domingo, 6 de julho de 2008

Evangelho de Domingo - 14° Domingo do Tempo Comum

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de Santo Agostinho.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Evangelho (Mt 11, 25-30 (14º Domingo do Tempo Comum))

25Naquela ocasião, tomando Jesus a palavra, disse: Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e prudentes e as revelaste aos pequeninos. 26Sim Pai, porque tal foi o Teu beneplácito. 27Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, nem ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
28Vinde a Mim todos os que andais afadigados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. 29Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas, 30pois o Meu jugo é suave, e a Minha carga é leve.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hippone (África do Norte) e doutor da Igreja

Confissões, I, 1-5

«Vinde a mim, todos que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei» «Tu és grande, Senhor e digno de louvor» (Sl 144,3). «Grande e poderoso é o nosso Deus, a sua sabedoria não tem limites» (Sl 146, 5), e no entanto o homem quer louvar-te, o homem que é apenas uma pequena parcela da tua criação, o homem que leva com ele por toda a parte a sua mortalidade, que leva com ele o testemunho do seu pecado e que reconhece que «tu te opões ao orgulhoso». Contudo, parcela insignificante da tua criação, o homem quer louvar-te. És tu quem o impulsionas a procurar a sua alegria no teu louvor, porque tu nos fizeste para ti, e o nosso coração não descansa enquanto não repousa em ti...

«Louvarão o Senhor aqueles que o buscam» (Sl 21,27). Os que o procuram encontrá-lo-ão, e os que o encontram louvá-lo-ão. Portanto, que eu te procure, Senhor, invocando-te, e que te invoque, acreditando em ti! Porque tu nos foste revelado pela pregação. Ela invoca-te, Senhor, esta fé que tu me deste, esta fé que me inspiraste pela humanidade do teu Filho, pelo ministério do teu pregador. E como te invocarei, ó meu Deus e meu Senhor? Quando te invocar, pedir-te-ei para vires a mim. Mas há em mim um lugar onde o meu Deus possa vir, esse Deus «que fez o céu e a terra» (Gn 1,1)? Sim, Senhor meu Deus, há em mim alguma coisa que te possa abarcar? O céu e a terra que tu criaste, e nos quais me criaste, podem conter-te?... Dado que eu mesmo existo, posso eu pedir-te que venhas a mim, eu que não existiria se tu não existisses em mim?...

Quem me concederá que repouse em ti? Quem me concederá que venhas ao meu coração, que o entusiasmes para que eu esqueça os meus males e possa escutar-te, a ti, meu único bem? Quem és tu para mim? Tem piedade de mim, para que eu possa falar. Que sou eu a teus olhos, para que tu me mandes amar-te?... Na tua misericórdia, Senhor meu Deus, diz-me o que é que tu és para mim. «Dizei à minha alma: eu sou a tua salvação» (Sl 34,3); que eu o perceba. Aqui está a orelha do meu coração à escuta diante de ti. Senhor, faz com que ela te oiça, e «dizei à minha alma: eu sou a tua salvação». Eu quero acorrer a esta palavra e apreendê-la finalmente.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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