sábado, 10 de maio de 2008

Perigoso jogo da política européia com direitos humanos

Saudações queridos leitores!

Já faz tempo que os Direitos Humanos, ainda mais os direitos dos nascituros, são jogados no lixo na Europa. Mais uma vez, vozes levantam-se para dar o alerta. Fiquem com notícia de ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Perigoso jogo da política européia com direitos humanos

Alerta a catedrática Janne Haaland Matlay

Por Marta Lago

ROMA, sexta-feira, 9 de maio de 2008 (ZENIT.org).- É tão elevado o grau de relativismo, que nas políticas ocidentais, em particular nas européias, «já não existem valores fundamentais comuns desde o ponto de vista antropológico», até o ponto de que «parece impossível descobrir o que é um ser humano», denuncia a ex-ministra do exterior norueguesa Janne Haaland Matlary.

A catedrática da Universidade de Oslo foi convidada a intervir na Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, no congresso «Custódios e intérpretes da vida. Atualidade da encíclica Huamanae vitae», pelo 40º aniversário da publicação do documento de Paulo VI.

A sessão vespertina da quinta-feira foi dedicada a uma questão: «Uma transformação da natureza humana?», contexto no qual Matlary advertiu sobre o «Relativismo na base da política européia», palestra difundida, nesta sexta-feira, pelo jornal da Santa Sé L’Osservatore Romano.

Ponto de partida do alerta de Matlary é seu próprio país, a ponto de adotar uma lei sobre o mandamento de «gênero neutro», norma que inclui o direito a adotar crianças nascidas de pares homossexuais por técnicas de inseminação.

Voltei. O mundo está tomado atualmente por uma onda de relativismo que faz com que muitos imaginem que qualquer conceito, seja ético, moral ou social pode ser feito e desfeito de acordo com as conveniências da época. Através dessa linha de pensamento, que mina as bases de alguns conceitos que são absolutos, podemos justificar qualquer tragédia.

Podemos, através da desconstrução dos valores, de acordo com as conveniências, promover massacres como o Holocausto da Segunda Guerra Mundial ou então justificar os milhões de mortos pelo regime comunista como algo inevitável em nome de um bem maior. Ao se negar que há aspectos da dignidade humana que são inegociáveis, instala-se a política do "vale-tudo", que na Holanda, justifica as pessoas poderem praticar sexo ao ar livre nos parques, vitrines com prostitutas, consumo permitido de drogas e partidos políticos manifestando posição favorável sobre a pedofilia.

Quem apóia o relativismo não tem o direito de questionar quando políticas contrárias começarem a ganhar corpo, já que seu próprio relativismo é o que permitiu o florescimento das desgraças.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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