quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Arma-se a tenda: STF ouvirá grupos religiosos sobre o aborto de anencéfalos

Saudações queridos leitores!

É uma patifaria com data anunciada. No próximo dia 26 o STF ouvirá em uma audiência pública alguns grupos religiosos favoráveis e contrários à liberação do aborto de fetos anencéfalos. O relator da ação que tem o objetivo de obter a liberação desse tipo de procedimento, o ministro do STF Marco Aurélio Mello resolveu marcar três audiências públicas para ouvir cientistas, grupos religiosos e a comunidade.

A audiência será um circo macabro, visto os convidados. Na primeira das três audiências marcadas, serão ouvidos a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Igreja Universal (essa mesmo, a seita maligna do Edir Macedo) e a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família (Padre Lodi) e Católicas pelo Direito de Decidir.

Na segunda audiência serão ouvidos o Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), a Associação de Desenvolvimento da Família (ADEF), a Escola de Gente e Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos.

Na terceira e última audiência, será a vez de ouvir o Conselho Federal de Medicina, a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, da Sociedade Brasileira de Medicina Fetal, a Sociedade Brasileira de Genética Clínica, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e o deputado federal José Aristodemo Pinotti (DEM-SP).

Como puderam ver, há entidades sérias, mas também há organismos que representam meramente minorias empresariais, que não deviam sequer ser classificadas como entidades religiosas. Uma coisa que me estranha muito é o fato dos mesmos Ministros que bateram no peito a alguns meses com relação à laicidade do Estado estejam querendo ouvir entidades religiosas. No laicismo deles, isso deveria ser proibido, visto que buscaram desqualificar de todo modo argumentos contrários às pesquisas com CTEs, que invariavelmente eram taxados de religiosos.

Deus queira que os religiosos não sejam ouvidos dessa vez como um mero teatro, uma encenação de democracia.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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