quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sínodo busca ser resposta às seitas

Saudações queridos leitores!

Um dos assuntos que estão sendo abordados com maior atenção pelo Sínodo dos Bispos no Vaticano é a proliferação das seitas. Os trabalhos no Sínodo devem converter-se em resposta aos Católicos que apostatam para juntar-se às seitas que fazem uma interpretação fundamentalista e oportunista da Bíblia. Como bem lembrou o Arcebispo de Kinshasa, no Conco, Dom Laurent Monsengwo Pasinya, o fenômeno das seitas não é novo. “Em sua primeira carta (escrita no ano 95 d.C.), João já mencionava alguns dissidentes que deixaram de crer em ‘Jesus Cristo vindo em carne mortal’ (1 Jo 4, 2-3), que saíram da comunidade e ficaram excluídos da fé apostólica (1 Jo 2, 19-24).”

É certo que vários textos bíblicos alertam para que não caiamos na tentação de interpretarmos as Sagradas Escrituras por nós mesmos. Pedro e os apóstolos são garantidores da verdadeira interpretação das Escrituras (cf. 2 Pe 1,16-19). O próprio Pedro afirma que ‘nenhuma profecia da Escritura pode ser interpretada por conta própria’, porque ‘os homens, movidos pelo Espírito Santo, falaram da parte de Deus (2 Pe 1, 20-21). Pedro condena os falsos doutores e suas heresias perniciosas. Muitas das seitas atuais respondem ao perfil descrito aqui pelo Príncipe dos Apóstolos: libertinagem, difamação contra a verdade, cobiça, palavras artificiosas, tráfico de influências (2 Pe 2, 2-3), do que se deduz que o melhor caminho de diálogo com as seitas é uma saudável interpretação das Sagradas Escrituras.

Dom John Olorunfemi Onaiyekan, arcebispo de Abuja (Nigéria) nos alerta que a África vive uma proliferação de grupos que além de fundamentalistas, são anticatólicos declarados. “Muitos membros nossos se sentem freqüentemente em dificuldade pelos ataques e pelos abusos destes grupos, sobretudo quando não estão adequadamente preparados para defender a própria posição católica”, confessou o prelado. Ele também constata que “por isso, muitos fiéis nossos viram a necessidade de aprofundar nas Escrituras, justamente para poder combater os ataques dirigidos a eles mesmos e à Igreja. Em geral, igualmente, acho que o contato com nossos irmãos protestantes vai se desenvolvendo gradativamente na direção apropriada”.

Uma das maiores necessidades da Igreja em nosso tempo é aplicar táticas mais eficientes na luta contra a proliferação das seitas, que se aproveitam da necessidade do povo para angariar nossos fiéis. Pior ainda é a manipulação, deturpação e corrupção da Palavra de Deus promovida pelos seus líderes para o alcance de seus objetivos, que não poucas vezes são os mais escusos e anti-evangélicos.

Para sanar esse problema é necessário revermos toda nossa abordagem frente às seitas e principalmente promover uma nova orientação referente a pregações e homilias, que, quando deixam os fiéis insatisfeitos, abrem uma lacuna enorme para toda a retórica oportunista usada pelas seitas.

Mais informações em ZENIT.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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