sexta-feira, 2 de maio de 2008

Maioria das brasileiras que abortam são católicas, ou acham que são

Saudações queridos leitores!

Uma pesquisa feita recentemente pela UnB e pela Uerj faz um raio-x de quem comete o crime do aborto no Brasil. Os resultados são alarmantes. Fiquem com reportagem da Folha Online (íntegra aqui), volto depois.

Maioria das brasileiras que abortam são católicas, diz estudo

Uma pesquisa realizada pela UnB (Universidade de Brasília) e pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) revelou que a maioria das brasileiras que aborta é católica --o percentual varia de 51% a 82%, conforme a faixa etária--; tem entre 20 e 29 anos; e já são mães.

"Para a massa, que a vê [a Igreja Católica] como um meio de conforto, e não como uma cartilha dogmática, ela não é suficiente para as mulheres mudarem sua decisão", opina a pesquisadora da UnB Débora Diniz.

Para ela, a conclusão não surpreende, já que grande parte dos brasileiros se diz católica. Em segundo lugar ficaram espíritas (4,5% a 19,2%) e, em terceiro, evangélicas (2,6% e 12,2%).

Para os autores do levantamento, o alto número de abortos feitos por mulheres que já têm filhos (entre 70,8% e 90,5%) reforça a tese de que o aborto seria medida de planejamento reprodutivo, empregado em último caso, quando os outros métodos contraceptivos falharam. "Ao contrário do que se imagina, essa não é uma solução para a gravidez indesejada de uma mulher que desconheça o sentido da maternidade", afirma a pesquisadora.

Outro dado que corrobora essa tese é o uso de métodos contraceptivos pelas mulheres que interromperam a gravidez. Segundo a pesquisa, mais de 50% das que abortaram nas regiões Sul e Sudeste usavam algum método anticoncepcional, principalmente pílulas. Já na região Nordeste, a porcentagem oscila entre 34% e 38,9%.

Voltei. Existe uma diferença enorme em se dizer católico e em ser católico. Essas gestantes não são católicas, apenas dizem ser. Há um abismo imenso entre as duas afirmativas. Um dado que me chamou a atenção é que a maioria das gestantes que procuram o aborto são mães de família e têm entre 20 e 29 anos.

Esse dado revela que o aborto é tratado como um meio de controle de natalidade, não por mulheres desesperadas com uma gravidez surpresa. É um dado ainda mais alarmante, já que atrás dele fica evidente uma mentalidade egoísta e mesquinha.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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