sexta-feira, 3 de outubro de 2008

35 brasileirinhos

Saudações queridos leitores!

Trago a vocês um texto elaborado pela Doutora Lenise Garcia, comentando o anúncio da primeira linhagem de células-tronco embrionárias produzida no Brasil. Fiquem com o texto abaixo.

Circula desde ontem [terça-feira] a notícia de que foi criada a BR-1, primeira linhagem brasileira de células-tronco embrionárias. Pode-se ler isso, por exemplo, aqui.

Para a obtenção desta primeira linhagem, 35 brasileirinhos foram imolados no altar da ciência. Sim, a ciência é hoje o ídolo que exige sacrifícios humanos para saciar o seu apetite, de saber, de lucro, de poder...

Não nego que possa haver também um sincero desejo de obter curas para pacientes com doenças degenerativas e outras. Mas é sabido que a grande promessa para essas curas não são as células-tronco embrionárias, e sim as adultas e as pluripotentes induzidas (iPS), como explica em lúcida entrevista a Dra. Cláudia Batista.

A obtenção dessa linhagem não traz novidade científica. Há mais de 10 anos faz-se isso em diversos países.

A derivação de neurônios e de outras células diferenciadas, a partir delas, também não será novidade.

O que seria uma grande novidade científica seria a obtenção de células realmente seguras para estudos clínicos em humanos, o que até hoje não existe, no mundo todo, a partir de células-tronco embrionárias.

Enquanto isso, 35 pequenos brasileiros e brasileiras foram transformados em material de experimentação, em lugar de viver a vida à qual tinham direito. Não temos o que comemorar.

Rezemos por esses 35 pequenos seres humanos mortos pela ciência, o grande deus do mundo contemporâneo.

Fiquem com Deus,
Fernando.

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