quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Venezuela e o totalitarismo no Século XXI

Saudações queridos leitores!

Os proto-ditadores continuam mostrando suas garras na América Latina. Um dos queridinhos das esquerdas por aqui, Hugo Chávez, expulsou ninguém menos que o diretor da Human Rights Watch e seu assistente, uma das mais respeitadas organizações de direitos humanos no mundo.

A causa? A divulgação de um relatório da organização que critica as instituições do governo venezuelano. Na verdade, o documento elenca uma série de atos ielgais cometidos por Chávez e seus asseclas nesses anos de governo, entre os principais, "o controle" do governo sobre o poder judiciário, "discriminação política aos opositores", "limitações à liberdade de expressão e ao sindicalismo".

Essas violações todas não são fruto de uma subversão do sistema socialista, mas estão em sua raiz. Não existe regime socialista no mundo que não tenha que apelar para tais expedientes para se manter no poder, com um viés cada vez mais totalitarista com o passar dos anos. É assim em Cuba, na China, na Coréia do Norte, foi assim na Rússia e em todas as outras repúblicas que estiveram nas mãos dos socialistas/comunistas passaram por problemas semelhantes.

Aproveito para reforçar a condenação da Igreja com relação ao socialismo e ao comunismo:

“A doutrina comunista que em nossos dias se apregoa, de modo muito mais acentuado que outros sistemas semelhantes do passado, apresenta-se sob a máscara de redenção dos humildes. E um pseudo-ideal de justiça, de igualdade e de fraternidade universal no trabalho de tal modo impregna toda a sua doutrina e toda a sua atividade dum misticismo hipócrita, que as multidões seduzidas por promessas falazes e como que estimuladas por um contágio violentíssimo lhes comunica um ardor e entusiasmo irreprimível, o que é muito mais fácil em nossos dias, em que a pouco eqüitativa repartição dos bens deste mundo dá como conseqüência a miséria anormal de muitos. [...] Ora, a doutrina que os comunistas em nossos dias espalham, proposta muitas vezes sob aparências capciosas e sedutoras, funda-se de fato nos princípios do materialismo chamado dialético e histórico, ensinado por Karl Marx, de que os teóricos do bolchevismo se gloriam de possuir a única interpretação genuína. Essa doutrina proclama que não há mais que uma só realidade universal, a matéria, formada por forças cegas e ocultas, que, através da sua evolução natural, se vai transformando em planta, em animal, em homem. [...] É, pois, evidente que neste sistema não há lugar sequer para a idéia de Deus; é evidente que entre espírito e matéria, entre alma e corpo não há diferença alguma; que a alma não sobrevive depois da morte, nem há outra vida depois desta. [...] Aqui tendes, Veneráveis Irmãos, diante dos olhos do espírito, a doutrina que os comunistas bolchevistas e ateus pregam à humanidade como novo evangelho, e mensagem salvadora de redenção! Sistema cheio de erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana” (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Divini Redemptoris, nn.8-9.14).

"A Igreja tem rejeitado as ideologias totalitárias e atéias associadas, nos tempos modernos, ao "comunismo" ou ao "socialismo". Além disso, na prática do "capitalismo", ela recusou o individualismo e o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano." (Catecismo da Igreja Católica, 2425)

"Não ajudar o socialismo - Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita" (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Quod Apostolici Muneris, de 1878, 34).

E sobre a Teologia da Libertação, a criação pseudo-cristã que infecta a Igreja, já se falou também:

"A libertação é antes de tudo e principalmente libertação da escravidão radical do pecado. Seu objetivo e seu termo é a liberdade dos filhos de Deus, que é dom da graça. Ela exige, por uma conseqüência lógica, a libertação de muitas outras escravidões, de ordem cultural, econômica, social e política, que, em última análise, derivam todas do pecado e constituem outros tantos obstáculos que impedem os homens de viver segundo a própria dignidade." (Libertatis Nuntius).

E, como não poderia deixar de ser, cito o Papa Bento XVI:

“O cristão não pode ser, de forma alguma, insensível à miséria dos povos do Terceiro Mundo. Todavia, para acudir cristãmente a tal situação, não lhe é necessário adotar um sistema de pensamento que é anticristão como a Teologia da Libertação; existe a doutrina social da Igreja, desenvolvida pelos Papas desde Leão XIII até João Paulo II de maneira cada vez mais incisiva e penetrante. Se fosse posta em prática, eliminaria graves males de que sofrem os homens, sem disseminar o ódio e a luta de classes.”

Recusar o devido assentimento a estas indicações é afastar-se decididamente da Verdade cristã sobre o Homem, sobre a Igreja e sobre Deus.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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