terça-feira, 30 de setembro de 2008

Eutanásia é discutida na Colômbia. Prática é similar a um "assassinato legal"

Saudações queridos leitores!

A cultura da morte caracteriza-se por inverter os valores, travestindo o assassinato de inocentes, o descarte dos incapazes e o auxílio ao suicídio alheio de práticas supostamente humanas. Hoje todos sentimos um pouco dos efeitos de tal cultura. Seja pelo pouco caso que fazemos ao testemunhar a tragédia alheia, seja quando nos conformamos que se pratiquem atos imorais em nome de um "propósito", concordando com aquele velho jargão que diz que "os fins justificam os meios".

Uma das nefastas expressões da cultura da morte é a eutanásia. E a Colômbia está começando a caminhar para esse lado, em uma tentativa de promover dignidade aos doentes terminais. Tal iniciativa é por si só uma aberração moral, visto que quando a medicina é incapaz de curar um paciente, deve ser feito tudo o que está ao alcance para a atenuação do sofrimento nos momentos finais, não a eliminação do enfermo, que elimina a vida juntamente com o sofrimento.

O Estado tem o dever de proteger e cuidar de seus cidadãos doentes, não de eliminá-los como se fossem um estorvo. Mesmo quando algumas pessoas pedem pela própria morte, o que elas fazem em tal momento de desespero é simplesmente querer o fim do sofrimento e por causa de todo sofrimento que vivem em sua atual situação, acabam fazendo esse pedido como uma medida desesperada. Mas garanto, aposto os pinos do meu ombro que o que eles querem não é a morte, mas sim o fim de seu sofrimento e como acham que a morte vai proporcionar isso de maneira digna, optam por tal opção.

Uma das consequências interessantes da eutanásia pode ser observada na Holanda, quando a lei foi aprovada por lá: a legalização da eutanásia na Holanda criou um forte problema social, porque se perdeu a confiança nos hospitais e isso motivou que os idosos não queiram ir ao hospital pelo temor de que se seja administrada uma injeção letal. Por isso fundou-se uma organização, a NPV, que tem cerca de 100 mil afiliados que têm uma carteira que diz que o portador não quer ser internado em um hospital. Hoje em dia há idosos que literalmente fogem dos hospitais, causando ainda mais sofrimento àqueles que precisam de auxílio mas sabem que não podem recorrer ao local que deveria lhes dar cuidados, já que lá podem ser mortos.

A lei de eutanásia que se deseja aprovar na Colômbia ampara muitas outras barbaridades éticas, econômicas e sociais. Um exemplo, se poderia comprar um carro com o dinheiro do seguro do doente que recebeu a eutanásia. Por trás do "para que não sofra" pode esconder-se o "porque para mim é incômodo", "tenho dó", "quero escapar dessa responsabilidade". O projeto também não prevê que médicos contrários exerçam seu direito de objeção de consciência, trazendo graves riscos legais para os profissionais que por suas convicções não aceitem assassinar um debilitado.

Que Deus nos livre da cultura da morte!

Mais informações em ZENIT.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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