domingo, 8 de junho de 2008

Evangelho de Domingo - 10º Domingo do Tempo Comum

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de São Nicolau Cabasilas.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Evangelho (Mt 9, 9-13 (10º Domingo do Tempo Comum))

9Seguindo Jesus dali, viu sentado ao telónio um homem chamado Mateus e disse-lhe: Segue-Me. E ele levantou-se e seguiu-O.

10Ora, sucedeu que, estando à mesa em sua casa, vieram muitos publicanos e pecadores pôr-se à mesa com Jesus e Seus discípulos. 11Ao verem isto os Fariseus, diziam aos discípulos: Porque é que o vosso Mestre come com os publicanos e pecadores? 12Mas Ele, que os ouviu, disse: Não precisam de médico os que têm boa saúde, mas os doentes.
13Ide, pois, aprender o que significa: quero misericórdia e não sacrifício, porque não vim Eu chamar os justos, mas os pecadores.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

São Nicolau Cabasilas (c. 1320-1363), teólogo leigo grego.

A Vida em Jesus Cristo, Livro 6

Cristo, o médico, vem curar os doentes

Cristo desceu à terra, e começou por chamar aqueles que ainda não tinham chamado por Ele, e que nunca tinham sequer pensado Nele: «Eu vim chamar os pecadores», diz. Se veio à procura daqueles que não O desejavam, o que fará àqueles que Lhe rezam? Se amou aqueles que O odiavam, como poderá afastar aqueles que O amam? Como dizia São Paulo: «Se, de facto, sendo nós inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de Seu Filho, com muito mais razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela Sua vida» (Rom 5, 10).

Consideremos, pois, em que consiste a nossa oração. É certo que não somos dignos de obter aquilo que convém aos amigos pedir e receber, mas antes aquilo que é dado a servos rebeldes, a devedores faltosos. Não invocamos o nosso Mestre para que Ele nos dê uma recompensa, ou um favor, mas para que Ele tenha misericórdia de nós. Pedir a Cristo, amigo dos homens, a misericórdia, o perdão ou a remissão dos pecados, e não partir de mãos vazias após esta oração – a quem convém tal coisa, senão a devedores, dado que «não são os que têm saúde que precisam de médico»? Em suma, se convém aos homens elevarem a voz para Deus, implorando a Sua piedade, só poderão fazê-lo os que têm necessidade de misericórdia, os pecadores.

Invoquemos, pois, a Deus, não somente com a boca, mas também com os desejos e os pensamentos, a fim de aplicarmos a tudo aquilo por meio do qual pecámos o único remédio que pode salvar-nos, porque «não há debaixo do céu qualquer outro nome dado aos homens que nos possa salvar» (Act 4, 12).

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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