quinta-feira, 17 de abril de 2008

Bento XVI e Bush discutem sobre Iraque e Imigração

Saudações queridos leitores!

Não gostava de Bush, mas hoje em dia tenho uma menor rejeição por seu modo de fazer política. Apesar de discordar em muito de seu modo de governar, hoje consigo ver o que ele faz de bom na política mundial e doméstica. Mas isso não importa. Minha opinião é irrelevante, já que não sou cidadão americano e não voto por lá.

Pois bem, Bush e o Santo Padre discutiram hoje em Washington sobre temas delicados, a guerra do Iraque e os imigrantes. Fiquem com um trecho de ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Bento XVI e Bush discutem sobre Iraque e Imigração

Também dedicam «um tempo considerável» ao Oriente Médio

WASHINGTON, 16 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Quando Bento XVI e o presidente americano George Bush sentaram-se para conversar em privado no Salão Oval hoje, suas atenções se voltaram para um leque de assuntos, desde o Iraque à imigração.

O Papa visitou a Casa Banca nesta manhã em seu primeiro dia completo, dos cinco dias em que estará visitando os Estados Unidos. Bush deu as boas-vindas com uma festa de 9.000 convidados e um enorme bolo amarelo em celebração de seus 81 anos de vida.

O presidente falou ao Santo Padre sobre a imagem da América que o Papa verá durante sua jornada apostólica.

«Aqui, na América, o senhor encontrará uma nação de orantes. Cada dia, milhões de nossos cidadãos se aproximam de nosso Criador de joelhos, buscando sua graça e agradecendo pelas muitas bênçãos que Ele nos concede. Milhões de norte-americanos rezaram por sua visita, e milhões buscam orar com o senhor esta semana.»

E continuou: «Aqui na América o senhor encontrará uma nação que dá as boas-vindas ao papel da fé na praça pública. Quando nossos fundadores declararam a independência de nossa nação, eles lançaram sua causa no apelo às ‘leis da natureza, e do Deus da natureza’. Acreditamos na liberdade religiosa. Acreditamos também que um amor pela liberdade e uma lei moral comum são escritas em cada coração humano, e que estes constituem o firme fundamento no qual cada sociedade livre bem sucedida deve ser construída».

O presidente disse que a América é uma nação moderna, «guiada pelas verdades eternas e ancestrais». E a chamou de uma das nações mais religiosas da terra.

«Esta é uma das maiores forças de nosso país e uma das razões de que nossa terra mantenha a esperança e a oportunidade para milhões de pessoas por todo o mundo», continuou Bush. «Acima de tudo, Santo Padre, o senhor encontrará na América pessoas cujos corações estão abertos para sua mensagem de esperança. E a América e o mundo precisam desta mensagem.»

Bento XVI mencionou o relacionamento entre fé e o estado secular na América, quando ele falou com jornalistas no caminho para os Estados Unidos na terça-feira. Ele elogiou o modelo americano deste relacionamento e sugeriu que seja algo que a Europa deva imitar.

Dignidade e vida

Depois, pela manhã, os dois líderes se retiraram no Salão Oval para uma conversa privada. Um pronunciamento conjunto relatou que o presidente agradeceu ao Papa por seu desejo de visitar o «Ground Zero», onde o World Trade Center se encontrava antes dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

A declaração disse que o Papa e Bush discutiram sobre vários tópicos: o respeito à dignidade da pessoa humana; a defesa e promoção da vida, matrimônio e família; a educação das gerações futuras; direitos humanos e liberdade religiosa; desenvolvimento sustentável e a luta contra a pobreza e pandemias, especialmente na África.

«Ambos reafirmaram sua total rejeição do terrorismo, assim como da manipulação da religião para justificar atos imorais e violentos contra inocentes. Falaram da necessidade de confrontar o terrorismo com meios apropriados que respeitem a pessoa humana e seus direitos.»

Entre suas preocupações mútuas estava o tema do Oriente Médio. «O Santo Padre e o presidente dedicaram um tempo considerável às suas discussões sobre o Oriente Médio, em particular sobre a resolução do conflito Israel-Palestina, em linha com a visão dos dois estados viverem lado a lado em paz e segurança; seu apoio mútuo para a soberania e independência do Líbano; e suas preocupações comuns sobre a situação no Iraque e particularmente o estado precário das comunidades cristãs lá e em toda a região. O Santo Padre e o presidente expressaram esperança de pôr um fim à violência e de uma rápida e compreensiva solução para a crise que aflige a região».

Voltei. A invasão ao Iraque não deveria ter acontecido da forma que aconteceu, mas já foi. Abandonar o país agora não vai melhorar as coisas, só vai fazer surgir um terreno imenso para toda sorte de organizações terroristas se estabelecer para que planejem e cometam mais atentados. Só os humanistóides de miolo mole é que acham que os Estados Unidos devem se retirar imediatamente do Iraque. Se os Estados Unidos fizerem isso, as conseqüências seriam piores do que se lançassem uma bomba e transformassem o país em um buraco.

A saída para o país é uma administração mais humana possível nesse pós-guerra, eliminando ao máximo os elementos que ameaçam tanto iraquianos quanto os outros povos do mundo para que o país volte o quanto antes ao pleno controle.

Apesar de Bush não ser contrário à pena de morte (discordo da pena de morte como é aplicada no mundo hoje, apesar de não discordar totalmente da punição capital), ele não é partidário da cultura da morte. Tanto ele quanto o Papa têm as mesmas opiniões sobre as pesquisas com células tronco embrionárias, aborto e união entre pessoas do mesmo sexo. Isso é um alívio, pois, uma pessoa com seu poder de influência consegue manter um nível de moralidade um pouco maior no nosso mundo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Nenhum comentário: