quarta-feira, 23 de abril de 2008

Ninguém pode pedir a um hospital católico que realize o aborto ou a eutanásia

Saudações queridos leitores!

Existem muitos hospitais católicos na Europa. Com as autoridades do velho mundo se desviando cada vez mais da defesa da vida, começa a surgir um dilema por lá. Hospitais Católicos e o aborto e eutanásia. Fiquem com reportagem de ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

«Ninguém pode pedir a um hospital católico que realize o aborto ou a eutanásia»

Alerta o Pe. Mozzetta em uma coletiva do dicastério para a Saúde

Por Marta Lago

ROMA, segunda-feira, 21 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Manter a própria identidade, a concepção de homem e dar o valor agregado do próprio cristianismo: assim deve ser a presença da saúde católica no mercado, afirma o Pe. Aurélio Mozzetta em uma coletiva organizada pelo Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde (www.healthpastoral.org).

«Hospitais católicos, qual o futuro?» foi o tema desta convocatória celebrada em Roma na quinta-feira passada, por ocasião da difusão das atas do III Congresso Mundial da AISAC (Associação Internacional das Instituições de Saúde Católicas) – 3 a 5 de maio de 2007.

Convidado pelo dicastério, o geral da Congregação [hospitalar] dos Filhos da Imaculada Conceição, enfrentou a questão da «saúde católica entre carismas e mercado» desde sua própria experiência.

Existe um «valor agregado cristão a oferecer no mercado» – recordou o Pe. Mozzetta: é próprio da saúde católica dar «um serviço religioso pontual e preciso, e uma práxis consciente de acolhida do enfermo, própria de uma explícita ‘filosofia cristã’(pastoral) da saúde».

«Não queremos ser agrupados com quem faz da saúde uma mercadoria – acrescenta: à igualdade de prestações, objeto de livre concorrência, a saúde católica deve oferecer e se caracterizar por sua visão do homem e do homem enfermo.»

Voltei. Saúde é mercado. Infelizmente isso é fato. Como é um mercado, os hospitais devem agir como verdadeiras empresas para sobreviver. Com o aborto se alastrando pela Europa, os hospitais foram se adequando às novas normas. Uma norma total e completamente imoral, que não pode ser seguida por instituições católicas. O que fazer então?

Haja o que houver, as instituições católicas não devem abrir mão dos princípios que norteiam os cristãos. Penso que, já que a saúde é tratada como mercadoria, que os hospitais católicos devem entrar de cabeça nessa, mas sem jamais abrir mão dos princípios cristãos. Eles devem se destacar como pontos de referência, sem aborto e sem eutanásia, com administração profissional e em condições de competir em condições de igualdade com as outras instituições de saúde.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Nenhum comentário: