sexta-feira, 25 de abril de 2008

Bispos espanhóis denunciam abusos contra mulheres

Saudações queridos leitores!

A escravidão e o abuso do trabalho não são problemas que atingem apenas os países mais pobres. Os países ricos passam por problemas semelhantes, inclusive com causas muito parecidas com as causas das nossas mazelas. O valente episcopado espanhol, que é muito destacado por aqui por seu papel de defesa dos valores cristãos que construíram o mundo, ergue-se mais uma vez contra os opressores. Fiquem com reportagem de ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Bispos espanhóis denunciam abusos contra mulheres

MADRI, sexta-feira, 25 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Por ocasião da solenidade de Corpus Christi, Dia da Caridade, que se celebra em 25 de maio, a Comissão de Pastoral Social da Conferência Episcopal Espanhola divulgou hoje, 25 de abril, uma mensagem intitulada «A Eucaristia, esperança para o pobre». O texto une-se à campanha da Cáritas dedicada aos direitos das mulheres e denuncia os abusos que estas sofrem.

Em sua Mensagem, a Comissão explica que a festividade do Corpus Christi convida «a entrar no coração do mistério da Eucaristia, que se há de crer, celebrar e viver».

Recorda a última encíclica de Bento XVI – «Spe salvi; Salvos na esperança» –, sob cuja luz, afirma, «contemplamos a Eucaristia descobrindo nela um verdadeiro sacramento de esperança para toda a humanidade e, de maneira muito especial, para os mais pobres e excluídos dos bens necessários».

Os bispos que integram a Comissão se unem à campanha que Cáritas vem desenvolvendo sobre os direitos humanos e igualdade de oportunidades, que agora dedica aos direitos da mulher, convidando “a manifestar a igualdade entre homens e mulheres e a importância de que se reconheçam oportunidades eqüitativas para ambos sexos como expressão da comum dignidade humana que compartilhamos e como base de uma sociedade mais justa e mais fraterna».

Recordando as palavras do Papa, sublinham que «toda nossa ação em favor da justiça e dos pobres é ‘esperança em ato’, ou seja, é um sinal e um testemunho de esperança».

«O tráfico de mulheres é uma das formas mais cruéis de violência e de escravidão. São milhares as mulheres que são captadas e trazidas para a Espanha por pessoas, grupos de delinqüentes ou redes criminosas organizadas, através do engano, ameaças ou coação, com o fim de submetê-las à exploração, prostituição, trabalho rural, serviço doméstico, construção civil, hotelaria e também atividades clandestinas».

Tudo isso, recordam os bispos, «sem esquecer outros dados como o número assustador de 100.000 abortos por ano na Espanha; que cerca de 20.000 crianças são objeto do tráfico de pessoas na Espanha e estão submetidas a diversas formas de exploração sexual e trabalhista; que milhares de imigrantes chegam a nossas fronteiras fugindo da fome e sem ser reconhecidos em seus direitos humanos».

Voltei. A Espanha está passando por uma crise de comportamento. Atitudes que eram repreendidas durante muito tempo estão se tornando novamente comuns. Algumas até deixaram de ser consideradas reprováveis, mesmo continuando imorais.

A crise que afoga a Espanha é uma crise moral e a pouca moral que restou está torta. E a moral torta é mais fácil de se viver, pois não exige compromisso com nada. E quem tem uma vida supostamente fácil, é claro que reclama quando alguma suposta dificuldade aparece. O que não entendem é que essa moral que eles pregam é auto-destrutiva. Pregam o assassinato de nascituros, logo pregarão o extermínio dos idosos e celebrarão a união de pessoas com outros do mesmo sexo e quem sabe, em um futuro não muito improvável, com coisas. Se esquecem que um dia já foram nascituros e que ainda serão velhos.

A escravidão e a exploração de mulheres é apenas uma ponta de um iceberg que guarda embaixo da linha do mar uma degradação moral muito maior do que vemos, que leva pessoas a tolerar esse comportamento.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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