domingo, 26 de outubro de 2008

Defendendo o aborto alheio

Saudações queridos leitores!

Com os petistas no poder no Brasil, somos testemunhas de toda sorte de usos e abusos da máquina estatal para a promoção de ideologias das mais nefastas. Em Recife, ocorre uma tal "Terceira Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul" (alguém se lembra das duas anteriores?), que conta com o apoio da Petrobras.

Nessa mostra financiada com dinheiro público, o que mais vemos é pregação da ideologia esquerdista assassina, com a promoção do aborto. Se em uma mostra sobre "Cinema e Direitos Humanos na América do Sul" existem filmes que apóiam a descriminalização do assassinato de nascituros, podemos deduzir que esses mesmos nascituros não são considerados humanos pelos organizadores do evento. Se não são humanos, de que raça eles são?

O filme em questão é chamado "O aborto dos outros". Como não conheço o filme, fui dar uma pesquisada. Me surpreendi ao ver que o filme possui um site próprio, tal como as produções mais comerciais.

Pra variar, o filme é patrocinado por órgãos do governo estadual, com exceção da Sabesp, que é uma empresa de economia mista, mas que possui o governo de São Paulo como maior acionista. Uma lástima que dinheiro público de tantas fontes seja usado para mera pregação ideológica.

A história também não é menos lastimável. Mostra como as mulheres vivem a expectativa do assassinato dos filhos que carregam em seu ventre. Em sua descrição, o filme alega ser, entre outras coisas, sobre maternidade. Bem, em um filme sobre aborto, maternidade é a última palavra que pode ser usada. Mais honesto seria dizer que o filme é sobre a negação da maternidade.

Ao ler a resenha completa do filme, pode-se ver que não passa de uma lastimável peça de propaganda da morte, com a mesma alegação de que um debate sobre o aborto tem que ouvir a questão feminina e que a manutenção da proibição contribui para uma situação de descontrole.

A resenha também diz que nada menos que uma em cada quatro (25%!!!) das gestações no Brasil são interrompidas voluntariamente. Confesso que não sei de que cartola ela tira esse dado, pois como alega algumas linhas abaixo, a maioria dos abortos acontece na clandestinidade. Há uma grande contradição aqui: se o texto diz que maioria dos abortos ocorre clandestinamente, como uma pesquisa consegue estabelecer que a taxa de abortos no Brasil é de 25%?

Outra mentira contada na resenha do filme (se acho tantos erros na resenha, imagina no filme em si?) é o fato de que o aborto nos casos de estupro ou em risco de vida para a mãe é permitido. Tecnicamente, esses abortos também são proibidos, mas são inimputáveis perante a lei. Mas isso não importa para os promotores do aborto, pois não ajuda em sua causa.

Esses valentes só defendem o aborto alheio. Nem param pra pensar que se podem fazer isso hoje é porque suas mães não defenderam seus abortos.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

4 comentários:

Demerval Júnior disse...

Indiquei seu blog para o prêmio "Blog de Ouro".

Para participar, entre:
http://porquenaodizem.blogspot.com/2009/02/mais-um-premioooo.html

Ivanildo Silva disse...

Caro Fernando, Paz e Alegria,

Seus comentários são muito pertinentes, add seu blog na lista de meus links favoritos do meu blog

Deus nos abençoe e nos torne mais fiéis!

Ivanildo Silva
Comunidade Obra de Maria

Christiane Forcinito Ashlay Silva de Oliveira disse...

Fernando

Nossa triste mesmo...

Chris

Fernando disse...

Olá Fernando. Só para te dar mais dados, se é que você não sabe, esse filme tem por trás a famigerada antropóloga Débora Diniz da UnB, coordenadora-mór dos esforços para se liberar o aborto em todos os casos no Brasil. Essa senhora é regiamente financiada pela Ford Foundation e a MacArthur Foundation, fundações norte-americanas das mais nefastas, estando por trás da política anti-natalista em todo o mundo. Além disso este filme contou com a estreita colaboração da jornalista Eliane Blum e de Ruth Aquino (editora de Época), as mesmas das reportagens maldosas e tendenciosas, para não dizer nojentas, contra o Opus Dei na revista Época. Veja como tudo está ligado! Um abraço, sempre leio seu blog.Parabéns pela iniciativa.