sábado, 18 de outubro de 2008

Perseguição religiosa pode se alastrar pela Índia. Governo local silencia

Saudações queridos leitores!

O Bispo de Tiruchirapalli, Dom Anthony Devotta, foi entrevistado pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano e faz um alerta: a perseguição religiosa que iniciou em Orissa pode alastrar-se pelo restante da Índia.

"Desde Orissa, onde a situação é mais grave, a onda de intolerância poderá alcançar outros estados mais ‘tranquilos’, pois a Índia, como outros países, entrou no fundamentalismo religioso produzido pela secularização da sociedade", alertou o prelado.

Segundo Dom Devotta, as autoridades locais estão silenciando e fazendo vista grossa em relação às agressões por motivos meramente utilitaristas que esses atos de violência têm. Orissa é governada por um partido fundamentalista e eles vêem os atos de violência como um meio utilizável para transformar não só sua área, mas toda a Índia em uma Teocracia.

A violência chega a tal ponto que em Orissa até a polícia, que deveria defender os cristãos perseguidos, ajudam os agressores. A agência AsiaNews denunciou que, segundo testemunhos de sacerdotes em Orissa, existe um "plano metódico" por trás da violência anticristã: ajudados pela polícia, proíbem os cristãos de encontrar-se e rezar, matando os novos convertidos e ocupando o terreno das igrejas destruídas.

Já na localidade de Kenataka, seguindo os exemplos de Orissa, Gujerat, Madhya Pradesh e Rajasthan, surge uma iniciativa legal de proibir conversões ao catolicismo, para supostamente impedir o proselitismo Católico.

A extrema violência começa a chamar a atenção das autoridades mundo afora. O Conselho nacional para integração na Índia, organismo formado por religiosos, políticos e representantes sociais, apresentou uma proposta, a "Communal Violence Bill", para frear a violência. Um de seus membros é Dom Vincent Concessao, de Nova Déli, que reafirmou a vontade da Igreja Católica, apesar da violência, de prosseguir com seu trabalho assistencial a favor dos mais pobres. Se essa proposta vai fazer efeito, só o tempo dirá.

Também há uma delegação do World Council of Churches (WCC), encabeçada pelo secretário-geral, Samuel Kobia, que está realizando uma visita à Índia e ao Sri Lanka, diante do alarmante aumento da intolerância religiosa.

Rezemos pelos mártires da Fé, mais uma vez perseguidos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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