quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Sínodo aborda o problema das seitas

Saudações queridos leitores!

Vários assuntos estão sendo abordados no XII Sínodo dos Bispos no Vaticano. Entre esses assuntos, os que mais se destacam são a Bíblia e o combate às seitas.

As discussões em torno de uma maior difusão e uma correta interpretação das Sagradas Escrituras visam a elaboração de um plano de ação para a intensificação da evangelização, um objetivo louvável. Mas outro aspecto desse trabalho é o combate às seitas que começa a tomar corpo com as manifestações dos bispos.

É fato que as seitas crescem absurdamente em quantidade e acabam por tomar ovelhas incautas da Igreja Católica. Todas essas almas correm um perigo mortal ao se afastarem do rebanho de Cristo. Essa tônica guiou os bispos para uma estratégia de resgate desses fiéis, principalmente na África e na América do Sul, continentes onde as seitas se proliferam com maior velocidade. Sobre o assunto, o Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, disse que as novas seitas são um desafio e que se um católico abandona a Igreja para entrar em uma seita é "porque não encontra Deus nela".

Essa intervenção de Dom Walmor revela muita coisa. A coisa mais patente é a perda da sacralidade que corrói os fiéis e o clero. A perda do senso do que é sagrado acaba por embutir na mente dos fiéis uma noção de Igreja rebaixada, onde a Igreja Católica é vista como algo no mesmo nível das seitas. E essas seitas, com suas sedutoras facilidades, acabam por levar os incautos para longe da Salvação. Não é pelo fato de algumas pessoas não encontrarem a Deus na Igreja Católica que Ele não está lá. Ele está apenas na Igreja Católica. O que acontece é que muitas vezes falhamos em mostrar Deus a essas pessoas, seja por seu fechamento à Verdade, seja por falhas em nossos métodos de evangelização. E é isso que deve ser refletido e corrigido em nosso meio.

Faltam 10 dias para o encerramento do Sínodo. Esperemos com confiança para que as proposições que venham a ser aprovadas ajudem a Igreja a se guiar em meio ao mundo atual, que exige novos modos de se levar o Evangelho.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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