre serão um fundamento solidíssimo deste apostolado, que é – assim o nosso Padre se expressava sempre – como a menina dos nossos olhos.

Logicamente, o peso e a alegria de levar adiante este apostolado recaem principalmente sobre os fiéis mais jovens da Prelazia, e sobre aqueles a quem se confia especialmente este encargo. Filhas e filhos meus, pensai na confiança do Senhor, que deseja pôr nas vossas mãos – para que as modeleis, como o escultor modela o barro – as almas de tantas jovens e de tantos jovens que procuram sinceramente o sentido profundo de suas vidas. Preparai bem os Círculos e as aulas de doutrina cristã, pedi ao Espírito Santo que ponha nas vossas palavras uma força que arraste, e lançai-vos decididamente a falar com as vossas amigas, com os vossos amigos, entabulando um diálogo apostólico que os leve a Cristo, suaviter et fortiter (cf. Sab 8, 1), com suavidade e com fortaleza.

É muito tocante a insistência com que Bento XVI fala da necessidade de convidar os jovens a ser generosos, a aproximar-se mais do Senhor, a segui-lo. Sirvamos-lhe de eco ao ouvido de muitos, confiando na ação do Espírito Santo e na capacidade de se entregarem ao serviço de ideais grandes, que sempre é uma característica da juventude, ainda que às vezes pareça dormitar nos corações.

Recorramos com confiança a São Rafael e a São João, Padroeiros deste trabalho, e também a São Josemaria, que o começou há já tantos anos. Tende presente que, deste modo, estais – estamos – preparando o futuro da Igreja, o porvir cristão da sociedade.

Com todo o afeto, abençoa-vos

o vosso Padre

† Javier

Roma, 1º de janeiro de 2008.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Bartolomeu I visita Bento XVI em Março

Saudações queridos leitores!

Fiquem com notícia da Agência Ecclesia e ZENIT, volto depois.

Bartolomeu I visita Bento XVI em Março

O Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos confirmou que no dia 6 de Março Bento XVI receberá em audiência o Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I.

O Patriarca Ortodoxo visitará Roma por ocasião das celebrações de 90.º aniversário da fundação do Pontifício Instituto Oriental, criado pelo Papa Bento XVI e confiado à Companhia de Jesus. O próprio Bartolomeu I doutorou-se neste Instituto.

Bento XVI visitou o Patriarca, na Turquia, em 2006, por ocasião da festa do padroeiro da sede ecuménica, Santo André, a 30 de Novembro.

O Papa recebeu, no passado dia 6 de Dezembro, a comunidade do Pontifício Instituto Oriental e reconheceu que o apoio ao estudo das disciplinas que ministra "inclui também uma eficaz valência ecuménica, pois recorrer ao património da sabedoria do Oriente cristão enriquece todos".

Voltei. A visita de Bartolomeu I é um bom sinal. Ele é um dos mais rígidos patriarcas ortodoxos que vivem atualmente. Sua aproximação com o Papa mostra que o legado de João Paulo II continua em pé com Bento XVI. Rezemos todos para que esse encontro nos traga bons frutos e que possa nos aproximar um pouco mais.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Papa transforma a Espanha na frente de batalha contra o laicismo

Saudações queridos leitores!

A Igreja da Espanha começa a reagir frente a onda laicista que assola o país. Fiquem com reportagem do El Pais (fonte aqui).

Papa transforma a Espanha na frente de batalha contra o laicismo

O apoio do papa ao ato sobre a família faz parte de sua contra-ofensiva no sul da Europa

Lola Galán
Em Madri

A manhã de domingo, 30 de dezembro, foi tão ensolarada em Roma quanto em Madri, duas capitais unidas nesse dia por um mesmo espírito de batalha ideológica, por uma ponte verbal de velhos argumentos em defesa da família tradicional, entre a cúpula da Igreja Católica espanhola e o quartel-general do catolicismo mundial. De um lado, os cardeais Rouco Varela, Cañizares e García-Gasco, lançando duras críticas contra o governo socialista espanhol. Do outro, o papa Bento 16, com um discurso moderado, que no entanto continha uma rejeição total ao divórcio, ao casamento homossexual e à eutanásia.

Na Plaza de Colón em Madri se encenava assim uma batalha da guerra que o papa se propõe a travar contra o laicismo galopante das sociedades modernas. Sua determinação não é nova. Desde seus anos de cardeal e principal conselheiro de João Paulo 2º, o teólogo alemão Joseph Ratzinger tem o inimigo perfeitamente identificado e está decidido a combatê-lo para reconquistar o terreno perdido pela Igreja na Europa.

No domingo o papa defendeu diante dos fiéis reunidos em Madri que a família "fundada na união indissolúvel entre um homem e uma mulher, constitui o âmbito privilegiado em que a vida humana é acolhida, desde seu início até seu fim natural". Sua mensagem foi um mero detalhe de cortesia com a cúpula da Igreja espanhola, tão diligente na hora das mobilizações de massas em defesa das posições vaticanas? Tudo indica que se trata, pelo contrário, de uma iniciativa em total sintonia com a Santa Sé, decidida a contra-atacar em todas as frentes ideológicas abertas em um de seus antigos feudos.

"Obviamente, as palavras de Sua Santidade estavam preparadas desde muito antes", responde em conversa telefônica o porta-voz do Vaticano Federico Lombardi. Mesmo assim, ele reconhece que havia algo "um pouco diferente" nessa mensagem de Bento 16: sua "considerável amplitude, maior que a habitual".

O papa pretendia com sua alocução aproveitar as gigantescas dimensões da platéia que lhe proporcionava, mais uma vez, a Igreja espanhola, para lançar seu infatigável discurso em defesa da família tradicional? É o que parece. Sua análise resignada de anos atrás, quando reconheceu abertamente que a Igreja Católica no século 21 estava destinada a constituir "um pequeno rebanho", contrasta agora, transformado desde abril de 2005 no sucessor de João Paulo 2º, com seu apreço pelos banhos de multidões.

"A título pessoal, como professor e estudioso, ele é uma pessoa tímida e não fica à vontade diante das grandes mobilizações de massas, mas como pastor da Igreja reconhece sua importância", explica José María de Vera, veterano responsável por comunicação da Companhia de Jesus em Roma e um observador privilegiado das relações Igreja espanhola-Vaticano. Para de Vera, a intervenção do papa na manifestação pela família tradicional pareceu "uma perfeita encenação. Seguia uma pauta bem coordenada, era quase como um filme", no qual, naturalmente, o cardeal Rouco era a voz principal. Só ele tem a chave de duas portas fundamentais: a que lhe dá acesso direto a Bento 16, do qual foi aluno e com o qual pode conversar em alemão; e a que o comunica com os grandes movimentos religiosos que, como o Camino Neocatecumenal, liderado por Kiko Argüello, são capazes de reunir quase de um dia para outro massas oceânicas de fiéis.

A imprensa italiana não duvidou em falar de um milhão de pessoas ao informar sobre a concentração na Plaza de Colón. Uma cifra exagerada, mas capaz de entusiasmar qualquer um. Afinal, Bento 16 só reuniu 2,8 milhões de pessoas ao todo, somando as audiências e as celebrações litúrgicas, em todo o ano de 2007. Animado por essa mobilização de poder que lhe ofereceu a Conferência Episcopal Espanhola, e por alguns sinais de mudança que aparecem no panorama político europeu -como a eleição de Nicolas Sarkozy na França-, o papa decidiu mobilizar suas hostes contra as forças do laicismo.

"O papa e o secretário de Estado querem que haja maior participação dos católicos na vida pública. Bento 16 animou todo mundo a entrar na dialética da vida política e da sociedade. Daí seu apelo aos profissionais católicos, farmacêuticos, médicos, políticos, para que se mobilizem", reconhece o catedrático de teologia da Universidade de Santa Croce, do Opus Dei, Lluís Clavell. Ele é membro da Academia Pontifícia de Teologia e está há anos em Roma, mas não se aventura a falar sobre a atuação do Vaticano no evento.

Outros interlocutores, que preferem se manter no anonimato, consideram capital o papel do primeiro-ministro vaticano, Tarsizio Bertone. "Um homem que se escorou cada vez mais a posições conservadoras e que, junto com o cardeal vicário de Roma, Camillo Ruini, faz parte do círculo de assessores mais íntimo do papa."

Ruini, exatamente, lançou uma campanha pela revisão da Lei do Aborto aprovada na Itália há 30 anos. O pretexto foi proporcionado pelo ex-comunista e antigo colaborador de Silvio Berlusconi Giuliano Ferrara, que propõe uma moratória para o aborto com o apoio dos chamados laicos devotos, como o intelectual e senador Marcello Pera, da Forza Italia.

A contra-ofensiva vaticana liderada também pelo cardeal Bertone parece ter ganhado nova força com a visita à Santa Sé, em 21 de dezembro passado, do presidente francês, Nicolas Sarkozy. Divorciado e tudo, Sarkozy causou excelente impressão no Vaticano, onde, para surpresa geral, concordou com Bento 16 em defender a importância da religião católica na vida pública e se permitiu inclusive animar o clero francês para que intervenha mais e com mais coragem nos debates sociais e morais.

Toda uma injeção de otimismo para a Santa Sé, que agora aspira a reconquistar pelo menos uma parte da influência perdida na França, mas também na Itália e Espanha, os três feudos católicos do sul da Europa.

Deus queira que os bravos espanhóis vençam os desafios em busca da vitória contra a ideologia laicista!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Conferência Episcopal Espanhola assinala graves enganos em obra de teólogo José María Vigil

Saudações queridos leitores!

Mais um sacerdote TL escreve obra com graves erros teológicos. Por ACI, volto depois.

Conferência Episcopal Espanhola assinala graves enganos em obra de teólogo José María Vigil

.- A Conferência Episcopal Espanhola (CEE) publicou hoje uma nota em que adverte a "gravidade dos enganos" contidos no livro "Teologia do pluralismo religioso. Curso sistemático de Teologia Popular" do teólogo claretiano Pe. José María Vigil que a tornam "um instrumento especialmente daninho para a fé dos mais simples".

A Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CEE assinala na nota sobre a obra publicada por Edições A Amendoeira em 2005, que ao recorrer ao que seu autor denomina "metodologia latino-americana", cai em "incorretos presupostos metodológicos" que "levam a afirmações incompatíveis com a fé da Igreja Católica" que têm como fundo "a negação da verdade sobre Cristo, o Filho de Deus encarnado, e da originalidade do cristianismo".

A "gravidade destes enganos", além das "valorações históricas injustificadas e marcadas por uma ideologia dialética" que oferece o sacerdote no livro de caráter divulgativo –está concebido "para ser utilizado como manual de estudo em grupos de formação cristã"– , "fazem desta obra um instrumento especialmente daninho para a fé dos mais simples", adverte o Episcopado espanhol, que com o comunicado procura "fortalecer a vida dos fiéis na confissão jubilosa e humilde de Jesus Cristo, e rechaçar o que a danifica".

Voltei. Essa é a bagagem espiritual que os ditos "libertadores" tem a oferecer ao povo. Apenas afirmações daninhas, capazes de colocar a fé dos mais simples em perigo. Já passa da hora de ocorrer um grande expurgo entre o clero.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Fim de celibato não é solução a escassez sacerdotal

Saudações queridos leitores!

Fiquem com notícia da ACI, volto depois.

Cardeal Husar: Fim de celibato não é solução a escassez sacerdotal

Cardeal Lubomyr Husar

.- Em uma entrevista concedida a Fabrizio Contessa, da edição diária em italiano de L'Osservatore Romano, o Cardeal ucraniano Lubomyr Husar advertiu que suprimir o celibato obrigatório para os sacerdotes não é uma solução ao baixo número de vocações sacerdotais.

Conforme explica Contessa, o testemunho do Cardeal Husar é especialmente importante porque o Cardeal é o líder da Igreja de rito Grego-Católico em Ucrânia, um rito que contempla a possibilidade de ordenar a homens casados como sacerdotes.

O Cardeal proclamou o ano 2008 como o "Ano da vocação cristã". "procuramos não nos limitar às vocações à vida religiosa e ao sacerdócio, senão que estamos, apontando ao conceito cristão da vocação. E isto é porque notamos, tanto na vida familiar como na religiosa, uma grave instabilidade", explica o Cardeal ucraniano.

"Entre aqueles que se casam –adiciona– muitíssimos se separam. E também entre aqueles que ingressam nos mosteiros e às congregações, inclusive depois de ter realizado sua profissão, pedem ser dispensados. Nós queremos apontar a uma estabilidade da vocação".

Perguntado sobre a razão da crise de vocações, o Cardeal Husar assinalou que "podem existir muitas respostas. Agora inclusive são os pais os que se opõem, não permitindo a seus filhos ingressar nos mosteiros ou às congregações religiosas. Por outro lado, os sacerdotes pregam muito pouco, já seja sobre a vocação em geral, mas sobre tudo sobre a vocação sacerdotal e religiosa".

Voltei. A escassez sacerdotal independe do celibato. Se fosse essa a causa da falta de sacerdotes, a crise teria começado muito mais cedo, pois a norma já vigora a muitos séculos. O declínio no número de sacerdotes é um fato recente, que pode ser notado com mais nitidez no final da década de 60 do século passado.

A queda no número de sacerdotes coincide com uma época em que tentavam dar uma nova identidade ao sacerdócio, onde os modernistas começaram a investir com mais agressividade contra o status e função teológica do padre. Essa crise que se instalou fez com que o laicato tivesse um papel ampliado na Igreja nas últimas décadas, contribuindo assim para que alguns sacerdotes se sentissem com ainda menor função na Igreja.

Essa situação só poderá ser revertida com o resgate do prestígio sacerdotal, minado pelos modernistas, pelos laicos e mais recentemente pelos escândalos envolvendo alguns poucos sacerdotes que não são dignos de representar a Cristo.

Necessitamos urgentemente de uma formação mais sólida para os fiéis, para que tenhamos a devida reverência para com os sacerdotes, Persona Christi, possuidores do maior poder que esse mundo já viu, que é o de trazer Cristo materialmente para o meio de nós.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Italiana de seis anos poderá ser beata não-mártir mais jovem

Saudações queridos leitores!

Fiquem com o belíssimo testemunho de Antonietta Meo, por ZENIT. Volto depois.

Italiana de seis anos poderá ser beata não-mártir mais jovem

Reconhecidas as virtudes heróicas da menina Antonia Meo

Por Mirko Testa


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 21 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- A menina italiana Antonietta Meo, que morreu heroicamente de um tumor nos ossos com seis anos e meio, chamada familiarmente «Nennolina», poderá vir a ser a beta mais jovem não-mártir da história da Igreja.

Em 17 de dezembro passado, Bento XVI autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar os decretos que reconhecem as virtudes heróicas de oito servos de Deus que poderão chegar à honra dos altares, entre os quais se encontra a pequena Antonia.

Antonietta Meo nasceu em Roma, em 15 de dezembro de 1930, em uma família de sólidos princípios morais e religiosos, na qual se recitava o terço todos os dias. Era uma menina muito esperta, sempre alegre e que gostava de cantar.

Um dia, caiu, machucando o joelho com uma pedra. Mas a dor pareceria não passar. Os médicos a princípio não chegavam a determinar a origem da dor até que lhe foi diagnosticado um «osteosarcoma», câncer dos ossos.

Tiveram de amputar-lhe uma perna. Nennolina, que então tinha pouco mais de cinco anos, teve de usar uma pesada prótese ortopédica, mas sua vivacidade continuou sendo a mesma de sempre. E ainda multiplicou suas orações e adquiriu o costume de pôr aos pés do crucifixo, cada tarde, uma cartinha que no começo ditava à sua mãe e depois escrevia ela mesma.

Deste modo, ela deixou um diário, mais de cem mensagens a Jesus, Maria, Deus Pai e o Espírito Santo, que desvelam uma vida revestida de um grande misticismo, mas também um «pensamento» teológico surpreendente, que se esconde detrás de frases muito simples.

Nennolina, apesar de seus poucos anos, compreendeu que, no calvário, Maria sofreu com Jesus e por Jesus, e escreve: «Querido Jesus, Tu que sofreste tanto na cruz: quero fazer muitos oferecimentos e permanecer sempre no calvário perto, perto de ti e de tua mãe» (28 de janeiro de 1937).

«Querido Jesus – escreve em outra ocasião –, eu te amo muito, quero me abandonar em tuas mãos. (...) Quero me abandonar em teus braços, e faze de mim o que tu quiseres»; «tu, ajuda-me com a tua graça, ajuda-me, que sem tua graça não posso fazer nada».

As cartas a Nossa Senhora estão cheias de afeto: «Querida Virgem, és tão boa, colhe meu coração e leva-o a Jesus. Ó Virgem, tu és a mesma de nosso coração» (18 de setembro de 1936). Diante de Nossa Senhora, ela faz o propósito de ser sempre obediente como Jesus: «Quero receber Jesus das tuas mãos para ser mais digna».

Durante as freqüentes hospitalizações, pedia que a levassem na cadeira de rodas todos os dias até uma imagem de Nossa Senhora para recitar orações e pôr ante seus pés flores campestres recolhidas por sua mãe.

No dia da Imaculada de 1936, quando ela se aproximava de seu último Natal, Nennolina escrevia: «Estou contente porque hoje é tua festa, querida Virgem! (...) Na tua próxima festa e a de Jesus, farei pequenos sacrifícios, e diz a Jesus que me faça morrer e antes que cometa um pecado mortal!».

Consumida pelo tumor, após longos sofrimentos, Nennolina faleceu em 3 de julho de 1937, aos sete anos não completados, no sábado, em uma clínica romana a dois passos do monte Célio.

Após a morte de Nennolina, houve várias conversões e graças, e sua fama de santidade se difundiu por todas as partes. Dois anos depois, suas biografias já começaram a circular inclusive fora da Itália.

Exatamente cinco anos após a sua morte, o centro nacional da Juventude Feminina da Ação Católica, presidido então por Armida Barelli, converteu-se em promotor da sua causa de beatificação e canonização.

Em 22 de abril de 1968, começou a fase diocesana do processo que concluiu em 23 de março de 1972. Mas sua pouca idade gerou muitas dificuldades e atrasos na causa, até que se abriu a via ao reconhecimento canônico da santidade das crianças por parte da Igreja.

Em 1981, a Sagrada Congregação para as Causas dos Santos aboliu a restrição segundo a qual o exercício heróico das virtudes deveria dar-se por um «período duradouro». A medida libertadora levou depois, no Jubileu de 2000, à beatificação dos dois pastorinhos de Fátima, Jacinta e Francisco Marto.

A causa de Antonietta Meo se reiniciou em 1999, quando se constituiu em Roma a «Associação Nennolina» (http://www.nennolina.it) que, além de apoiar materialmente o processo canônico de beatificação, promove estudos e investigações sobre a vida e o pensamento da menina.

O corpo de Antonietta descansa em uma pequena capela adjacente à que conserva as relíquias da paixão de Jesus, dentro da basílica da Santa Cruz em Jerusalém, na qual foi batizada e que se encontra no bairro de Roma onde passou sua breve vida.


Voltei. O testemunho da joven Antonietta é encorajador. Ela mostra que a santidade está realmente ao alcance de todos, que o sofrimento é um dos mais belos meios de se chegar a Cristo.

O que distingue os cristãos de todas as outras pessoas no mundo é a compreensão do sofrimento, é saber usá-lo para chegar a Cristo ao invés de evitá-lo. É transformar qualquer ocasião, por pior que pareça, em ocasião de santificação. São Josemaría nos lembra em sua obra Sulco, ponto 234 "Pediste ao Senhor que te deixasse sofrer um pouco por Ele. Mas depois, quando chega o padecimento em forma tão humana, tão normal - dificuldades e problemas familiares..., ou essas mil e uma insignificância da vida diária -, custa-te trabalho ver Cristo por trás disso. - Abre com docilidade as tuas mãos a esses pregos..., e a tua dor se converterá em alegria."

Que saibamos transformar o nosso sofrimento em ocasião de proximidade com Deus.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Papa pede fim da violência no Paquistão

Saudações queridos leitores!

Fiquem com notícia de ZENIT, volto depois. Fonte aqui.

Assassinato de Benazir Bhutto: Papa pede fim da violência no Paquistão

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 1 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI lançou um apelo ao fim da violência no Paquistão, em uma mensagem de pêsames enviada após tomar conhecimento do assassinato da senhora Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra desse país.

Bhutto, líder opositora, foi assassinada no dia 27 de dezembro, após pronunciar um discurso no parque da cidade de Rawalpindi, próxima a Islamabad, quando um terrorista suicida detonou uma carga explosiva que deixou 28 mortos.

Em uma mensagem enviada pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, ao presidente da Conferência dos Bispos Católicos do Paquistão, o arcebispo Lawrence John Saldanha, o Papa "expressa sentimentos de profunda proximidade espiritual aos membros de sua família e a toda a nação".

O Santo Padre "reza para que se evite a violência e para que se faça todo esforço para construir um clima de respeito e confiança, tão necessário para manter a ordem na sociedade e para que as instituições políticas do país possam operar de maneira efetiva".

Voltei. O assassinato de Benazir Bhutto traz mais empecilhos para a paz no Paquistão. No momento, o principal interessado na instalação do caos é o governo de Musharraf, que tem a Al Qaeda como um bode expiatório e pode utilizar o fato para manter o controle militar sob o país. O atual governo não vai sair do poder tão cedo, a não ser que haja uma pressão internacional muito maior do que a que ocorre hoje. É de causar indignação a situação em que se encontra o Paquistão. Rezemos para que a paz alcance a todos que necessitam dela.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Congresso em Aparecida chama a conclamar valor da vida e da família

Saudações queridos leitores!

Em Aparecida ocorrerá nos dias 6 a 10 de fevereiro o I Congresso Internacional em Defesa da Vida. Fiquem com notícia de ZENIT, volto depois.

Congresso em Aparecida chama a conclamar valor da vida e da família

Santuário acolhe I Congresso Internacional em Defesa da Vida, de 6 a 10 de fevereiro

TAUBATÉ, domingo, 6 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- «Em meio aos desafios da atualidade, a Igreja é chamada a conclamar o valor da família e da vida humana, posicionando-se em favor dos mais fragilizados», afirmou Dom Carmo João Rhoden, bispo de Taubaté (São Paulo, sudeste do Brasil).

O bispo falou no contexto dos preparativos para o I Congresso Internacional em Defesa da Vida, que acontecerá no Santuário de Aparecida (170 km de São Paulo), de 6 a 10 de fevereiro.

Dom Carmo é o presidente da Comissão Diocesana em Defesa da Vida, que presidirá os trabalhos do Congresso.

O evento tem início na Quarta-Feira de Cinzas, com a abertura da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil, que terá como tema: «Fraternidade e Defesa da Vida», e o lema «Escolhe, pois, a Vida!».

O Congresso reunirá importantes especialistas em bioética e lideranças mundiais pró-vida, que atuam junto com a Igreja, a Human Life International e outros organismos internacionais em defesa da família e da vida humana.

Entre os palestrantes, constam Monsenhor Michel Schooyans (Membro da Pontifícia Academia para a Vida e Professor Emérito da Universidade de Louvain – Bélgica); Pe. Tomas J. Euteneuer (Presidente da Human Life International – Front Royal, Estados Unidos); Prof. Dr. Daniel Serrão (Membro da Pontifícia Academia para a Vida – Porto – Portugal); Dom Antônio Augusto Dias Duarte (Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – Brasil, que também é médico); além de outras personalidades.

Na ocasião, será aprovada a «Declaração de Aparecida em Defesa da Vida», texto que está sendo elaborado conjuntamente por expressivas autoridades internacionais em bioética.

O evento conta com o apoio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), Arquidiocese de Aparecida, Arquidiocese de Brasília e diferentes entidades pró-vida.

Segundo Dom Carmo Rhoden, «hoje são tantos os atentados contra a família e a dignidade da pessoa humana, que urgem ações que visam afirmar uma ‘cultura da vida’ e da solidariedade».

«Quando em todo o mundo vamos assistindo a uma ‘conjura contra a vida’, de dimensões cada vez mais abrangentes, não podemos, enquanto cristãos e comunidade de fé, estar omissos», disse o prelado.

«Queremos que a Campanha da Fraternidade de 2008 responda ao apelo da Igreja, especialmente a partir da encíclica Evangelium Vitae, por uma mobilização intensa e consciente pelos valores da família e da promoção da pessoa humana», disse o padre Ethewaldo Naufal L. Júnior, presidente-executivo do Congresso.

Segundo o sacerdote, é preciso estimular «uma cultura da vida que estabeleça redes de solidariedade capazes de deter o avanço de toda espécie de violência e ameaça contra a vida humana, desde a concepção até o termo natural».

«Será um momento importante de congraçamento das lideranças pró-vida que atuam em diversos países, buscando fortalecer assim o intercâmbio de idéias e experiências que permitam um trabalho conjunto e articulado na luta pela defesa da família e da vida humana, especialmente no âmbito legislativo», destacou o professor Hermes Rodrigues Nery, coordenador-geral do Congresso.

As inscrições para o I Congresso Internacional em Defesa da Vida poderão ser feitas pelo e-mail: hrneryprovida@uol.com.br. Outras informações e programação constam no site http://www.diocesedetaubate.org.br.

Fonte aqui.

Voltei. É de suma importância que façamos ouvir em todos os setores da sociedade o clamor do povo em favor da Vida. Os defensores da cultura da morte, os abortistas, estão trabalhando. Quem puder comparecer, marque presença em mais esse evento em defesa da vida.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.