sábado, 2 de agosto de 2008

Sobre as Indulgências, de novo...

Saudações queridos leitores!

O texto abaixo teve boa parte de suas informações retiradas da revista Veja. Pra variar, a jornalista não podia deixar de escrever uma asneira clássica. Diz ela:

"As finanças da Santa Sé são um tradicional foco de tensões. A venda pela Igreja Católica de cartas de indulgência, que absolviam os pecados do comprador, esteve no centro da controvérsia que levou à Reforma Protestante e à divisão da cristandade."

Bem, quantas vezes será que nós, Católicos, teremos que dizer a esse povo que as indulgências não eram a absolvição dos pecados? Então, para que não fiquem mais dúvidas, vou colocar a definição certinha de indulgência:

O Catecismo da Igreja (CIC) afirma que: “Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, sequelas dos pecados.” (CIC, 1498) O Papa Paulo VI (1963-1978), na Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina (ID), ensina com clareza toda a verdade sobre esta matéria. Começa dizendo que: “A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, a qual vindo dos Apóstolos “se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”, enquanto “a Igreja no decorrer dos séculos, tende para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus (Dei Verbum, 8)”. ( DI, 1) Assim, fica claro que as indulgências têm base sólida na doutrina católica (Revelação e Tradição) e, como disse Paulo VI, “se desenvolve na Igreja sob a inspiração do Espírito Santo”.

Indulgências não eram (e ainda não são) conseguidas apenas com base em dinheiro. Existem muitas outras maneiras de se lucrar (é esse termo mesmo) uma ingulgência. Ah, e só para reforçar: para se conseguir a indulgência é necessário se confessar.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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