domingo, 24 de agosto de 2008

Ser Católico é mais que visitar o Papa, ouviu, Sarkozy?

Saudações queridos leitores!

Até que enfim algum jornalista não se deixou estupefar pelo carisma (?) de Nicolas Sarkozy. Em uma reportagem de Lúcia Jardim para o Terra, ela aponta comportamentos contrários à moral Católica do líder Francês além de exaltar alguns exemplos de falta de bons modos.

Entre as atitudes que mais revoltam os franceses, está a separação de Nicolas e sua primeira esposa, Cecília Albériz, depois de um casamento de 11 anos e seu ajuntamento com Carla Bruni, após apenas quatro meses. Uma pesquisa mostrou que o índice de confiança dos católicos no presidente francês caiu de 83%, no início do seu governo, a 57%, em julho passado - o que representa uma queda de 68% no número de pessoas que apostam no sucesso no chefe de Estado.

Além da separação e da nova união, o estudo aponta que fatos isolados como o presidente ter verificado sua caixa postal do celular em pleno encontro com o Papa Bento XVI também contribuíram para a queda brusca de popularidade do mandatário francês entre os católicos, a maioria religiosa da França. As quedas da popularidade de Sarkozy coincidem justamente com sua separação e sua nova união.

Desde que sua queda começou a se tornar preocupante, o presidente tenta reverter sua imagem frente ao eleitorado católico, que responde por estimados 53% da população - os índices relativos à quantidade de fiéis de cada religião na França não são exatos porque, devido à laicidade radical no país, este tipo de pesquisa é proibido no país.

E essa mesma laicidade radical fez com que a nova tática para a recuperação da popularidade do presidente Sarkozy fosse outro tiro pela culatra. Como a laicidade é um dos valores fundamentais da República francesa, à qual a população é estritamente ligada, o grau de confiança no presidente voltou a cair ainda mais, chegando a 42% em março, quando o presidente evocou as raízes católicas da França. "Os franceses, inclusive os católicos, reprovaram ardentemente a evocação, feita pelo presidente, das 'raízes cristãs da França'. Podemos concluir que os franceses são mais apegados aos valores da República, neste caso, a laicidade, do que às suas opções religiosas particulares", afirma Jérôme Fourquet, diretor-adjunto do Departamento de Opinião do Ifop, o instituto responsável pela pesquisa.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Nenhum comentário: