domingo, 4 de maio de 2008

Ela merecia morrer?

Saudações queridos leitores!

Cada caso é um caso, mas como sabermos qual caso é qual caso? Fiquem com notícia de ACI, volto depois.

Cristo Hoje recolhe caso de menina diagnosticada com anencefalia que já completou 3 anos

.- O semanário Cristo Hoje recolhe em sua edição dedicada à Virgem de Luján, o testemunho de uma mãe que confiou a vida de sua última filha à intercessão da Padroeira da Argentina. A menina foi desenganada antes de nascer por uma grave má formação, mas já completou três anos de idade e leva uma vida normal.

Marcela é oculista de profissão e mãe de três crianças. Quando cumpriu oito meses de gestação em sua última gravidez, os médicos detectaram que sua filha tinha hidro anencefalia, acumulação de líquido no cérebro que ao não poder drenar faz que a cabeça cresça em forma anormal. O diagnóstico não dava lugar à esperança. A menina morreria poucas horas ou dias depois do parto.

"Quando estava entrando na sala de partos, invoquei à Virgem de Luján e decidi que levaria seu nome e a entreguei em suas mãos. A Virgem de Luján apareceu em minha mente e em meu coração naqueles duros momentos e com ardor encomendei a minha filha. Graças a ela hoje a tenho comigo e é uma menina como qualquer outra de sua idade, dando de presente sorrisos e amor a quem a conhece. Na atualidade ela, segundo os estudos, carece de muito tecido nervoso, e entretanto é uma garota normal", explica Marcela.

A pequena Luján segue sendo um caso inexplicável para os médicos que a trataram. "Não podem explicar melhoria extraordinária de nossa filha. Hoje é uma neném normal salvo por uma hemiparesia no lado esquerdo (dificuldade motriz muscular)", indica a mãe.

Conforme explica, a experiência com Luján permitiu a sua família valorar mais a vida. "Agradeço a Deus todos os dias de minha vida pelo milagre que fez com a minha filha".

"Diante da crua notícia de um bebê em gestação com problemas, tudo ao redor se derruba, as ilusões se apagam e as sensações negativas se potencializam acredito, pela fragilidade que estas pequenas pessoas aparentam. Mas se deve pedir muita fortaleza, ter esperança e por meio da oração tratar de agüentar o mau momento.

Luján nos demonstrou que embora tinha tudo em contra, sua valentia ao não baixar os braços, seus desejos de viver e sua luta contra sua enfermidade dia após dia, fizeram que hoje em nossa família estejamos agradecidos à Virgem. A amamos e respeitamos pela sua coragem como pessoa que ama a vida e que demanda uma oportunidade para crescer e gozar plenamente dela", adicionou.

"Eu gostaria de deixar a mensagem de que os milagres existem… e que Deus sempre está conosco. Devemos pedir muito, orar muito à Virgem, que nos serve de ponte para o Senhor. Eu posso dar testemunho disto porque simplesmente o vivi. Espero que com o relato de minha experiência possa ajudar a muitos na fé", concluiu.

Voltei. Ao se privar um nascituro de seu direito de viver, estamos destruindo uma vida. Por mais precária que sejam as condições, estamos privando um terceiro de algo que não nos pertence. Ao tirarmos uma vida, o mundo inteiro perde, pois estamos tirando junto com essa vida, toda uma história futura, que se desenvolveria no mundo, deixando suas marcas permanentes.

Todos têm o direito de tentar mudar o mundo. E todos mudam. Alguns mais, outros menos. E ninguém tem o direito de destruir a história alheia. O caso relatado acima me lembra muito o da pequenina Marcela, que também é anencéfala e ainda está viva, apesar de não ter condições de aprendizado e de suas expectativas serem mínimas, mas sempre superadas. Ela, com seu testemunho de vida, mudou muito o nosso mundo, ela deixou sua marca na história, provando que não é necessário ser alguém fisica ou psicologicamente perfeito para exercer seu direito de tentar mudar o mundo e de escrever a sua história.

Quando matamos alguém, o mundo inteiro fica um pouco mais pobre.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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