terça-feira, 15 de abril de 2008

O Papa e os abusos de parte do clero americano.

Saudações queridos leitores.

Temos comunistas disfarçados de padres. Os Estados Unidos tinham pedófilos disfarçados de padres. Eles fizeram bem, defenestraram (e continuam defenestrando) os pedófilos, mesmo que tenham demorado a começar a agir. Nós acariciamos os nossos comunistas. A situação da Igreja nos Estados Unidos é melhor que no Brasil. Melhor porque eles sabem resolver os problemas. Nós não sabemos.

A BBC publicou uma reportagem sobre os abusos de parte do clero americano, assunto que certamente será comentado por Bento XVI. Pra variar, dá pra sentir de longe o ranço de vingança na primeira parte da entrevista. Fiquem com os piores trechos comentados por mim. A íntegra você pode ler aqui.

Para Bárbara Blaine, presidente e fundadora da Rede de Sobreviventes das Vítimas de Abuso cometidos por Padres (Snap, na sigla em inglês), Bento XVI precisa oferecer mais do que apenas um pedido de perdão para as vítimas.

"Já passamos muito do ponto em que palavras pomposas ou mesmo um perdão sincero representariam algo para o nosso movimento. O que queremos é uma ação decisiva por parte do Santo Padre, e esperamos que sua visita possa estimulá-lo a tomar uma atitude", disse Barbara.

Barbara Blaine não quer o perdão. Ela quer vingança. Que os molestadores paguem o que eles devem, tanto para a Igreja quanto para a sociedade. Vejam abaixo o que ela deseja.

"É preciso que ele enquadre pessoas que exerceram posições de poder, mas que acobertaram as identidades dos predadores. E também defendemos que os bispos em todo o mundo revelem as identidades dos predadores, para que pais e empregadores possam ficar alertas".

Isso não pode e não deve ser feito, apesar do tamanho do crime cometido por esses sacerdotes, expô-los dessa maneira promoveria um linchamento ideológico, destruindo essas pessoas, impossibilitando sua reabilitação. Leis existem para ser cumpridas, quem não as cumpre, paga a justa pena.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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