sábado, 12 de abril de 2008

Uma no cravo...

Saudações queridos leitores!

Para quem acompanha a Assembléia Geral da CNBB esse ano, essa é uma notícia no mínimo estranha. Fiquem com matéria do Último Segundo (fonte aqui), volto depois.


Sinope da Imprensa: CNBB anuncia apoio a políticas anti-aids


Pela primeira vez, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acena com a possibilidade de a igreja apoiar "políticas governamentais" de combate à aids. A informação é do jornal “Folha de S.Paulo”.

Segundo o jornal, o documento da CNBB intitulado "Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil", que norteará os rumos da Igreja Católica no país até 2010, não detalha as medidas, mas afirma que "a Pastoral da Aids se realiza em cinco direções: prevenção, intervenção, recuperação, ressocialização, acompanhamento e apoio das políticas governamentais para combater esta pandemia".

No mesmo tópico, diz que a "prevenção, baseada em critérios éticos e cristãos, deve implementar a informação, promover a educação e levar a assumir atitudes responsáveis diante da epidemia".

No entanto, no texto da CNBB, a palavra “preservativo” não é usada. A Igreja Católica sempre foi contrária ao uso de preservativos pelos fiéis. O governo federal tem na campanha pelo uso de preservativos uma de suas políticas de prevenção contra a Aids e doenças sexualmente transmissíveis.

O texto foi obtido pelo jornal antes de ser divulgado pela entidade, tendo sido aprovado pelos bispos durante a 46ª Assembléia Geral da CNBB, em Indaiatuba (SP), encerrada na manhã de ontem. Segundo a CNBB, por meio de sua assessoria de imprensa, o documento ainda passará por revisão ortográfica antes de ser encaminhado para publicação em editoras católicas.

Para o secretário-executivo da Pastoral DST/Aids da CNBB, frei José Bernardi, o texto abre uma "brecha" para que agentes da pastoral possam indicar o uso de preservativos em certos casos. "Eu acho que é uma brecha que foi deixada de forma até voluntária pelos bispos, embora não afirmem explicitamente. Os agentes da pastoral, que trabalham lá na ponta com a epidemia, com pessoas vivendo com Aids, de repente podem ter essa liberdade", disse.

Voltei. Se tem uma coisa que é notória é que as políticas de prevenção de DSTs do Governo e o ensino da Igreja acerca do tema são diametralmente opostas. Não há como imaginar o Governo colaborando com a Igreja e vice-versa, dadas as enormes discrepâncias entre a linha de pensamento de um ou de outro.

Tenho três palpites: Ou o Governo se adequou às opiniões da Igreja (sonha, Fernando...), ou a CNBB desandou de vez (Deus nos livre) ou então eles buscaram um meio termo, algo que eu acho um tanto complicado, visto que o Ministro da Doença, ops, Saúde adora malhar a Igreja, taxá-la de retrógrada entre outras referências nada cordiais.

Vamos esperar para ver para onde a Igreja direcionará seu apoio.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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