quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Blasfemando sob o manto da liberdade

Saudações queridos leitores!

Se alguém se manifesta de maneira contrária ou no mínimo controversa contra o que é considerado "politicamente correto" ou então o pensamento do momento, logo é queimado na fogueira dos tolerantes. Agora, esses mesmos sujeitos que ficam exigindo tolerância, podem insultar as crenças, principalmente o cristianismo e se alguém fala qualquer coisa logo é taxado de reacionário, fundamentalista e todas as outras ofensas que os tolerantes repetem como um mantra.

Na Itália (justo lá!!), um museu resolveu seguir em frente e manter exposta uma obra de blasfêmia, que algumas pessoas insistem em chamar de arte, em que um sapo é retratado crucificado enquanto segura uma caneca de cerveja e um ovo nas mãos. Agora o que isso tem de arte, eu não tenho a menor idéia.

O trabalho do artista alemão Martin Kippenberger, morto em 1997, foi exposto na Tate Modern e na Galeria Saatchi, em Londres, e na Bienal de Veneza. Retrospectivas da blasfêmia estão programadas para Los Angeles e Nova York. Segundo autoridades do museu, localizado na região ao norte de Alto Ádige disseram que o artista considerava a peça uma ilustração do medo sentido pelos seres humanos.

Enquanto cursei artes plásticas em minha juventude, esse tema sempre vinha à tona. O que acontece é que hoje em dia os conceitos de arte são muito relativos, o que por um lado é bom, abrindo um leque para as mais diversas possibilidades, tem o seu lado ruim, que é o de acobertar qualquer lixo ofensivo que se queira expor como uma "manifestação artística". As charges publicadas contra Maomé seguem essa mesma linha. Sob o pretexto de se fazer uma obra de arte, de se fzer uso da liberdade de expressão, aproveitam para ofender todos aqueles que não compartilham de suas ideologias.

A Santa Sé não deixou tal blasfêmia passar em branco. Em nome do Papa, o Vaticano escreveu uma carta de apoio a Franz Pahl, líder do governo daquela região e uma das vozes contrárias à escultura.

"Claramente, não se trata de uma obra de arte, mas de uma blasfêmia e de um degradante pedaço de lixo que deixou muitas pessoas indignadas", afirmou Pahl à Reuters, por telefone, enquanto a diretoria do museu realizava sua reunião.

Na carta, o Vaticano disse que a obra "fere os sentimentos religiosos de muitas pessoas que vêem na cruz o símbolo do amor divino".

É a perversão da liberdade.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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