domingo, 28 de setembro de 2008

Evangelho de Domingo - 26° Domingo do Tempo Comum

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de Clemente de Alexandria.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Evangelho (Mt 21, 28-32 (26º Domingo do Tempo Comum))

28Mas que vos parece? Certo homem tinha dois filhos. Chegou-se ao primeiro e disse-lhe "Filho, vai hoje trabalhar na vinha". 29Ele respondeu: "Vou sim, senhor"; mas não foi. 30Chegou depois ao segundo e disse-lhe a mesma coisa. Ele respondeu: "Não quero"; mas depois arrependeu-se e foi. 31Qual destes dois fez a vontade do pai? O último, responderam eles. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus. 32Porque veio a vós João, no caminho da justiça, e não crestes nele. Os publicanos, porém, e as meretrizes creram nele. E vós, vendo isto, nem assim vos arrependestes depois, crendo nele.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por Clemente de Alexandria (150 - c.215), teólogo.

Homilia «Que rico será salvo?», 39-40

«Os cobradores de impostos e as meretrizes vão preceder-vos no Reino de Deus» As portas estão abertas a todo aquele que, em sinceridade, com o coração, se voltar para Deus, e o Pai recebe com alegria um filho que verdadeiramente se arrependa. Qual é o sinal do arrependimento verdadeiro? Não voltar a cair em velhos erros e arrancar do coração, pela raiz, os pecados que nos punham em perigo de morte. Quando estes estiverem apagados, Deus virá habitar-nos. Porque, como diz a Escritura, um pecador que se converte e se arrepende encontrará no Pai e nos anjos do céu uma imensa e incomparável alegria (Lc 15,10). Eis por que o Senhor disse : «Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios » (Os 6, 6; Mt 9,13); « Não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim na sua conversão » (Ez 33,11). «Mesmo que os vossos pecados sejam como escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve. Mesmo que sejam vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã.» (Is 1, 18).

Só Deus, de facto, pode remir os pecados e não imputar erros, ainda que o Senhor Jesus nos exorte a perdoar, em cada dia, aos irmãos que se arrependem. E se nós, que somos maus, sabemos dar coisas boas aos outros (Mt 7,11), quanto não será capaz de dar «o Pai das misericórdias» (2 Cor 1,3)? O Pai de toda a consolação, que é bom, cheio de compaixão, de misericórdia e de paciência por natureza, espera os que se convertem. E a verdadeira conversão supõe que deixemos de pecar e que não olhemos mais para trás [...]. Lamentemos amargamente, pois, os erros cometidos e peçamos ao Pai que os esqueça. Ele pode, na sua misericórdia, desfazer o que foi feito e, com o orvalho do Espírito, apagar as nossas faltas passadas.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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