quinta-feira, 8 de maio de 2008

Caso Dorothy: pastoral pedirá anulação de sentença

Saudações queridos leitores!

Em uma decisão surpreendente, o segundo julgamento de Vitalmiro Bastos absolveu o fazendeiro. A CPT vai pedir a anulação do julgamento. Fiquem com notícia do Terra (fonte aqui), volto depois.

Caso Dorothy: pastoral pedirá anulação de sentença

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Ministério Público vão pedir a anulação da sentença que absolveu o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária americana Dorothy Stang, em fevereiro de 2005. A informação é do coordenador nacional da CPT, José Batista.

Por cinco votos a dois, Bida foi absolvido, na última terça-feira, em julgamento na 2ª Vara do Júri de Belém. Foi o segundo julgamento a que o fazendeiro respondeu. No primeiro, havia sido condenado a 30 anos de prisão. "Esperamos que o Tribunal do Júri anule essa sentença e mande novamente para o banco dos réus o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura", afirmou Batista.

Para o coordenador, a decisão do júri reforça o problema da impunidade no campo. "O fazendeiro era o único condenado cumprindo pena atrás das grades. Com a absolvição, não há nenhum mandante desses crimes cumprindo pena no estado do Pará. Infelizmente isso representa um incentivo ao crime", criticou, ao afirmar que ficou indignado com a decisão.

Batista disse que, diante de tudo que se apurou nas investigações, a absolvição do fazendeiro foi uma surpresa. "Há provas mais do que suficientes para a condenação. Não dá para entender como uma pessoa pode ser ao mesmo tempo culpada e inocente", afirmou.

Ele também ressaltou que "a decisão do Tribunal do Júri que inocentou o fazendeiro é extremamente contraditória, na medida em que vai contra outra decisão que já o condenava. Ela contraria as provas existentes no processo."

O coordenador destacou que a violência no campo é freqüente no Estado do Pará. "Isso é ruim para a Justiça, para as entidades dos direitos humanos no Pará, transmite uma insegurança e, sem dúvida, agrava ainda mais a situação das dezenas de lideranças ameaçadas de morte."

Voltei. Infelizmente o segundo julgamento é algo que obedece aos trâmites legais e cabe ao Promotor de Justiça recorrer da decisão, também de acordo com a Lei. É claro que muitos de nós achamos a decisão lamentável, até mesmo podemos pensar que contraria o bom senso, mas cabe a nós sermos diferentes deles e lutarmos de acordo com as regras do jogo para que promovamos a Justiça.

Longe de mim querer inocentar ou culpar alguém, o que quero é apenas que as regras sejam seguidas.

Se alguém acha que as regras não são justas, que trate de usar as vias ordinárias para mudá-las.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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