terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Igreja nunca condenou a teoria de Darwin

Saudações queridos leitores!

Como não poderia deixar de ser, já tem gente apontando para a Igreja Católica e cobrando "desculpas" pelo fato de ela não ter aplaudido a Teoria de Evolução das Espécies de Charles Darwin. Se eles esperam que alguém se manifeste pedindo desculpas por qualquer coisa, podem tirar o cavalinho da chuva. Não há nada com o que se desculpar, pois a teoria de Darwin nunca foi condenada pela Igreja e nem mesmo seu livro A Origem das Espécies foi colocado do Index Librorum Prohibitorum.

Desde o anúncio da Teoria de Evolução das Espécies, a Igreja jamais emitiu qualquer condenação ao evolucionismo. Pio XII se manifestou com relação a isso na Encíclica Humani Generis, lá em 1950.

"o magistério da Igreja não proíbe que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo, que busca a origem do corpo humano em matéria viva preexistente (pois a fé nos obriga a reter que as almas são diretamente criadas por Deus), segundo o estágio atual das ciências humanas e da sagrada teologia, de modo que as razões de uma e outra opinião, isto é, dos que defendem ou impugnam tal doutrina, sejam ponderadas e julgadas com a devida gravidade, moderação e comedimento".

Como vemos, não existe condenação alguma, mas sim um pedido de ponderação no estudo e no assertimento dado a cada opinião, para se tomar o cuidado de não assumir um radicalismo que pode levar à negação da Doutrina Católica.

Gianfrancesco Ravasi, Ministro da Cultura do Vaticano se manifestou contra o a visão que muitos têm de que a história é como um Tribunal. "Talvez devêssemos abandonar a idéia de emitir pedidos de desculpas como se a história fosse um tribunal que está eternamente em sessão", disse, acrescentando que as teorias de Darwin "nunca foram condenadas pela Igreja Católica e nem seu livro havia sido banido".

Como vemos, as pessoas não conseguem perder uma oportunidade de tentar denegrir a Igreja.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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