sábado, 5 de abril de 2008

Santa Sé afirma que não mudou atitude da Igreja perante judeus

Saudações queridos leitores!

A questão entre os judeus e os Católicos é um tanto delicada e merece toda a nossa atenção. Fiquem com notícia de ACI, volto depois.

Santa Sé afirma que não mudou atitude da Igreja perante judeus

.- O Escritório de Imprensa da Santa Sé emitiu hoje um comunicado em que precisa que a publicação do novo "Oremus et pró Iudaeis" para o Missal Romano de 1962 não mudou em absoluto a atitude da Igreja Católica perante os judeus.

No comunicado, afirma-se que "depois da publicação do novo 'Oremus et pro Iudaeis' para a edição do 'Missale Romanum' de 1962, alguns setores do mundo hebreu manifestaram sua contrariedade ao considerar que esse texto não resultava em harmonia com as declarações e as afirmações oficiais da Santa Sé relativas ao povo judeu e a sua fé, que caracterizaram o progresso nas relações de amizade entre os Judeus e a Igreja Católica nestes quarenta anos".

"A Santa Sé assegura que a nova formulação do 'Oremus', com a que se modificaram algumas expressões do Missal de 1962, não pretendia, absolutamente, manifestar uma mudança na atitude da Igreja Católica para os judeus, sobre tudo a partir da doutrina do Concílio Vaticano II, em particular na declaração 'Nostra aetate', que segundo as palavras pronunciadas por Bento XVI na audiência aos Rabinos Chefes de Israel em 15 de setembro de 2005 supôs 'uma pedra angular no caminho da reconciliação dos cristãos com o povo judeu'", explica o documento.

"A permanência da atitude presente na declaração 'Nostra aetate' evidencia-se, por outra parte, no fato de que o 'Oremus' pelos judeus contido no Missal Romano de 1970 continua em vigência, e é a forma ordinária da Oração dos Católicos", prossegue.

Logo de lembrar que o documento conciliar Nostra aetate, sobre as relações da Igreja Católica com as religiões não cristãs, "expõe os princípios fundamentais que sustentaram e sustentam também hoje as relações fraternais de estima, de diálogo, de amor, de solidariedade e de colaboração entre católicos e judeus", o comunicado assinala que esta declaração do Concílio Vaticano II também "lembra precisamente o vínculo particular com que o Povo do Novo Testamento está espiritualmente ligado com a estirpe de Abraão e rechaça qualquer atitude de desprezo e de discriminação para os judeus, repudiando com firmeza toda forma de anti-semitismo".

"A Santa Sé deseja que as precisões contidas neste comunicado contribuam a esclarecer mal-entendidos e reafirma seu firme desejo de que os progressos alcançados na compreensão e estima recíproca entre judeus e cristãos durante estes anos se acrescentem", finaliza o texto.

Voltei. A reclamação dos judeus está ligada com as súplicas que são feitas durante a Liturgia da Sexta-Feira Santa, onde oramos pela sua conversão. Na versão anterior, orávamos pelos "pérfidos judeus".

Claro que no começo do Cristianismo, fomos vítimas de muitas perseguições e massacres cometidos pelas mãos de judeus e pagãos, mas isso não é motivo para que condenemos ou expressemos qualquer desamor para com os judeus, que considero como nossos irmãos mais velhos.

Eles foram os primeiros agraciados com a Revelação que, mesmo que parcialmente, manifesta-se na religião judaica, uma expressão do que viria a ser a Revelação plena de Nosso Senhor, o Cristianismo, expressado plenamente apenas no Catolicismo. É nosso dever orar não só pela conversão dos judeus, mas de todos os povos, pois esse é o desejo de Deus, o desejo de que sejamos um só rebanho.

Por isso, sugiro que oremos de modo especial pelos nossos irmãos mais velhos, os judeus, que foram o povo escolhido para receber a Plenitude da Revelação e agradeçamos que aqueles que aceitaram a Revelação nos tenham trazido a mensagem íntegra até hoje.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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