sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Perseguição religiosa afeta 200 milhões de cristãos

Saudações queridos leitores!

O diretor da organização Ajuda à Igreja Necessitada na Espanha (AIN), Javier Menéndez Ros, apresentou ao mundo o relatório produzido anualmente pela AIN sobre as violações à liberdade religiosa mundo afora. Os dados são alarmantes e em alguns casos, revoltantes.

O estudo, que foi apresentado simultaneamente em diversas capitais européias relata os países em que a liberdade de culto é mais desrespeitada e as conseqüências de tal discriminação. Esse ano a Índia ganhou destaque devido aos ataques que continuam massacrando os cristãos. O Paquistão é outro país que aparece no relatório como um exemplo de como a situação piorou desde 2007.

Dos países do Oriente Médio, o Egito é o que mais possui cristãos, a maioria pertencentes à Igreja Copta Ortodoxa, e outros são membros de comunidades minoritárias como os católicos, armênios, greco-ortodoxos, greco-católicos, caldeus, maronitas e de rito latino. Todos são vítimas de violência física e humilhações.

Já na Eritréia, as autoridades ordenaram que a Igreja Católica entregasse ao Ministério de Seguridade Social e Trabalho todas as suas instituições e organizações sociais como colégios, hospitais, orfanatos e centros educativos para mulheres. Além disso, existem aproximadamente duas mil pessoas presas por motivos religiosos, segudo diversas fontes.

O estudo aponta que o país em que a liberdade religiosa é negada de maneira mais formal é a Arábia Saudita. O país se define como um reino islâmico fundamentalista e considera o Corão como sua única Constituição e a Sharia como sua legislação empresarial, o que significa que qualquer pessoa desse país está sujeita às penas bárbaras impostas pelos fanáticos islâmicos.

Os locais onde a Sharia é usada como base para a constituição são especialmente perigosos aos cristãos. Na Nigéria, essa situação pode ser encontrada nos estados mais ao norte do país, onde os cristãos são vítimas constantes de atos de intolerância e violência e não contam com proteção alguma.

A China, país que constantemente figura nos rankings de desrespeito aos direitos humanos, muitas vezes encabeçando as listas, não poderia ficar de fora do relatório. De acordo com a AIN, durante os Jogos Olímpicos, a situação dos católicos da Igreja extra-oficial não mudou em absolutamente nada, com a repressão de sempre e a necessidade dos católicos de se manterem na clandestinidade. Além disso, qualquer um que se manifeste em favor do Tibete ou dos direitos humanos corre risco de morrer.

Para finalizar, no Iraque, mesmo com a queda de Saddam Hussein e com a ocupação americana, a segurança dos cristãos não é garantida, já que eles continuam a ser constantemente perseguidos e tendo suas propriedades tomadas.

A situação dos cristãos mundo afora é desesperadora e o silêncio da ONU, vergonhoso. Para fazer proselitismo vagabundo em prol do aborto e do homossexualismo, eles não se furtam de se manifestar, agora para defender pessoas que são vítimas da mais brutal discriminação e perseguição, eles se calam. Para esses governantes, o sangue cristão não tem valor.

Mas para Cristo, esse sangue vale a Salvação.

Fiquem com Deus,
Fernando.

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