sábado, 23 de agosto de 2008

A batalha pela vida - os "direitos humanos"

Saudações queridos leitores!

Vejam um pouco do que dizem e pregam aqueles que falam que lutam pelos "direitos humanos". Eles só não dizem pelos direitos de quais humanos eles lutam. Fiquem com reportagem do Terra (fonte aqui), volto depois.

Anencefalia: mãe é condenada a carregar cadáver, diz associação

"Hoje o Estado condena a mulher a carregar um cadáver", disse a antropóloga Débora Diniz, do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis). Favorável à autorização da antecipação do parto em casos de bebês anencefálicos, Débora afirma que as negativas da Justiça para autorizar o aborto nessas circunstâncias reafirmam a tese de que "o Estado não está se aproximando do sofrimento dessas mulheres".

Definida pela literatura médica como a má-formação do cérebro e do córtex do bebê, havendo apenas um "resíduo" do tronco encefálico, a anencefalia provoca, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), a morte de 65% dos bebês ainda dentro do útero materno e, nos casos de nascimento, sobrevida de "algumas horas". "Os bebês podem viver alguns dias. Se quisermos ser o máximo do otimismo, vivem semanas", diz a representante da Anis.

(...)

"O STF é um local de debate racional e informado", rebate Débora Diniz, do Anis. Ela observa que a entidade não está colocando em discussão os debates clássicos sobre aborto e que, portanto, não se pode falar em abrir brechas para a legalização total do aborto. "Não estamos falando de debates tradicionais sobre aborto. Não há qualquer possibilidade de se levar em consideração os interesses do feto (no caso de anencefalia). O que está em discussão não é a legalização do aborto", comenta.

Voltei.

Em primeiro lugar, a argumentação da antropóloga (tenho medo dessa classe de profissionais que é formada no Brasil) diz que o Estado condena a mulher a carregar um cadáver. Ora essa, se não está vivo, a mulher não está grávida, fim de polêmica. Se existe toda essa discussão é justamente porque se trata de uma vida.

Outra coisa que me chama a atenção é o eufemismo: aborto agora é conhecido como "antecipação de parto". Começou como interrupção de gravidez, agora acham um nome ainda mais suave... daqui a pouco vai ter advogado chamando assassinato de jornada antecipada para o além.

Outro detalhe é a classificação do STF como um local de debate racional e informado. Ela só diz isso porque até agora os Ministros se mostraram alinhados com o pensamento dela, mas se o STF eventualmente decidir contra o aborto dos anencéfalos, aposto os pinos do meu ombro como os últimos adjetivos que essa antropóloca usará para classificar o STF e seus Ministros serão "racional e informado".

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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