sábado, 18 de outubro de 2008

A alegria que esconde uma tragédia

Saudações queridos leitores!

Na Espanha, o nascimento do pequeno Javier foi muito comemorado pela família. Mais que a alegria de um filho, Javier possui a cura para seu irmão Andrés, de seis anos, que sofre de beta-talassemia maior, um tipo muito grave de anemia. O caso foi repercutiu muito na Espanha. Mas a mídia silenciou a respeito de um aspecto nefasto por trás dessa alegria: Javier nasceu compatível graças a uma técnica de seleção de embriões para fecundação in vitro, o que ocasionou na destruição dos outros embriões gerados, sejam sadios, sejam doentes.

A Conferência Episcopal Espanhola (CEE) criticou a "destruição dos embriões excedentes", que eram inocentes mortos por cometerem o crime de serem geneticamente incompatíveis com seu irmão mais velho. Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, 17, os Bispos espanhóis criticam a ênfase dada à "feliz notícia do nascimento de um bebê para a possibilidade de cura da doença do irmão".

Ainda segundo a nota da CEE, a imprensa "silenciou o fato dramático da eliminação de embriões doentes e eventualmente daqueles que, mesmo sadios, não eram compatíveis geneticamente".

Apesar dessa técnica permitir a cura do pequeno Andrés, devemos lembrar que muitos outros inocentes foram sacrificados e que um mal desse tamanho jamais poderá ser justificado com a cura de outro. Não existe moral que dê apoio a isso. O pequeno Andrés é inocente, mas aqueles que apoiaram tal solução carregarão para sempre a culpa de ter dado fim a outras vidas inocentes.

Mais informações no Estadão.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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