quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Aprendam polonês

Saudações queridos leitores!

O texto que vai abaixo é um raciocínio de um grande amigo meu, que eu vi e senti a necessidade de passar a todos.

Essa gente que luta pela "laicidade" do Estado raciocina da seguinte maneira: eles mesmos decidiram que no século XXI a religião não tem mais vez. Logo, pode-se malhar a Igreja de qualquer forma, e os católicos, como seres antiquados, devem ficar quietos para não contaminar ninguém com a doutrina nefasta deles. De forma que o ensino religioso é questionável, o anti-religioso não. É uma piada de mal gosto.

A coisa no entanto fica pior quando quem combate a Igreja é a própria Igreja. Um dia desses estava sendo entrevistado na Rede Vida o bispo de Mogi das Cruzes. Eu até assustei vendo-o usar clergyman em um mesa em que uma freira estava vestida de diretora de escola. Logo me acalmei: lá pelas tantas, indagaram o prelado sobre em quem os católicos deveriam votar. Ele foi enfático: devemos votar em pessoas "honestas" e com bons programas de governo. Não devemos estabelecer uma "seita". Ou seja, esqueçam os princípios católicos, se o candidato é abortista, gayzista , e etc, e fala que vai ajudar os pobres e apóia o MST , já é um bom candidato para o purpurado. Nada de novo.

Quando se entra em uma guerra em que o inimigo usa a nossa farda e somos obrigados a bater continência para ele, significa que nós fomos derrotados antes de se disparar o primeiro tiro. Definitivamente, nós não estamos preparados para enfrentar a atual onda anti-religiosa no Brasil. A Igreja e os católicos não estão preparados para a guerra cultural, para a guerra de princípios que esta ocorrendo e que vai ocorrer a curto e médio prazo. Usando o jargão militar, o nosso problema não é nem de estratégia nem de tática, é de logística. Nós não vamos para a guerra porque não conseguimos nem movimentar as tropas. E o inimigo sabe disso.

Portanto, se querem continuar católicos, aprendam polonês.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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