domingo, 19 de outubro de 2008

Evangelho de Domingo - 29° Domingo do Tempo Comum

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de Santo Antônio.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Evangelho (Mt 22, 15-21 (29º Domingo do Tempo Comum))

15Então os Fariseus retiraram-se e deliberaram sobre o modo como O poderiam apanhar em palavras. 16Enviam-Lhe, pois, os próprios discípulos, juntamente com os Herodianos e dizem-Lhe: Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas com verdade o caminho de Deus e não Te preocupas com ninguém, pois não fazes acepção de pessoas. 17Dize-nos, pois, o que Te parece: É ou não é lícito pagar o tributo a César? 18Mas Jesus, que lhes conhecia a malícia, respondeu: Porque Me tentais, hipócritas? 19Mostrai-Me a moeda do tributo. E eles apresentaram-Lhe um dinheiro. 20Disse-lhes Ele: De quem são esta efígie e a inscrição? 21De César - responderam eles. Então diz-lhes: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Antônio (cerca 1195-1231), franciscano, doutor da Igreja.

Sermões para o domingo e a festa de todos os santos

«Levantai sobre nós, Senhor, a luz da Vossa face!» Tal como uma pequena moeda tem a imagem de César, assim a nossa alma é à imagem da Santíssima Trindade, segundo o que nos é dito no salmo: «a luz da tua face está impressa em nós, Senhor» (4, 7LXX)... Senhor, a luz da tua face, quer dizer a luz da tua graça que determina em nós a tua imagem e nos torna semelhantes a ti, está gravada em nós, quer dizer, gravada na nossa razão, que é a maior força da nossa alma e que recebe essa luz como a cera recebe a marca de um selo. A face de Deus é a nossa razão; porque, tal como alguém conhece o seu rosto, assim conhecemos Deus pelo espelho da razão. Mas esta razão foi deformada pelo pecado do homem, porque o pecado torna o homem antagónico a Deus. A graça de Cristo reparou a nossa razão. É por isso que o apóstolo Paulo diz aos Efésios: «renovai espiritualmente a vossa inteligência» (4,23). A luz de que nos fala este salmo é pois a graça, que restaura a imagem de Deus gravada na nossa natureza...

Toda a Trindade marcou o homem à sua semelhança. Pela memória, é semelhante ao Pai; pela inteligência, é semelhante ao Filho; pelo amor é semelhante ao Espírito Santo... Desde a criação, o homem foi feito «à imagem e semelhança de Deus» (Gn 1,26). Imagem no conhecimento da verdade; semelhança no amor à virtude. A luz da face de Deus é pois a graça que nos justifica e que nos revela de novo a imagem criada. Esta luz constitui todo o bem do homem, o seu verdadeiro bem; ela marca-o, como a imagem do imperador marca a moeda.

É por isso que o Senhor acrescenta: «Dai a César o que é de César». Como se dissesse: Tal como dais a César a sua imagem, dai a Deus a vossa alma, ornada e marcada pela luz do seu rosto.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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