sexta-feira, 30 de maio de 2008

Britânicos abrem as portas para o horror

Saudações queridos leitores!

O cenário que se apresenta diante de nós é terível. Enquanto aqui no Brasil pessoas em estágio embrionário acabam de ser condenados à morte para serem usados como meras cobaias para experimentos científicos, a Inglaterra dá um salto em direção ao horror.

Em uma iniciativa assustadora, o Parlamento Britânico autorizou a criação de embriões híbridos entre homens e animais. Esses embriões serão criados através da inserção de DNA humano em óvulos de animais em nome do desenvolvimento da medicina.

A proposta foi recebida com consternação pelo presidente da Academia Pontifícia para a Vida, Dom Elio Sgreccia. A proposta, segundo ele, é particularmente grave do ponto de vista ético, pois «antes de tudo se une através da clonagem o núcleo humano que fecunda o óvulo animal. Esta união busca uma fecundação utilizando o elemento masculino, que é o núcleo, e o elemento feminino, que é o óvulo, um do homem e outro do animal».

Segundo a lei aprovada, os embriões híbridos à base de material genético humano e animal devem ser destruídos no máximo depois de 14 dias de desenvolvimento e sua implantação no útero de uma mulher está proibido.

Isso demonstra a falta de valor que é dada à vida humana. Primeiramente, os limites éticos são atropelados por um processo abominável, que une homem e animal, através de um processo similar à clonagem. Depois, como se o que fosse gerado não significasse nada, deverá ser destruído. Estamos falando de uma vida que foi criada por um ato abominável e que será destruída sem qualquer remorso. É a versão moderna das experiências de Mengele, só que com pessoas menores.

Esses processos são ilusórios. No Brasil, muito se alardeou que a cura para as doenças degenerativas estaria próxima com a aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias. Um dia após a aprovação das pesquisas, percebe-se que o discurso mudou radicalmente. Muitos dos cientistas que fizeram o lobby para que essa estrovenga fosse aprovada, já falam com bem menos entusiasmo, mostrando a distância que a cura para essas doenças realmente tem do que eles alardeavam.

No G1 saiu o seguinte comentário: "O aposentado Pedro Freire, de 60 anos, assistiu ao julgamento ao lado do neto, João Victor Freire Xavier, de 9 anos, que tem distrofia muscular. Segundo ele, o menino sempre acompanhou pela TV os debates sobre o tema. “Ele nos cobra muito, pergunta quando o remédio vai sair”, comentou" (fonte aqui).

Será que a Mayana Zatz vai ter coragem de dizer ao menino João Victor quando o remédio dele vai sair? E quem vai dizer a todos os portadores de doenças degenerativas que foram usados como massa de manobra quando estarão curados?

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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