domingo, 7 de setembro de 2008

Evangelho de Domingo - 23° Domingo do Tempo Comum

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de São João Crisóstomo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Evangelho (Mt 18, 15-20 (23º Domingo do Tempo Comum)
)

15Se teu irmão cometer alguma falta contra ti, vai e repreende-o, a sós, entre ti e ele. Se te ouvir, terás ganho o teu irmão. 16Mas se não te ouvir, toma contigo mais um ou dois, para que toda a questão se ajuste sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se, porém, os não ouvir, diz à Igreja. E se nem sequer ouvir a Igreja, seja para ti como o gentio e o publicano. 18Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na Terra, será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na Terra, será desligado no Céu.

19Outra vez vos digo em verdade que, se dois de vós sobre a Terra concordarem em pedir alguma coisa, ser-lhes-á concedido por Meu Pai que está nos Céus. 20Porque, onde estão dois reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles.

Palavra da Salvação.

São João Crisóstomo (c. 345-407), bispo de Antioquia, depois de Constantinopla, doutor da Igreja.

Homilia 8 sobre a Epístola aos Romanos

«Eu estou no meio deles» Quando vos digo que imiteis o apóstolo Paulo, não pretendo dizer que ressusciteis os mortos ou que cureis os leprosos. Fazei melhor do que isso: tende caridade. Tende o amor que animava São Paulo, porque essa virtude é muito superior ao poder de fazer milagres. Onde há caridade, Deus-Filho reina, com Seu Pai e com o Espírito Santo, Ele que disse: «Onde estão dois ou três reunidos em Meu nome, Eu estou no meio deles». Gostar de estar juntos é uma característica de uma amizade que, além de real, é forte.

Haverá então, perguntareis, pessoas tão miseráveis, que não desejem ter Cristo no meio delas? Sim, meus filhos, nós próprios; nós expulsamo-Lo do meio de nós quando estamos em guerra uns contra os outros. Dir-me-eis: o que estás tu a dizer? Não vês que nos reunimos em Seu nome, dentro da mesma morada, neste recinto da mesma igreja, atentos à voz do nosso pastor? Sem a menor dissensão, em unidade de cânticos e de orações, escutando juntos o nosso pastor? Onde está a discórdia de que falas?

Bem sei que nos encontramos no mesmo redil, sob o cajado do mesmo pastor. Mas isso ainda me faz chorar com mais amargura. [...] Porque, se agora estais calmos e tranquilos, quando saís da igreja, este critica aquele; um insulta o outro em público; aquele deixa-se devorar pela inveja, pelo ciúme ou pela avareza; um terceiro medita na vingança, um quarto na sensualidade, na duplicidade ou na fraude. [...] Respeitai, pois, respeitai esta mesa santa à qual comungamos todos; respeitai a Cristo, imolado por nós; respeitai o sacrifício que é oferecido neste altar que se encontra no meio de nós.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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