sábado, 31 de maio de 2008

Islã cresce às custas do relativismo do ocidente

Saudações queridos leitores!

Ah, que falta fazem os homens de coragem! Já declarei aqui no Blog em mais de uma ocasião, que o crescimento do Islã ocorre por causa da falta de liberdade que impera no mundo muçulmano, com raríssimas exceções. Mas a esse fato devemos acrescentar outras causas: o relativismo do ocidente e a falta de empenho dos Católicos. Vou dissertar um pouco sobre esses temas.

Relativismo do Ocidente

Existe uma verdadeira ditadura do relativismo que influencia de maneira muito forte o mundo ocidental. Essa corrente de pensamento dá valor semelhante a coisas que são notavelmente diferentes, como é o caso da união entre pessoas do mesmo sexo, que ganha o status similar ao casamento legítimo entre um homem e uma mulher e a falsa idéia de que todas as religiões são iguais. Esse é um valor que eu nem combato por ser Católico, mas por ser um sujeito amigo da lógica. Sabendo que duas afirmativas contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, tende-se a rejeitar em nome da lógica o fato de que duas religiões diferentes assumam ser verdadeiras enquanto se dizem verdades únicas e universais. Defender que ambas as alternativas são verídicas é um paradoxo semelhante a aceitar a existência de uma bola quadrada (complexo de Quico (o Quico do Chavez mesmo!)).

Graças a essa linha de pensamento, muitas pessoas permitem que valores alheios à sociedade e que até mesmo idéias extremistas ganhem aceitação no ocidente, proporcionando um ambiente perfeito para que essas idéias angariem adeptos que começam um processo de enraizamento na sociedade e a conseqüente destruição dos valores que permitiram a civilização ocidental a tomar a ponta do mundo.

Falta de Empenho dos Católicos

Essa é uma conseqüência direta do relativismo que se infiltrou na sociedade e que mancha as consciências até mesmo dos Filhos de Deus. Por causa do relativismo que inseriu o "complexo de Quico" na cabeça de muitos Católicos, a Evangelização foi enfraquecendo aos poucos, até que a população adquirisse o nível religoso que vemos nos dias de hoje, onde muitos seguem a qualquer Bola de Neve que aparece no caminho. Mas nem todos sofreram esse dano no pensamento.

Os protestantes, muçulmanos e alguns outros grupos não foram bestas de cair nessa lorota que contraria a lógica e aproveitam o rebanho desnorteado para disseminar suas heresias e extremismos a um monte de pessoas que, como estão desorientadas, seguem a qualquer oferta que se apresente em sua frente. Tão logo são captados por outras doutrinas, o vácuo de lógica derivado do relativismo é preenchido com um condicionamento religioso que faz com que as pessoas passem de relativistas a extremistas, permitindo que a heresia de multiplique em escala quase que exponencial.

Estou dizendo com isso que nós, Católicos, devemos aproveitar o vácuo e fazer uma lavagem cerebral similar nessas pessoas? É claro que não.

A adesão à Fé deve ser um ato de livre e espontânea vontade exercido com pleno uso do intelecto. A Igreja não deve "abduzir" as vítimas do relativismo, mas sim exercer um trabalho de evangelização muito mais intenso do que vemos hoje. Mas isso não é função apenas dos sacerdotes e dos religiosos, mas sim de todo batizado, que deve, de acordo com suas condições e seu intelecto, estudar, pregar e evangelizar, não só com palavras, mas sendo exemplo vivo do Evangelho. Cito São Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei:

"Oxalá fossem tais o teu porte e a tua conversação que todos pudessem dizer, ao ver-te ou ouvir-te falar: “Este lê a vida de Jesus Cristo”. Caminho, 2.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Um comentário:

Leonardo disse...

Excelente post, Fernando! Continue o seu trabalho, é muito necessário à nossa sociedade brasileira de hoje! E fique com Deus!