sexta-feira, 23 de maio de 2008

Ainda sobre homossexuais e seminários

Saudações queridos leitores!

No texto em que trato de homossexuais nos seminários, chegam alguns comentários apontando correções. As correções não são nada mais do que os pontos que trata o documento que eu havia citado no texto em questão. Penso que, para ser mais completo, deveria ter citado o mesmo de maneira mais completa. Vamos ao comentário:

"Amado irmão em Cristo,
a Igreja considera necessário não admitir "ao Seminário e às ordens sacras aqueles que PRATICAM o homossexualismo, apresentando tendências homossexuais profundamente RADICADAS ou defendem a chamada cultura gay" afirma o documento. Porém, comecemos dizendo que a posição da Igreja (que é a da Bíblia e da sagrada Tradição); assistida e guiada pelo Espírito Santo, como Jesus prometeu (cf. Jo 14, 15.25; 16,12-13; Mt 28,20), é que a “tendência homossexual não é pecado” e tem suas causas desconhecidas, mas diz que a PRÁTICA DOS ATOS SEXUAIS é uma “depravação” (cf. Catecismo §2357ss ); é pecado grave."

Até aqui, irretocável. Mas a partir do texto que vem abaixo, há alguns problemas.

"Boa parte do clero possui a tendência homossexual, eles não deixam de ter a tendência homossexual, como o alcoólatra não deixa de ter a tendência ao alcoolismo, assim como um hétero que possui uma excessiva atração pelo sexo feminino, mas você pode, com o auxilio da Graça de Deus, vencer-se-a-si-mesmo sempre. E receberá de Deus a recompensa, pois você vai agradar muito a Deus."

Não sei de onde que o comentarista tirou a idéia de que boa parte do clero possui tendência homossexual. É um dado que eu nunca vi ser mencionado antes e que chega sem fontes, portanto, não deve ser considerado digno de crédito.

Outra coisa estranha é essa tal "excessiva atração pelo sexo feminino" por parte dos heterossexuais. Como se calcula o nível de atração pelo sexo oposto para que o comentarista me apresente alguém que possui uma atração normal, excessiva ou insuficiente? Sou casado, como vou medir meu "grau de atração" pela minha esposa? É algo que não dá pra medir. Suponho que alguém com atração excessiva, na opinião do comentarista, seja um tarado.

Para finalizar, o comentarista me faz duas observações finais:

"Não se pode chamar de pecadores os que apenas sofrem com esta tendência, pois não o são."

Concordo plenamente e me desculpo por não ter deixado esse dado explícito em minha postagem.

"Como também não podemos confundir o homossexualismo com pedofilia, mesmo porque, há muitos héteros que são pedófilos."

Em nenhum momento liguei as duas coisas, pois esse é um desvio que independe da orientação sexual.

Sendo assim, o melhor título àquela postagem seria "Nada de Homossexualismo nos Seminários".

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

4 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Amado irmão em Cristo,

"Não sei de onde que o comentarista tirou a idéia de que boa parte do clero possui tendência homossexual. É um dado que eu nunca vi ser mencionado antes e que chega sem fontes, portanto, não deve ser considerado digno de crédito."

É um dado existente no Relatório de John Jay; veja na íntegra o relatório no link abaixo:

http://www.usccb.org/nrb/johnjaystudy/

Agora, diante da fonte mencionada, acredito que esta "idéia" pode ser digna de crédito. Enclusive, é uma surpresa para mim você desconhecer esses dados.

"Outra coisa estranha é essa tal "excessiva atração pelo sexo feminino" por parte dos heterossexuais. Como se calcula o nível de atração pelo sexo oposto para que o comentarista me apresente alguém que possui uma atração normal, excessiva ou insuficiente? Sou casado, como vou medir meu "grau de atração" pela minha esposa? É algo que não dá pra medir. Suponho que alguém com atração excessiva, na opinião do comentarista, seja um tarado."

Acredito, meu caro Fernando que você não seja tão ignorante, e que saiba ler e compreender o que foi expressado nas palavras acima. Os escândalos de sacerdotes gays e pedófilos chamam mais a atenção da imprensa, por motivos óbvios. Mas também há casos de abuso por parte de padres héteros. Uma compilação deles está no estudo Desvelando a política do silêncio: Abuso sexual de Mulheres por Padres no Brasil, da socióloga Regina Soares Jurkewicz. Pesquise na internet, para ficar um pouco mais atualizado ou veja alguns dados no link abaixo:

http://casadapalavra.blogspot.com/2005/07/habemus-escndalos-de-batina.html

Um abraço.