quarta-feira, 18 de junho de 2008

Zapatero acaba com financiamento e isenção fiscal da Igreja Católica

Saudações queridos leitores!

O governo anti-católico da Espanha, que vinha manifestando seu laicismo radical nos últimos anos acaba de desferir mais um golpe na Igreja Católica. O governo de Jose Luiz Zapatero cancelou a ajuda financeira oficial que o governo dava para a Igreja Católica por causa da oposição da mesma às políticas de aborto e união entre pessoas do mesmo sexo. Os católicos espanhóis podiam doar à instituição 0,7% dos seus rendimentos, através da declaração de impostos. A Igreja Católica era a única instituição que recebia tal tipo de colaboração na Espanha, mas o seu corte repentino motivou uma campanha dos bispos espanhóis para a arrecadação de fundos para a manutenção da Igreja. Segundo fontes do Episcopado espanhol, a verba estatal era responsável por até 30% da manutenção das dioceses. Anualmente eram destinados 141 milhões de euros para a Igreja, dinheiro esse que sabemos que o governo de Zapatero usará para financiar iniciativas abortistas e que privilegiem os homossexuais.

O cancelamento da verba aumentou ainda mais o abismo entre a Igreja e o governo espanhol e até mesmo entre os liberais e os conservadores do país. Apesar de tudo, alguns religiosos se manifestaram favoráveis à medida, mesmo que por motivos errados. O professor de Direito Eclesiástico da Universidade Pública de Navarra, Alejandro Gutiérrez, comentou que a medida “até demorou a chegar”, porque a Espanha é um país laico. “Mais de 100 mil sacerdotes tinham o privilégios de isenção de impostos, enquanto um professor, um jornalista ou um funcionário público deve pagar por comprar uma casa”.

Muitos dos que apóiam a medida desconsideram todos os benefícios e as lutas nas quais a Igreja se envolveu para defender o povo espanhol. Também desconsideram que muito do que a Espanha é hoje deve à herança da cultura ocidental, um valor que foi muito desenvolvido pela Igreja. Por outro lado, o corte dessa verba dá uma autonomia ainda maior para que a Igreja erga sua voz contra os abusos e o laicismo radical que vêm se instalando no país e trazendo consigo uma cultura de morte que coloca em risco o futuro não só da Espanha, mas de toda a Europa.

Por causa do fim do repasse, a Igreja passará a pagar os mesmos impostos que qualquer outra organização. Para isso, foi iniciada uma campanha massiva de sensibilização dos fiéis, que passarão a ocobrir as despesas da Igreja do próprio bolso. A manutenção das catedrais históricas será uma das maiores despesas.

A Igreja espanhola deveria passar a cobrar os mesmos direitos que qualquer pessoa ou instituição tem na Espanha. Mas dificilmente o governo de Zapatero permitirá à Igreja uma maior liberdade de atuação e de manifestação, visto que ambas têm posições diferentes. É sempre assim: todos devem ter os mesmos deveres, mas na hora de reivindicar os direitos, os socialistas vão escolher muito bem sobre o que a Igreja pode se manifestar, fazendo a velha confusão entre Estado Laico e Estado anti-católico.

Que Deus tenha piedade da Espanha, terra de tantos santos, que sofre um verdadeiro cerco das forças do mal.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Um comentário:

mattosoft disse...

Pois o governo espanhol esta certo em fazer isso, antes todos os governos o fizessem, pois se vc vai financiar uma instituição religiosa então deveria financiar todas e não somente a católica, que via de regra ao menos no Brasil só serviu para destruir a cultura local...